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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Quando o nosso foco de interesse muda a meio de uma série

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Comecei a ver a série Zoo pela questão dos animais.

O mote era bom: uma possível revolta dos animais contra o Homem, sobretudo contra aqueles que lhes fazem e querem mal.

Os animais em todo o mundo estavam a mudar o seu comportamento, a atacar inexplicavelmente, e era urgente descobrir a razão e evitar uma catástrofe mundial.

 

Até que chegamos ao início da segunda temporada, e percebemos que esta temática está a ir por caminhos demasiado mirabolantes e fantasistas, que nos levam a perder o interesse e a pôr de lado a questão dos animais.

Mas, a esta altura, já estamos presos às personagens, e são elas que nos fazem continuar a acompanhar os episódios seguintes, pelas personalidades, mistérios e relações que desenvolvem com os restantes.

 

Jamie 

Confesso que, no início, a achava irritante, com a mania da perseguição, a lutar por causas que não o eram, e a envolver outras pessoas nas suas paranoias. Mas ela não estava assim tão errada. No fundo, uma das grandes responsáveis por tudo era aquela que ela sempre acusara, e que lhe tinha, no passado, tirado a sua família.

Jamie é apenas uma jornalista, com um blog onde vai dando a sua opinião sem censuras ou receios, e tentando desmascarar os poderosos que se envolvem em negócios menos lícitos.

Mas ela vai evoluindo, e transformar-se-á, ao longo das temporadas, numa das minhas personagens favoritas.

Se tivesse que defini-la numa palavra, seria "a sobrevivente", porque ela é das que mais perigos corre ao longo de toda a série, e a que mais se desenrasca, luta e faz por continuar viva e derrotar os vilões.

Num determinado momento, a Jamie que nós conhecíamos no início, começa a dar lugar a outra que, embora esteja naquele limiar entre perseguir os monstros, e arriscar-se a transformar num deles, devido aos seus actos, não se pode, contudo condenar. Tudo o que ela faz é tentar sobreviver nesta "selva" que é o mundo, ajudando como pode, mesmo que os métodos não sejam os mais recomendáveis e que, por vezes, cometa erros.

No final da primeira temporada, penso que todos torcemos pelo romance entre a Jamie e o Mitch, que foi abruptamente interrompido pela queda do avião, e desaparecimento dela.

Neste espaço de tempo, muita coisa acontece e, quando se voltam a reencontrar, fica um clima constrangedor entre eles, como se fossem dois estranhos. Apesar de gostarem um do outro, acabam a discutir e a afastar-se, mais ainda quando uma ex namorada de Mitch entra em acção.

Mas, quando se pensava que iam finalmente ficar juntos, Mitch morre, ficando muita coisa por dizer, por viver.

Jamie tenta refazer a sua vida ao lado de Logan e a filha de Mitch, que fica orfã. No entanto, quando perde a guarda de Clementine, o romance depressa rui, e ela transforma-se numa espiã implacável, sem nada a perder, uma mulher capaz de tudo para atingir os seus objectivos que, ainda que sejam por boas causas, podem fazê-la perder os amigos que lhe restam, dos quais se afastou por anos.

 

Mitch

O personagem mais carismático de toda a série!

Ele é antissocial, gosta de estar sossegadinho no seu laboratório, a estudar os animais. 

Ainda assim, tem um humor muito próprio, as piadas certas nos momentos certos.

É, no fundo, um homem que, desde cedo, teve uma relação conturbada com o pai, algum azar ao amor, e um casamento desfeito, do qual resultou uma filha com uma doença crónica à beira da morte, que ele não vê há anos, até que Jamie o faz mudar e retomar o contacto, tentando recuperar o tempo perdido e o amor da sua filha, ao mesmo tempo que tenta salvá-la.

Apaixona-se por Jamie e vai ficar completamente perdido, primeiro quando acha que ela morreu e, mais tarde, quando não a consegue resgatar e a deixa entregue a si própria, culpando os colegas pelo abandono.

