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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Hugo Torres

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Hugo Torres lançou o seu primeiro álbum de originais - "Trilhos" - em 2013.
Desse trabalho, caraterizado pela sonoridade pop/rock, saiu o seu single "Mãos", que fez parte da banda sonora de "Doida Por Ti" (TVI).

 

Agora, em 2018, a preparar um novo trabalho, que se encontra em fase de gravação, e que se irá intitular "Cores", Hugo apresenta o single "Lugar Perfeito".

 

Para ficarem a conhecê-lo melhor, aqui fica a entrevista a Hugo Torres, a quem desde já agradeço pela disponibilidade:

 

 

 

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Quem é o Hugo Torres?

Cantautor de Braga, apaixonado pela música e pela vida.

 

 

Como é que nasceu a tua paixão pela música?

Desde muito cedo que, em casa dos meus pais, ouvi muita música e o gosto foi crescendo naturalmente.

 

 

No teu primeiro trabalho, lançado em 2013, tiveste a colaboração de músicos como Manuel de Oliveira, Yami Aloelela e Marito Marques, entre outros. Como surgiu essa colaboração?

Ao longo do crescimento fui-me cruzando com diversas pessoas e músicos e quando surgiu a vontade de gravar um álbum de originais, não hesitei em trabalhar com estes músicos por ser um admirador do seu trabalho.

 

 

Ao longo do teu percurso musical, participaste em diversos programas de televisão, e atuaste em vários palcos, inclusive, na Suiça. Como descreves essa experiência, e em que é que a mesma se reflecte agora no novo trabalho em que estás a trabalhar?

A nossa vida é feita de cores, as minhas cores, são a vida que eu fui pintando, umas claras, outras mais escuras, mas assim é a vida e nós somos reflexo dessa mesma vida.

Todas as experiencias são maravilhosas, basta-nos a nós, sabermos tirar o melhor delas.

 

 

 

 

“Lugar Perfeito” é o teu novo single. Qual é o teu lugar perfeito?

O meu lugar perfeito é junto das pessoas que amo e que me trazem a paz que preciso para ser feliz.

A paz é um bem muito precioso que nem sempre sabemos valorizar.

Procuramos incessantemente a felicidade e, por vezes, nem damos conta de que ela mora em nós e nas coisas simples que a vida nos dá.

 

 

Este tema fará parte do segundo álbum de originais, intitulado “Cores”. De que cores pintarias a tua vida?

Pintaria com muitíssimas cores, umas negras mas outras muito claras e brilhantes.

Assim é com todos.

Mas, hoje, se pudesse escolher uma cor, escolheria o vermelho, pois entendo que só ao entregarmos muita paixão no que fazemos, é que conseguimos atingir o sucesso e por conseguinte, a felicidade.

 

 

De que forma te descreverias através das seguintes palavras:

Hoje – Determinado

Trilhos – Longo

Amor – Maria Torres

Felicidade – Vida

Amanhã – Melhor que hoje

Mãos – Esperança

Natureza – Nós

Palco – Lugar perfeito

 

 

 

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Em que é que este novo trabalho difere do álbum anterior?

Penso que é um trabalho mais maduro, mais ponderado. Reflete as experiencias de uma vida já com muitas histórias para contar.

 

 

Yami Aloelela assina a produção de “Cores”, colaborando contigo mais uma vez. É uma parceria a manter?

Sim, admiro o yami tanto como músico, como pessoa.

É uma inspiração para mim e um grande prazer partilhar tantas coisas com ele.

O Yami tem uma visão da vida, muito especial e muito inspiradora.

 

 

Quais são os teus objectivos, a nível musical, para 2019?

Que a minha música chegue ao maior número de pessoas possível e que as toque no coração.

 

 

De que forma poderá o público acompanhar-te?

www.hugotorres.pt

www.facebook.com/hugotorres.12914216

www.facebook.com/hugotorresband/

hugotorres.band@gmail.com

 

 

Muito obrigada!

 

Muito obrigado,

Hugo Torres.

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o video.

 

RX - Patinho Feio

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Os Patinho Feio estão de volta, dois anos após o lançamento de “Para Não Se Estar Calado”, dando continuidade à estória deste "ser buliçoso e de sangue quente", com “A Verdade Que Convém”, o novo álbum da banda, composto por 12 temas, cantados em português, e carregados de intervenção.

