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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Passagem de Ano que não era para ser... mas foi!

 

O meu marido iria estar a trabalhar.

Eu e a minha filha iríamos passar em casa.

Mas, quis o destino, que a empresa onde o marido trabalha fosse vendida, a nova não quisesse aquele cliente, e os funcionários daquele posto ficassem todos sem trabalho, no último dia do ano!

Valeu o meu marido já desconfiar que as coisas podiam dar para o torto, e ter arranjado outro trabalho "just in case", o que foi uma boa aposta, tendo em conta a situação.

 

Assim, acabámos por poder estar os três juntos, e festejar de outra forma.

Reservei mesa no bar onde costumamos ir nos últimos anos. Com uma filha de 15 anos, a querer divertir-se, mas ainda sem idade para discotecas, seria o ideal.

 

A ideia era jantar lá, dançar e entrarmos no novo ano da melhor forma.

Quando chegámos, estava mais composto que no ano passado, o que prometia.

No entanto, pouco depois das 22 horas, começou o Karaoke. A sério, que numa passagem de ano, a essa hora, se lembram de fazer Karaoke? Ainda por cima, com músicas para dormir? E com a maioria a cantar pior que o Zé Cabra e a dar-nos ainda mais sono?

 

Anos houve em que o proprietário nos brindava com várias músicas cantadas por si. Este ano, esteve mais escasso.

O próprio equipamento de som parece que, de ano para ano, está pior e com mais problemas.

Enfim...

Nessa altura, já me estava a arrepender de lá ter ido.

 

 

 

Lá dançámos uma ou duas músicas.

Foi distribuído o espumante e as passas a que tínhamos direito mas, como nem eu nem a minha filha íamos beber, fui pedir duas garrafas de água.

O rapaz que andava a servir ficou de levar.

A meia-noite estava a chegar, e nada de águas. Acabámos por brindar só com as garrafas de espumante.

O rapaz, esse andava a dançar com a namorada.

Só depois de eu ter ido ao balcão pedir à proprietária as águas, é que ele apareceu a pedir desculpa.

 

 

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Marta Isabel, pessoas a sorrir, pessoas em pé, noite e interiores

 

Depois da meia-noite, a música já era melhor e a minha filha fartou-se de dançar. A noite era mais para ela e, se ela se divertiu, então valeu a pena.

Pouco depois da uma da manhã, decidimos que estava na nossa hora de ir embora. 

Tem que haver sempre uma "ovelha ranhosa" e ontem não foi excepção: um homem, já meio bêbado, andava a meter-se com todas as mulheres na pista de dança e, quando saíram todas, começou a ir às mesas.

Antes que viesse para o nosso lado, pegámos nas nossas coisas e fomos pagar a conta.

 

Nos dois anos anteriores, havia um valor fixo para a entrada, mas que correspondia a consumo mínimo.

Assim, no primeiro ano, pagámos 25 euros. No ano passado, os 20. E ainda trouxemos umas 4 garrafas de água para casa, para justificar o consumo (sugestão da proprietária).

Este ano, estávamos convencidos que seria igual.

Qual não é o nosso espanto quando nos é apresentada a conta, e percebemos que, além das entradas, tudo o resto foi cobrado à parte.

Se, até ali, a vontade de lá voltar já não era muita, depois disto, acabou de vez. 

Não pelo facto de ser cobrado à parte, em si, mas por nem sequer nos terem informado de que as coisas este ano funcionavam de forma diferente.

Acabei por pedir coisas para justificar o consumo que, se soubesse de antemão que tinha que pagar à parte, nem pediria.

 

Mas, já que se quiseram armar em espertos e, inclusive, cobrar à minha filha o valor de adulto, quando até 18 anos era metade do preço, disse que estava a ser cobrado valor a mais.

A senhora pediu desculpa, devolveu então os 5 euros, mas diz que nunca imaginou que a minha filha tivesse apenas 15 anos! Que, olhando para ela, nunca lhe daria essa idade.

 

E assim foi a nossa entrada em 2020!

 

 

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Agora, digam lá de vossa justiça: alguma vez esta miúda parece ter mais de 18 anos, ou dar-lhe-iam os 15, que tem?! 

Última leitura do ano: Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi, de Raul Minh'alma

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, texto e ar livre

 

As pessoas entram na nossa vida quando têm que entrar, ficam enquanto tiverem que ficar, e saem quando devem sair.

Se pensássemos sempre assim, seria tão mais fácil superar o fim dos relacionamentos, das amizades, ou até a perda dos entes queridos.

Mas, na prática, nem sempre é assim...

 

Ao longo do livro, várias ferramentas são transmitidas, através das analogias que vêm pelo Sr. Artur, ou até mesmo pelo Rodrigo, fazendo pensar que Alice é uma mulher que não sabe lidar com a sua vida, no meio dos sábios, que parecem saber sempre a coisa certa a dizer e fazer.

De facto, foi aquilo que tenho a apontar de menos positivo no livro: a forma como os conhecimentos são "debitados" ou "despejados" ao leitor, que não soaram de forma natural, como seria a ideia ou intenção do autor.

 

Gostei da analogia da caixa.

A proposta era pegar em tudo o que nos caracterizasse, e colocar dentro de uma caixa. Se não coubesse, deveríamos excluir o que não fosse assim tão importante, para o resto caber lá dentro.

