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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Somewhere Between, na Netflix

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Algures, entre o passado e o futuro…

Entre o sonho, e a realidade…

Entre a verdade, e a mentira…

Entre a vida, e a morte…

 

Algures aí pelo meio…

Uma mulher terá oito dias para evitar a morte da filha.
Um homem terá oito dias para evitar a morte do irmão.


O assassino anda à solta, e só os dois juntos poderão evitar os dois crimes.
Com a vantagem de que já viveram aquela semana uma vez, e sabem o que vai acontecer, e quando.
Conseguirão eles alterar o destino?

Haverá forma de mudar a história, salvando as duas vidas?

E se, para alguém viver, alguém tiver que morrer?

 

Há muitos anos atrás, uma mulher foi brutalmente assassinada.

Um homem foi condenado por esse, e outros crimes. Preso até agora, a sua pena de morte torna-se realidade, com dia e hora marcada. Mas, ele é inocente…

E o verdadeiro culpado anda à solta.

O mesmo que agora, sem se saber bem porquê, rapta uma criança e a mata, levando à separação dos pais, e ao suicídio da mãe, no rio.

Na mesma altura, o irmão do condenado é atirado ao rio, por um marido ciumento, para morrer.

Este consegue soltar-se, e salvar a mãe da criança.

Só que, é como se tivessem voltado atrás no tempo. Mais precisamente, uma semana antes de tudo acontecer.

 

É a oportunidade que têm de mudar o rumo dos acontecimentos, com as informações que agora possuem mas, quem irá acreditar neles?

Quem acreditará que não perderam a sanidade mental?

O tempo está a passar, e cada minuto é precioso.

Não podem desperdiçar o poder que lhes foi dado, sob pena de verem tornar-se real aquilo que, num primeiro instante, terá sido apenas um pesadelo.

 

E é aí, algures, que a verdade vem à tona, os segredos são descobertos, e todo o seu mundo se vira de pernas para o ar.

 

"Somewhere Between" é uma série de 10 episódios que alia uma espécie de máquina do tempo ou realidade paralela, ou temas bem actuais e reais, como o poder, a ambição, a chantagem, os interesses políticos, a infidelidade, o poder de decisão e a força daqueles que lutam, e estão dispostos a tudo, para salvar quem mais amam.

 

 

 

 

 

Tyler Rake: Operação de Resgate

Tyler Rake: Operação de Resgate | Site Oficial da Netflix

 

Mais um filme visto no fim de semana.

Já tinha passado os olhos por ele, mas não tinha chamado muito a atenção. Entretanto, o meu marido escolheu-o para vermos.

É um filme com muita acção, onde tiros, violência e sangue não faltam, bem como muita irrealidade, a meu ver.

 

Tyler Rake é um veterano de guerra, que perdeu aquilo que mais amava na vida e, desde então, não tendo mais nada a perder, embarca com frequência em missões, muitas vezes, suicidas, à espera que uma delas lhe tire a vida, e possa ir ao encontro dos que deixou partir antes.

Enquanto isso, e entre missões, vai bebendo, praticando actividades radicais e criando galinhas!

Aliás, segundo ele, o dinheiro ganho por cada missão concluída é para as galinhas que, segundo ele, saem caras.

 

Agora, Tyler tem como missão resgatar o filho de um barão da droga, que foi raptado pelo barão inimigo. 

Só que, ao mesmo tempo que Tyler tenta levar a sua missão a bom porto, há outra pessoa interessada em recuperar o jovem e levá-lo são e salvo, sob pena de perder o seu próprio filho, caso falhe.

Quando se fala de salvar um filho, é-se capaz de tudo e, apesar de um objectivo comum, tanto Saju como Tyler vão perder tempo a boicotar-se um ao outro, acrescentando um inimigo extra a travar, como se um não fosse suficiente.

 

O filme não traz nada de novo. 

Tyler poderia ser o atípico herói de um qualquer romance da Sandra Brown. Um homem solitário, meio rufia mas que, no fundo, está do lado do bem, tem os seus princípios e valores e que, apesar de antissocial, até consegue criar ligações de afecto. E nunca desiste, até conseguir aquilo a que se propôs, por mais louco que possa parecer.

