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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com João Luzio

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Esta semana, o convidado da rubrica "À Conversa com..." é João Luzio que nos fala um pouco mais sobre si o o seu percurso musical na entrevista que aqui vos deixo! 

 

 

 

 

Quem é o João Luzio?

João Luzio... Nasci em França, onde passei alguns anos antes de vir para Portugal, onde estive em Chaves e, agora, Oeiras.

Dou neste momento aulas na Academia de Guitarra em Algés e tenho tido o privilégio de poder desenvolver a minha própria Música de Guitarra Eléctrica e Guitarra Portuguesa. Conto neste momento com 5 discos, de música quase exclusivamente instrumental, gravados.

 

 

A música esteve muito presente na sua família. Foi ela que o levou a descobrir este mundo, e despertar em si a paixão pela música?

Penso que sim, mesmo que de uma forma subconsciente, pois parecia relativamente natural haver bastante música em casa, ouvir alguém a cantar algum refrão de uma música.

E as memórias que se criam quando somos mais novos afectam sem dúvida o nosso estilo de vida ao longo do tempo. É muito provavelmente também fruto do reflexo do valor da música que me foi transmitido no sentido da importância que ela carrega para o bem estar.

Ainda hoje dou por mim a ouvir música que me marcou muito nessa época: a minha irmã partilha música comigo, e os meus pais têm música a dar em casa deles, mesmo que já bem conhecida de todos, faz parte do ambiente. Não tem a ver com a parte que racionaliza a música e tenta entendê-la e estudá-la mais obejctivamente, mas sim a parte que faz sonhar e leva para aquele lugar em que a música simplesmente toca e nos faz viajar.

 

 

O João cresceu em Paris. Foi uma cidade que, de alguma forma, o influenciou a nível musical?

Sim, de forma indirecta. Não era propriamente exposto a música ao vivo, concertos ou apresentações de uma forma assumida, mas ouvi por consequência muita música em casa, ou através de televisão ou filmes.

Essa música sim, era o reflexo de uma parte da cultura que os meus pais absorviam em França, mas também parte da cultura Portuguesa. Igual com a minha irmã. Mas penso que teria acontecido noutro lugar, mesmo se noutro contexto.

Depois com a idade ganha-se uma vontade e consciência que nos leva a querer investigar e conhecer mais por nossa própria conta, e sem dúvida que a cultura associada às nossas raízes nos atrai. Na verdade, tudo o que está à nossa volta consegue gerar algum tipo de influência musical, e não só.

 

 

A guitarra foi um instrumento que sempre o fascinou, ou acabou por ser uma escolha aleatória, sem nenhuma razão em particular?

A guitarra era o instrumento mais óbvio, pois era o que estava em casa "à mão" e era o que auditivamente me era destacado em temas que ouvisse. O meu pai tocava umas melodias e isso gerou a vontade de entender o que ele estava a fazer e querer replicar. Divertíamo-nos com outros instrumentos mas a guitarra puxava sempre de volta.

Penso que se gerou uma ligação emocional pessoal com o instrumento guitarra que remete para experiências sensorias ligadas à audição, à sensação de tocar nas cordas ou até o cheiro das "velhas" cordas que estavam postas na guitarra.

Depois evoluiu naturalmente e proporcionalmente ao meu interesse pessoal.

 

 

O que o levou a seguir a área da engenharia civil, e em que momento percebeu que nunca se dedicaria à mesma?

Desde que tenho memória, tenho a noção de ser muito atraído por números e gostar de matemática. Acho fascinante como a matemática desafia a parte cognitiva e nos leva, através de um raciocínio concreto, a chegar a uma solução. Tem um aspecto disciplinar (do ponto de vista de visualização e entendimento) muito interessante. E isso não se reflecte apenas no entendimento de problemas ligados a numeros mas sim no entendimento de outros raciocínios.

Penso que de certa forma estive à procura de algo que me ligasse à matemática e, depois de alguma análise e aconselhamento, acabei por enveredar pela engenharia.

Com o passar do tempo, apercebi-me que havia conceitos que não me atraíam tanto nessa área mas o verdadeiro apelo aconteceu quando, numa entrevista de trabalho, percebi a fatia de tempo do meu dia que iria ser entregue à engenharia.

Achei que se realmente queria fazer algo ligado à música esse seria o momento de mudar de direcção.

Mas sou muito grato por isso pois tive a ajuda das pessoas à minha volta que me incentivaram sempre incondicionalmente a seguir o que me faria sentir bem.