 

"De verdades que são mentiras e de mentiras que são verdades convenientes...

De um fado que não é fado …

De um ladrão que pede perdão ou talvez não …

O que resta?

Chiu! Calem-se, planeia-se o palco!

É que o sentinela disparou e fez que se enganou!"

 

 

Aqui fica o RX aos Patinho Feio: 

 

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De que forma se descreveriam através destas palavras?

 

Silêncio – Ponto de partida.

Verdade – Ilusão.

Busca – Inquietação.

Português – Identidade.

Recomeço – Circulo vicioso.

Indagação – Gestação.

Música – Inevitabilidade.

Rock – Forma de estar.

 

 

Há cerca de dois anos, lançaram o álbum de estreia. Que diferenças poderá o público encontrar entre esse trabalho, e o novo que agora apresentam?

“A Verdade Que Convém” vem no seguimento do “Para Não Se Estar Calado”, o novo disco tem mais faixas, está mais maduro e deve ser ouvido como um livro.

 

 

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"A Verdade Que Convém" é o vosso mais recente álbum. Na vossa opinião, a "verdade que convém" é sempre uma mentira?

Não necessariamente, mas quase sempre.

 

 

"Indagando" é o single de apresentação do álbum. Que indagações movem os Patinho Feio?

A busca da verdade e da mentira como faces da mesma moeda.

 

 

Este novo trabalho conta com produção de Hugo Correia, e a participação de JP Freire no introdutório de "Avenida dos Capitães". Como surgiram estas colaborações?

Ao contrário do primeiro disco, em que foi tudo feito de forma caseira (as captações) tirando a mistura e masterização, neste trabalho decidimos convidar alguém para produzir o disco.

O Hugo Correia surgiu pela amizade, e pelas capacidades técnicas e musicais. É um músico de excepção.

A voz do J.P. Freire, escritor e músico nosso conterrâneo, surgiu por amizade, estética, e como uma homenagem à cena “underground” Ilhavense.

 

 

Se pudessem escolher algum artista/ banda para partilhar o palco, quem escolheriam?

Existem muitos artistas e bandas com quem gostaríamos de partilhar o palco, assim de repente, talvez os Mão Morta.

 

 

Por onde vão andar os Patinho Feio nos próximos meses?

Nos próximos tempos vamos andar pelo país a promover “A Verdade Que Convém”.

 

 

Para além do lançamento do novo álbum, que objectivos gostariam de ver concretizados a nível musical em 2018?

O nosso principal objectivo é que a música do Patinho Feio chegue ao maior número de ouvidos possível.

 

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo. 

Chega hoje "Casa" - o novo álbum de Carolina Deslandes

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“Casa”, o novo álbum de Carolina Deslandes, chega hoje, e a artista irá passar o dia a ir ao encontro de quem a segue. 
 
Num único dia, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto recebem 4 showcases acústicos, nos quais os fãs, que acolheram o desafio com entusiasmo, poderão ouvir algumas das músicas novas.
 
Literalmente “Com a Casa às Costas”, Carolina Deslandes estará às 11.30 horas, na Praça Luís de Camões, em Lisboa; às 16.30 horas, na Praça da República, em Coimbra; às 18.45 horas, na Praça Joaquim de Melo, em Aveiro; e às 20.30 horas, na Avenida dos Aliados, no Porto.
 
 
 
 

 

Carolina Deslandes está também em destaque na Inominável!

 

 

À Conversa com Catarina Pinho

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O seu caminho musical começou no coro da Igreja Matriz de Odivelas, aos 9 anos. Mas o canto coral em uníssono não chegava… Catarina sentia falta do soul e do swing, da força das harmonias do Gospel e do louvor fervoroso que só viria a conhecer em 2002, através do Coro Gospel – 100 Vozes.
Em 1997, com 15 anos, começou a fazer espetáculos pontuais, que com o tempo evoluíram e se transformaram na sua profissão, tendo cantado em bares, hotéis e festas particulares, auditórios e teatros municipais.
Em 2011, a coragem aliou-se à força e, juntas, fizeram nascer as primeiras notas "DA RAIZ DO CORAÇÃO", o seu primeiro álbum que lançou em 2016.

 

Fiquem a conhecer melhor Catarina Pinho, a convidada desta semana da rubrica "À Conversa com...", que se encontra atualmente a promover "Da Raiz do Coração", ao mesmo tempo que se prepara para novos desafios no novo ano que está a chegar!