Torci um pouco o nariz à forma como um homem só, por mais treinado e em boa forma que esteja, consegue eliminar tantos inimigos ao mesmo tempo, como se tivesse meia dúzia de braços.

Ainda que, cada vez mais, vá ficando com mazelas que lhe podem dificultar a missão.

 

Por outro lado, não percebi o objectivo do filme, e da própria missão. 

Se o dito rapaz foi levado uma vez, com tanta facilidade, quem garante que, uma vez resgatado, não possa haver outra tentativa?

 

Mas será que ele chega mesmo a ser resgatado?

Terá Tyler que assumir que não consegue fazer tudo sozinho, e pedir ajuda?

Aceitará ele a proposta de sair ileso dali, e deixar Ovi entregue ao inimigo?

Ou seguirá ele o conselho de matar o miúdo por misericórdia, para que não seja torturado, já que nunca conseguirão sair dali?

 

A resposta, para quem está habituado a este tipo de filmes, é óbvia!

 

"No Te Puedes Esconder", nova série da Netflix

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Um ex polícia, com problemas de alcoolismo e falta de dinheiro, é contratado para matar uma mulher que, na sequência de um atentado terrorista, lhe acaba por salvar a vida.

E agora? Terá ele coragem de seguir adiante, e tirar a vida àquela que lhe devolveu a dele?

 

Mónica vive com a filha, Natália, em Madrid, no âmbito do Programa de Protecção de Testemunhas, após ter denunciado o ex marido e o seu negócio de narcotráfico. Com o ex marido morto, ela constrói uma nova vida longe do México, onde ambas viviam. Mas, ainda assim, o perigo está mais perto dela do que imagina. 

 

Um fotógrafo de guerra, obcecado pela morte, colecciona várias fotos de momentos trágicos, sobretudo mulheres mortas, que pretende utilizar na sua nova exposição.

Mas será que não passa mesmo de um trabalho fotográfico? Ou poderá o seu comportamento, por vezes estranho, esconder algo mais?

Sobretudo, quando se mostra tão interessado na morte da mulher de um líder de um partido em ascenção?

Alex tem um caso com Mónica, mas cedo vamos perceber que as mulheres são outro dos seus vícios.

 

Alberto Torres, mulherengo e prestes a ver o seu partido chegar onde quer, torna-se o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Apesar de negar, ele tinha todos os motivos para o fazer. Ameaças não faltaram. 

 

Natalia e Eli são amigas mas, naquele momento, quase nem se falam por causa de Alberto, que andou com as duas. Mas Natalia está estranha, como se algo a incomodasse, como se tivesse medo de alguma coisa, ou de alguém e, naquela mesma noite, acaba mesmo por ser raptada.

 

Percebe-se que Eli esconde alguma coisa, e que Alex também parece ter os seus segredos, mas saberão quem terá levado Natália?

Quem não vai descansar até encontrar a sua filha é Mónica. Mas será que o consegue, estando com a cabeça a prémio?

 

E é, assim, nestas três vertentes - recuperar Natália, que parece ter sido levada com vista ao tráfico humano, descobrir quem pagou para matar Mónica, e quem é o assassino de Beatriz - que se vai desenrolar toda a série. Será que tudo está relacionado?

É assim, que vamos perceber o quanto a polícia, nos seus mais diversos departamentos, pode ser corrupta, ineficaz, inactiva, influenciável. O quão burocrático pode ser um processo, e quantos entraves tem que contornar, muitas vezes sem sucesso, para dar um passo em frente.

E como, muitas vezes, tem que ser quem está fora a mexer-se, a arriscar-se, a lutar por aquilo que mais ama, a utilizar meios menos convencionais, para chegar onde a polícia não é capaz, não quer, ou não tem interesse em chegar.

Porque o dinheiro ainda move muita gente, muitos interesses, e os poderosos conseguem ter todos do seu lado, não dando espaço para serem apanhados.

