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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A série Living With Yourself, da Netflix


 

 

Um homem, completamente desanimado, submete-se a um estranho tratamento e, quando acorda, descobre que foi substituído por uma versão melhorada de si mesmo.

 

 

Tudo começa quando Miles, desanimado com a sua vida amorosa e falta de inspiração para o trabalho, segue os conselhos do seu amigo Dan, que lhe aconselha uma ida a um spa selectivo e secreto, de onde sairá renovado e muito mais confiante.

 

Ao ver o fracasso em que se tornou a sua vida, e o sucesso que o amigo está a conseguir a todos os níveis, Miles gasta parte do dinheiro que ele e a sua mulher pouparam, para pagar o spa, que lhe promete um verdadeiro milagre - um tratamento avançado e sofisticado, capaz de resolver todos os seus problemas.

 

Na realidade, o que acontece no spa é um processo de clonagem, que transforma os clientes numa versão melhorada de si mesmos. E, enquanto os clones ocupam os respectivos lugares na vida que, antes, pertencia aos clientes, estes são enterrados vivos, sob o efeito da anestesia, acabando por morrer.

 

 

 

O que nem ele, nem os donos do spa esperavam, era que as coisas não resultassem como habitualmente, e que Miles sobrevivesse.

 

Agora, o verdadeiro Miles, que continua sem grande vontade de mudar por si próprio, e o seu clone, que age de uma forma totalmente diferente, tornando-se um homem bem sucedido, respeitado, e que facilmente conquista todos à sua volta, terão que partilhar a mesma vida, o mesmo trabalho e, até, a mesma mulher.

 

 

 

Apesar de ser uma comédia, faz-nos pensar neste mundo em que vivemos, em que a competição no trabalho leva, cada vez mais, a frustrações e stress quando não se consegue dar o melhor, em que reina a lei do mais esperto.

Um mundo em que as pessoas têm preguiça de pensar por si, lutar por si mesmas. Preferem cruzar os braços e ignorar o que se passa, consigo e com os que o rodeiam, do que enfrentar as situações, e tentar resolver os problemas.

Um mundo em que as pessoas preferem afundar-se em autocomiseração, desvalorizar-se e fazer o papel de coitadinhos, do que dar a cara e tentar melhorar e mudar a sua vida, e a pessoa que é, ou na qual se transformou.

E este é meio caminho andado para perderem aquilo que tanto receiam perder.

Depois?

Depois poderá ser tarde demais...
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