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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Sonhos que davam histórias #1

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Já aqui referi algumas vezes que os meus sonhos davam verdadeiros filmes de acção ou até mesmo de terror. Raras vezes, um romance!

Este sonho que tive há dias, deu esta história, que aqui deixo. Não me perguntem onde o meu subconsciente foi buscar os nomes, e todos estes cenários, mas foi assim mesmo que aconteceu!

 

"Lois estava no lugar errado, à hora errada!

E, quando ouviu as sirenes do carro da polícia, o seu primeiro instinto foi fugir. Fugir dali para fora.

Começou a correr, entrando dentro de um estabelecimento, há muito abandonado, o único por aquelas bandas, na esperança de que uma qualquer porta dos fundos, caso existisse, lhe abrisse caminho para a fuga, despistando assim a polícia.

Para seu desespero, deparou-se com um pinhal, no qual se poderia embrenhar à sua direita, ou à sua esquerda. Em frente, em alternativa, um rio.

A polícia acabara de entrar, e não havia tempo a perder. Atirou-se ao rio, e nadou até uma das margens, uns metros mais à frente, escondendo-se debaixo de uns arbustos que, à beira do rio, se tornavam quase uma espécie de camuflagem, um abrigo. E assim se manteve Lois, quando a policia abriu a porta do fundo e olhou ao redor, encontrando um rio totalmente calmo, sem sinal de que alguém lá tivesse mergulhado, e sem saber para que lado procurar a fugitiva.

Mas, porque correra Lois? Porque fugira ela?

Porque sabia que, se tivesse ficado, seria considerada culpada, mesmo não o sendo. Não havia vivalma por ali. Apenas ela, e aquele corpo que jazia inanimado no chão.

Alguém lhe tinha armado uma cilada, disso não restavam dúvidas! Ou teria sido mera coincidência? Em qualquer dos casos, Lois seria considerada culpada, seria levada pela polícia, e não teria como provar a sua inocência. Por isso, fugiu.

E ali passou o resto da noite, com medo de se aventurar na escuridão, tentando delinear os próximos passos.

Ao amanhecer, saiu então do seu esconderijo improvisado, e caminhou ao longo do pinhal. Tinha percorrido já alguns quilómetros quando viu o que lhe parecia uma estrada. Era arriscado, mas o pinhal parecia não ter fim.

Mal chegou à berma, arrependeu-se da sua decisão."

 

...continua

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