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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Não é defeito, é mesmo feitio!

Sempre fui daquelas mães que anda sempre em cima da filha "Inês já fizeste os trabalhos?" ou "Inês, vai fazer os trabalhos!".

E ela quase sempre me responde o mesmo "Preciso da tua ajuda."

Sei que, muitas vezes, ela até sabe fazer os trabalhos, mas acho que criou esse ritual de esperar que eu chegue do trabalho e me sente com ela enquanto os faz. Se não fosse assim, ficavam muitas vezes por fazer.

Sou daquelas mães que corrige os trabalhos de casa.

Que, em época de fichas de avaliação, inventa exercícios ou imprime fichas para ela se preparar. Que insiste com ela para estudar (e que fica mais nervosa e sofre mais com os resultados que ela). Acredito que, se assim não fosse, as notas não seriam tão boas. Não por não saber, mas por não lhe apetecer.
Mas por vezes, em vez de ajudar, prejudicamos. E foi o que aconteceu connosco. Ao estudar para a ficha de Estudo do Meio, a minha filha teria que saber o nome dos países que fazem parte da União Europeia. Disse-lhe que quase de certeza a professora não iria querer que eles decorassem isso e que, provavelmente, não iria sair uma pergunta dessas. Bastava ela saber alguns. "E se sair?" - perguntou ela.

Resultado, foi por mim, e estudou mais a restante matéria. Mas, afinal, a professora quis que eles soubessem tudo. E ela não se esmerou porque eu "a convenci" de que não ia sair aquilo. A ficha correu mal. E eu sinto-me, em parte, culpada por isso.
Claro que ela devia saber que o trabalho dela é estudar, que devia ter métodos de estudo, autonomia suficiente para fazer os trabalhos ou estudar sem que tenham sempre que a lembrar. Devia saber que a matéria é para estudar toda mesmo que a mãe diga o contrário. Mas não é assim.
E quando tomamos a decisão de interferir (de forma positiva ou negativa) nos assuntos deles, passamos a ter a nossa quota-parte de responsabilidade, tanto no bom como no mau sentido.
Por vezes, apetecia-me não me envolver tanto, mas sei que não o conseguiria fazer.

Sou uma mãe galinha, e não é defeito, é mesmo feitio!

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