Com a sua morte, todo o grupo se desmorona e separa durante anos, até que se voltam a juntar, para uma derradeira tentativa de salvar o mundo, embora nunca voltem a ter aquela união de outrora.

Na última temporada, vamos descobrir muito mais sobre o Mitch, que o tornará, sem dúvida, a personagem principal e favorita de toda a história.

 

Chloe

Era uma das personagens principais da primeira temporada, mas "mataram-na" na segunda. Foi um dos episódios marcantes. Ninguém esperava. Todos achávamos que o romance entre ela e Jackson iria durar até ao final. Era ela que liderava o grupo. E tudo levava a crer que iria fazer falta, e que tinha sido uma má opção. Tudo levava a crer que as pessoas iam deixar de acompanhar a série. Mas com tudo o que acontece daí em diante devo dizer que nem damos pela falta dela.

 

Dariela

A entrada de Dariela para a equipa é controversa. À excepção de Abe, que a faz sentir bem vinda, todos os outros estão renitentes. 

Quando Dariela acaba por ser, indirectamente, responsável pela morte de Chloe, Jackson e Jamie não vão olhar para ela da mesma forma porque, a presença dela, significa a morte de alguém que lhes era muito querido.

Esta é uma mulher de armas, literalmente!

Quem a quer ver contente, é com uma arma na mão e é por isso que Jackson, ao saber que poderá a qualquer momento transformar-se num monstro, a escolhe a ela para pôr fim à sua vida, caso seja necessário.

Mas Dariela vai querer mais do que carregar sangue nas mãos, e a sua vida vai mudar bastante ao longo da série.

Nunca fui muito à bola com ela mas, no fundo, acho que é por ela representar as fraquezas a que todos podemos estar sujeitos, e que não podemos, simplesmente, dizer que nunca as teríamos. Ela é apenas humana e, como todos os humanos, erra. Todos a criticamos, mas a verdade é que, talvez, no lugar dela, fizéssemos o mesmo. Ela é, por vezes, uma cabra, estúpida, traidora. Mas, apesar disso, gosta mesmo do Abe, e fará tudo para salvar o filho e dar-lhe uma vida o mais normal possível.

 

Abe

Abe é aquele amigo do peito, que tem sempre uma palavra amiga para confortar, vê sempre algo de positivo, tem sempre uma história para contar, um ombro para chorar, a disponibilidade para ouvir. Tem uma lealdade à prova de bala para com Jackson, que considera um irmão. 

Mas este homem tem os seus segredos. E alguns desses segredos poderão pôr em causa a sua amizade com Jackson.

Afinal, o homem bondoso pode não ser assim tão santo. Pode até nem ser o que aparenta.

Dariela é a mulher com quem casou e teve um filho mas, em vários momentos, esse casamento estará em risco, sobretudo pelas decisões de Dariela, a quem ele culpa. Mas será que não tem, também ele, a sua dose de responsabilidade?

Confesso que, em vários episódios, se tornou uma personagem aborrecida e sem grande relevo.

 

Jackson

O impulsivo. 

Em certos momentos, irrita, dá vontade de o tirar da série, embora seja um dos elementos chave.

Depois da Jamie escrever o seu livro sobre a aventura da equipa, que a tornou rica e famosa, e o ter obrigado, com isso, mesmo não o tendo feito propositadamente, a esconder-se no fim do mundo, com uma identidade falsa, para não ser caçado por quem anda atrás dele, nunca mais conseguiu voltar a dar-se bem com ela. À excepção de Abe, com quem ainda tem contacto, mais ninguém soube dele, até que o grupo se volta a reunir.

Como já disse anteriormente, perde protagonismo para Mitch e Jamie, embora venhamos a descobrir muito sobre o passado dele nas duas últimas temporadas.

 

Logan

O vira casacas.

Quem é Logan, e o que faz ele na história?

