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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

1 Foto, 1 Texto #30

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Quantas vezes não ouvimos por aí que determinadas pessoas têm o chamado "potencial"?

E quantas vezes os outros nos fazem ver que temos que acreditar no nosso potencial?

Ou o contrário. Muitas vezes somos nós que tentamos fazer ver aos outros o seu potencial.

De certa forma, e de alguma maneira, que será diferente para cada um, pode-se dizer que todos o temos.

Mais vincado ou mais discreto.

Mais visível ou mais camuflado.

Em maior ou menor grau.

Tal como a Natureza que é, ela própria, um constante potencial.

 

Mas não basta, apenas, ter potencial, se não houver, ou não soubermos criar, as condições para ele se desenvolver, desabrochar e dar frutos.

Se não nos dedicarmos, se não nos empenharmos, se apenas deixarmos que o potencial se manifeste por si só, é provável que nunca venhamos a tirar o melhor partido dele.

Que acabe por esmorecer. Sem nunca lhe termos dado oportunidade de se manifestar no seu auge.

 

Pelo contrário, se soubermos reconhecê-lo, explorá-lo, adaptá-lo, ele pode ser um grande aliado.

Podemos ter um solo favorável, mas nem por isso germinar o que lá se plantar.

Por outro lado, podemos ter todo um conjunto de condições adversas e, ainda assim, ver a semente germinar.

Mas, se aliarmos um solo fértil e as condições favoráveis, então aí o potencial transformar-se-á em algo real, em todo o seu esplendor.

 

 

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1 Foto, 1 Texto #29

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Borboleta Vanessa atalanta, ou Almirante-vermelho 

 

Por onde quer que elas andem, admiradores não lhes faltam.

Cada uma diferente da outra, cada uma mais bela que a outra, são muitos os que não se cansam de observá-las, ou venerá-las.

Há até quem vá coleccionando, à medida que as vai encontrando.

Pode até parecer que vieram a este mundo apenas para exibir os seus dotes físicos, os seus movimentos graciosos e a sua beleza. Ou para enfeitiçar, numa espécie de magia, fascinados com o seu encanto.

Pode parecer que vieram apenas para serem idolatradas, como verdadeiras rainhas, pela sua formosura, delicadeza e perfeição.

 

Mas elas são bem mais do que um corpo esbelto e elegante.

Mais do que as suas cores e padrões, o que as define é o seu carácter, as suas peculiariedades, e a sua personalidade.

Apesar da sua curta vida, elas não deixam nada por fazer. Vivem-na de forma intensa, aproveitando cada minuto.

Aproveitam tudo o que a vida lhes permite usufruir, fazem o seu trabalho, e dão a sua missão por cumprida, sem arrependimentos.

E desengane-se quem pensa que elas são frágeis. A verdade é que elas, para além de alguns poderes que nem todos possuem, sabem autodefender-se quando é preciso.

 

Dizem que a beleza tem tanto de fascinante como de perigoso.

Talvez o perigo advenha de, toldados pelo fascínio, submestimarem o que existe por detrás, ou além, dessa beleza.

 

 

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1 Foto, 1 Texto #27

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Sou apenas um ser, entre milhares... Milhões...

Longe de mim pensar que sou mais importante que os demais.

Quando nascemos, já sabemos que a nossa estadia neste mundo é curta.

Cabe-nos desempenhar o nosso papel e, uma vez concluído, espera-nos a morte.

Levamos uma vida de trabalho, um dia a dia atarefado. Para depois voltarmos ao ninho.

Podemos até voar horas a fio, e por longas distâncias mas, no fim, é sempre ao solo que voltamos.

 

Há vidas melhores.

Há vidas piores.

Mas...

Todos parecem esperar tanto de nós.

Todos parecem contar connosco para tanto.

Todos nos atiram com tantas expectativas. Com tantas responsabilidades.

E nós?

O que podemos esperar de quem quer que seja?

Com quem podemos contar?

Ou estaremos condenados à só nos termos, ainda que rodeados de tantos outros seres?

 

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1 Foto, 1 Texto #26

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Se tivesse chovido tudo aquilo que prometia, talvez tudo fosse diferente.

Ou não...

Há muito que o céu se veste de cinzento, e que as nuvens ameaçam o dilúvio.

No entanto, ainda não tinha caído nenhuma gota.

 

Seria apenas uma ameaça?

Umas nuvens mais negras que por ali pairavam mas que, em breve, dispersariam?

Ou a chuva viria, mais cedo ou mais tarde?

 

Certo é que acabaram mesmo por cair algumas pingas.

Não tantas quanto se esperaria. Pelo menos, para já.

Até poderia ter chovido bastante, se o céu assim o permitisse, ou desejasse. 

Como quem abre as comportas de uma barragem, para deixar passar toda a água contida durante anos.

Mas, quem sabe, a água já não fosse assim tanta, e a barragem estivesse mais seca do que se pensaria.

 

Certo é que o céu, que durante tanto tempo se mostrou ameaçador, de repente, voltou a ficar azul.

E das poucas pingas, que caíram por breves instantes, pouco ou nada resta.

Por quanto tempo, ninguém sabe...

 

 

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1 Foto, 1 Texto #25

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Ei-lo...

 

Muitas vezes, forte o suficiente para resistir às provações, com uma força (que nem sabe de onde vem, ou não sabe que tem), que surge sempre que as coisas se complicam e exigem acção. 

Prático, útil, objectivo.

 

Algumas vezes, frágil o bastante para se "desfazer" com um "sopro". 

Sensível, delicado, vulnerável.

 

Um incómodo para alguns.

Uma expectativa para outros.

 

Como uma moeda que se atira à fonte, ou ao lago.

Como a vela que se morde.

Como as passas que não falham na passagem de ano.

Como o trevo de quatro folhas que se guarda.

 

O guardião dos desejos que se espalham pelo universo, através das suas sementes para que, quem sabe um dia, sejam concretizados. 

O guardião dos poderes e da magia, que traz a esperança.

 

Ele não luta contra o vento.

Antes, deixa-se levar por ele.

Porque o caminho é para a frente.

E porque, o que o espera, pode ser melhor do que o que ficou para trás.

 

Ainda que, inicialmente, se mostre renitente, acaba por ir embarcando, lentamente, numa nova jornada.

Porque as oportunidades obrigam a enfrentar o novo, e o desconhecido.

A aceitar a mudança. E a embrenhar-se nela.

 

Ei-lo...

... o dente-de-leão!

 

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