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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

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Morangos com Açúcar 2024 - quarta temporada

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Terminada esta quarta temporada da série, confesso que, relativamente às anteriores, existem algumas diferenças.

Umas, para melhor. Outras, nem tanto.

Os jovens actores, com uma ou outra excepção, parecem melhor preparados, e com mais talento e naturalidade para a representação, que os de 2023. Também quanto ao elenco sénior não tenho nada a apontar.

 

No entanto, a promessa de que esta nova temporada traria mais artes, a fazer lembrar os antigos Morangos com Açúcar, ficou-se por aí mesmo: muita parra, e pouca uva.

Existem projectos de dança, música, representação, mas ficou tudo por explorar, por pôr em prática.

Atrevo-me a dizer que foi mais abordado o "book club", do que tudo o resto.

 

Quanto à história em si, a da fornada de 2023 - o desaparecimento da Carol - foi mais cativante do que a que, agora, nos apresentaram.

Salva-se, por aquilo que nos é dado a descobrir no último episódio.

Ainda assim, aguardando as explicações das temporadas que se seguem, soa tudo um pouco exagerado e forçado.

 

Ema, uma nova aluna do colégio, é atacada após sair de uma festa, e acaba por ser salva pelos colegas que iam a passar, evitando o pior.

Mas ela recusa denunciar o agressor, apesar de saber quem é.

Todos acreditam que foi Ricardo que, entretanto, é atropelado e fica em coma.

E tudo aponta para que tenha sido Leo, que gosta de Ema e a quer proteger, a atropelá-lo.

 

Só mais para os episódios finais ficamos a saber o que aconteceu, e os aparentes motivos.

Ainda assim, Ema esconde para si a verdade sobre o ataque, levando os seus colegas a cometer uma injustiça contra quem acreditam que o fez, ainda que a pessoa o merecesse, por muitos outros motivos.

E, enquanto Ema se protege a si mesma, está a permitir que novas vítimas possam ocupar o lugar dela.

A próxima, já está escolhida...

 

Deste leque, a personagem que menos gosto é, sem dúvida, a Mónica que, para além de falar a berrar, deixa muito a desejar como colega e amiga.

Já a minha preferida, é o Sancho, que transitou das temporadas anteriores.

 

E por aí, quem já viu?

Qual a vossa opinião?

Uma espécie de votos para 2025

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Estamos a chegar ao final de mais um ano.

Mais um, que passou num piscar de olhos.

O tempo cada vez corre mais rápido, ainda que, em cada dia vivido, pareça que o tempo se arrasta devagarinho.

 

Assim, como habitualmente, num balanço deste ano, que agora termina, aqui ficam alguns votos para o ano que está prestes a chegar:

 

  • Encarar a vida como um guião, que pode sempre ser revisto ou alterado
  • Evitar varrer o lixo para debaixo do tapete
  • Evitar tentar encher um copo que já está cheio
  • Não insistir, quando duas peças parecem não encaixar
  • Deixar de dar balas ao inimigo
  • Privilegiar a paz e o sossego
  • Não abusar dos filtros da vida – por vezes dão jeito, mas há que encará-la como realmente é
  • Perceber que, por vezes, determinadas coisas, são tudo o que precisamos
  • Perceber que tudo tem o seu tempo
  • Não perder a esperança, porque há sempre algo que nos surpreende
  • Evitar voltar atrás, tentando sempre caminhar em frente
  • Viver o momento

 

Feliz 2025!

Festival Eurovisão da Canção Júnior 2024

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Nunca liguei muito ao Festival Eurovisão da Canção Júnior.

Ia lendo uma notícia ou outra.

Já sabendo que Portugal nunca ganha estas coisas.

 

No entanto, este ano, as expectativas estavam altas.

Comecei a perceber que a nossa música, e a Victoria, era uma das favoritas à vitória.

Seria possível?

 

Entretanto, soube que o Festival seria transmitido, no sábado à tarde, pela RTP.

E, curiosa, fui ver.

 

Neste festival, consegue-se perceber meia dúzia de coisas:

- há crianças que já nasceram para brilhar, com um talento nato, a dar baile a muitos adultos que dizem que cantam

- há crianças que, pelo contrário, terão mais dificuldade em singrar nesse mundo, e precisam de uma maior aprendizagem (as representantes de San Marino foram um bom exemplo disso, tanto a nível vocal como de presença em palco)

- há crianças que começam desde cedo com tiques de vedeta, manias e gestos que os definem enquanto cantam

- há crianças que pisam o palco como tal, e outras que já querem parecer mais crescidas

 

As minhas favoritas, para além de Portugal, claro (que não o era só por ser Portugal, porque a música era bonita e a Victoria tem uma bela voz), eram as da Ucrânia, Macedónia do Norte e Malta.

Não vencendo Portugal, para mim, teria sido a Ucrânia a vencedora.

 

Pois nem uma, nem outra.

Apesar de, em termos de votos do público, Portugal ter sido o mais pontuado, foi a Geórgia que, somando a vitória da pontuação do júri à pontuação do público, levou o troféu.

Portugal conseguiu, ainda assim, o segundo lugar, melhor posição de sempre desde que participa.

 

 

 Imagem: junioreurovision

 

Morangos com Açúcar - Temporada de Verão

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Estreou no passado dia 1 de Julho, e pode ser vista todas as segundas-feiras, na TVI, ou na totalidade, na Prime Video.

Claro que eu não consegui esperar, e fui ver todos os episódios.

 

Tal como nas temporadas anteriores, considero que a ideia era boa, a intenção estava lá, mas não me convenceu muito.

A forma como começa cada episódio faz-nos parecer que houve um corte de algumas cenas ali pelo meio, entre o final de um, e o início do outro e que, só mais tarde, ou nem isso, ficamos a saber.

São muitas as dúvidas e pontas soltas que ficam por responder ou explicar, nomeadamente, quanto à morte, à tentativa de violação, e ao roubo das joias.

Quem é, realmente, culpado do quê, e o que é que fica por desvendar, sendo que a série, quantos a estes acontecimentos, supostamente, acaba aqui?

 

Relativamente ao Miguel, é tão forçada a forma como o tentam incriminar e culpar, sabendo nós que ele nunca faria tal coisa, que não resulta. Deveriam ter optado por deixar no ar vários suspeitos, várias pistas mais ténues.

Ao mesmo tempo, dá a ideia de que trataram toda a trama com demasiada ligeireza, sem dar a devida importância aos acontecimentos, e à forma como eles impactam em cada uma das personagens. 

De resto, temos a "má" a ser boa, as "boas" a tornarem-se "mean girls", o cordeiro a vestir a pele de lobo, e os lobos a vestir a pele de cordeiros.

E, no final, tudo parece explicado, tudo está de volta ao normal, sem mais segredos. 

Mas, será mesmo assim?

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: mcnews