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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Festival Eurovisão da Canção 2021: 1ª semifinal

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O "Mundo" do festival da canção é mesmo algo que nunca iremos compreender bem. Nem mesmo se lessemos em "Livros" ou em qualquer outro escrito a ele dedicado, o que leva os jurados a escolher uma canção que nos represente.

Ainda assim "Cheguei Aqui" à sala e mudei para a RTP, com "Saudade" daqueles tempos em que uma pessoa se sentava com os pais e, juntos, à nossa maneira, avaliávamos e escolhíamos, atribuindo pontos a cada uma, as nossas favoritas.

Aliás, eu acho que saudade é mesmo a palavra de ordem, já que a RTP, e os organizadores do festival, parecem viver "Na Mais Profunda Saudade" dos festivais de outrora, sempre a recordar as mesmas imagens, as mesmas músicas, os mesmos acontecimentos de antigas edições, ano após ano.

Mas, mais uma vez, ficou "Claro como Água" que os concorrentes se limitaram a dar mais do mesmo - músicas sem sal, sem alegria, monótonas, numa semifinal já de si, dadas as circunstâncias, enfadonha.

Não foi um "Dia Lindo", e a noite pouco melhorou.

Não sei se teimam em seguir o mesmo caminho de sempre, porque sabem que, independentemente do tema, não chegam longe, ou só mesmo porque gostam de andar em "Contramão".

A meio do desfile, como uma primavera a querer dar sinais da sua chegada, ainda no reinado do inverno, tivemos um "Girassol" que, infelizmente, depressa murchou.

O primeiro artista a subir ao palco afirmava "Love is on my side". O que é certo é que, mesmo que não esteja, pelo menos a sorte no jogo bateu-lhe à porta, e foi um dos apurados, a par com outras 4 canções.

 

Se são as minhas preferidas?

Nem todas.

A primeira, dos The Black Mamba, é engraçadita, fica no ouvido, será um bom hit comercial, e a voz do Tatanka é o que mais se destaca, pela positiva. Não sei se chega. 

Já a Valéria, com aquele vozeirão, foi outra das felizes contempladas. Não sei se seria a minha escolha, mas compreendo a decisão.

 

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Gostei da Mema. Por ser diferente. Mas ficou pelo caminho. Paciência.

A Nadine, tal como a Irma e a Sara Afonso, podiam ter ficado em casa. Aliás, a música que mais me faz confusão ter sido apurada é mesmo a da Sara Afonso.

 

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O Miguel conseguiu ali chegar por mérito próprio, escolhido entre mais de 700 submissões, mas morreu na praia. Ou no campo, com o seu girassol. Ele também afirma que não é muito dado a estas coisas de aparecer em público. Mas podiam ter-lhe dado uma hipótese.

 

 

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Os Karetus, com o Romeu, fizeram lembrar o Conan, com os seus telemóveis. Não sendo uma das que mais gostei, disse logo à minha filha "esta vai ser escolhida!" E foi!

 

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Posto isto, gostei da Fábia, e da Ian, que me pareceu uma imitaçao da Sia, em termos de visual, mas tinha uma música que poderia chegar longe.

 

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Pois, não chegou. Talvez porque a moça venha da Rússia. Ou então, não quiseram arriscar que a Ian, numa próxima actuação, tivesse a criança em pleno palco.

 

Quem não tem problemas em exibir-se no palco é a Sónia Araújo que, mal chegou, ajeitou logo o seu vestido para ficar ali com a perna à mostra!

Este ano, as duplas habituais foram separadas, e calhou a ela ficar com o Jorge Gabriel. Confesso que não reparei muito na dinâmica entre os dois. 

Gostei de rever a Elisa. A Dora era desnecessária. Novamente o saudosismo dos organizadores...

Eu sei que o passado é a nossa história, e é importante. Mas chega a um momento em que é preciso olhar para o futuro, e deixar o passado onde ele pertence.

Aguardemos a próxima semifinal.

 

 

2021 será um ano de "reconstrução" e não tanto de "salvação"

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Sabem quando uma tempestade ou catástrofe ocorre e, depois de passar, nos deixa a braços com os destroços?

Pois a pandemia não é muito diferente.

Ouço muitas pessoas falarem do ano 2021 como o ano em que tudo será melhor, tudo será diferente, em que, quem sabe, nos vamos ver livres, da pandemia.

Eu não o vejo assim.

Se 2020 foi o ano em que ela passou por nós e nos atingiu com mais severidade, 2021, com ela ainda presente, será o ano em que vamos estar a avaliar os estragos, a lidar com os destroços por ela deixados, a ver o que é possível salvar e o que tem que ser construído de raiz, feito de novo.

2021 é o ano em que lidamos com as consequências, como a ainda maior desigualdade social, com o desemprego no caso dos que ficaram sem trabalho, com as dívidas daqueles que viram os seus rendimentos afectados com cortes e medidas extremas, com todas as outras doenças e problemas de saúde que ficaram "pendentes", provavelmente, com uma crise económica, e sabe-se lá que mais.

Tal como, após uma tempestade, as pessoas lidam com a falta de água e luz, com as dificuldades de acesso, com problemas de saúde pública, dela decorrentes.

 

E, muitas vezes, esse "pós tempestade" é tão ou mais duro que a tempestade em si e, sem dúvida, mais duradouro.

É preciso coragem. Resiliência. Determinação. 

E sim, esperança, também.

Mas, da mesma forma, a noção de que não haverá nenhuma varinha mágica ou feitiço, que nos devolva em meros dias ou meses, aquilo de tínhamos antes.

Votos para 2021

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Em jeito de balanço de 2020, e votos para o novo ano que aí vem, que em 2021 consigamos:

 

Viver o agora

Estar seguros daquilo que queremos

Fazer as coisas por paixão, e não por obrigação

Agir pelos motivos e com os objectivos certos

Valorizar as pequenas conquistas

 

Olhar mais para dentro de nós

Filtrar cada dia das nossas vidas

Esvaziar o lixo da nossa vida

Ter coragem de ser diferente

Enfrentar os fantasmas

Arrancar pela raiz as ervas daninhas da nossa vida

Manter o equilíbrio

 

Seleccionar as cordas a que nos queremos agarrar na vida

Calçar o sapato dos outros

Ouvir mais os outros

Olhar para além do superficial

 

Ser verdadeiros e sinceros

Não nos deixarmos influenciar pelo negativismo

Dar menos importância às aparências, e mais ao conteúdo

Dar hipóteses quando for o caso, mas também saber e aprender a desistir

Não usar as pedras, que dificultam o nosso caminho, como desculpa para não avançar

 

Não procurar nos outros aquilo que nos falta a nós

Evitar discussões inúteis

Comunicar mais

Perdoar

 

Dar valor à vida que, como já percebemos, se pode esvair num segundo

Não deixar nada por dizer, por demonstrar, por fazer

E ser ainda mais felizes!

 

Feliz 2021!