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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Histórias soltas #2

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"Estou grávida.

Maldita a hora em que me deixei levar por uns minutos de prazer, enfeitiçada por palavras ocas, vãs.

Já devia saber que era eu que ia acabar por sofrer as consequências. Somos sempre nós. Eu bem vejo, pelas outras mulheres, como é que as coisas são. 

Quando um filho ainda é apenas um plano a longo prazo, os homens dizem sempre que vai ser uma experiência enriquecedora e gratificante, que nos vão ajudar em tudo,que vão ser os melhores pais do mundo. Mas, depois, quando os filhos se tornam reais, fogem das responsabilidades, das tarefas, dos problemas. Afinal, nós é que somos as mães, nós é que temos a obrigação de cuidar dos filhos. Em último caso, nós é que engravidámos e somos, por isso, culpadas. Temos que aguentar. Nós é que temos que pagar o preço. E o mais engraçado, o mais irónico, é que nem sequer tive prazer!

Estou grávida e não quero este filho. Nunca quis. Gosto muito da vida que tenho, e não quero estragá-la com esta criança. Não gosto de crianças. Não tenho jeito. Não tenho paciência.

Infelizmente, descobri tarde demais que estava grávida. Não pude interromper a gravidez de forma legal e, confesso, tive algum receio de fazê-lo clandestinamente. Por isso, tenho que aguentar até este bebé nascer, para me livrar dele.

Não me interpretem mal. Não me condenem. Simplesmente, não sirvo para ser mãe.E não quero passar pelo mesmo que as outras mães - ficar sozinha, com uma criança nos braços, para criar. Sozinha, sim! Porque a conversa dos homens não passa disso mesmo - conversa fiada para conseguirem o que querem.

Nunca iria ser uma boa mãe, tenho a certeza. Iria sempre olhar para aquela criança como um fardo, como um erro, como a culpada pelo fracasso em que a minha vida se iria tornar.

Já falta pouco para sair de dentro de mim. Já falta pouco para o pesadelo terminar.

O que será deste bebé, nem quero saber. Prefiro não saber.

A partir do momento em que sair do meu ventre, das minhas mãos, já não será um problema meu."

Que resposta se dá a isto #2

 

 

Primeiro email, recebido dia 8:

"Olá Marta, estive no teu blogue e vi o que escreveste sobre o livro A Rapariga no Comboio, gostei muito do que li.

Queria pedir te se me podias escrever um resumo da história tal como fizeste mas com o seguimento da história, achas que podias?

Muito Obrigada"

 

Segundo email, recebido dia 8:

"Agradecia muito que me respondesses nem que seja pra dizer se podes ou não me fazer esse favor, é muito importante pra mim. E também precisava de tirar uma pequena duvida sobre o livro se poder ser claro. Já agora a duvida é se a historia se pode dizer que é um romance ou um policial? Ou as duas coisas? É que fiquei mesmo na duvida. Fico a aguardar a tua resposta aos dois emails.

Mais uma vez muito obrigada"

 

Terceiro email, recebido dia 9:

"Era mesmo muito importante que me tivesse respondido, mas pronto está visto que há pessoas que não merecem mesmo consideração nenhuma. Fazem um trabalho tao bom é visto e apreciado por imensas pessoas e depois disso já não querem saber de ninguém, já nem sequer podem ajudar uma pessoa.
Mas obrigada por nada, por não me ter ajudado."

 

 

 

Resposta, enviada hoje:

"Olá bom dia.

Só hoje vi os seus emails, daí não lhe ter respondido mais cedo.
O meu blog é apenas uma parte da minha vida, ao qual me dedico nos meus tempos livres. Trabalho o dia todo, e tenho casa, marido, filhos e gatas para cuidar, pelo que nem sempre a minha disponibilidade é aquela que os seguidores desejariam. 
A verdade é que, tal como eu não a conheço, também não me conhece para estar a tecer juízos de valor sobre a forma como trato os meus seguidores do blog, e fica-lhe muito mal esta atitude da sua parte, só porque não lhe pude responder no momento em que pretendia.
Quanto às suas questões, teria todo o gosto em responder-lhe, dentro da minha disponibilidade, indicando-me qual era a finalidade ou objectivo das mesmas mas, tendo em conta este último email por si enviado, como deverá calcular, terá que procurar ajuda junto de outro blogger que demonstre "mais consideração" que aquela que, na sua opinião, eu lhe concedi.
 
Obrigada"
 
 
E é isto. Faz parte da vida de blogger!
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