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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com os Donna Maria

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A Miguel Majer, fundador e mentor dos Donna Maria, que assina desde sempre grande parte das letras e músicas, a produção musical e os arranjos, juntou-se Inês Vaz, acordeonista e pianista.

Nos últimos anos, começaram a trabalhar no quarto álbum dos Donna Maria, intitulado "PLASTICIDADES", lançado a 20 de setembro, que conta com mais de duas dezenas de músicos.

Fiquem a conhecê-los melhor, e ao novo trabalho, na entrevista que se segue:

 

 

 

 

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Quem são os Donna Maria?

Donna Maria é um projecto que nasceu em 2004 com a edição do primeiro trabalho "Tudo é para sempre", sendo "Plasticidades" o quarto disco. Eu (Miguel Majer) e a Inês Vaz somos actuamente os músicos e produtores do projecto mas que envolve um sem número de colaborações.

 

 

Como é que surgiu este projecto?

Surge em 2003 na sequência de uma banda de versões que se chamava XL Femme.

Eram integrantes a cantora Marisa Pinto, actualmente Marisa Liz, e o teclista Ricardo Santos, para além de eu próprio.

Na altura propus a ideia aos outros elementos. A ideia era simples: Uma fusão de pop, eletrónica e elementos de música tradicional portuguesa que, ao contrário do que acontece hoje, não era nada comum há 15 anos.

Foi um grande desafio e enorme aventura que acabou por dar certo. Artisticamente e também do ponto de vista da indústria pois o disco recebeu o galardão de "Disco de Ouro". Esse foi o ponto de partida.

 

 

Como descreveriam o vosso percurso musical, desde a formação, até ao presente?

Uma das coisas mais difícil é, definir musicalmente os Donna Maria. Não sei se é bom ou mau. Provavelmente não será nem uma coisa nem outra. Não sei responder.

Fomos alterando ao longo do tempo mas a matriz pode-se identificar ao longo de toda a nossa discografia. Existe um fio condutor no percurso, mesmo com as alterações na formação. Pelo menos é essa a ideia que nos chega através de quem nos ouve.

O nome PLASTICIDADES tem exatamente a ver com isso. Depois de tudo, não somos o que éramos mas viemos de onde partimos.

 

 

O Miguel e a Inês são os grandes responsáveis pela grande parte das letras e músicas. Em que/ quem se inspiram para as criar?

Eu acho que a criação tem sempre algo de autobiográfico, mesmo que seja o resultado da observação.

Mas nos Donna Maria e aqui falo como letrista, tenho o desafio de escrever para mulheres, pois são cantoras que vão interpretar as canções. O resultado é curioso pois é: o que pensa um homem de como as mulheres pensam?

Acredito que em muita coisa não seja tão diferente assim mas não deixa de ser um mundo feminino visto por um homem. Quanto às músicas, não existe uma fórmula definida. A mais comum é criar uma melodia que depois será trabalhada em parceria que normalmente é com a Inês Vaz, embora neste disco tenha parcerias com o Paulo Abreu Lima e com o músico e produtor brasileiro, Marcos Romera.

 

 

“Plasticidades” é o vosso mais recente trabalho, editado a 20 de setembro, numa altura em que celebram 15 anos de carreira. De que forma é que a vossa marca continua a estar presente, e o que traz de novo este álbum?

Nunca fomos um projecto que tinha como objectivo editar um disco de 2 em 2 anos. Muito pelo contrário. Nos últimos anos a distância entre os trabalhos aumentou ainda mais. Isso reflete a decisão de sermos mais independentes o que nos trouxe maior liberdade artística e com menos pressão. Essa decisão é uma enorme alteração em todo o processo.

Este disco será talvez, aquilo que habitualmente se denomina como "menos comercial" mas por outro lado é de uma honestidade e liberdade que não tem preço. Por tudo isso a ideia de "marca" está fora do nosso vocabulário quando falamos de criação artística.

Essa ideia já foi uma realidade mas faz tempo que deixou de ser. Essa perspectiva não deve ser utilizada por quem está diretamente envolvido no processo criativo. Existem editoras, managers ou agentes para pensar essa perspectiva.

 

 

 

 

 

O novo álbum contou com mais de duas dezenas de músicos e foi gravado ao longo dos últimos três anos. Como foi todo este processo de produção e gravação?

