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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A minha aversão ao álcool gel

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Tal como as máscaras, álcool gel nunca fez parte do meu dia a dia.

A última vez que tive contacto com ele, foi por altura da Gripe A, já lá vão uns aninhos. E não era nada como se vê agora.

 

Agora, em qualquer espaço que se entre, lá está ele, a lembrar-nos que devemos utilizá-lo, antes de qualquer outra coisa.

E eu, confesso, uso porque as medidas assim o obrigam. Mas não sou fã.

 

Primeiro porque, à excepção de um ou outro, a maioria deles tem um odor que não me agrada. Ainda no outro dia utilizei um e, quando fui cheirar as mãos, ia vomitando com o cheiro. Depois desse episódio, parecia que o odor me perseguia, mesmo que nem houvesse alcool gel por perto!

Depois porque, muito sinceramente, não sinto que as minhas mãos estejam mais limpas ao usar alcool gel. Pelo contrário. Sinto-as sujas, pegajosas, e não vejo a hora de lavá-las com água e sabão, para realmente as sentir limpas.

 

Mas pronto, eu também sou pessoa a quem faz confusão cremes ou base na cara, e que não aguenta muito tempo batom nos lábios sem ter vontade de limpar a boca para o tirar todo!

Pancadas minhas, portanto.

 

E por aí, como se dão com o álcool gel?

 

Da emergência à calamidade, e a semelhança com um banho de mar

A água do mar faz mesmo bem à saúde: 5 razões

 

No outro dia, dizia a minha filha que achava mal começaram já a levantar algumas das medidas de contenção, existentes no âmbito do estado de emergência, porque poderíamos ter que voltar a retroceder.

E eu lembrei-me (ou não fosse eu uma grande fã de praia), que isto é um pouco como ir ao banho, no mar.

Há os que se atiram de cabeça para a água, sem querer saber se o mar está bravo, ou se a temperatura está mais para arca congeladora do que para sauna. E os que sempre foram mais cautelosos, e sempre optaram por entrar gradualmente, se o mar assim o permitir.

 

Até ontem, a bandeira estava vermelha, e ninguém podia ir a banhos.

A partir de hoje, temos uma bandeira amarela, que nos diz que podemos tomar banho, mas sem nadar.

E nós, ainda assim, lá vamos, com receio.

Porque está mesmo muito calor, e não podemos ficar eternamente a apanhar banhos de sol sem desidratar ou apanhar uma insolação.

 

Por isso, iniciado o desconfinamento, e o alívio gradual das medidas, vamo-nos aproximando do mar, com uma imensa vontade de nos refrescarmos mas, ainda assim, com cautela.

E lá pomos um dos pés na água, a medo, para ver como ela está. Se ainda estiver muito fria e nos arrepiar, é certo que não voltamos a pô-lo lá dentro, esperando um pouco mais, até nos habituarmos à temperatura.

Da mesma forma, se estamos a entrar mas vemos, de repente, uma onda que nos parece perigosa, voltamos imediatamente para trás.

 

Mas não desistimos.

Vamos ficando por ali, molhando primeiro um pé, depois o outro, entrando devagarinho até chegar aos joelhos, depois à cintura, ao peito, até que por fim já o nosso corpo está habituado, e podemo-nos molhar por completo. Ou, então, à espera de um momento de calmaria das ondas, para finalmente poder mergulhar.

É assim que vai ser a nossa vida, daqui em diante.

E não é que já chove!

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E bem, aqui por Mafra!

A acompanhar a chuva, como não poderia deixar de ser, o seu amigo inseparável - o vento. 

Depois de uns agradáveis dias de primavera em pleno outono, temos agora uma tarde de verdadeiro temporal, em que nem vale a pena abrir o guarda-chuva, porque de nada adiantará nem protegerá.

 

Assim sendo, e por uma questão de poupança, o melhor é aproveitar já esta chuva abençoada para tomar banho.

E já agora, coloquem todos os baldes e recipientes que tiverem na rua, porque essa água que eles acumularem pode vir a dar imenso jeito!

 

 

Assim assim, nem mal nem bem

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Conta a minha mãe que, quando eu era pequenina e me perguntavam como ia a vidinha, eu abanava a mão, como que a dizer "assim, assim".

É assim que me tenho sentido por estes dias. 

Não está má, não me posso queixar, podia ser bem pior. Há quem esteja bem pior. Haja saúde, trabalho e algum dinheiro, que já nos podemos dar por felizes.

Mas sinto que também não está muito bem, podia estar melhor. Estou naquele meio termo, à espera de não retroceder, mas também sem conseguir ou saber por/ para onde avançar.

Não gosto quando me vejo em situações que, por mais que queira, não posso prever ou controlar. Não gosto de coisas resolvidas pela metade, ou não resolvidas de todo. Não gosto de não saber para onde me dirigir, ou qual o melhor caminho a tomar.

Gosto de saber com o que posso contar, gosto de manter as coisas sob controlo, gosto na normalidade. 

É quase como o pó que sabemos que está nos móveis, mas no qual não mexemos para não espalhar. Na terra que está no fundo, e que não mexemos para não turvar a água. 

Estou na fase em que a vida agitou o pó e a terra, mas ainda não deixou tudo limpo. Portanto, está tudo um pouco turvo e nublado, não me deixando ver o que o futuro trará. 

Enquanto isso, espero que a poeira assente de novo, ou seja removida definitivamente.

 

 

Coisas que me irritam numa ida à praia

Praia da Baleia ou Praia do Sul

 

1 - Mandarem-me areia para cima, sejam pessoas apenas a passar, ou crianças a correr ali à volta

 

2 - Não ter espaço para me deitar ou ter que ficar num pequeno espaço porque a praia está a abarrotar

 

3 - Crianças a bater com os pés na água, e a molhar toda a gente à volta que se está a tentar molhar com calma

 

4 - Pessoas que chegam depois de mim e decidem colocar o chapéu numa posição que me tapa o sol que estava a apanhar, ou pararem mesmo em frente a uma pessoa, a fazer sombra

 

5 - Pessoas que se aproveitam do facto de ter ido à água e deixado a toalha a tapar a mochila, para ocupar o espaço onde eu antes estava deitada

 

6 - Jogarem à bola, ou outra coisa qualquer, quase em cima de uma pessoa, e estar sujeita a levar com uma bola ou outro objecto em cima

 

7 - O mar estar mansinho quando o tempo está frio, ou a água gelada, e nos dias de calor e em que a temperatura da água até convida ao banho, o mar estar bravo e não poder molhar mais que os pés

 

8 - A água do mar estar poluída, ou cheia de limos, algas e afins

 

9 - A areia estar cheia de lixo, pedras, pedaços de canas e outras coisas do género

 

10 - Levar chapéu de sol e ter que andar a correr atrás dele porque voou com o vento

 

11 - A junção de vento com areia fininha - saio de lá parecida com um croquete, envolvida em pão ralado

 

12 - Estar deitada na toalha, vir uma onda maior que o esperado e molhar tolha, mochila e o que mais estiver naquela área

 

13 -  Ter que levar com fumo do tabaco de pessoas a fumar ao pé de mim

 

14 - Ter que andar calçada na areia, ou descalça a saltitar pela praia porque a areia escalda os pés

 

15 - Deitar-me em areia húmida - quando a maré é grande e molha todo o areal, e ainda não houve tempo para secar

 

Que me lembre, de momento, são estas as coisas que mais me irritam quando vou à praia. Alguém tem queixas parecidas que queira partilhar?