Começa por ser o perseguidor de Jamie, que depois foge com ela dos perigos que os cercam e acaba por fazer parte da equipa, para depois se descobrir que é um traidor.

Pensa-se que morreu quando foi atirado por Jamie do avião, mas ele volta, desta vez como ladrão que quer uma oportunidade para ganhar dinheiro, nem que para isso tenha que trair quem antes servia.

Mas algum dia há-de ganhar juízo, e tentar meter algum na cabeça da Jamie, antes que as coisas corram mal para ela, e tornar-se um homem do bem.

No fundo, sempre gostou da Jamie, mas sabe que o que a une a Mitch é mais forte, e não poderá nunca lutar contra isso. 

 

Max/ Robert Oz

Os pais de Mitch e Jackson, respectivamente.

É interessante ver a vida que ambos escolheram, afastados dos filhos, mas como ambos, à sua maneira, ainda assim e apesar de tudo, os amam, estando dispostos a dar a sua vida por eles.

 

Clementine/ Isaac

Os filhos dos protagonistas.

Se salvar um, implicasse entregar o outro, o que fariam os respectivos pais?

Clementine, em especial, terá um papel importante na terceira temporada. Não sendo filha da Jamie, eu diria que são muito parecidas!

 

 

Para além disso, cada episódio tem reviravoltas que dão ritmo à série, e terminam em tamanho suspense, que não queremos sair dali sem ver, pelo menos, mais um... e mais um...  

 

Como li numa crítica à série, no site Cubo Geek:

"Tem acção, um enredo que envolve o Apocalipse mundial, um elenco diverso de atores que deverão agradar a todos os públicos e muitas reviravoltas para manter o espectador sempre surpreendido com os eventos do episódio. Será uma pena se esta for mesmo a temporada final. É de qualidade? Não. Entretém para caraças? Podes crer que sim."

ZOO - a série da Netflix sobre o Homem e os animais

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Gostam de animais?

Gostam de ciências e investigação?

Gostam de suspense e mistério?

Gostam de policiais, com teorias da conspiração e agentes infiltrados e corruptos à mistura?

Gostam de dramas familiares?

Gostam de romance?

Gostam de acção e surpresas constantes?

 

Então esta é a série ideal!

 

 

Tudo começa com um ataque de leões fora do normal na selva africana, onde são apresentadas as personagens principais:

 

Jackson - um perito em comportamento animal que vê, nestes estranhos ataques que estão a ocorrer, uma possível ligação com as teorias do seu pai, que o levaram à loucura, a perder a credibilidade e o trabalho, e a ser abandonado pela família

 

Abraham - um guia de safári, melhor amigo de Jackson que o vai acompanhar na busca da verdade, depois de ser salvo de um ataque de leões

 

Chloe - é uma agente secreta francesa, única sobrevivente de um dos ataques dos leões em África, que escapa com a ajuda de Jackson

 

Jamie - uma jornalista que vive para uma única missão - destruir a Reiden Global - uma companhia produtora de pesticidas e alimentação para animais, que ela acusa de ter matado a sua mãe, e de actuar de forma ilegal, pondo em perigo a vida das pessoas e dos animais

 

Mitch - um veterinário patologista que é procurado por Jamie para a ajudar a destruir a Reiden Global, mas que acaba por dar uma preciosa ajuda na investigação 

 

 

Alguém, que não conhecem, junta estas 5 pessoas, para que descubram o que se está a passar com os animais em todo o mundo, a razão para a mudança de comportamento e ataques inexplicáveis que estão a cometer, e como impedir essa ameaça, oferecendo-lhes recursos e levando-os a viajar para locais distintos.

 

Estarão os animais a ficar mais inteligentes? A deixar de ter medo dos humanos? A transmitir alguma mensagem ao Homem? A desafiá-lo? A provar que, a partir de agora, são eles que mandam, e é o Homem que deve ter medo? Será uma forma de vingança contra aqueles que, ao longo de séculos, os trataram mal?