 

 

Enquanto músico, o João destaca-se como compositor e como guitarrista, tanto em guitarra elétrica, como na guitarra portuguesa. Como é a sua relação com cada uma destas guitarras?

O elo comum é que os dois intrumentos servem para isso, são instrumentos. Servem para descobrir qual o meu lugar, o que tenho a dizer e de que forma vou fazê-lo usando as ferramentas disponíveis. Essa é de certa forma o meu grande relacionamento com estas guitarras.

Ter a destreza de ser consciente da música e músicos que admiro mas também conhecer qual o meu lugar. Todos nós temos histórias para contar e formas diferentes de as contar. A honestidade é um elementos que liga estes factores para encontrar o nosso lugar. Mas é um processo constante que sinto que está diariamente em andamento.

A guitarra eléctrica é o instrumento que aparece pela influência consequente da música que ouvi/ouço, dos amigos que tocavam e da envolvência musical. Faz sentir em casa. Ouvi muita música ligada a guitarristas que me incentivam ainda hoje a querer aprender mais. Aliás, a inspiração pode vir de qualquer lado ou pessoa à nossa volta. E no meio do processo, passei sem dúvida muitas horas a tocar e a absorver música.

A guitarra Portuguesa surge depois do meu primeiro disco e penso que por razões culturais e de raízes quis colocar música ligada a ela. É um instrumento que respeito muito e gostaria de desenvolver na sua técnica mais tradicional no futuro.

No meu caso fui adaptando o instrumento ao que me era mais natural (tecnicamente e musicalmente). É um processo que ainda está em desenvolvimento na minha cabeça, sem dúvida, e ainda vai levar o seu tempo.

 

 

Foram vários os álbuns que editou até ao momento, nomeadamente, “Moods & Colors” (2012), “Genuine & Odd Distractions” (2014), “Raízes & Instropecção” (2015), “Rêves d'un Duo Improbable” (2016) e “Quero Saber Mais de Ti” (2017). Quais são as principais diferenças entre cada um deles?

Objectivamente, cada um destes discos tem uma abordagem diferente, seja por influência da música e das alturas em que foram feitos, ou pelo desejo de experiênciação musical. Ou abordam mais o rock/fusão, ou a parte acústica, ou a fusão entre a guitarra eléctrica e Portuguesa.

Cada disco serviu um propósito musical no ponto de vista racional de composição e execução, mas também emocional no sentido que o que pretendia gravar representa alguma ideia ou experiência pela qual se passa.

Mas a verdade é que isto se torna secundário face ao resultado que deve ser servir a música.

Basicamente, a diferença é a mesma que olharmos para fotos nossas tiradas ao longo nos anos. Mudámos, mas éramos sempre a mesma pessoa. Seguimos um caminho, tentamos ser o mais fiéis possíveis e vamos atrás disso. Às vezes erramos, mas continuamos.

Vamos encontrar diferenças e, esperançosamente, evolução. E apesar de tudo, penso que se houver honestidade, poderá reconhecer-se a essência da pessoa ao longo do tempo e de forma transversal ao trabalho dela.

É algo que temos todos.

 

 

O João foi convidado para integrar as produções de Office Film Store, com o intuito de criar bandas sonoras de documentários. Foi mais um desafio a superar?

Na altura em que foi feito o convite e fui levado nessa produção com o Rafael Chiotti (pois foi um projecto em que me envolvi graças a ele e com ele).

A parte mais interessante nessa área é termos um contexto visual que nos é exterior, temos a visão de quem criou o documentário/vídeo e temos, de acordo com as ferramentas que conhecemos, de ir de encontro com o que nos é pedido, geralmente associado a um sentimento que quer ser transmitido. Acho isso muito interessante. Olhando para trás acho sempre que se teria feito algo diferente mas esse sentimento parece ser natural e transversal a muitas situações.

 

 

 

 

 

O seu percurso conta também com colaborações com outros músicos, como Yuri Daniel, John Fletcher, Yami Aloelela ou Vicky Marques. O que de melhor guarda desses momentos?

Provavelmente a ideia de pintar uma tela musical em conjunto. Desde que comecei a registar música em discos tem sido uma experiência de apredizagem constante com todos os envolvidos e tento guardar comigo os momentos que me levam a aprender.

E ao estar com pessoas como estas (e outras com quem já trabalhei) que servem a música, é muito interessante entender como cada pessoa desenvolve o seu processo criativo e encara a forma como vai ficar representada, neste caso, musicalmente. Consegue-se também conhecer mais as pessoas, que é algo que me fascina.

