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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Uma espécie de votos para 2026

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O ano 2025 está a despedir-se.

Foram doze meses. Trezentos e sessenta e cinco dias.

Parece muito. Talvez seja.

Mas, quando chegamos a Dezembro, parece que o ano nos escapou por entre os dedos.

 

Que o novo ano nos possa trazer de volta, de vez em quando, os bons momentos que vivemos no que agora termina.

E que apague, que leve de vez, o que de pior vivemos, e não queremos relembrar.

 

Como tem vindo a ser habitual, deixo aqui um balanço deste ano, em jeito de votos para 2026.

Não são muitos, desta vez.

Mas espero que sejam úteis:

 

 

* Não nos boicotarmos a nós próprios

* Saber, realmente, o que queremos para nós

* Descomplicar

* Combater a inércia

* Aprender a aceitar um “não”

* Seguir em frente

* Não nos afastarmos das pessoas que nos querem bem

 

Feliz 2026!

"Adeus, June"

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Deparei-me com este filme na Netflix, na noite da consoada.

Vi o trailer e gostei, mas não é o filme mais indicado para se ver numa época destas. 

Menos ainda, quando perdemos os nossos pais há pouco tempo.

 

No entanto, a curiosidade falou mais alto e, no fim de semana, acabei mesmo por vê-lo.

Com Helen Mirren, Kate winslet (que também dirige), Toni Collette, Timothy Spall, Johnny Flynn e Andrea Riseborough, o filme aborda uma doente com cancro em fase terminal, em contagem decrescente para a morte, enquanto cada um dos seus filhos, e o próprio marido, lidam com a situação e com os seus sentimentos, à sua maneira.

 

Para além do momento frágil em si, há ainda as desavenças entre duas irmãs, que June quer ver resolvidas antes de partir.

 

A aparente insensibilidade dos médicos responsáveis, a contrastar com a empatia e cuidado de um enfermeiro que é apologista de uma boa despedida em família.

A coragem e resistência de June, apesar da sua condição cada vez mais débil, em contraste com o desmoronar dos filhos.

A aceitação do destino por parte da doente, por oposição a uma certa negação dos seus entes queridos.

 

Não há uma forma certa de agir, de reagir, de sentir, de encarar a realidade.

Cada um fá-lo à sua maneira.

No fundo, todos partilham a mesma dor.

O mesmo amor por quem está prestes a despedir-se desta vida, e deste mundo.

E é isso que importa.

 

 

 

 

O melhor/ pior de 2025

parte II

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Passeios

1 - Aldeia da Mata Pequena

2 - Penedo do Lexim

3 - Ericeira (vários)

4 - Mafra (vários)

 

Este ano foi escasso de passeios, mas deu para apreciar a natureza perto de casa.

 

 

Acontecimentos marcantes

1 - Partida do meu pai

2 - Uma decisão radical que tive de tomar a nível pessoal

3 - Apagão

4 - Martinho

 

Não foi um ano cheio de coisas boas, de conquistas ou grandes feitos. Nem deixa grandes saudades.

 

 

Músicas

1 - Haunted, da Taylor Swift

2 - Wild Adventure, de MoonWater

3 - Replay, de Iyaz

4 - Moments We Live For, de In Paradise

5 - Someone to Stay, de Vancouver Sleep Clinic

 

Mais uma vez, embora as músicas sejam, quase todas, de outros anos, foi neste que as ouvi pela primeira vez.

 

 

 

 

 

O melhor de 2025: o meu top 5

Parte I

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Livros

1 - Jardim de Inverno, de Kristin Hanna

2 - O Casamento Perfeito, de Jeneva Rose

3 - Com Amor, Mãe, de Iliana Xander

4 - A Primeira Mentira Ganha, de Ashley Elston

5 - A Última Carta, de Rebecca Yarros

 

Não tendo sido, a maior parte, lançado em 2025, foi este ano que fizeram parte da minha vida, daí as escolhas.

 

 

Séries (vistas na Netflix)

1 - Chesapeake Chores

2 - Virgin River

3 - Sweet Magnolias

4 - A Loja de Flores

5 - Ninguém Quer Isto

 

A maior parte não é de 2025 mas, tal como os livros, foi este ano que as vi.

