Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"A Rapariga Fatal", de Lesley Wolfe

A Rapariga Fatal, Leslie Wolfe - Livro - Bertrand

 

Qualquer que seja o motivo que leva um serial killer a escolher as suas vítimas, de uma coisa podemos estar certos: qualquer pessoa pode encaixar no "perfil" de um destes assassinos, independentemente daquilo que é, ou não é, daquilo que faz, ou não faz, das decisões que toma, ou teima em não tomar.

Porque nunca sabemos a sua motivação e, por isso, nunca podemos saber se somos potenciais vítimas, ou se estamos a salvo do seu alvo.

Assim, qualquer um(a) pode ser escolhido(a). Mesmo que pareça não fazer qualquer sentido.

 

Quando as vítimas encaram a sua nova realidade, e a morte certa e iminente, sabem que não têm como controlar o "fim da linha".

Mas podem sempre escolher resignar-se a ela, ou oferecer-lhe alguma resistência, mantendo a dignidade, mesmo na hora da sua morte.

Sarah é daquelas que se resignou à sua sorte... Katherine, nem por isso. Pode até morrer, mas não vai fazer o que aqueles monstros querem.

 

Não podemos controlamos as pessoas com quem nos envolvemos. Mas podemos escolher, a partir do momento em que as conhecemos verdadeiramente, fechar os olhos e ignorar, ou fazer aquilo que sabemos que tem que ser feito.

O problema é que, entretanto, mais vítimas podem sofrer, perder as suas vidas, juntar-se à lista de homicídios por resolver.

 

Lisa, Sarah, Katherine, Stacey e Melissa. 

O que têm em comum estas mulheres?

Porque foram escolhidas?

Quantas delas conseguirão sobreviver à tortura e à morte?

 

Tess Winnett vai, através da sua cama no hospital, onde está a recuperar da última "marca de guerra" com a qual o serviço a brindou, tentar desvendar o mistério em torno de uma dupla de serial killers  que anda a eliminar um determinado tipo de mulheres, em que um é apenas violador, e o outro apenas o assassino, mas que trabalham em conjunto e se complementam entre si.

 

Um dos suspeitos é fácil de desvendar.

Mas confesso que me enganei com o segundo.

E, tal como Tess na cama de hospital, também nós, deste lado, sentimos o tempo a escassear, a frustração de não haver quaisquer pistas concretas ou suspeitos credíveis, e mais uma vítima mortal a surgir a qualquer momento, sem que ninguém as consiga salvar daquele inferno.

 

Paralelamente à caça a esta dupla de criminosos, temos histórias de mulheres, trabalhadoras, mães, mulheres que estão cansadas daquilo em que as suas vidas se tornaram, do rumo que as suas relações tomaram, da forma como a maternidade as transformou, e do quão fácil é refugiar-se de tudo isso, nas mais diversas distracções ou dependências.

E parece que há alguém neste mundo decidido a condená-las pelas suas decisões e comportamento, e a mostrar a todos, até mesmo depois de mortas, a "espécie" de mulheres que elas são, e porque mereceram aquele castigo. 

 

Quem será a próxima?

Conseguirá Tess, juntamente com os colegas, evitar o pior?

4 comentários

Comentar post