Pois servimos o mesmo propósito mas cada um com as suas próprias experiências e ferramentas, e isso é muito interessante.

 

 

Que objetivos gostaria de concretizar, a nível musical, em 2018

Tenho vários projectos em mente, confesso, mas existem elos comuns a eles. Escrever mais música e tocar estão na minha prioridade, sem dúvida, neste momento. Continuar a aprender, é algo em que invisto. Escrever a minha música e tentar tornar-me melhor no que faço.

Tenho estado envolvido na ideia de me encontrar e escrever música pontualmente com vários músicos de várias culturas/países e que toquem variados instrumentos (tal como surgiu o tema Kuwelela, que foi o primeiro tema neste conceito).

No fundo interessa-me muito entender como se pode juntar instrumentos que provenham de diversas culturas e resultem juntos. Ver de que forma a conversa pode funcionar. Há um pouco o sentimento de quebrar barreiras mas sem ter o sentimento de desrespeitar a Música em algum momento.

Tenho alguns trabalhos reservados concretos já em andamento para este ano nesses sentidos e irei dar o meu melhor para concretizá-los.

 

Muito obrigada!

Obrigado.

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o video.

À Conversa com Lara Barros

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Lara Évora de Barros sempre viveu na ilha de Santiago, em Cabo Verde, até se mudar para Lisboa, há cerca de três anos, para estudar gestão na Nova School of Business and Economics.

Adora livros, viajar, ver filmes e espera, um dia, poder vir trabalhar na indústria do cinema.

A autora de "Verão Real" aceitou o convite para participar na rubrica "À Conversa com...", e dar a conhecer um pouco melhor a pessoa, e a escritora, que é.

 

Fiquem com a entrevista a Lara Barros:

 

 

 

 

Quem é a Lara Barros?

Sou uma pessoa muito alegre, cheia de energia e sorridente que gosta de conhecer lugares e pessoas novas.

Cresci na ilha de Santiago em Cabo Verde então o mar é uma grande parte da minha vida. Sempre que possível estou na praia de mar.

Também adoro ler, ver filmes e ir a concertos dos meus artistas favoritos onde canto a plenos pulmões a letra de todas as músicas. Os concertos pelos quais estou mais entusiasmada para ver este ano são da Demi Lovato e da Shakira.

 

 

 

Como é que nasceu a tua paixão pela escrita?

A minha paixão pela escrita começou há cerca de 9/10 anos na escola primária quando a nossa professora nos mandou fazer uma redação e eu decidi escrever sobre uma viagem ao espaço onde eu e a minha turma íamos ao espaço e para voltar à Terra tínhamos de passar por todos os planetas do sistema solar até conseguir chegar a casa.

Lembro-me que os meus colegas gostaram muito e quiseram que eu continuasse a história mas aos onze anos depois de escrever quinze páginas, perder o documento, voltar a escrever aos doze e voltar a perdê-lo desisti.

Mas já tinha descoberto o quanto gostava de dar asas à minha imaginação e escrever.

 

 

 

Sempre viveste na ilha de Santiago, em Cabo Verde até te mudares para Lisboa, em 2015. Como foi a adaptação ao nosso país?

Quando me mudei para Lisboa pensei que não ia ser nada de novo porque sempre ia de férias no verão mas estava enganada.

Era totalmente diferente passar de uma pequena ilha para uma cidade grande mas a adaptação foi relativamente fácil porque sempre tive o apoio das minhas tias que também vivem em Lisboa para tudo o que precisasse.

A única parte difícil de me adaptar foi o clima. Para mim, no primeiro ano, a chuva e o inverno eram coisas que detestava. Sair da cama para ir à faculdade debaixo da chuva era um grande sacrifício.

Mas adoro Lisboa e sempre considerá-la-ei a minha segunda casa.

 

 

 

Sendo uma pessoa que adora viajar, para além da capital, que outros locais conheces em Portugal?

Os meus tios-avós vivem em Benavente para onde vou desde bebé por isso tem um lugar muito querido no meu coração.

Também a Ericeira, onde passei alguns verões com a minha madrinha. Posso dizer que a Ericeira é um dos meus lugares favoritos em Portugal.

Também já fiz várias viagens por Portugal com a minha família onde visitei Porto, Torres Vedras, Évora, Coimbra, Tondela, Viseu, Tavira e Portimão e uma das semanas mais memoráveis de sempre foi quando acampei no Meo Sudoeste com os meus amigos o ano passado no Alentejo.