 

 

 

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Quem é a Catarina Pinho?

Sou cantora, compositora, letrista e professora de canto, e encontro na música de raiz (do mundo inteiro) a minha maior inspiração.

Paralelamente, e como tantas outras mulheres, também sou mãe, companheira, amiga, irmã, aprendiz...

 

 

Em que momento é que surgiu a paixão pela música?

Não tenho memória de tal momento, deduzo que no momento da concepção. Existo, desde sempre, com esta paixão dentro de mim! Paixão ou loucura, não sei bem...

 

 

A Catarina iniciou o seu percurso musical no canto coral tendo, mais tarde, participado num projeto de Gospel. Em que é que estes dois registos diferem, e que a levou a procurar no segundo, o que sentia falta no primeiro?

A música coral que acompanha as celebrações católicas é, ainda, muito condicionada pela mentalidade, mais ou menos aberta, dos párocos de cada paróquia, mas também da própria igreja.

Este registo é profundamente diferente da abordagem cristã e da música gospel. A liberdade e proximidade com que se encara a relação com Deus, na igreja evangélica, reflecte-se também na musica.

Esta foi a principal razão que me levou a procurar outras formas de cantar e de louvar.

O Gospel é musicalmente mais elaborado, mais rico, mais feliz, mais espontâneo e isso fazia-me muita falta.

 

 

Estudou técnica vocal, canto coral, canto lírico e harmonia, com alguns dos mais conceituados professores. Para si, a aposta na formação é essencial para qualquer artista?

A aposta na formação é essencial para qualquer profissão e para qualquer área. Aprender tem sempre de ser o ponto de partida.

 

 

É um bom professor, e uma boa formação, que fazem um bom artista, ou a técnica, sem o talento natural e paixão, não bastam por si só?

Não sou particularmente fã da expressão “artista”, confesso. Prefiro músico!

Assim, um bom músico é um conjunto complexo de muitas características que, não têm sempre, de ser as mesmas, de um profissional para o outro.

Acredito que o estudo é a base fundamental para qualquer pessoa se tornar um bom músico. No entanto, o talento natural é, sem dúvida, um elemento diferenciador.

Mas não é a qualidade do professor ou da escola que faz o bom músico...

 

 

Quais são as suas principais referências, a nível musical?

Tantas, que sei que não será possível enumerá-las todas, mas vou tentar.

Richard Bona, Djavan, Omara Portuondo, Dulce Pontes, Elis Regina, Zeca Afonso, Gilberto Gil, Miles Davis, Amália Rodrigues, Bob Marley, Buika, Sérgio Godinho, Cesária Évora, India Arie, Chucho Valdés, Erykah Badu, Esperanza Spalding, Caetano Veloso, Maria Bethânia, George Benson, Mariza, João Bosco, Jorge Palma, Anoushka Shankar, Michael Jackson, Diego El Cigala, Prince, Rui Veloso, Salif Keita, Sting, Martinho da Vila, Ibrahim Ferrer, Alcione, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, Amy Winehouse... Impossível nomear todas...

 

 

 

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Ao longo do seu percurso musical, já partilhou o palco com vários artistas. Houve algum, em particular, que a tenha marcado?

De facto já tive o privilégio de cantar acompanhada por músicos maravilhosos, cantores e instrumentistas, e, posso dizer que os músicos que me acompanham actualmente, o núcleo duro deste projecto, são de outro mundo.

Mas tenho de destacar o Tino Dias como principal influência, professor, mentor. Com ele aprendi quase tudo o que sei, sobre música e palco e a ele devo tudo o que tenho conquistado.

 

 

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"Da Raiz do Coração" é o seu primeiro álbum. Foi da "raiz do seu coração" que saiu cada uma das músicas que o compõem?

Sem dúvida, não podia ser mais pessoal e verdadeiro.

 

 

Em que é que se inspirou, para criar este primeiro trabalho?

Na minha vida, na minha família, nas minhas perdas e nas minhas vitórias.. Foi uma catarse, uma forma de lidar com as emoções.

 

 

"O Bairro do 7" foi o single de apresentação, deste álbum editado em 2016, que conta ainda com mais 9 temas. Que feedback tem recebido por parte do público relativamente a este trabalho?

Felizmente o feedback tem sido muitíssimo positivo.

