Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Lost Girls, na Netflix

Resultado de imagem para lost girls netflix

 

Baseado no livro "Lost Girls: An Unsolved American Mystery", de Robert Kolker, o filme conta a história real de Mari Gilbert e sua luta para resolver o caso do desaparecimento da sua filha mais velha, Shannan, uma prostituta que desapareceu em 2010, na região de Long Island, nos Estados Unidos, após uma visita a um cliente. 

 

Todos sabemos que, numa espécie de comunidade, sobretudo com algum poder, todos se protegem uns aos outros, e tudo se pode camuflar, esconder, ocultar, fazer desaparecer.

Mas será possível abafar o desaparecimento, ainda que de alguém que, aos olhos de todos, pareça alguém insignificante demais, para que se perca tempo e meios numa investigação?

Será possível calar ou travar a ira de uma mãe, que quer saber o que aconteceu à sua filha, e que nenhum apoio, colaboração ou empenho obtém da polícia, ou da justiça?

 

Se, no início, tudo é levado muito descontraidamente, por parte das autoridades, com a descoberta de vários cadáveres, de outras jovens, na zona, a polícia vê-se obrigada a mostrar algum serviço, mas pouco.

Até porque há provas que se perdem, outras que inocentemente se apagam, e algum interesse em que não se remexa muito no assunto.

O filme demonstra bem o comportamento das autoridades com os poderosos, por contraste com os comuns mortais.

 

Ainda que boa parte da revolta pela inacção da polícia, e da frustração por não conseguir descvobrir o que aconteceu à filha se devam à culpa que sente, por tudo o que fez e, sobretudo, o que não fez por ela, ao longo de toda a vida, pelo abandono, pelo aproveitar-se da vida da filha, não deixa de se mostrar uma mãe disposta a tudo, para saber a verdade, doa a quem doer.

 

Era um filme que prometia, até porque é baseado em factos reais mas, tal como na vida real, nem sempre as coisas correm como queremos, nem sempre há respostas, nem sempre há uma explicação para tudo, nem sempre se pode fazer mais.

 

Pessoalmente, achei que o filme deixou muito a desejar, para além de ser parado, sem grande contextualização, sem grande desenvolvimento das personagens que dele fazem parte, e que mereciam maior destaque.