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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Santa Maria: parte II

(porque também é preciso falar do que é bem feito)

Como tinha referido no post anterior, tendo a minha mãe sido enviada para casa, tratámos de arranjar o apoio possível para que ela fosse acompanhada em casa.

Respirámos um pouco de alívio ao ver que as coisas se estavam a encaminhar.

Até que, na quinta-feira à noite, foi necessário chamar os bombeiros novamente, e voltar ao hospital.

Dados os baixos níveis de oxigénio, foi para a área de Covid, onde passou a noite.

Ao início não percebemos a lógica de a terem levado para ali. Ela não tinha covid.

 

Depois, surpreendentemente, agradecemos por a terem levado para lá.

A médica, ao contrário das colegas, não foi indiferente.

Fez análises, fez RX, fez electrocardiograma.

Fez duas TAC.

Ou seja, tudo aquilo que deveria ter sido feito da primeira vez, na urgência.

E ao final da tarde de 6ª feira, foi internada. Para se estudar a causa do problema dela, e tentar tratá-la. Iria fazer exames na próxima semana.

 

Ontem, ao final do dia, liguei para o serviço.

Falei com o enfermeiro.

Disse que ela estava a oxigénio, que estavam a aspirar as vias aéreas, e que estava a aguardar a colocação da sonda.

Tinha direito a visitas, o que foi um alívio saber.

Ficámos tranquilos porque, da forma como ela saiu daqui de casa, se continuasse cá, estava em constante sofrimento, não teria apoio profissional e imediato, e poderia acontecer o pior, enquanto ali, no hospital, tinha todos os meios e uma equipa médica.

Parecia estar tudo a encaminhar-se no bom sentido.

 

A forma como esta médica procedeu, ao requisitar todos os exames, e interná-la, foi a mais correcta e profissional que poderíamos pedir e esperar.

Não foi o suficiente. 

Talvez tenha sido tarde.

Talvez, se as colegas tivessem agido de forma diferente, o desfecho fosse o mesmo.

Mas pelo menos alguém se preocupou. 

Alguém viu uma pessoa que, mesmo não tendo salvação, merecia um último esforço.

 

E nós agradecemos por isso.

Porque também é preciso falar do que é bem feito.

E não se poderia exigir mais.

 

 

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