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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Por "culpa" dos professores, pagam os alunos!

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Logo no início do ano lectivo, fomos informados de que a professora de matemática da turma tinha estado, durante o verão, de baixa, e que até ao fim do mês de setembro estaria de férias.

Ninguém está doente por gosto. Até aí, compreendo.

Todos têm direito às suas férias. Também compreendo.

Cabe a quem de direito encontrar soluções para colmatar essa ausência, até porque a escola se gaba de ter um plano de intervenção para combate ao insucesso à disciplina de matemática. Não foi encontrada nenhuma solução. O Ministério da Educação não enviou nenhum professor de substituição. E assim, enquanto outros avançavam na matéria, esta turma esteve mais de duas semanas sem aulas.

Quando a professora se apresentou na escola, para compensar, todos os alunos foram "obrigados" a ir à aula de apoio ao estudo, que deixou temporariamente de ser apoio ao estudo para passar a ser uma aula normal. Complicou um pouco o horário em termos de almoço, mas achei bem.

Agora, no início do 2º período, as aulas de apoio ao estudo voltaram a ser apenas isso, e só para quem está indicado para as frequentar.

Mas, para todos os alunos e em regime de obrigatoriedade, sob pena de falta injustificada, mais uma vez para compensar a ausência da professora do período anterior, a direcção da escola decidiu acrescentar uma aula extra de matemática. Não considero muito justo, mas se é para o bem deles, que seja. Essa hora extra foi colocada no último tempo de 4ª feira. Mais uma contrariedade mas, infelizmente, ao longo da vida, temos que enfrentar muitas, por isso é melhor que se habituem desde cedo.

No entanto, há coisas que não fazem sentido, e esta é uma delas. E, ontem, todos os encarregados de educação "cairam" em cima do director de turma, que compreende mas nada pode fazer, porque são ordens superiores que apenas cabe a ele transmitir.

Ora, esta turma tem uma tarde livre por semana. Mesmo assim, se colocassem a aula de compensação numa hora dessa tarde, ninguém ficaria igualmente satisfeito, porque lhes estariam a tirar a tarde, e a fazê-los ir à escola de propósito. De qualquer forma, à quinta feira, entram às 11h. E têm menos aulas nesse dia, por isso, seria uma boa opção. E à sexta-feira, também poderiam entrar mais cedo, ou sairem mais tarde, porque é outro dia com poucas aulas.

Mas não! A única opção que encontraram e, repito mais uma vez, por a professora ter estado a gozar as suas férias em período de aulas, foi sobrecarregar um dos dias mais complicados e preenchidos da turma! Entram no primeiro horário da manhã, têm apenas uma hora de almoço, e saiem no último tempo da tarde - 10 aulas nesse dia! E, adivinhem: a aula de compensação de matemática, depois de terem duas aulas dessa disciplina de manhã, é a última do dia!

Cabe na cabeça de alguém que uma criança, depois de um dia inteiro de aulas, em que acordou cedo e a essa hora já está mais que cansada da correria do dia, se consiga concentrar numa aula de matemática? Cabe na cabeça de alguém que dessa forma se combata o insucesso escolar à disciplina?

Parece que sim! Mas não para nós, pais e encarregados de educação, que consideramos essa medida totalmente contraproducente. E mais, não faz sentido quando a professora ainda esta semana, no horário normal, faltou!

Por que raio é que, por "culpa" dos professores, têm que pagar os alunos?

 

Acidentes provocados por ciclistas

 

As associações de ciclistas defendem que os estragos causados por um acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta devem, independentemente de quem é culpado, ser pagos pela seguradora do motorizado, ainda que o seguro seja agravado.

Segundo José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo, a sinistralidade em Portugal é provocada pelos veículos motorizados, e não por bicicletas, e pedir aos ciclistas que tenham um seguro é uma questão que não se pode levantar em tempo de crise.

Ora, isto faz algum sentido? Para mim, é um perfeito absurdo!

Se todos estão autorizados a circular, todos deviam ser obrigados a ter seguro. A crise é igual para todos. Quanto à responsabilidade, deve recair sobre aquele que provocou o acidente. Se um ciclista se atravessa à minha frente, porque é que eu tenho que pagar por um erro dele?

E a verdade é que há muitos ciclistas que continuam a não utilizar o Código da Estrada correctamente, e têm que ser responsabilizados por aquilo que fazem. Dentro de cada sector, os direitos e deveres devem ser iguais para todos.

Por isso mesmo, concordo com o presidente da ACP, quanto à necessidade de matrícula e seguro para os velocípedes, bem como formação sobre regras para circular na via pública. Para o seu próprio bem, e para o dos outros.

 

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