Os próximos lugares que quero mesmo conhecer seriam os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

 

 

Qual seria a “viagem da tua vida”?

A viagem da minha vida será talvez a que farei o próximo mês a Londres porque desde pequena que o meu maior sonho é conhecer Londres e agora terei a oportunidade de realizá-lo.

Mas para além disso a viagem da minha vida podia ser ir ao deserto do Sahara e poder ver o amanhecer e o pôr-do-sol aí, poder fazer um Safari na África do Sul e também explorar a Austrália.

 

 

Tal como a personagem Alex, também gostas de cinema e de livros. Que outras semelhanças existem entre personagem e autora? E diferenças?

Semelhanças entre eu e Alex? Penso que temos as duas muita energia e um grande sentido de humor, assim como a facilidade para fazer novas amizades. Quanto a diferenças penso que Alex é muito mais desconfiada das pessoas do que eu e sempre quer resolver os mistérios. E também uma coisa que admiro muito na Alex é que ela sempre diz o que pensa e não tem medo de arriscar. Eu não sou tão aventureira como ela nesse sentido.

 

 

Qual é o teu filme e o teu livro favoritos?

O meu filme favorito de todos os tempos tem que ser “O Diário da Nossa Paixão” e o meu livro favorito é “A Ilha Debaixo do Mar” de Isabel Allende.

 

 

 

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“Verão Real” é o teu primeiro romance. Em que te inspiraste para o escrever?

Para Verão Real inspirei-me muito nos livros da série “A Selecção” no que toca ao triangulo amoroso entre pessoas da realeza e outras que não são e também no facto de gostar muito de mistérios e investigações.

Não queria que o livro fosse apenas mais uma história de amor entre príncipes e princesas mas que houvesse uma personagem principal determinada e de carácter forte que fizesse de tudo para proteger os seus amigos e todos os que a rodeiam mesmo sendo isso perigoso para ela

 

 

 

Que feedback tens recebido por parte dos leitores?

Eu adoro ler os comentários dos meus leitores! Fazem-me rir. Quer seja por não concordarem com algo que Alex faz ou dando opiniões sobre quem ela deve escolher. Até arranjaram um “Ship” name para os casais: Adex e Phalex.

Mas em geral o feedback está sendo maravilhoso o que me faz muito feliz.

 

 

 

Na tua opinião, e tendo em conta os casamentos mais atuais entre príncipes/ princesas e plebeias/ plebeus, esta será uma realidade cada vez mais comum nas várias monarquias?

Eu acho que, felizmente, hoje em dia os casamentos reais estão sendo feito cada vez mais entre príncipes/Princesas e plebeias/Plebeus o que mostra que não importa o estatuto ou a hierarquia mas sim o amor entre duas pessoas. E espero que continue assim.

 

 

Consideras que há uma visão distorcida e, de certa forma, irreal, da vida de uma pessoa enquanto princesa, que leva tantas jovens a desejar estar nessa posição quando, quem está, trocaria tudo por uma vida normal?

Sim, ao escrever este livro estava pensando nisso. Crescemos com esta visão de querer ser uma princesa, vestir vestidos longos e bonitos e ter uma vida de contos de fadas mas na realidade as coisas não são assim. As pessoas da realeza tem alguns privilégios sim mas também tem deveres, regras que têm de seguir e imagem que têm de preservar que nenhum de nós temos de preocupar com tamanha responsabilidade e às vezes não damos valor à sorte que temos por causa disso.

 

 

Na história de “Verão Real”, Alex fica dividida entre dois rapazes completamente diferentes entre si. Se estivesses no lugar da personagem, qual deles escolherias?

Eu escolheria, sem dúvida, Adam. Adoro o facto de ele ser tão aberto, divertido e estar sempre a postos a ajudar Alex sem nunca duvidar das suas capacidades. Sinto que com Adam nunca me faltariam gargalhadas e aventuras.

 

 

 

O que te levou a optar por este final para a história – o facto de ser totalmente óbvia a decisão de Alex, ou a possibilidade de cada leitor interpretá-lo à sua maneira, decidindo o final que mais deseja?

O que me levou a escolher este final foi o facto de eu adorar deixar o leitor pedindo por mais. (risos)

Para que fiquem a pensar o que acham que Alex fez e debaterem entre si até eu publicar a continuação e não perderem a curiosidade.

 

 

Escrever uma espécie de continuação de “Verão Real”, através das histórias das restantes personagens, é algo em que estás a pensar ou, a lançar um novo livro, pretendes algo diferente?

