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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quantas hipóteses podemos/ devemos dar ao amor e às relações?

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Tantas quantas as que forem precisas, e que consideremos que vale a pena dar, se o amor ainda existir e a relação tiver hipóteses de se salvar.

Ainda quem nem sempre o amor tenha a força suficiente para, por si só, manter uma relação, ele tem que existir. Caso contrário, nenhum "remendo" que se tente colocar para manter duas pessoas unidas resultará.

Pode até colar temporariamente mas, à primeira adversidade, lá se descola tudo.

Ou, então, é daquelas colas tão fracas que, mal se coloca, escorrega, levando tudo o que era suposto colar com ela.

 

Por isso, como dizia, tem que existir ainda amor.

Depois, é necessário que haja amizade. E esse é um requisito que nunca se deve ignorar nem pôr de parte, quando se vive uma relação amorosa. Porque se as pessoas se deixam de ver como amigas, faltará tudo o resto. 

Respeito. Porque quando este não existe, não há base de sustentação. Quando o respeito dá lugar ao desdém, ao desprezo, aos insultos gratuitos, não há relação que resista.

Honestidade e sinceridade. Não adianta esconder aquilo que se sente. Acumular. Guardar para si. Porque, mais cedo ou mais tarde, rebenta e provoca estragos, por vezes, irreversíveis.

E isso leva a outro requisito fundamental: conversar. Conversar para perceber em que ponto está a relação, o que pode ser mudado, e o que pode ser aceite, por cada um.

Verdade. Para consigo próprios. Este é, talvez, o ponto mais difícil. Porque, por vezes, a verdade é aquela que tentamos a todo o custo evitar. É aquela que está à frente dos nosso olhos, mas que não queremos ver e, por isso, vamos olhando para os lados, contornando-a. É aquela que a nossa mente já sabe de antemão, mas que o nosso coração insiste em desmentir, ou desvalorizar.

Ou então, pode ser um elo fundamental para dar o empurrão que faltava, para que a relação engrene e encarrile de vez.

 

Mas nunca devemos ter como base, para essa nova hipótese, qualquer outro argumento como:

- o medo de ficar só

- o medo de não voltar a encontrar o amor 

- a tristeza e frustração que o fim de uma relação, na qual se investiu tudo, implica

- questões financeiras

- a existência de filhos, ou animais de estimação

- a habituação à convivência e partilha de um mesmo espaço

- a dependência emocional

- aquilo que os outros vão dizer ou pensar

- qualquer outra razão que não se baseie, unica e exclusivamente, naquilo que realmente mantém uma relação viva em todos os sentidos

 

Todos podemos/ devemos dar as hipóteses que considerarmos necessárias a uma relação, se acharmos que vale a pena lutar por ela, e que poderá haver futuro.

No entanto, também chegará o momento em que temos que perceber que, por vezes, essas hipóteses são apenas um adiar do inevitável. 

E, quando estivermos nessa linha, não valerá a pena passá-la, enganando não só a nós próprios, como também a quem está connosco.

 

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