As reacções têm sido, também elas, muito emotivas e quem nos aborda tem partilhado, comigo e com o Tino Dias, que é o produtor e director musical, histórias muito bonitas e inspiradoras sobre como têm ouvido o disco incessantemente, ou que a minha musica os tem ajudado a atravessar momentos difíceis, ou que deram um jantar ao som do disco e todos os amigos adoraram, enfim...

Tenho recebido, dos quatro cantos do mundo, histórias que me motivam e me asseguram que o caminho é este. E que muito frequentemente me levam às lágrimas...

 

 

Neste momento, a Catarina está focada, exclusivamente, na música, fazendo dela a sua profissão?

Quase exclusivamente, para além das aulas de canto, dos concertos e de estar a compor e escrever os temas para o próximo álbum também dou aulas de línguas.

 

 

Pegando em alguns dos temas do álbum, de que forma responderia a este desafio:

 

O Tempo - qual a importância dele na sua vida? Ele é a medida de todas as coisas! É o ouro que nos esquecemos de valorizar.. Neste mundo que prioriza sempre o dinheiro, o tempo vai passando despercebido, para tanta gente, sem que compreendam (ou apenas demasiado tarde) e interiorizem a sua importância e intangibilidade.

Compromisso - há sempre um compromisso implícito, entre artista e público? Sim, implícito. Mas o grande compromisso, deve ser entre o músico e a sua verdade, a sua identidade.

Caminho - que estradas gostaria ainda de percorrer na vida, com a sua música? Todas as estradas de Portugal e do Mundo. Todas as que me levem onde me queiram ouvir!

 

 

Que objetivos gostaria de ver concretizados em 2018?

Em 2018 quero lançar o segundo disco. Já estamos a trabalhar nele, já temos algum trabalho de composição e pré-produção feito, mas ainda falta muita coisa. De qualquer forma, gostaria que estivesse pronto antes de 2018 terminar.

 

 

Onde é que o público poderá ver e ouvir a Catarina, nos próximos meses?

Para celebrar a entrada em 2018, vamos apresentar o disco em Coimbra, no A Capella, sábado, dia 27 de Janeiro.

Espero que a casa esteja cheia para podermos celebrar todos juntos!

As restantes datas serão anunciadas, em breve, no facebook https://www.facebook.com/catarinapinhooficial/ e no nosso site http://www.catarinapinhomusica.wordpress.com, onde podem descobrir muitas outras coisas.

Fica o convite! 

 

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

Eu é que agradeço!

Um beijinho,

Catarina Pinho

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Time Music, que estabeleceu a ponte entre a Catarina e este cantinho. 

À Conversa com Pedro Vicente

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Pedro Vicente é psicomotricista, mas desde sempre teve a música na sua vida.

Encontrou, no contacto com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais, a chave para aceder ao mecanismo que transforma emoções em canções. Tem, assim, na música, um poderoso aliado terapêutico.

 

Para ficarem a conhecer um pouco melhor este artista, e o trabalho que desenvolve, deixo-vos com a entrevista que Pedro Vicente concedeu a este cantinho, que muito prazer me deu fazer, e a quem desde já agradeço pela disponiblilidade!

 

 

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Quem é o Pedro Vicente?

Um lisboeta de 27 anos, muito grato pelo privilégio de viver, e que o procura retribuir vestindo-se sempre de um sorriso sincero e brincalhão.

 

 

O Pedro é psicomotricista de profissão. Pode explicar-nos um pouco em que consiste esse trabalho?

Com uma ação centrada no corpo em movimento, mediado pela relação entre a emoção e a cognição, o psicomotricista tem como missão garantir que cada ser humano, independentemente das suas potencialidades ou dificuldades, adquire as competências necessárias para se adaptar da melhor forma ao contexto em que pretende viver, sentindo-se plenamente realizado, na perceção de si mesmo e na relação com os outros.

 

 

O que é que surgiu, em primeiro lugar, na sua vida: a psicomotricidade, ou a música?

A música! Com os primeiros passos, vieram as primeiras gravações, num gravador a pilhas oferecido pelo avô. A psicomotricidade chegou mais tarde, mas foi determinante para a afirmação do papel da música na minha vida.