 

Uma série de 10 episódios, em que a acção e o suspense são uma constante, e que queremos devorar de uma só vez.

Confesso que, desde o início, Alex me pareceu suspeito. Nunca fui com a cara dele. Mas não há dúvidas nde que é um bom pai e, a certa altura, ajudou Mónica.

Desconfiei de quem poderia ter estado por detrás da morte encomendada de Mónica, e do rapto da Natália. Era demasiado óbvio.

 

Mas o assassino entre todos eles, foi uma verdadeira surpresa!

Penso que estão reunidas as condições para uma segunda temporada. Gostava de ver como tudo se irá desenrolar dali em diante.

Nesta temporada, o destaque vai mesmo para a Mónica, uma mulher destemida e guerreira, que nunca desiste da filha, e para Daniel, que consegue voltar a ser o polícia que um dia foi, graças a Mónica, e vai ser o seu companheiro na missão de recuperar Natália.

Recomendo, sem dúvida!

Um acaso, sensibilidade, o poder do facebook e uma história com final feliz

(ou assim esperamos)

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Seria uma tarde como outra qualquer.

Eu a trabalhar, e a minha filha nas aulas.

 

 

Quis o destino, o acaso, ou o que quer que tenha sido, que a minha filha não tivesse tido a aula. E que tivesse ido com as colegas até àquele local.

Viram um cão por ali, e acharam-lhe graça. O cão ia a andar, quando um carro lhe bateu.

Ouviram o estrondo e, logo em seguida, o cão a ganir.

Ficou deitado no passeio, sem se mexer.

 

 

A pessoa que o atropelou não fugiu. Ficou por lá. Embora mais preocupada em não se molhar por causa da chuva, e a desculpar-se que não era de cá, que tinha sido um acidente e que, como tal, não se podia responsabilizar. "Ah e tal, eu vi-o mas achei que ele ia conseguir passar antes de eu chegar." Estava também preocupada com a possibilidade de a mandarem fazer o teste do balão..

Não sei se foi a senhora que ligou para a GNR mas, enquanto esta não chegava, ainda aproveitou para ir ao café.

 

 

A minha filha ligou-me logo, a perguntar se podíamos ligar a alguém, que fosse recolher o cão e ajudá-lo. Conhecendo as autoridades e entidades, por experiências anteriores, duvidei que fizessem algo. Por isso, pedi-lhe para ela tirar foto, e partilharmos no facebook.

Ela assim fez. E enviou-me.

Fez-me lembrar um cão que tinha visto num anúncio, nessa manhã, a pedir ajuda para o encontrar, porque tinha fugido de casa, aqui na vila.

 

 

Publiquei a foto e a informação num grupo de ajuda animal daqui da zona. Com a pressa de que alguém pudesse reconhecer, nem referi que o cão estava vivo.

Na verdade, também não sabia tudo ao pormenor, porque a urgência da situação passou por cima desses detalhes.

Foi uma sorte, poucos minutos depois, alguém me dizer que o cão tinha dono, chamava-se Buddy, e andavam à procura dele.

Facultaram-me o contacto, e o link do tal anúncio. No anúncio não falava em chip, apenas numa coleira verde que a minha filha me confirmou que o cão tinha.

 

 

Liguei de imediato para o dono.

Em seguida, liga-me a minha filha, a dizer que já lá estava a GNR. Com receio que levassem o cão, antes do dono chegar, a minha filha acabou por passar o telemóvel à agente, a quem dei o nome e contacto do dono. 

Soube mais tarde que a agente ligou para o dono.

 

 

O dono deve ter chegado pouco tempo depois, e o cão foi levado para o Hospital Veterinário, onde ficou internado. Ontem, estava estável, segundo me informou, mais tarde, o dono.

Agora, resta aguardar que tudo corra bem e o Buddy recupere do acidente. Para já, pode-se dizer que o dono recuperou o seu cão.

 

 

Não se sabe se como se teria desenrolado tudo isto, noutras circunstâncias.

Teria alguém partilhado o acidente? Teria sido possível encontrar o dono? Teria alguém levado o cão ao veterinário? O que faria a GNR com o cão?