Ou haverá, mais uma vez, responsabilidade humana nesta transformação?

 

A longo da série, alguns segredos vão sendo desvendados, percebemos que nem todos são quem pensamos que sejam, e que não é só da parte dos animais que vem o perigo! E não vai ser fácil lidar com os ataques que lhes fazem, de todas as frentes.

 

A série da CBS tem 3 temporadas, de 13 episódios cada uma, e foi inspirada no livro de James Patterson, com o mesmo nome. A quarta temporada foi cancelada por fracas audiências, mas as 3 temporadas podem ser vistas na Netflix.

 

 

Assassino Americano

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Quando não temos nada a perder,

Quando estamos cegos, sedentos de vingança,

Quando nos deixamos toldar pelas emoções e sentimentos,

Quando agimos por impulso, muitas vezes de forma imprudente,

Quando agimos de forma descontrolada,

Quando não conseguimos ver de forma objectiva, ou acatar uma simples ordem dos nossos superiores,

Quando estamos habituados a trabalhar sozinhos, 

Quando estamos obcecados com um determinado objectivo…

 

Só podem acontecer duas coisas:

Ou essa atitude nos sai cara, deitando tudo a perder e gorando todos os planos e objectivos, colocando em risco não só a nossa vida, mas também a daqueles que de nós dependem e que em nós confiam,

Ou essa atitude faz a diferença, e acaba por resultar!

 

É assim Mitch Rapp, um homem que, num minuto, estava a pedir a namorada em casamento e, no seguinte, a assistir à morte dela na sequência de um ataque terrorista, sendo ele um dos poucos sobreviventes.

Conhecemos um Mitch descontraído, apaixonado, feliz e tranquilo, nos primeiros momentos do filme, para depois nos ser apresentado um homem vingativo, obstinado, descontrolado, com um único objectivo na vida, disposto a matar ou morrer.

 

Será que ainda resta, lá no fundo, algo do anterior Mitch?

Conseguirá ele, algum dia, superar a morte da namorada?

Que pessoa se tornará ele, às mãos da CIA?

 

Sinopse:

"Apesar da morte prematura de ambos os pais, Mitch Rapp, de 23 anos, sempre se considerou uma pessoa tranquila. Até ao fatídico dia em que a sua noiva é assassinada por um grupo de terroristas. Com uma vontade incontrolável de fazer vingança com as próprias mãos, decide dedicar toda a vida a caçar criminosos. Para isso, alista-se como recruta nas operações especiais do Exército. É assim que Stan Hurley, um veterano de guerra, se vê obrigado a treiná-lo. Os conflitos entre ambos não tardam a surgir, pois Hurley percebe que a entrega excessiva do seu discípulo não tem a ver com patriotismo, mas sim com dramas pessoais…"

Os grandes impulsionadores das mudanças

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Se repararmos bem, percebemos que as tragédias, as perdas, as dificuldades e os maus momentos, acabam por ser os maiores impulsionadores e responsáveis pelas grandes mudanças da nossa vida. 

Porque será que, nesses momentos, descobrimos forças que não sabíamos que tínhamos? Determinação que estava escondida? Vontade de agir, que permanecia inactiva até então? Coragem que nunca antes demos por ela?

Precisamos de "coisas menos boas" na nossa vida, que nos obriguem à acção e à mudança, porque de outra forma nunca o faríamos? Estas provações são uma espécie de "empurrão", que nos leva a tomar decisões que, de outra forma, nunca viriam?

O que é certo é que, muitas vezes, essas mudanças acabam por ser o que de melhor nos acontece na vida!

Serão essas situações, que nos obrigam a mudar, a chave que nos abre portas para novos caminhos que tínhamos que descobrir e que, de outra forma, nunca iríamos percorrer?

Precisamos da tristeza, para encontrar e valorizar a felicidade?

Fará tudo parte do equilíbrio da vida?

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

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