Sim! A verdade é que estou escrevendo uma trilogia. Neste momento já escrevi o segundo volume e estou no início do terceiro. Para os leitores de “Verão Real” isto é só o começo.

 

 

 

Para ti, o amor vence todas as barreiras, dificuldades e adversidades, e deve estar sempre em primeiro lugar na nossa vida, ou há momentos e situações em que devemos abdicar dele, por uma causa maior?

Eu gostaria de dizer que sim, que acredito que o amor vence tudo mas agora que estou mais adulta acredito que não é verdade.

Às vezes há momentos e situações nas nossas vidas onde o amor não nos pode ajudar ou nos impede de dar o salto que sempre quisemos.

Acredito que existem esses momentos mas também posso dizer, como eterna romântica, que se for para ser será e esse amor voltará para nós independentemente da situação!

 

Muito obrigada, Lara!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

À Conversa com Berta Pinto da Silva


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Berta Pinto da Silva nasceu em Peso da Régua, Portugal, mas cedo emigrou com os seus pais para Luanda, capital de Angola tendo regressado, posteriomente, já com 27 anos. 

Desde muito jovem, demonstrou dotes para a escrita e poesia. 

Esta é a primeira vez que se lança na tentativa de um primeiro romance, dedicado aos seus filhos e netos e, a título "Póstuma", ao seu grande amor e marido.  

Um livro de memórias e recordações, de fácil leitura, que ela quis deixar registado, provando que aqueles que partem e que amamos podem continuar a viver dentro de nós, pois... "O Amor Não Morre".

 

 

Fiquem a conhecê-la melhor através da entrevista a esta mulher, sem dúvida, inspiradora, e a quem desde já agradeço!  

 
 
 
 

Quem é a Berta Pinto da Silva?

A Berta Pinto da Silva, é uma mulher realizada e de bem com a vida.

É uma mulher de decisões e convicções, que sempre orientou a sua vida baseada no amor e dedicação à família.

 

 

Em que momento despertou, em si, a paixão pela escrita?

Desde muito cedo senti um apelo à escrita, iniciando ainda como jovem estudante, os meus primeiros poemas. 

 

 

“O Amor Não Morre” é o seu primeiro romance, dedicado aos seus filhos, e ao grande amor da sua vida. É mais fácil escrever quando se narra uma história real e vivida na primeira pessoa?

Julgo que sim. Esta é a minha primeira obra (publicada), e para mim é muito fácil falar dos sentimentos e passar para o papel tudo o que sinto e que me vai na alma.

 

 

Nascida em Portugal, a Berta foi para Luanda ainda criança, para regressar ao nosso país já adulta. Qual é a melhor, e a pior parte, de chegar a um país desconhecido, quer pelo facto de ser a primeira vez, quer pelo facto de não reconhecer o país que um dia deixou, e para onde volta anos mais tarde?

Tinha regressado a Portugal com os meus 14 anos, devido aos primeiros ataques em Luanda, e por uma questão de segurança os meus pais deixaram-me cá um ano e detestei.

Mas o pior momento foi sentir que definitivamente tinha de viver aqui em (Portugal), iniciar uma vida nova, que nada tinha a ver com aquela que tínhamos, já com os meus dois filhos, e separar-me do meu marido.

O melhor momento foi o regresso do meu marido, pois por difícil que fosse a vida, senti-me segura.

 

 

Nos primeiros anos de casamento, foram várias as dificuldades e adversidades pelas quais passaram. Houve algum momento que a tivesse marcado mais?

Os dez primeiros anos de casamento foram maravilhosos, vivi um romance como nos contos de fadas.

As dificuldades e adversidades iniciaram quando os movimentos de libertação, lutavam pela " independência" de Angola, e os ataques a Luanda se iniciaram. 

O momento mais marcante, foi quando por decisão do meu marido, tivemos que colocar os nossos filhos a dormir no nosso quarto dentro dum roupeiro, por questões de segurança.

 

 

Em algum momento pensou em desistir? Ou esses momentos deram-lhe forças, que nem sabia que tinha, para continuar a lutar?

Nunca pensei desistir. Estivemos sempre de mãos dadas, unidos por um único objectivo comum - mantermo-nos unidos até ao fim.

E na breve ausência do meu marido, descobri a " mulher forte" em que me tornei, arranjando trabalho e mantendo a dignidade da família.