Talvez até tivesse tido igualmente um final feliz. Ou talvez não...

O que sei é que um acaso, alguma sensibilidade, e o poder incontestável de uma partilha no facebook, a par com aqueles que também por lá andam, uniram-se em prol do Buddy.

 

 

Independentemente de tudo, valeu pela atitude.

Dizem que os filhos, por norma, tendem a seguir o exemplo dos pais, para o bem e para o mal.
E foi isso mesmo que se viu, neste caso, para o bem de um animal.
Há coisas que não se aprendem na escola, e esta, é uma delas. E tem muito mais valor uma acção como esta, que uma qualquer nota menos boa num teste.

Está a chegar o final de Absentia...

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... e vai deixar saudades!

A segunda temporada está, sem dúvida alguma, muito melhor do que a primeira.

Com mais ritmo, mais mistério, mais acção, mais surpresas.

Deixámos aquela primeira temporada morta, em que quase adormecíamos a cada episódio, só despertando nos episódios finais, para entrar numa nova temporada que nos consegue manter alerta e intrigados.

Apesar de relacionadas, já que os acontecimentos que estão a ser vividos agora estão, de várias formas, ligados ao que aconteceu, no passado, com a Emily, estes novos episódios trouxeram uma lufada de ar fresco à série e foi, sem dúvida, uma aposta ganha da Stana Katic.

 

 

Em relação às personagens, temos uma Emily ainda mais dura, com a mesma determinação e instintos de sempre, mas ainda muito traumatizada com o que passou ao longo dos seis anos anteriores, com esse trauma a manifestar-se, muitas vezes, de forma descontrolada. 

A principal preocupação de Emily é voltar a ter uma relação com o filho, Flynn que, a determinado momento, poderá voltar a estar em perigo.

 

O Jack, irmão da Emily, tenta refazer a sua vida, voltando ao trabalho, agora como paramédico. E gera-se um conflito entre aquele que é o seu dever enquanto médido que um dia foi, os conhecimentos que tem como cirurgião e que podem fazer a diferença entre salvar ou deixar morrer uma vítima, e aquilo que, enquanto paramédico, lhe é permitido fazer.

A certa altura, ele salva a vida de uma pessoa, devido à sua intervenção atempada e precisa. Mas, quando pensa que o chefe o vai reconhecer e, quem sabe, promover, é supreendido com uma reprimenda e o aviso de que, se voltar a repetir, é despedido.

Isto gera uma enorme frustração nele, que vai ser atenuada com um novo romance.

 

Até a Alice deixa de ser a boa samaritana, compreensiva, esposa devotada. 

Após o aborto e sem qualquer apoio de Nick, ela vai virar as suas atenções para a sua própria realização pessoal, e envolver-se com outro homem, aquele que, provavelmente, seria o último com quem deveria ter uma relação.

 

Já Nick, continua com aquele papel enfadonho, frustrado no campo profissional e pessoal. 

 

A grande supresa para mim é a personagem Cal Isaac, que vai formar dupla com Emily, de volta ao FBI, na descoberta da verdade, e resolução do caso, sendo o único apoio que ela tem, a todos os níveis, sobretudo depois da morte do amante Tommy Gibbs.

 

 

Sobre a história, começamos com um atentado, passamos para uma série de assassinatos aparentemente relacionados, e com ligação ao atentado. Entre as vítimas dos homicídios, a mãe biológica de Emily.

Na família, enquanto o pai de Emily sofre um enfarto, Flynn faz terapia e o casamento de Nick e Alice desmorona-se.

Emily continua a debater-se com as memórias do passado, que podem ser a chave para o presente, sobetudo quando começam a surgir caras e nomes familiares.

Quem estará por detrás de tudo isto?

 

 

O último episódio é já na próxima terça-feira, e não faço a mínima ideia de como irá terminar a história.

Mas, assim numa reviravolta inesperada, gostava que fosse a Alice a grande vilã!

 

 

Alguém por aí acompanha a série?

Estão a gostar?

E palpites para o grande final, há?