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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Into The Beat: Dança com o Coração, na Netflix

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Este fim de semana foi dedicado, entre as tarefas do costume, a ver filmes.

Um deles foi este "Into The Beat: Dança com o Coração".

Sim, é mais um filme de dança. Em que a protagonista se junta a um grupo de hip hop e descobre uma nova paixão.

Em que o protagonista desperta o lado mais emocional da dança na sua mais recente companheira.

Como já vimos em tantos outros filmes do género.

 

Mas, o que diferencia este, dos demais, é a pressão. O peso de um nome. Do legado familiar. O compromisso, a responsabilidade, o dever.

O continuar do que ficou por fazer, por conquistar.

A mãe de Katya era bailarina. Mas, a determinada altura, talvez devido a algum acidente, terá morrido.

O pai de Katya é um bailarino de topo, reconhecido e prestigiado, no auge da sua carreira. Mas sofre um acidente, e nunca mais poderá dançar.

Katya é bailarina desde que se lembra. É uma das melhores da turma. E gosta de dançar.

É a "sucessora". Aquela que vai dar continuidade ao nome e ao trabalho dos pais.

 

Só que, enquanto tenta conquistar o sonho, que talvez seja mais do pai do que dela própria, ela descobre o hip hop.

E percebe que, ao contrário do ballet, é o hip hop que a faz sentir aquilo que os pais sempre descreveram que sentiam quando dançavam.

No entanto, o pai não lhe permite abdicar de todo um trabalho de uma vida, por causa de uma "dança de rua".

Ela tem um dever a cumprir, e não se pode desviar do caminho. Tem um nome a defender, e não pode defraudá-lo, por conta do que julga ser um "capricho".

Até mesmo a própria professora de dança a tenta convencer de que são apenas dúvidas passageiras, e que Katya deverá ignorar, mantendo-se firme.

 

Mas, quanto mais pressão sente, mais Katya sofre, entre aquilo que ela quer realmente, e aquilo que esperam dela. Entre tentar não magoar uns e outros, acabando por se magoar a ela própria, sem que ninguém a compreenda ou ajude.

É um filme.

Mas, quantas vezes, não acontece isto na vida real? Pais que projectam os seus sonhos nos filhos? Pais que criam expectativas, que não querem ver defraudadas?

Pais que pressionam, que limitam, que não deixam os filhos voar por si próprios?

 

É um bom filme para reflectir sobre o que é realmente importante para os nossos filhos, e como devemos apoiá-los a conquistar os seus próprios sonhos.

Porque é isso que os fará felizes e, se os amamos, nos fará, enquanto pais, felizes também!

 

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