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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Juntos para Sempre - Saí do cinema apaixonada por cães!

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Já tinha visto o trailer, e sabia que ia gostar. Sabia também que iria chorar. E lembrar-me da Tica, claro!

O que eu não sabia, é que sairia da sala de cinema apaixonada por estes animais. É certo que gosto de cães, e por todas as histórias que tenho lido, em que eles entram, e por casos reais a que assisto, essa paixão já tinha vindo a ser semeada. Mas eu, que sou incondicionalmente apaixonada por gatos, dei por mim a pensar que não me importava de ter um cão como estes!

 

"Juntos para Sempre" é um filme que todas as pessoas que gostam de animais deveriam ver.

Talvez seja um filme mais duro para quem, algum dia, já perdeu o seu animal de estimação. Mas  ainda assim, acho que irá gostar.

Ver "Juntos para Sempre" é como estar num ringue de boxe, e estar a levar socos, uns atrás dos outros. Aos primeiros rounds, ainda nos conseguimos erguer por momentos. A meio do combate, já não conseguimos. Depois de soco atrás de soco, rendemo-nos. Só queremos que tudo acabe bem,e que o final chegue depressa.

 

Há de tudo neste filme:

- a amizade entre um cão e uma criança, que vai crescendo à medida que os anos vão passando

- o abandono dos animais, por pessoas sem escrúpulos,no meio do nada

- um cão deixado fechado num carro, com altas temperaturas, e quase a morrer à sede

- pessoas que adotam cães bebés porque são bonitinhos e fofinhos, mas deixam de lhes dar atenção quando crescem

- pessoas que amam os animais e são capazes de tudo por eles e, quando assim é, custa muito mais a despedida

 

E acreditem, ainda hoje, ao pensar naqueles olhos castanhos, fico com um aperto no coração, e um nó na garganta.

Os animais são tão mais inteligentes, verdadeiros, amigos e leais, que a maioria dos humanos, que não há forma de explicar como nos marcam. 

 

A história é narrada pelo protagonista canino do filme, o que ainda contribui mais para nos apaixonarmos, e sofrermos com cada vida que passa, e já não volta.

 

Pode parecer masoquista, mas via este filme novamente. E mais uma vez, e mais uma!

Mas talvez seja melhor verem vocês mesmos, para perceber tudo o que estou para aqui a dizer :)

 

Já conhecem este filme?!

 

Acredito que sim!

 

Sempre me disseram que sou uma pessoa paciente. Sempre apontei como um defeito meu, precisamente, o contrário!

No entanto, nos últimos tempos, a pouca paciência que ainda pudesse ter, foi à sua vida e deixou-me sozinha. E, quando a paciência nos abandona, é um cabo dos trabalhos.

Porque nos obriga a respirar fundo o triplo das vezes, a contar até 100 em vez de 10, a desenvolver ainda mais a capacidade de contenção, e o poder de assimilar e ignorar. 

Porque nos força a manter um sorriso no rosto, e pôr para trás das costas a nossa irritação. Porque nos obriga, pelo bem de todos os que estão à volta, a treinar a nossa capacidade de viver em modo "panela de pressão", sem que o vapor saia disparado, assim que se retira a válvula.

É pena não se vender paciência ao quilo nos supermercados, nem embalagens familiares numa qualquer farmácia, porque daria imenso jeito.

Mas parece-me que, se isso acontecesse, já teria esgotado o stock há muito tempo!

A discriminação já chegou aos gatos

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Num dos perfis que costumo visitar no facebook, deparei-me com este comentário, que acompanha umas fotografias de gatos a comer restos de comida que as pessoas deram para os alimentar:

 

"Enquanto existirem pessoas com a mentalidade destas, que colocam comida na via pública para os gatos, haverá sempre uma enorme colónia de gatos “vira latas” nas ruas de Mafra.

Até quando?"

Digam-me que eu não li bem o que aqui está escrito, porque não consigo acreditar que alguém tenha dito algo assim, sobre quem não tem culpa de ter vindo ao mundo e estar abandonado à sua sorte.

Não sei que a pessoa em causa estava a utilizar os gatos para acusar as pessoas, ou as pessoas para acusar os gatos mas, seja como for, foi um comentário triste e desnecessário.

Eu diria que, enquanto existirem pessoas com a mentalidade desta, que criticam aqueles que, não tendo nada a ver com o assunto, ainda assim exercem a sua bondade para com estes animais abandonados dando-lhes comida para que não morram à fome, continuará a haver discriminação, e gatos abandonados e maltratados nas ruas de Mafra.

Que alertem as pessoas que, ao alimentar estes gatos, tentem colocar a comida em recipientes para evitar que a comida fique espalhada pela rua, é uma coisa.

Que incentivem as pessoas a pegar num destes gatos, e ajudá-lo dando-lhe um tecto e melhores condições de vida, para que não corra perigos desnecessários na rua e se evite a procriação, é uma coisa.

Mas apelidar os pobres gatos de "vira latas", só porque não têm a sorte de ter tido uma família que os tratasse bem e lhes desse amor e carinho, é descer muito baixo. O que é que esses gatos têm a menos que aqueles que comem comidinha gourmet, que dormem refastelados numa cama quentinha, cujos donos os levam constantemente ao veterinário, e que são tratados como verdadeiros príncipes? A única coisa que têm a menos, é a oportunidade de uma vida melhor. Tal como acontece com as pessoas. Com os ricos e pobres. Mais nada.

Por isso, em vez de vir para as redes sociais criticar e dizer mal dos gatos de rua de Mafra, ocupem o vosso precioso tempo a lutar contra o abandono, os maus tratos, a discriminação, em medidas de protecção destes animais, e na busca de soluções válidas para o problema!

