Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Histórias Soltas #14: Desaparecida

O VAZIO¨ ¨¨

 

Desapareceu…

Naquele final de dia, que já era início de noite…

Ninguém viu.

Ninguém a viu. Ninguém a ouviu.

Era só mais um final de dia, igual a todos os outros. A caminhar pelas mesmas ruas de sempre.

E lá estavam eles, os gatinhos, como sempre.

À espera de compaixão. À espera de uma refeição.

Estava escuro, e não queria ter que lá voltar mas… Eles chamavam por ela. Eles precisavam dela.

 

Foi a casa, pegou na ração, e saiu.

Deveria ter levado o telemóvel, mas… Eram só alguns metros, no mesmo caminho de sempre.

Por vezes, pensava que, ao fazer aquilo todos os dias, já lhe conheceriam a rotina, e saberiam os seus passos mas, quem lhe quereria fazer mal?

Chegou lá, e não havia gatinhos. Mas, muitas vezes, acontecia isso. Eles iam embora, e voltavam depois.

Hesitou em entrar naquele pátio. Mas era onde estavam as caixinhas para colocar a comida, e a água para lhes colocar nos recipientes.

Tratou de tudo.

 

Estava escuro.

Era um edifício abandonado. Onde, por vezes, se abrigavam drogados, delinquentes.

Numa rua onde poucos carros passavam. E, menos ainda, pessoas.

E dizia-se que o edifício estaria assombrado. Ou que vivia lá um velho, que matava toda a gente que lá entrasse. Mas eram só lendas… Mitos…

 

Em casa, esperavam por ela.

Mas nunca chegou.

Nem nesse dia, nem nos seguintes.

Desde aquele final de dia, que já era início de noite, tinha sido dada como desaparecida…

1 comentário

Comentar post