No entanto, o correcto era, simplesmente, não colocar nada porque, ou a outra pessoa nos aceita por inteiro ou, se temos que anular uma parte de nós, para que a outra nos aceite, não vale a pena.

 

Também adorei a analogia da fonte.

Os habitantes não queriam aceitar que a fonte fosse demolida e construída uma nova porque, afinal, de vez em quando, lá dava água.

Da mesma forma, nós vamos, muitas vezes, aceitando migalhas que nos vão dando para nos manter minimamente satisfeitos sem, no entanto, sermos realmente felizes.

No entanto, se dessem oportunidade a uma fonte nova, talvez a água já não parasse de correr.

E, se déssemos oportunidade a quem realmente merece, a quem nos dá o pão inteiro, fossemos mais felizes, do que com as migalhas que não são mais do que os restos daquilo que os outros já comeram.

 

A ampulheta

Dizia a psicóloga que a Alice consultou, que só havia duas formas de superar o final de uma relação, e de lhe custar menos.

A primeira, seria ela saber que o ex tinha outra, e já não queria saber dela. A segunda, era Alice encontrar um novo amor.

O Sr. Artur deu-lhe, por sua vez, uma terceira opção: fazê-la perder as memórias de tudo o que tinha vivido com a outra pessoa.

Caberia depois, a ela, decidir se essa perda de memórias seria para sempre, e assim viveria o resto da vida numa ilusão, ou recuperá-las, quando estivesse melhor preparada, e voltar à realidade, superando-a o melhor que conseguisse, porque nada se consegue de um dia para o outro.

A solução estaria na ampulheta que o Sr. Artur lhe deu, e nas mãos, na cabeça e no coração de Alice.

Eu confesso, por mais que me doesse, preferia a realidade à ilusão.

 

Uma nova paixão

Rodrigo surgiu na vida de Alice, ainda antes de as memórias lhe serem apagadas. Mas os melhores momentos vividos a dois, foram já nessa fase em que era suposto Alice não se apaixonar por ninguém.

E agora, ela terá uma decisão ainda mais difícil para tomar porque, ao recuperar as memórias do passado, aquilo que sente por Rodrigo pode adquirir um outro significado, ou até perder-se.

Mas, se atirar fora a ampulheta sem recuperar as memórias, tudo aquilo que viveu e poderá vir a viver com o Rodrigo, será uma farsa.

 

O segredo

Paralelamente à situação de Alice, há ainda um segredo por desvendar, que o Sr. Artur guarda a sete chaves, e que poderá mudar a vida de todos eles. 

O que une o Sr. Artur a Rodrigo e Alice, e que segredo será esse que ele esconde?

 

"Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi" aborda ainda o divórcio, a superação e aceitação de novas relações dos ex, e a forma como os pais utilizam e prejudicam, muitas vezes, os filhos com isso.

E é, no fundo, uma história de superação: superação de traumas antigos, de perdas, de dificuldades, de sentimentos, de dor.

Porque só superando tudo isso, conseguiremos ser felizes!

 

 

SINOPSE

"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…
O autor bestseller Raul Minh’alma, líder dos tops nacionais de vendas, traz-nos um romance arrebatador onde nos explica como fazer de um fim um novo começo e de uma perda uma grande conquista."

Primeiro dia de praia de 2019

Imagem relacionada

 

Com uma pausa na maratona de testes, e o bom tempo a convidar, ontem fomos à praia.

Foi o nosso primeiro dia de praia de 2019.

 

 

Ao pegar no saco que costumo levar para a praia todos os anos, descobri um pacote de bolachas que ficou por lá esquecido desde o último verão, e a parte de cima de um biquini que, de tantos meses ali enfiado, e húmido, estava com a parte da frente, onde tinha uma aplicação de metal, completamente ferrugento, ou seja, estragado!

Mas adiante...

 

 

No caminho do carro até à praia, íamos todos arrepiados.

E, por azar, esquecemo-nos de levar casacos.

A verdade é que o tempo ontem estava bem mais fresco que no sábado, e na zona da praia ainda mais do que onde moramos.

Mas convencemo-nos que, lá em baixo, na praia, estaria certamente mais abrigado.

 

 

A praia não estava muito cheia, felizmente. Havia espaço para estarmos à vontade e, como ainda não começou a época balnear, os senhores dos chapéus de palha estavam a deixar-nos usufruir, à borla, dos mesmos.

 

 

Ainda arrepiada, não consegui molhar nada além dos pés, na primeira ida à agua.

A água estava gelada. Pelo menos para mim.

A maré estava cheia, apesar de não parecer.

Apenas a minha filha e o meu marido deram uns mergulhos.

 

 

Apanhámos sol, que tão bem soube.

Jogámos raquetes.

Fomos ao banho novamente e, por força das circunstâncias, lá acabei por me molhar toda. As ondas estavam mais fortes, e havia remoinhos, para além de estar a puxar, pelo que tive que entrar para segurar a minha filha.

Soube bem!

 

 

À vinda, pela estrada à beira mar, foi bom matar saudades dos tempos de praia, a ver as pessoas no passeio a caminhar ou a correr, e observar o mar ao lado, as praias a dar sinais do que está por vir, e a natureza a preparar-se para o verão.

 

 

Adoro praia!

Que venham mais dias assim para aproveitar!

 

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