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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E porque antes de ser mãe, sou filha...

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...não podia deixar de falar da minha mãe!

Tenho a melhor mãe que podia desejar.

Quando éramos mais novos, eu era mais chegada ao meu pai, e o meu irmão à minha mãe.

Mais tarde, comecei a ter uma maior ligação à minha mãe, fruto da transformação de menina para adolescente, e de adolescente para mulher. E, embora tenha herdado do meu pai uma parte da sua calma e paciência, também tenho da minha mãe o "mau feitio"! Aquele de dizer o que temos a dizer em vez de calar, de reclamar, de chamar à atenção quando alguma coisa está mal.

Também herdei dela os meus (poucos) dotes culinários. Ela bem me queria ensinar a cozinhar, mas eu dizia sempre que tinha tempo. Mais tarde, fiz um livrinho com todas as receitas dela, que até hoje utilizo.

Por vontade do meu pai, a minha mãe ficou connosco (eu e o meu irmão) em casa. Até ao dia em que a situação financeira piorou, e a minha mãe foi "obrigada" a ir trabalhar. E trabalhou, muitos anos, como mulher a dias. E a tomar conta de crianças.

Quando eu era pequena, a minha mãe também nos acompanhava nas idas à praia. Não tínhamos carro. Apanhávamos o autocarro, os meus pais carregados com chapéu de sol, geleira e restante material. Era muito cansativo para eles. A minha mãe só deixou de ir porque lhe foi diagnosticada uma anemia. E foi então que deixou de vir connosco.

Já adulta, e a trabalhar, e em mais uma situação complicada, ajudei a minha mãe a pagar à sua conta os descontos para a segurança social, para que ela pudesse ter direito a uma reforma. Agora, são eles que me ajudam! 

Escolhi morar onde moro, porque estou perto dos meus pais. Foi a minha mãe que ficou a tomar conta da minha filha, desde que acabou a licença de maternidade. E muitas dores de cabeça lhe tem dado a neta! E á aquela mulher que está sempre a ajudar.

Da mesma forma, quando ela foi operada, e veio para casa sem poder fazer esforços, fui eu que estive lá a orientar tudo, a ajudar.

Hoje, a minha mãe é muito caseira. Mas, com alguma insistência, lá a consigo arrancar de casa para umas voltinhas. O meu pai agradece! Se for ele a convidar, ela diz logo que não!

É assim a nossa relação, entre mãe e filha! Estamos cá uma para a outra!

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