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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Distribuição de preservativos nas escolas

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A pergunta de ontem do Sapo era:

"Concorda com a distribuição de preservativos grátis nas escolas?"

 

E eu, com toda a sinceridade, respondi "não sei". Porque, de facto, não sei se isto será boa ou má ideia.

Até porque a questão principal não passa por aí, mas sim muito antes disso.

 

Concordo que deveria haver uma disciplina de educação para a sexualidade nas escolas. Inventam tantas disciplinas para preencher horário, que não fazem qualquer sentido, nem têm qualquer utilidade. Esta seria, sem dúvida, muito mais importante.

A verdade é que os jovens têm curiosidade em saber mais, e em experimentar mais, cada vez mais cedo.

No tempo dos meus pais, sexo só depois do casamento, e já na idade adulta. 

No meu tempo, isso era coisa em que começávamos a pensar aos 16/ 17 anos. Uma ou outra, inclusive, ficava grávida.

Hoje, vemos adolescentes de 14/15 anos a namorar. Namorar é uma maneira de dizer - andam aos beijos com um, ficam interessadas e falam com outros. Outras há que avançam mais, seja por vontade própria, seja por estarem iludidas com falsos amores e promessas vãs, seja para ser aceite, ou por se ver forçada.

Pior, vemos crianças de 11/12 anos, a quererem fazer e experimentar, o que estes adolescentes de que falei antes, precocemente, fazem.

Vemos crianças/ adolescentes a engravidarem cada vez mais cedo, a abortarem cada vez mais, a utilizarem de forma errada os métodos de contracepção disponíveis (ou a não utilizarem sequer), e a utilizarem a pílula abortiva como método recorrente de contracepção.

E, claro, no meio de tudo isto, a falta de protecção e possível transmissão de doenças sexuais.

 

Por isso, se me perguntarem se é urgente uma disciplina que os elucide, que os informe, que lhes explique os prós e os contras, que os aconselhe, que os previna, e que funcione como acréscimo ao trabalho dos pais nesse sentido, concordo. 

Agora, até que ponto distribuir preservativos de forma gratuita pelos estudantes - e aqui penso que a ser cumprido, deveriam também distribuir a pílula - não será uma forma de incentivo, de mascarar o verdadeiro problema, não sei.

Mas, entre o não fazer nada, e algo de pior acontecer por falta de medidas destas, e o poder evitar males maiores com elas, ainda que sejam insuficientes, acho que é preferível a primeira opção.

 

Imagem www.sabado.pt

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  • 2 comentários

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    marta-omeucanto 28.09.2016 10:25

    Parece-me que a preocupação principal é evitar o risco de transmissão de doenças sexuais. Do género, querem fazer, façam, mas ponham lá isto para não apanharem nada.
    Penso que os principais responsáveis pela educação sexual dos filhos deveriam ser os pais, mesmo que com todo o apoio dos professores e escola.
    Mas penso que muitos pais, ou por vergonha, por desprendimento, ou outro motivo qualquer, preferem não abordar o assunto, preferem ignorar, não querer saber. Não é que possam controlar o que os filhos fazem, nem tão pouco proibir, mas se houvesse abertura, diálogo, confiança, preocupação, as coisas poderiam correr de outra forma.
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