A resposta a esta questão daria um livro. Mas em jeito de resumo...

Donna Maria tornou-se um espaço de liberdade criativa que, apesar de ter uma direção, importa várias influências de outros músicos, letristas, compositores, arranjadores, cantores ou mesmo produtores.

Foi muito enriquecedora toda a experiência destes 3 anos de pura gestão de talento e criação. Nunca um disco dos Donna Maria teve, como este Plasticidades, mais de duas dezenas de participantes com um período de gravação tão largo.

É sem sombra de dúvida o trabalho mais amadurecido do projecto e também o mais arriscado. É bastante intuitivo e pouco "pensado".

 

 

A vozes já conhecidas, de outros trabalhos vossos, juntaram-se agora novas vozes, como Camille, Brienne Keller, Daniela Maia, as fadistas Nadine e Filipa Tavares, ou a cantora mexicana, Jacqueline Fernandez. Como surgiram estas colaborações?

A Daniela já tinha participado num concerto nosso e teve sempre por perto no processo apesar de morar no Porto. Conhecia-a através do MySpace em 2004 e desde aí sempre quis fazer alguma "coisa" com a Daniela. Só foi possível passados mais de 10 anos mas aconteceu, e o resultado foi muito bom.

A Camille e a Brienne são irmãs mas com vozes de características muito diferentes. Ambas foram agradáveis surpresas. A Nadine e a Filipa Tavares são fadistas que atuam no circuito lisboeta de casas de fado e foram indicadas por colegas músicos. Trouxeram muita autenticidade às canções.

Já com a Jacqueline Fernandez estava a jantar no Braço de Prata e ouvi ao longe uma voz que me chamou a atenção. Dirigi-me à sala do espetáculo e ouvi duas músicas. Fiquei de tal forma rendido que pensei: "temos que arranjar uma maneira de a encaixar no disco".

No dia seguinte e depois de falar com a Inês Vaz, contactei-a através do facebook e rapidamente combinámos tudo. Foi curioso o facto de ela dizer que desde que está em Portugal - pois a Jacqueline é uma mexicana a viver em Lisboa - só tinha sido convidada por uma vez para participar num disco de um artista e logo pelo José Mario Branco. Que melhor prenúncio poderia ter?

 

 

“Tua”, o single de apresentação, conta com a voz de Joana Amendoeira. Sobre o que nos fala esta música?

A letra é do Paulo Abreu Lima em parceria comigo. Fala de um amor vivido durante o Carnaval. Ideia do Paulo que adorámos.

 

 

Por onde vão andar os Donna Maria nos próximos meses?

Estamos a preparar o concerto de apresentação do novo disco.

 

 

Que objectivos gostariam de ver concretizados, a nível musical, num futuro próximo?

Não fazemos grandes planos. Queremos levar este disco onde fizer sentido pois só assim valerá a pena. Este desejo já envolve muito de muita gente.

 

 

De que forma é que o público vos poderá seguir ou acompanhar?

Facebook, Youtube e Instagram.

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

À Conversa com MEU E TEU

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MEU E TEU fizeram a sua primeira apresentação no verão de 2010.
No ano seguinte, lançaram o álbum de estreia "Aquela Cidade", com o apoio oficial da rádio Antena 3 e Cotonete.
O segundo trabalho da banda, "Mundo das Formas", chegou em 2013.
Este ano, os MEU E TEU, um projecto rock cantado em português, regressam com um novo single  - "Momento".

Descubram mais sobre a banda nesta entrevista:

 

 

 

 

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Respondido por: Diogo Freire

 

 

Quem são os MEU e TEU?

- Os Meu e Teu são: Diogo Freire na voz, Luís Ramos na guitarra, Joaquim Pequicho na bateria e Paulo Bispo na guitarra. Ao vivo, contamos agora com Aurélien Lino nos teclados e programação, e Pedro Teixeira no Baixo.

 

 

Em que momento decidiram criar este projecto?

- Começou tudo em 2009. Na altura tínhamos uma outra banda chamada Hot Limousine e cantávamos em inglês. Sinceramente, não me sentia confortável a cantar em inglês, e por coincidência, conheci a minha esposa naquele ano. Ela é a principal letrista da banda, e na altura desafiou-me para compor alguns temas de forma a encaixar alguns poemas que ela tinha escrito. E foi assim que nasceu o projecto.

 

 

Porquê “MEU e TEU”?

