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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

É desta que o Simplex vai simplificar?

 

O Governo apresentou ontem o Simplex 2016, 10 anos depois de o programa de simplificação legislativa e administrativa ter sido criado. 

 

 

 

Entre 255 medidas, de simplificação administrativa e legislativa, e de modernização dos serviços públicos, a serem aplicadas até Maio de 2017, destaco aqui algumas que, de facto, poderão ser úteis:

 

IRS automático

Os trabalhadores dependentes (categora A), aposentados ou reformados (categoria H) ficam dispensados de entregar a sua declaração de IRS, uma vez que a informação necessária é enviada directamente à Autoridade Tributária, sem prejuízo do direito de reclamar.

 

Nascer com médico de família

A medida “Nascer Cidadão” possibilita pedir o Cartão de Cidadão e ter médico de família logo no momento do nascimento, num só balcão, em todas as unidades hospitalares.

Esta medida articula-se com estas iniciativas:

  • notícia de nascimento digital
  • boletim de saúde infantil e juvenil “online”
  • boletim de vacinas electrónico

 

Escola 360°

Será possível tratar de toda a vida escolar dos nossos filhos num só local “online”, desde matrículas, renovações e transferências, à assiduidade e avaliação.

 

Voto em mobilidade

Alargamento e facilitação do exercício do direito de voto antecipado, e em qualquer lugar.

 

Registo Criminal online

Deixa de ser necessário ir presencialmente ao local, pedir o certificado em papel, e será possível pedir certificados de registo criminal através de uma plataforma “online”, permitindo que entidades públicas e privadas tenham acesso a essa informação durante um período de tempo.

 

Balcão Único Emprego

Haverá um sítio (físico ou digital) onde quem anda à procura de emprego poderá tratar do seu processo, seja de procura, seja de formação profissional. Os empregadores, por seu lado, também poderão recorrer a este balcão único simplificar o processo de seleção e contratação de novos colaboradores.

 

A nossa experiência com o Simplex não tem sido muito famosa, com o mesmo a complicar mais do que descomplicar. Vamos lá ver se o Simplex 2016 se mostra mais eficaz!

 

 

Para ver outras medidas úteis podem aceder AQUI.

 

Imagens visao.sapo.pt e www.arlindovsky.net

O facebook não é uma agência de namoros

 

Pelo menos, não para quem não o quiser.

Nem tão pouco uma agência de emprego ou clube da amizade.

Embora ainda há por aí muitos resistentes que assim apelidam e classificam qualquer rede social, não concordo.

As redes sociais só funcionam como "agências" de encontros e namoros para quem lá está com essa finalidade. E, por esse ponto de vista, qualquer bar, discoteca, festa ou local de convívio, e onde se podem conhecer pessoas é uma potencial agência de namoros. Até a própria escola poderá ser uma agência de namoros!

Porque fora das redes sociais, também há uma rede (ver post anteriormente escrito http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/69941.html.

Por isso, não devemos ir por aí.

Cada um é livre de gostar ou não das redes sociais, e aqueles que gostam e fazem parte delas terão os seus motivos para o fazer. Uns mais válidos que outros.

Porque é que eu utilizo o facebook? Porque é útil quando quero falar com alguma amiga sem gastar dinheiro em telemóveis. Porque me permite publicar os links dos posts que escrevo no meu blog, e assim fazê-los chegar a mais pessoas, e partilhar as minhas ideias e opiniões com um maior grupo. Porque tem jogos engraçados. Porque tenho acesso a determinadas informações sobre temas ou assuntos que me interessam e que, de outra forma, não conseguiria aceder. Porque gosto!

Tenho facebook em conjunto com o meu marido, e nenhum de nós anda à procura de novos parceiros. Só temos adicionadas pessoas que conhecemos, amigos, familiares. E se aparecer aquela pessoa da escola primária, ou que já não víamos há anos e quisermos retomar o contacto, porque não? Só porque fizeram parte do nosso passado não quer dizer que as tenhamos que deixar lá, esquecer ou ignorar. E se o facebook facilita esse contacto, porque não?

Se, e quando, queremos, estamos pessoalmente com essas pessoas, conversamos "olhos nos olhos", divertimo-nos e nem nos lembramos do facebook.

Como escrevi num outro post, há uns tempos atrás, em http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/114257.html, o que é importante é saber distinguir o mundo virtual do real, saber onde um termina e o outro começa, e o que se pode manter em ambos. E aproveitar as eventuais vantagens que um ou outro nos possam oferecer.

 

 

 

Faz hoje 10 anos!

 

 

16 de Janeiro de 2004, Sexta-feira

 

Foi um dia de trabalho perfeitamente normal, sem qualquer sinal de alarme. À noite, em casa, um pequeno sangramento, mas não dei importância. Disseram que era normal. Sentia-me cheia de energia e andei, inclusive, a fazer limpezas até perto da meia-noite, hora em que me deitei.

E foi aí que tudo começou! As dores de barriga, o frio, a diarreia, as contrações, o deita e levanta, levanta e deita, o não estar bem de maneira nenhuma.

Aguentei como pude. No dia seguinte tinha uma consulta e, por isso, logo se veria.

 

17 de Janeiro de 2004, Sábado

 

Mas por volta das 07.30h da manhã de sábado, disse ao meu então marido que tinha que ir para o hospital porque não aguentava mais com dores. E fomos. O caminho pareceu-me uma eternidade, cada buraco ou lomba que passávamos tornava a dor ainda mais insuportável. Chegámos ao hospital. Depois de algumas voltas entre urgência, triagem e afins, fui então encaminhada para a maternidade. Tocámos à campainha. Ninguém vinha. Tornámos a tocar. Veio então a parteira de mau humor, reclamar porque tinha ouvido à primeira e escusávamos de estar com pressa. Entrei. Fui examinada pelo médico que me disse, com a maior naturalidade: "está com 4 dedos de dilatação, já não sai daqui"!

Fiquei em pânico! Não tinha levado nada, nem para mim, nem para a bebé. Só consegui avisar o pai que foi então a casa buscar tudo, enquanto eu fiquei ali, a preparar-me, e a ter que ouvir as bocas da parteira.

Já na maca, as contracções eram cada vez mais frequentes, a dor cada vez maior e só me apetecia gritar. De facto, foi a primeira e única vez que gritei com dores. Mas devia estar a incomodar a parteira porque até com isso implicou "escusa de estar aí a gritar que o bebé não nasce mais depressa"! Infelizmente, tinha razão. De contrário teria gritado ainda mais, só para acabar de uma vez com aquilo. Via o tempo a passar e nunca mais me punham a jeito, nunca mais podia fazer força para ela sair.

Não me deram epidural, talvez porque já fosse tarde demais para isso. Também não deixaram o pai assistir ao parto. Nem sequer o avisaram. E sabiam que ele já tinha voltado.

Mas, quando achava que ia estar ali uma eternidade, veio então a enfermeira e a parteira para o momento mais aguardado. Pode parecer que passou muito tempo mas, de facto, entrei no hospital por volta das 08.30h da manhã e a Inês nasceu às 11.55h. Foi aquilo a que chamam, uma "hora pequenina"! 

 

17 de Janeiro de 2014

 

Faz, hoje, 10 anos que vivi a experiência da maternidade, e trouxe a este mundo a pequena (hoje grande) Inês!

O tempo passa bem depressa, mas as memórias desse momento e desta primeira década ficam para sempre!

Parabéns Inês!

 

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