 

 

Hoje em dia, estas duas paixões estão aliadas, tendo o Pedro desenvolvido um programa de aprendizagem de piano e canto destinado a crianças com perturbações do Espectro do Autismo e outras perturbações do desenvolvimento. Que impacto tem este programa no desenvolvimento e vida destas crianças?

O meu programa, adaptado especificamente a cada aluno, tem como objetivo final o domínio do instrumento e da voz o que, por si só, constitui uma resposta à procura dos pais, que não encontram este tipo de solução no ensino tradicional.

Para os meus alunos, a música tem funcionado como um facilitador de todas as aprendizagens, com resultados na melhoria da atenção, comunicação, socialização e comportamento.

 

 

As emoções que sente ao trabalhar com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais são facilmente transpostas na composição de uma música?

Acredito que todas as pessoas e ligações que criamos são especiais e é na diversidade de contextos e contactos que se encontram os ingredientes necessários à espontaneidade que inspira as (minhas) canções.

 

 

Apesar de ainda estar a dar os primeiros passos na música, é já extenso o seu reportório de canções, com letra e música originais. Considera que faz cada vez mais sentido um artista ser, em simultâneo, compositor, autor e cantor?

Do ponto de vista prático é muito mais imediato quando se pode criar e reproduzir no mesmo movimento. É um privilégio poder interpretar palavras e melodias que saem do próprio coração e ter a liberdade de modificar a composição ao sabor do estado de espírito.

Nunca planeei ser compositor ou cantor, tudo surgiu quando as canções naturalmente me começaram a encontrar.

O caminho a que agora me proponho é o de mostrar esta música que quer falar através de mim, mas seria um gosto escrever para outros intérpretes e não excluo a possibilidade de poder vir a dar voz aos temas de outros compositores.

 

 

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O seu primeiro álbum “Espera”, foi gravado em 2016. No entanto, o lançamento em formato digital ocorrerá apenas este ano, a 27 de outubro. A que se deveu esta “espera”?

O fator espontaneidade que marca, não só as canções que o integram, mas a própria gravação do álbum, impôs um período de maturação profissional, pessoal e artística necessário para que o lançamento pudesse ter a máxima entrega. Um outro motivo revela-se no caminho que foi necessário percorrer, por alguém 100% dedicado a uma vida profissional fora do meio artístico e que, agora, finalmente, se sente a chegar à casa de partida.

Mais do que uma “Espera” minha, é uma espera destas canções que têm ganho intensidade, enquanto aguardam a sua oportunidade de correr o mundo e chegar aos corações que mais precisam de as acolher.

 

 

Em palco, no âmbito da promoção do seu trabalho, tem a acompanhá-lo a banda “Os Vértice”. Como aconteceu essa junção?

Amigos, que se deixaram encantar por estas canções e se juntaram para as levar a palco por uma causa solidária.

 

 

"Mais um Segundo” é o single de apresentação deste primeiro trabalho. Do que nos fala este tema?

De amor…de um amor que é intenso e descontrolado, visceral e espiritual, que tem tanto de impossível como de inevitável, de um amor que faz parar o tempo e nos faz cometer as maiores loucuras, que nos leva a dar a volta ao mundo num só abraço…ou seja, um amor comum como só o amor sabe ser.

 

 

Tanto o nome do álbum como o single de estreia remetem-nos para a ideia de tempo. De que forma é que encara o tempo na sua vida e na sua profissão?

No mundo cada vez mais apressado em que vivemos, torna-se imprescindível alertar para a importância de “Esperar” e encontrar tempo para ver, ouvir, sentir, tocar, amar…tempo para fazer e “Ser Feliz”.

 

 

Quais são as expectativas relativamente ao lançamento deste trabalho?

Espero que este primeiro álbum funcione como um cartão de embarque, que me leve junto das pessoas, com quem quero partilhar, pessoalmente, a sinceridade destes onze temas, e de muitos outros que me deixam sempre com um sorriso rasgado, que pretendo espelhar nos rostos de quem me ouvir.

 

Onde é que o público poderá encontrar, e ouvir, o Pedro Vicente?

A partir de 27 de outubro em todas as plataformas digitais!

Por agora, podem acompanhar o meu canal de YouTube ou a minha página de Facebook (Pedro Vicente Music) onde, em breve, anunciarei o meu concerto de apresentação!

 

Muito obrigada, Pedro!

 

Muito obrigado!!!

Pedro Vicente

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o lyric vídeo.

 

 

 

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