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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

1 Foto, 1 Texto #4

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Ajudar a voar, ou cortar as asas?

Incentivar o voo, ou amedrontar?

Amparar a queda e cuidar das feridas, ou abandonar à sua sorte?

 

No outro dia, vi este passarinho.

Primeiro, pousado na janela de uma casa.

Depois, veio a voar pela rua.

Ora pousava no chão, e bicava o alimento que por ali encontrava, ora voava até aos arbustos, e ficava ali a decidir o próximo movimento.

 

 

Muitas vezes, vemos os nossos filhos como pequenos passarinhos.

Pensamos que não crescem (ou preferimos ignorá-lo).

Tememos que saiam do ninho cedo demais (ou assim achamos, porque para nós é sempre cedo).

Que não consigam voar.

Que caiam, e se magoem na queda. 

Que não consigam sobreviver.

 

Mas tudo isso faz parte da vida.

Se o passarinho não voar com o nosso apoio, ele voará na mesma, ainda que sem ele.

Por isso, em vez de pôr entraves, não será preferível incentivar o voo?

Aconselhar a melhor forma de bater as asas, de planar, de voar mais alto e aterrar com relativa segurança?

Não terá o passarinho, mais confiança, e mais tranquilidade, sentindo que lhe está a ser dada liberdade?

Que está a ser depositada, nele, a nossa confiança?

 

E se o passarinho cair e se magoar, não é preferível estar lá para ele?

Para tratar-lhe das feridas? Para ajudá-lo a ultrapassar esse incidente?

 

Não é isso que os pais devem fazer, relativamente aos seus filhos?

É preferível estar lá, presente, em todos os momentos, ou afastá-los, quando as coisas não são como queríamos que fossem?

Porque eles farão a sua vida na mesma, independentemente da nossa atitude para com eles.

A nós, pais, cabe decidir se estamos ao lado deles, ou contra eles.

Da minha parte, sem dúvida que estarei sempre ao lado da minha filha.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

 

 

Desafio de Escrita do Triptofano #4

A Bela e o Jogador

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Jogador: Surpreendida?

Bela: Deveras.

Jogador: Queria passar algum tempo contigo. E uma partida de xadrez pareceu-me um bom desafio.

Bela: Para ti? Ou para mim?

Jogador: Para ambos.

Bela: Vamos, então, elevar a fasquia ao desafio. Se tu venceres, continuarei tua prisioneira. Se eu te vencer, libertas-me para sempre!

Jogador: Mas tu já és livre! Não te tenho acorrentada. Tão pouco, amordaçada. Dou-te tudo o que queres. Faço tudo o que me pedes.

Bela: Então, não terás qualquer problema em aceitar o desafio.

Jogador: Certo. Assim seja. Mas sabes que tudo o que faço é para te proteger. Há por aí muita gente que não te quer bem.

Bela: E julgas que eu não me sei defender sozinha e, por isso, preciso de ti?

Jogador: Eu sei que até te podias defender. Mas eu amo-te. E que ama cuida.

Bela: Claro! Como quem cuida de uma flor muito sensível que, à mínima intempérie, se pode quebrar!

Jogador: Eu não te considero frágil, mas com a minha força, aliada à tua, somos mais fortes.

Bela: Pois... Se tu dizes...

Jogador: Acredita. Já tenho muita experiência. Sei do que falo.

Bela: E no xadrez, também és assim tão experiente?

Jogador: Não me quero gabar, mas costumo sair vencedor.

Bela: A sério?! A mim, parece-me que talvez tenhas esquecido algumas regras fundamentais.

Jogador: De que regras falas?

Bela: A primeira, é nunca misturar jogo com amor! Tira-te o discernimento.

Jogador: Achas? 

Bela: Tenho a certeza! A segunda regra é perceber que a paciência é uma virtude, e pode ser a tua melhor aliada. Sobretudo, no xadrez. Se a perdes, perdes-te. E tu, acabas de perder. Xeque-mate!

 

Texto escrito para o Desafio de Escrita do Triptofano

 

Também participam:

Bii Yue

Ana de Deus

Triptofano

Maria Araújo

Cristina

Bruno

Maria