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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Seguir em frente

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É das coisas que mais nos dizem: que devemos seguir em frente.

A verdade é que a vida segue. E nós seguimos.

O que assusta, é a facilidade e a naturalidade com que, por vezes, o fazemos.

Sim, é o que é suposto. E sim, é o que quereriam que fizéssemos.

Seguir em frente e continuar a viver, já que ainda temos esse privilégio, é um sinal de que estamos bem.

Que não ficámos parados no tempo, nas situações e nas circunstâncias. 

É sinal que ultrapassámos a dor e a tristeza, e aceitámos os acontecimentos.

Como li algures: "a fase do luto termina quando a dor e a tristeza dão lugar às boas memórias".

 

Vai fazer quatro anos que a minha mãe morreu. 

Fez cinco meses que o meu pai se foi.

E, no dia a dia, quase nem me lembro disso.

Parece que já foi há muito mais tempo.

Como é que nos acostumamos tão facilmente à ausência das pessoas que faziam, diariamente, parte da nossa vida?

 

Mas, depois, ouvi esta frase e fez todo o sentido: 

"A dor nunca te atinge de frente. É circular. Atinge-nos quando menos esperamos."

E é isso!

Do nada, sem que estejamos à espera, as mais pequenas coisas despoletam memórias. Despertam sentimentos.

Recordam-nos que não é uma questão de nos termos habituado à ausência, como se há muito não fizessem parte da nossa vida.

Não é uma questão de as estarmos a esquecer.

É apenas algo natural. É a nossa mente a dizer-nos que não podemos estar em estado permanente de dor e tristeza e, por isso, nos faz seguir em frente, distraindo-nos todos os dias.

É a dor a andar ali em círculos, à nossa volta, sem nos darmos conta.

 

E, depois, sem nos apercebermos, ela atinge-nos.

Só para nos mostrar que não se foi de vez. 

Mas que não pode estar ali permanentemente.

Porque também temos coisas boas para viver.

E não devemos sentir qualquer culpa por isso.

 

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