 
 
 
 

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Desde o momento em que se deparou com o primeiro diagnóstico médico, até àquele que levou o seu marido a ir para uma unidade de cuidados paliativos, a Berta esteve sempre presente, a apoiar, a atenuar, a tentar melhorar, como podia, a vida dele. Considera que essa presença e apoio da família é fundamental para aqueles que lidam com a doença de perto?

Nos momentos difíceis, a família é o maior alicerce, sem ele a estrutura desmorona. Claro, que na doença, e quando já sabemos que o fim está próximo, só o apoio incondicional de quem ama pode ajudar a apaziguar a dor e o sofrimento.

 

 

Hoje em dia, são raros os casais duradouros que encontramos. Na sua opinião, o que é fundamental para manter o amor vivo, sem deixar afundar uma relação?

Em primeiro lugar, continuar a amar.

A paixão é como uma vela, que vai perdendo a chama, que por sua vez se vai transformando numa grande amizade, numa perfeita cumplicidade, num verdadeiro conhecimento um do outro, e fazer um trabalho diário, de fortalecer, cativar e inovar.

Não deixar nunca cair na rotina e no desinteresse um pelo outro.

Fechar a porta, não a deixar entreaberta, para não sair por ela ao mínimo desentendimento ou obstáculo.

 

 

“Amar é, também, deixar partir. É deixar de pensar em nós, e no quanto iremos sofrer, para pensar no outro, no quanto sofre agora, e em como está cansado demais para ficar. Amar é, também, aceitar e cumprir o seu último desejo.” – Foi, de certa forma, o que a Berta fez no final?

Exactamente! Compreendeu bem o sentimento de  perda que senti, mas a libertação que quis transmitir ao meu marido, na hora da despedida.

Senti que ele estava resignado e precisava de partir, pelo cansaço do sofrimento. É isso, amar é também aceitar!

O egoísmo não tem lugar quando se ama.

Por isso lhe pedi para " deixar de lutar e partir em Paz"!!

 

 

“O Amor Não Morre” foi lançado em janeiro deste ano. Que feedback tem recebido dos leitores?

Os comentários e as opiniões têm sido muito positivos e reconfortantes.

Agradeço a todos que já leram, o carinho que me transmitiram e as palavras de gratidão, que a todos agradeço.

 

 

Poderão os leitores contar com novas obras da Berta Pinto da Silva no futuro?

Quem sabe,  a seu tempo, poderá surgir uma história diferente, talvez num outro estilo, literatura infantil, uma área em que me sinto muito à vontade, uma vez que fui professora primária.

 

 

Muito obrigada, Berta!

 

 
Imagens de Berta Pinto da Silva
 
 
 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

À Conversa com Yami Aloelela

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Yami Aloelela é um intérprete, produtor, compositor e baixista, com várias colaborações com diversos artistas nacionais e internacionais, como Anna Maria Jopek, Demmis Roussus, Marito Marques, Rahani Krijna, Munir Hossn, Paulo de Carvalho, Ivan Lins e Sara Tavares, entre outros.
Acompanha, também, como baixista, a fadista Mariza.
Tem dois álbuns editados em nome próprio: “Aloelela” e “Beijo de Luz”.
“Eu Amo-te” é o mais recente tema de Yami Aloelela, que convidou o guitarrista Phelipe Ferreira para esta bela melodia, uma simples e majestosa declaração de amor.

 

Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista:

 

 

 

Para quem não o conhece, quem é o Yami Aloelela?

O Yami é um Português que nasceu em Luanda / Angola, filho de um Minhoto natural de Braga, e de uma Angolana.  

 

 

Como é que surgiu a sua paixão pela música?

Não surgiu, já nasceu comigo pois acho que o processo é esse mesmo, um dia nós descobrimos que somos músicos e apaixonados por ela, e nunca mais acaba essa história de amor.  

 

 

O Yami nasceu em Luanda, filho de pai minhoto e mãe africana. Estas duas raízes e culturas refletem-se, de alguma forma, na música que compõe?

Claro que sim, eu agora sei que tenho o melhor dos dois mundos, a minha música é mestiça e é lusófona, e isso deixa-me orgulhoso, feliz e completo. 

 

 

Para além de intérprete, o Yami é também produtor, compositor e baixista. Em qual destes papéis se sente mais à vontade, ou qual lhe dá mais prazer?

Todos estes papéis se complementam. Não me vejo sem uma destas frentes, todas fazem de mim o Yami que sou hoje musicalmente. 

 

 

Considera que o facto de poder alternar, ou conjugar, estes diferentes papéis e facetas, na música, acaba por ser uma mais-valia no seu percurso?

