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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Formigueiro em casa?!

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Volta e meia, na minha casa, aparece formigas.

No início, até sabíamos a causa. Rebuçados ou chocolates que estavam por ali há meses, pacotes de açúcar esquecidos, qualquer coisa doce que as chamava. Costumam aparecer também em determinadas alturas do ano.

Em Janeiro, fizeram a primeira aparição anual. Na casa de banho! O que têm as formigas a procurar na casa de banho? Lá fui exterminando as "mulas", como eu lhes chamo.

Um dia, apareceram na cozinha: na bancada, em cima da mesa, na parede. Olhei para cima, e deparei-me com um carreiro de formigas a passear ao longo das quatro paredes.

Depois do típico ataque de nervos, lá coloquei mãos à obra, para acabar com elas. Deixámos de colocar algumas coisas em cima da mesa, por prevenção. Fomos vigiando.

Passaram-se semanas e, à partida, a crise estava extinta. Até comentei com a minha filha que parecia que as formigas nos tinham dado tréguas. Mais valia estar calada!

No dia seguinte, levanto-me, e a primeira coisa que vejo na cozinha são formigas, na bancada, onde tinha ficado uma caneca e um prato do dia anterior, por lavar. E lá tive eu que intentar mais um "formigicídio". Missão cumprida! Mal sabia eu para o que ainda estaria guardada.

À tarde, vou abrir uma gaveta para tirar uma tampa, e deparo-me com um formigueiro lá dentro. Eram tantas, mas tantas, que as tampas, de metal prateado, estavam quase pretas.

E volto a colocar a mesma questão? O que procuram as formigas numa gaveta?

Tive que retirar a gaveta, a única ocupada pelas "mulas", levá-la para a rua e sacudir as ditas para o chão. Depois, lavar a gaveta, lavar tudo o que estava lá dentro, colocar spray na chaminé (por onde suponho que tenham descido) e tentar não entrar em parafuso, com formigas a subirem-me pelos braços durante todo o processo!

Acho que, por enquanto, está tudo sob controlo. Mas é melhor não falar muito!

 

Os maus tratos ao longo dos tempos

 

 

"Na antiguidade, o infanticídio era uma prática habitual. Eliminar filhos ilegítimos, deficientes ou prematuros, controlo da natalidade ou crenças religiosas eram alguns dos motivos apontados para justificar tais actos.Os recém-nascidos eram sacrificados em altares, projectados contra as paredes, ou abandonados nus às intempéries. Era também comum a venda de crianças para prostíbulos, bem como prostituição de crianças em templos ou casas de prostituição. Em algumas sociedades, os castigos humilhantes eram usados para educar. Só a partir do século XVIII, começam a surgir as primeiras instituições para educar e proteger as crianças. Mais tarde, criaram-se várias medidas e leis de protecção. No entanto, ainda hoje algumas sociedades continuam a permitir situações de abuso e a suportar várias formas de maus tratos infantis, aceitando-as como formas de educação e interacção entre adultos e crianças..."

 

Ao tomarmos conhecimento dos ideais e práticas que eram apoiadas e exercidas em épocas passadas, ficamos com a sensação que, aquilo a que hoje em dia se apelida de maus-tratos, e como tal considerado crime punível é, na verdade, uma versão muito mais leve e quase aceitável como normal!

Claro que, qualquer tipo de maus-tratos, independente da forma ou gravidade que apresentar, sejam eles severos ou brandos, bárbaros ou discretos, nunca deverá ser aceitável.

Felizmente, tem havido uma cada vez maior consciencialização, preocupação e interesse, que resulta no surgimento de legislação mais específica e respostas mais adequadas para este fenómeno que nos acompanha desde a antiguidade.

Alguns tipos de maus tratos foram abolidos, outros permanecem, outros ainda têm vindo a surgir (fruto, em parte, de uma evolução tecnológica).

Há, de facto, comportamentos muito enraizados em determinadas sociedades, na sua história e cultura, que são difíceis de alterar. Como tal, é de reconhecer a mudança que já se conseguiu operar, desde épocas mais remotas até à actualidade, em algumas dessas sociedades. 

No entanto, ainda muito mais haverá a fazer no combate à violência e aos maus tratos infantis em todo o mundo.

 

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