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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Até que ponto são os castigos eficazes na educação?

 

No outro dia, em conversa com uma amiga sobre os filhos e os castigos, dizia eu a respeito da minha filha:

"Por enquanto, está proibida de ir ao computador. mas, se não atinar, fica sem ver a Violetta.".

E perguntou-me ela: "Mas isso não a vai revoltar e ter o efeito inverso? Sabendo que já não tem nada a perder, não vai ficar sem vontade de se esforçar?".

Ao que eu lhe respondi: "Então, o que é suposto eu fazer? Nada? Deixar andar?".

Não me parece o melhor caminho. É nesta altura que temos que agir, para que as crianças e jovens percebam que não podem fazer tudo o que querem, e que cada acção tem a respectiva consequência, tanto para o bem como para o mal.

 

 

 

Educação não se dá à base das bofetadas, embore confesse que muitas vezes tiram-nos de tal maneira do sério que nos dá vontade de lhes dar uma. Também não se transmite com gritos porque, às tantas, estamos nós a gritar, eles a gritarem mais alto, nós a tentar fazer-nos ouvir, e acaba por ninguém se ouvir. Embora seja verdade que, por vezes, perdemos a estribeiras.

Assim sendo, resta-nos conversar com eles, explicar-lhes o motivo pelo qual estão a ser castigados, e de que forma podem, futuramente, evitar isso.

Claro que temos que tentar adequar o castigo à acção, sem exageros nem benevolências. E, acima de tudo, cumpri-lo. 

 

 

Até que ponto a táctita dos castigos deixa de ser eficaz? Não faço ideia! Nem sei se pode, realmente, ter um efeito inverso ao pretendido. Somos pais. Não somos donos da verdade, nem temos um manual de instruções para seguir.

Privá-los de algo que gostam pode ser uma boa opção. Podem até mostrar que não os afecta nem lhes faz diferença mas, na verdade, na maior parte das vezes, custa-lhes. E muito.

Claro que pode resultar nuns casos, e não resultar noutros. Mas há que, pelo menos, tentar! 

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  • 5 comentários

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    marta-omeucanto 09.06.2015 12:09

    Obrigada pela opinião, Bella. Como disse, enquanto mãe, vou fazendo o que posso mas não sei tudo. E as pessoas que nos rodeiam opinam muito, mas só quem está na situação é que sabe.
    Pegando, por exemplo, no teu caso, merecias ficar de castigo se a tua nota fosse o resultado de falta de interesse, falta de estudo, cabeça na lua. Sendo uma dificuldade na disciplina em que, apesar de te esforçares, não consegues tirar melhor nota, não seria merecido.
    Acredito que alguém que esteja sempre a ser castigado se revolte, ainda mais se não considerar justo o castigo. É por isso que é importante conversar, explicar, e também valorizar os aspectos positivos, as conquistas e as vitórias conseguidas. É suposto o "castigo" ser a excepção, e não a regra.
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    Bella 09.06.2015 22:32

    Tem toda a razão, o meu caso é muito complicado, mas tudo o que disse é verdade! Infelizmente o meu pai não é assim e não pensa da mesma maneira :(
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    Aerdna 10.06.2015 16:06

    Olá,
    As pessoas mais velhas, educadas pelo trabalho e sempre a ouvir que estudar é que leva ao sucesso na vida, na esperança de dar o melhor aos filhos muitas vezes caiem em erros.
    Pelo que a Bella descreve parece ser esse o erro. Concordo com a Marta, se os resultados se devessem a falta de interesse e não obtivesse sucesso em mais nenhuma área, o seu pai teria de intervir, mais teria a obrigação de intervir. Parece não é o caso. O que me leva a pensar que a comunicação não é coisa fácil aí por casa.
    Vou atrever-me a sugerir uma coisa:
    Se o seu pai, educado da forma antiga, não aceita a sua opinião, nem a ouve, afinal é “só uma adolescente” que não sabe nada ainda da vida, tente que alguém em pé de igualdade com ele lhe explique que não está a agir de uma forma produtiva consigo. Não sei, se tem algum familiar a quem possa recorrer e a quem o seu pai dê ouvidos. Também tem o recurso de falar com a professora, explicar-lhe que se esforça e até consegue “suficiente” mas a sua “praia” é outra área. Conte-lhe que em casa não consegue falar com os seus pais acerca do assunto, peça-lhe para falar com o seu pai e explicar-lhe que cada um nasce com o seu talento e que não há ninguém no mundo que seja bom a tudo. Até os génios se destacam apenas numa área de conhecimento. Temos grandes matemáticos, a que não se lhe conhece mais nenhum talento, assim como músicos, ou até carpinteiros criadores de verdadeiras obras de arte, …
    E tentar, pode resolver! Tem de ter tacto, porque as pessoas mais velhas ainda acreditam nesta premissa: “A idade é posto”, quer dizer que os mais velhos sabem tudo e os mais novos estão errados. Claro que isto é um disparate mas eles não sabem, e se ofendermos então é que não ouvem ninguém. Paciência, tacto e não desistir pode ser uma receita não só para acabar com os castigos injustos mas também para resolver a maior parte dos problemas da vida.

    Muita sorte!
    Esta mensagem é passível de ser ignorada, afinal meti-me onde ninguém me chamou!
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    marta-omeucanto 11.06.2015 10:54

    E meteste-te muito bem! Pode ser que a tua sugestão ajude, de alguma forma, a Bella.
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