Sempre, nós estamos sempre  aprendizagem e todas estas frentes fazem-me crescer, aprender e a ser mais Eu.

 

 

Ao longo de cerca de 30 anos como músico, o Yami conta com diversas colaborações, tanto com artistas nacionais, como internacionais. Há alguma, em particular, que o tenha marcado mais?

Foram todos muitos especiais e nos  momentos certos mas, de facto, a Estrela maior com quem já tive o prazer de colaborar e privar é a Mariza, com quem toco actualmente. É a mais completa de todas, uma Artista com A Grande

 

 

Na sua opinião, a música é uma arte feita de trocas, quer em termos de conhecimentos, de experiência, e até da própria forma de se expressar, em que aquilo que cada um dá, acrescenta um pouco mais àquele que recebe, e vice-versa?

Eu não consigo quantificar essa medida de quem dá ou recebe mais, música para mim é partilha, festa, é AMOR e ponto (.)

 

 

Em que momento decidiu aventurar-se a solo?

No momento em que me resolvi e assumi a minha identidade emocional e, assim, encontrei-me musicalmente. Descobri que afinal era um privilegiado, pois tinha em mim a melhor parte dos dois mundos: tal como já disse atrás, África e Europa, e assim fiquei em Paz comigo mesmo. Descobri que era feliz e não sabia ... (risos).

 

 

“Aloelela”, “Palavra Mágica” e “Beijo de Luz” são trabalhos que editou, em nome próprio, o último dos quais em 2016. O que foi acrescentando, ou mudando, a cada novo trabalho, que refletiu a experiência adquirida ao longo dos anos?

Não realidade foram somente dois álbuns em nome próprio: o Aloelela em 2007 e o Beijo de Luz em 2017, porque o Palavra Mágica foi um Maxi-Single com 4 temas do Beijo de Luz, em que foi feita apenas uma edição física especial para a Polónia, país onde tenho um público fiel e amigo. 

 

 

 

 

“Eu Amo-te”, o mais recente tema, disponível em formato digital desde 23 de Fevereiro, para o qual convidou o guitarrista Phelipe Ferreira, é uma declaração de amor. O que procura expressar ou transmitir em cada música?

O "Eu Amo-te" é pessoal e “Transmissível”, ou seja, fiz a canção para a mulher da minha vida - a minha esposa - mas todos podem apropriar-se da canção, pois o Amor só faz sentido quando partilhado e desfrutado e a mensagem da canção é tão simples quanto isso, o quão fácil é dizermos a quem amamos alto e em bom som Eu Amo-te 😍

Em relação ao que eu pretendo dizer nas minhas canções são mensagens simples e despretensiosas tal como eu sou.

 

 

Em 2018, o público poderá contar com um novo álbum do Yami?

Em 2018 estará terminado, mas sem data para sair. Por certo irei lançar um novo single de Verão, com uma grande surpresa, até para quem me conhece ... (risos).

 

 

Muito obrigada, Yami!

Grato pela entrevista e pelo apoio incondicional, um Gigante beijo de Luz no teu coração Marta Segão. 

Yami 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o lyric video.

À Conversa com os Namorados da Cidade

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 "Um Dia", o Miguel, o João, o Diogo, o Manuel e o Jon Jon, que costumavam cantar versões rock de temas portugueses, das décadas de 60, 70 e 80, fizeram-se ao "Caminho", percorreram a "Rua do Tempo", e vieram até 2018, lançar o primeiro álbum da banda, que entretanto formaram, Namorados da Cidade.


Foi no Templários Bar, no meio do "Silêncio e Tanta Gente", que começaram a surgir as primeiras apresentações de novos temas, com riffs de guitarra e sons de teclados arrojados e coros bem presentes, que passaram a caracterizar a sonoridade da banda, como se um "Anjo" tivesse pintado, naquele momento, a sua "Alma no Quadro".


Este projeto dos "Namorados" editou, no passado dia 16, o álbum de estreia homónimo, que é composto por 13 temas, 3 dos quais são novas versões de canções vencedoras de Festivais da Canção, sendo os restantes, maioritariamente, da autoria do João e do Miguel, havendo ainda 2 temas com a assinatura da atriz Maria João Abreu.

"Lá Fora", foram ainda convidar Simone de Oliveira para esta "Desfolhada Portuguesa" de canções, todas elas na língua de Camões.