 

Façam do vosso verão um verão mais solidário!

 

Com a chegada do verão, vem também o calor, roupas frescas, as férias, novas aventuras, e muita diversão.

Mas também há lugar para entrarem em ação, e soltarem o vosso lado mais solidário. Não custa nada! E, com pequenos gestos, podem fazer uma grande diferença.

Aqui ficam algumas sugestões:

 

Doação de roupas usadas

Podem começar pela renovação do vosso guarda-roupa. Esta é a altura certa para olharem para o vosso armário, e escolherem o que vão querer usar neste verão, e o que está apenas a ocupar espaço. Assim, ficam com uma noção do que têm, de que forma podem conjugar, e ficam ainda com espaço livre para novas peças que queiram comprar. 

Quanto às roupas que já não querem, podem sempre doar. Mas, atenção! Se essas roupas estiverem manchadas, rasgadas ou com outro tipo de defeitos, devem ir para o lixo. Se lhes faltar botões ou fechos, convém tratarem do arranjo antes de doar. As roupas doadas devem ser entregues em bom estado, e devidamente higienizadas. Afinal, as pessoas que delas irão fazer uso podem ser carenciadas, mas não deixam de ser como nós, e merecem!

Depois de colocada em caixas, ou sacos (conforme vos der mais jeito), devem procurar na vossa zona pessoas que estejam a precisar ou a pedir, ou entregar a instituições de confiança que existam onda moram, ou que conheçam.

 

Ações de Limpeza das Praias

Todos os anos encontramos as praias cheias de lixo, proveniente de comportamentos incorretos, e prejudiciais à natureza, da sociedade em que vivemos.

Com a aproximação do verão, as autarquias e juntas de freguesia costumam promover ações de limpeza das praias, de norte a sul do país, numa das quais se podem inscrever! É uma questão de se informarem se vai haver alguma ação deste género na área da vossa residência. 

Mas, mesmo que não haja, podem tomar essa iniciativa, juntar um grupo de amigos e pôr mãos à obra!

E já agora, quando estiverem na praia, dêem o exemplo e alertem as pessoas para os comportamentos errados que muitas vezes têm.

 

Acolher ou tratar um animal abandonado

Durante o período de verão, o número de animais abandonados, nomeadamente, cães e gatos, cresce assustadoramente. Isto deve-se ao facto de as pessoas irem de férias, e não quererem levar consigo os seus animais de estimação. Por isso, ou os deixam em casa, ou pelo caminho, abandonados à sua sorte.

Se conhecem alguém que tenha animais de estimação, e esteja a pensar ir de férias, informem-nos que existem várias opções, se não quiserem levar o seu animal. Podem sempre pedir a familiares ou vizinhos que olhem por eles nesse período, que tratem deles para que não lhes falte comida, higiene, e companhia. Também existem hotéis para animais e ONGS (organizações não governamentais) que oferecem estadia.

Por outro lado, se se depararem com um animal abandonado, como devem agir?

Em primeiro lugar, devem oferecer água e comida. E, se puderem, abrigá-lo. Mesmo que não possam ficar com ele definitivamente que seja, pelo menos, temporariamente. Entretanto, podem ir divulgando fotografias e tentando encontrar famílias que estejam interessadas em acolher ou adotar. 

Mas atenção – se o animal estiver ferido, é preciso ter cuidado ao aproximar, porque pode estar com dores, sentir-se ameaçado, e reagir de forma agressiva.

Outras formas de ajudar, mas mais dispendiosas, serão comparticipar ou custear eventuais tratamentos que o animal em causa necessite.

E podem sempre oferecer-se como voluntários em associações que cuidam de animais abandonados!

 

Artigo escrito para a secção de Acção Social da revista BLOGAZINE N.º 2.

 

 

 

 

 

 

 

Entrou ontem em vigor, mas...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

...na prática, tenho as minhas dúvidas quanto à sua real eficácia.

Sim, falo da Lei que criminaliza maus tratos a animais, que entrou ontem em vigor, e que prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”.

A mesma lei indica que, para os que efetuarem tais atos, e dos quais “resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção”, o mesmo será “punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias”.

Pergunto-me em que se basearão as entidades competentes para aferir o que é, ou não, um motivo legítimo. E até que ponto é que, quem inflige os maus tratos, não alegará motivos supostamente legítimos para justificar os seus actos.

Em relação aos animais de companhia, a lei determina que, “quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal de companhia, o abandonar, pondo desse modo em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias”.

E eu volto a questionar: como é que as entidades competentes sabem quem, como e quando as pessoas abandonam os seus animais de estimação? Se eu por acaso abandonasse hoje a minha gata, quem saberia? Absolutamente ninguém! 

Claro que há muitos animais registados e com chip, o que torna mais fácil a identificação dos mesmos e dos respectivos proprietários. Mas isso é para quem segue as regras e cumpre a lei. Aqueles que estão pouco preocupados com os seus animais, não se darão a esse trabalho. 

Por último, pergunto-me se esta lei só se aplica a quem maltrata os seus animais de companhia, ou a toda e qualquer pessoa que maltrate seja que animal for? Ou seja, o meu vizinho, por exemplo, pode ser condenado se maltratar o seu gato, mas ficar impune por matar outros gatos?

Ainda assim, mesmo duvidando da eficácia desta lei, é um passo em frente na protecção dos animais, e uma atitude de louvar. Venham mais e, de preferência, para se cumprirem, e não para "português ver".

Até porque já sabemos como costuma funcionar a justiça no nosso país!

 

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