Havia muitas favoritas a levar o prémio, e todas elas foram "tramadas" pelas não favoritas!
A Suécia, por exemplo, ficou em 4º lugar. Apesar de toda a encenação e diversão, não foi bem sucedida. Aquele refrão fica na cabeça. Mas talvez nem toda a gente goste de "sauna"!
A França, que ganhou dois prémios Marcel Bezençon - da imprensa e dos comentadores - era outra das favoritas à vitória, e acabou em 7º lugar.
No final da votação do júri de todos os países, qualquer uma do Top 4 poderia vencer, e seria uma justa vencedora: Áustria, Suiça, França e Itália.
No entanto, a Suíça, que começou a crescer, acabou por ver as suas expectativas de uma nova vitória defraudadas pela votação do público, que lhe atribuiu 0 pontos. Ficou-se pelo prémio de melhor composição, e um nada merecido 10º lugar.
Já Israel, pela votação do público, e para surpresa de todos, ascendeu ao pódio temporário, disputando a vitória com a Áustria, que acabou por levar a melhor. Pessoalmente, preferia a música do ano passado.
E não é que o "Espresso Macchiato" conquistou a medalha de bronze?!
Mas vamos lá ao início.
Uma pessoa, depois de ouvir as músicas várias vezes, começa a ter uma opinião mais vincada, e uma selecção mais definida do que gosta, e não gosta.
A canção do Luxemburgo era diferente, divertida, com uma boa encenação. Não ganhou. Ficou, até, atrás de Portugal. Merecia uma melhor classificação.
A música da Áustria era muito boa. Talvez a melhor. Mas não acreditei que vencesse, por ser muito parecida com a do ano passado. Tenho sempre aquela ideia de que nunca ganha duas vezes seguidas o mesmo género de música.
Esta edição de 2025 veio provar o contrário!
A canção da Islândia é mais uma daquelas que uma pessoa deve ouvir quando se quer animar. Tem uma boa "VAEB". Especialmente, a parte instrumental, a recordar o som das músicas irlandesas.
E a da Itália?! Tão simples, tão bonita. A fazer lembrar as músicas de outros tempos. Mais puras. Apenas voz, mensagem, instrumentos ao vivo. O júri português atribuiu-lhe, e bem, os 12 pontos. Mas, mais uma vez, o público tramou Lucio Corsi, empurrando-o para o 5º lugar da tabela final.
Já a da Alemanha, pode até não valer nada, mas é certo que me ficou na cabeça. Imagino-me numa disco a curtir este som. Gostei. Não para vencer, claro.
Da Suíça, já falei atrás. Era uma potencial vencedora. Por acaso, na primeira semifinal, nem me apercebi da sua actuação.
A França também seria uma justa vencedora, mas ainda não foi desta.
Por fim, destaco a canção da Albânia.
Adorei a apresentação em palco, o som, o duelo entre ambos. O poder que emana da voz e interpretação da Beatriçe, e da própria música.
Quanto a Portugal, não é que tenha começado bem, mas foi até ao fim em queda livre.
Ainda assim, não ficou em último, nem penúltimo, como muitos anunciavam.
Ficou em 21º lugar.
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Desta vez, ao contrário das duas semifinais, a final teve três apresentadoras: as já conhecidas Hazel Brugger e Sandra Struder, a que se juntou Michelle Hunziker. Decididamente, a Sandra e a Michelle estiveram muito mais "à vontade" no seu papel. A Hazel parece sempre muito séria, muito contraída, como se estivesse ansiosa para que aquilo terminasse, e ela pudesse voltar ao normal!
Mas, enfim, tudo correu bem.
O prémio foi entregue. E, desta vez, não se partiu.
Já passou.
Para o ano há mais.
Na Áustria!