Da ideia inicial à concretização do sonho, não tiveram que chorar "Lágrimas de Sal" uma vez que, como os próprios afirmam, foi um processo de produção relativamente rápido sem, contudo, terem tido necessidade de parar e pensar - ainda "Respiro"?
O "Uivo do Feiticeiro" está dado, e os Namorados da Cidade esperam que o público português adira a esta "Festa da Vida"!


Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:

 

 

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Quem são os Namorados da Cidade?

Uma banda rock, que tem uma sonoridade com bastantes influências do rock dos anos 80 e que começou como banda de covers, a recriar temas do Festival da Canção das décadas de 60, 70 e 80.

 

 

Namorados da Cidade - porquê a escolha deste nome para a banda?

Os nossos temas têm quase todos eles uma vertente de escrita muito inclinada para o amor, e de certa forma a nossa inspiração acontece muito com o que nos rodeia. A cidade traz-nos essa inspiração.

 

 

Como é que surgiu a vossa paixão pela música?

Cada um de nós tem ligações diferentes à música, mas esta formação tem como ponto comum uma banda de covers (os RADIOFIVE) onde nos conhecemos e começámos a trabalhar para este projecto.

 

 

O vosso projeto começou por ser uma banda de covers de temas de rock portugueses. Quando é que decidiram aventurar-se na criação de temas originais?

Quando percebemos que nas versões que fazíamos havia uma sonoridade muito própria, e que essa sonoridade poderia ser direcionada para uma composição de temas originais.

 

 

 

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“Namorados da Cidade” é o álbum de estreia homónimo, lançado em formato digital a 16 de fevereiro, que conta com 13 temas. Como foi todo o processo de produção?

Muito rápido. Em Dezembro de 2016 decidimos avançar com uma campanha de crowdfunding, que conseguiu reunir o apoio de muitos amigos e permitir a gravação deste disco. Com esse objectivo e considerando que tínhamos já alguns dos originais compostos, iniciámos o trabalho de estúdio. Todo o processo foi muito rápido. Neste momento temos já o CD à venda na FNAC e esperamos que alguns dos temas possam vir a passar em algumas rádios quer locais, quer nacionais.

 

 

Do que nos falam as vossas músicas?

Não temos propriamente um tema comum neste disco. Este CD tem uma série de temas que falam de amor, da vida quotidiana e de algumas memórias.

Além das letras escritas pelo João Soares e pelo Miguel, há mais um tema escrito pelo Diogo, dois pela Maria João Abreu e um poema muito bonito (Uivo do Feiticeiro) escrito por uma grande amiga nossa, a Gigi Manzarra.

 

 

Maria João Abreu, João Oliveira e Simone de Oliveira participam em alguns dos temas que compõem o álbum. Como surgiram essas colaborações?

A Maria João Abreu acompanha-nos desde o primeiro dia deste projecto. Foi uma das principais pessoas a lançar o desafio do projecto de covers de temas portugueses dos anos 60 e 70. A Simone surge na altura em que decidimos que gostaríamos de colocar neste disco alguns covers e que um deles seria a Desfolhada Portuguesa. Lançámos o convite e ela prontamente aceitou, o que nos deixou bastante felizes e eternamente agradecidos pela sua generosidade. O João Oliveira, além de um excelente músico, é o proprietário de um dos melhores bares de música ao vivo em Lisboa, o Templários Bar, e foi alguém que apoiou o projecto desde os seus primeiros passos, e que continua connosco nesta aventura. Fazia todo o sentido tê-lo no disco.

 

 

“Lá Fora” é o single de apresentação. O que esperam os Namorados da Cidade encontrar “lá fora” – fora do estúdio, fora da cidade, fora de Portugal?

O Lá Fora foi escrito pelo Miguel e fala sobre o nosso quotidiano, sobre amor e “desamor”, sobre memórias, saudades, e tudo o que se passa à nossa volta, sem que isso afecte a nossa forma de estar na vida.

Quando decidimos fazer este disco não foi a pensar em nada de concreto, mas tão simplesmente para deixar registo de um trabalho que não queríamos que se perdesse... Se ele chegar mais longe então melhor ainda, e ficaremos muito contentes, claro...

 

 

Que objetivos gostariam de ver concretizados, a nível musical, ao longo deste ano?

Para já temos o mês de Março carregado de showcases na FNAC. Em Maio temos um concerto em auditório, no Cinema São Jorge, e depois esperamos conseguir alguns palcos para que as pessoas possam ir conhecendo o nosso trabalho. Idealmente gostaríamos de ainda gravar um segundo álbum no final deste ano.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

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