 

 

Filmes (vistos na Netflix)

1 - O Clube do Crime das Quintas-Feiras

2 - Um Ano para ser Feliz

3 - A Lista do Sr. Malcolm

4 - O Meu Ano em Oxford

5 - Nos Teus Sonhos

 

Não houve grandes filmes dignos de destaque, dos que vi este ano. Por isso, esta foi a escolha possível.

 

 

 

A Áustria vence a Eurovisão!

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Havia muitas favoritas a levar o prémio, e todas elas foram "tramadas" pelas não favoritas!

A Suécia, por exemplo, ficou em 4º lugar. Apesar de toda a encenação e diversão, não foi bem sucedida. Aquele refrão fica na cabeça. Mas talvez nem toda a gente goste de "sauna"!

A França, que ganhou dois prémios Marcel Bezençon - da imprensa e dos comentadores - era outra das favoritas à vitória, e acabou em 7º lugar.

No final da votação do júri de todos os países, qualquer uma do Top 4 poderia vencer, e seria uma justa vencedora: Áustria, Suiça, França e Itália.

No entanto, a Suíça, que começou a crescer, acabou por ver as suas expectativas de uma nova vitória defraudadas pela votação do público, que lhe atribuiu 0 pontos. Ficou-se pelo prémio de melhor composição, e um nada merecido 10º lugar.

Já Israel, pela votação do público, e para surpresa de todos, ascendeu ao pódio temporário, disputando a vitória com a Áustria, que acabou por levar a melhor. Pessoalmente, preferia a música do ano passado.

E não é que o "Espresso Macchiato" conquistou a medalha de bronze?!

 

Mas vamos lá ao início.

Uma pessoa, depois de ouvir as músicas várias vezes, começa a ter uma opinião mais vincada, e uma selecção mais definida do que gosta, e não gosta.

A canção do Luxemburgo era diferente, divertida, com uma boa encenação. Não ganhou. Ficou, até, atrás de Portugal. Merecia uma melhor classificação.

A música da Áustria era muito boa. Talvez a melhor. Mas não acreditei que vencesse, por ser muito parecida com a do ano passado. Tenho sempre aquela ideia de que nunca ganha duas vezes seguidas o mesmo género de música.

Esta edição de 2025 veio provar o contrário!

 

A canção da Islândia é mais uma daquelas que uma pessoa deve ouvir quando se quer animar. Tem uma boa "VAEB". Especialmente, a parte instrumental, a recordar o som das músicas irlandesas.

E a da Itália?! Tão simples, tão bonita. A fazer lembrar as músicas de outros tempos. Mais puras. Apenas voz, mensagem, instrumentos ao vivo. O júri português atribuiu-lhe, e bem, os 12 pontos. Mas, mais uma vez, o público tramou Lucio Corsi, empurrando-o para o 5º lugar da tabela final.

 

Já a da Alemanha, pode até não valer nada, mas é certo que me ficou na cabeça. Imagino-me numa disco a curtir este som. Gostei. Não para vencer, claro.

Da Suíça, já falei atrás. Era uma potencial vencedora. Por acaso, na primeira semifinal, nem me apercebi da sua actuação. 

A França também seria uma justa vencedora, mas ainda não foi desta.

 

Por fim, destaco a canção da Albânia.

Adorei a apresentação em palco, o som, o duelo entre ambos. O poder que emana da voz e interpretação da Beatriçe, e da própria música. 

 

Quanto a Portugal, não é que tenha começado bem, mas foi até ao fim em queda livre. 

Ainda assim, não ficou em último, nem penúltimo, como muitos anunciavam. 

Ficou em 21º lugar.

 

 

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Desta vez, ao contrário das duas semifinais, a final teve três apresentadoras: as já conhecidas Hazel Brugger e Sandra Struder, a que se juntou Michelle Hunziker. Decididamente, a Sandra e a Michelle estiveram muito mais "à vontade" no seu papel. A Hazel parece sempre muito séria, muito contraída, como se estivesse ansiosa para que aquilo terminasse, e ela pudesse voltar ao normal!

 

Mas, enfim, tudo correu bem.

O prémio foi entregue. E, desta vez, não se partiu.

Já passou.

Para o ano há mais.

Na Áustria!