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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sonhos que davam histórias #1 - 4ª parte

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O regresso foi estranho. Uma mistura de sentimentos.

O voltar como uma desconhecida, que talvez pudesse nunca recuperar o que havia perdido.

E, no entanto, tudo continuava a parecer-lhe tão familiar, como se nunca tivesse estado longe.

Passou por uma loja de fotografia, e entrou. 

Ao balcão, estava apenas um rapaz, que pareceu reconhecer. Ou talvez a sua lembrança lhe estivesse a pregar uma partida. Seria mesmo ele? O pequeno Lucas, que tinha crescido e agora estava em plena adolescência?

Ao vê-la, o rapaz perguntou-lhe se poderia ajudá-la. Ela, após um breve instante em que se deixou absorver pelos seus pensamentos, explicou-lhe do que andava à procura.

O rapaz pediu-lhe então para esperar um pouco porque, como só ali estava de vez em quando, não lhe sabia responder e tinha que perguntar ao seu pai.

Foi quando o rapaz abriu a porta que dava para uma divisão anexa, que ela o viu! E, então, não teve dúvidas. Nem esperou que ele acabasse de tirar as fotografias aos clientes que tinha no estúdio, para a atender.

Quando o rapaz voltou à recepção, para lhe dizer que o pai viria atendê-la num instante, já não a encontrou.

Não teve coragem...

O pequeno Lucas não a reconheceu. Não fazia a mínima ideia de quem ela era. Quem o poderia condenar.

Mas o pai, esse por certo, reconhecê-la-ia. E depois? O que diria ele? Como a receberia? Não estava preparada para uma mais que certa rejeição, incompreensão.

Por isso, fugiu dali o mais depressa que pode.  

Nessa noite, teve um sonho. Ou melhor, uma visão. Alguém lhe dizia "Se queres recuperar a tua vida e o amor que deixaste para trás, luta por ambos. Só assim saberás o que te espera. Não podes apagar o passado, mas tens o poder de decidir o teu presente."

Mas Lois não teve coragem para enfrentar os seus medos, os fantasmas que a assombravam. Entre ficar com a lembrança do que de bom viveu, e arriscar sabendo que poderia perder tudo de vez, optou por viver com as lembranças.

E assim deixou, definitivamente, Portugal, e as duas pessoas que mais amou na vida. Nunca mais voltou. Nunca mais soube deles. Dedicou-se aquilo que sabia fazer. Até ao dia em que uma bala perdida lhe tirou a vida. Tinha, então, 40 anos.

 

 

 

E foi nessa altura que acordei! Estava na hora de me levantar e ir para o trabalho.

Sonhos que davam histórias #1 - 3ª parte

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Dez anos se passaram.

Lois estava completamente diferente. Há muito que o mistério tinha sido revelado, e a autoria daquele homicídio, esclarecida.

Nada a obrigava a permanecer longe do seu país, ou daqueles que tinha abandonado. Apenas uma pessoa ainda a mantinha cativa, sempre com o mesmo pretexto. Que tinha uma dívida para com ele e que, permanecendo juntos, conseguiriam desmantelar muito mais redes, e combater o crime.

Além disso, Hector tinha-se apaixonado por ela e, inclusive, convencido Lois de que deveriam casar, por ser um disfarce mais credível.

Claro que Lois não sentia o mesmo por Hector, e só desejava que chegasse depressa o dia em que ele iria desistir dela. Em que se cansaria, e a deixaria seguir a sua vida.

No fundo, se não fosse este homem, tudo poderia ter sido diferente. Estava grata por isso. E gostava do que fazia.

Foi, por isso, com alegria que recebeu a notícia de que havia um caso para resolver em Portugal, e que partiriam para lá em breve!

Sonhos que davam histórias #1 - 2ª parte

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Um homem esperava por si. Provavelmente, polícia. Tinha sido ingénua ao pensar que poderia enganá-los tão facilmente. Haveria mais por ali?

Antes que tivesse tempo de pensar em correr novamente, já o homem a segurava e encaminhava para o carro.

No entanto, o que este homem lhe disse, mal entrou no carro e trancou as portas, surpreendeu-a!

Não a ia levar para a esquadra. Iria levá-la para bem longe dali, para onde pudessem investigar o que se tinha passado, e o que estava por detrás daquele homicídio, sem interferências. Onde pudessem ilibá-la, e provar a sua inocência.

Claro que não seria somente esse o único interesse deste homem, que Lois continuava sem saber quem era. Mas sabia que, quem quer que fosse, não se daria ao trabalho de a ajudar, se não tivesse também os seus próprios interesses. De qualquer forma, naquele momento, era acompanhá-lo, ou ir para a prisão. Ou para um destino pior.

Por isso, Lois aceitou o acordo, deixando para trás as pessoas que mais amava, entre elas, o seu namorado, e o pequeno Lucas.

 

Sonhos que davam histórias #1

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Já aqui referi algumas vezes que os meus sonhos davam verdadeiros filmes de acção ou até mesmo de terror. Raras vezes, um romance!

Este sonho que tive há dias, deu esta história, que aqui deixo. Não me perguntem onde o meu subconsciente foi buscar os nomes, e todos estes cenários, mas foi assim mesmo que aconteceu!

 

"Lois estava no lugar errado, à hora errada!

E, quando ouviu as sirenes do carro da polícia, o seu primeiro instinto foi fugir. Fugir dali para fora.

Começou a correr, entrando dentro de um estabelecimento, há muito abandonado, o único por aquelas bandas, na esperança de que uma qualquer porta dos fundos, caso existisse, lhe abrisse caminho para a fuga, despistando assim a polícia.

Para seu desespero, deparou-se com um pinhal, no qual se poderia embrenhar à sua direita, ou à sua esquerda. Em frente, em alternativa, um rio.

A polícia acabara de entrar, e não havia tempo a perder. Atirou-se ao rio, e nadou até uma das margens, uns metros mais à frente, escondendo-se debaixo de uns arbustos que, à beira do rio, se tornavam quase uma espécie de camuflagem, um abrigo. E assim se manteve Lois, quando a policia abriu a porta do fundo e olhou ao redor, encontrando um rio totalmente calmo, sem sinal de que alguém lá tivesse mergulhado, e sem saber para que lado procurar a fugitiva.

Mas, porque correra Lois? Porque fugira ela?

Porque sabia que, se tivesse ficado, seria considerada culpada, mesmo não o sendo. Não havia vivalma por ali. Apenas ela, e aquele corpo que jazia inanimado no chão.

Alguém lhe tinha armado uma cilada, disso não restavam dúvidas! Ou teria sido mera coincidência? Em qualquer dos casos, Lois seria considerada culpada, seria levada pela polícia, e não teria como provar a sua inocência. Por isso, fugiu.

E ali passou o resto da noite, com medo de se aventurar na escuridão, tentando delinear os próximos passos.

Ao amanhecer, saiu então do seu esconderijo improvisado, e caminhou ao longo do pinhal. Tinha percorrido já alguns quilómetros quando viu o que lhe parecia uma estrada. Era arriscado, mas o pinhal parecia não ter fim.

Mal chegou à berma, arrependeu-se da sua decisão."

 

...continua

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