O nome Meu e Teu vem de uma das primeiras músicas que foi composta. O tema fala das nossas raízes e transmite um sentimento de partilha. Na altura também me soou bem, e visto que o projecto foi iniciado por mim e pela esposa, pensamos que faria todo o sentido o projecto chamar-se Meu e Teu.

 

 

Cantar rock em português foi um objectivo que traçaram e que pretendem manter enquanto banda?

Sim. Sem dúvida. Como disse anteriormente, não me sentia e não me sinto muito confortável com o cantar em inglês. Por isso o cantar na nossa língua mãe. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Em relação ao estilo musical, o nosso ADN é rock. Sentimo-nos super confortáveis e gostamos imenso de tocar e compor rock. Não quer isto dizer que não vamos buscar outras influências. E também apreciamos outros estilos musicais, claro.

 

 

Quais são as vossas principais referências, a nível musical?

Temos imensas. E cada elemento tem as suas. Mas como disse, ouvimos muito rock. De várias épocas. Mas também Jazz, Pop, Electrónica, Metal, Punk Rock, Hardrock….. Etc… Nem vou falar de nomes de bandas, pois são imensas. Algumas são transversais aos elementos da banda, outras nem tanto. Mas penso que esse ponto é fundamental para o resultado final como banda.

 

 

Depois de “Aquela Cidade” e “Mundo das Formas”, lançados em 2011 e 2013, apresentam agora um novo single. O que vos levou a fazer esta pausa de quase 6 anos?

Foi uma pausa natural. Nada planeado. Talvez um pouco forçada pelas circunstâncias da vida. Na altura, depois do lançamento do segundo álbum, entrámos no mundo do trabalho. Isso fez-nos oscilar um pouco, e perdemos tempo para a música, pois surgiram outras prioridades. Agora reaparecemos mais adultos, mais maduros também na música, e mais estáveis também para construir e planear uma nova fase da carreira.

 

 

 

 

“Momento” é o nome do mais recente single. Sentem que este é o “momento” para o regresso dos Meu e Teu?

Sim, sem dúvida. Estamos cheios de vontade de compor e mostrar temas novos ao público. Achamos também que como músicos e artistas, não há melhor momento para passar a nossa mensagem para fora. Por isso, aqui estamos nós!

 

 

Sobre o que nos fala esta música?

Esta música é um tema romântico. Fala-nos de Amor. Escrevi-o para uma pessoa muito especial e que me tem acompanhado incondicionalmente nestes anos da minha vida. A minha esposa. Porquê Momento? Porque só podemos viver a nossa experiência e Amar neste Momento. Não existe mais nenhum Momento. O Passado passou, e o futuro ainda nem sequer existe. Por isso, resta-nos este Momento.

 

 

Para quando um novo álbum dos Meu e Teu?

Ainda não temos data planeada, mas gostaríamos de lançar novo disco em 2020. Até lá vamos continuar a lançar novos singles.

 

 

Quais são os principais objectivos a concretizar nos próximos meses?

O nosso objectivo é continuar a trabalhar em singles novos. Pois estamos mesmo com muita vontade de escrever e compor novos temas. Quando tivermos um número considerável, juntaremos mais alguns temas e lançamos o álbum novo.

 

 

De que forma é que o público pode acompanhar o vosso trabalho?

O nosso trabalho pode ser acompanhado pelas redes sociais, maioritariamente.

Podem visitar o nosso facebook em: www.facebook.com/meueteu

Estamos também no Instagram e Youtube. E claro, podem aceder ao nosso site oficial, onde têm todas as novidades de última hora, todas as músicas e vídeos, e futuramente, as datas de concertos.

Aqui: www.meueteumusic.com

 

 

Muito obrigada!

 

Muito obrigado pela oportunidade e apoio! Um Abraço dos Meu e Teu.

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

 

À Conversa com Meu General

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Meu General é uma banda de Carne e Osso, que lançou, no passado dia 13, o seu mais recente álbum. Sim, foi numa sexta-feira 13, mas Não Há Razão para acreditar que isso possa trazer azar.

Dente por Dente, que é como quem diz, música após música, Diz que “Jogo Sujo” não tira o pé do acelerador do primeiro ao último minuto.

Nunca É Demais recordar, para quem já os acompanha, ou dar a conhecer para quem, Como Eu, não conhecia o projecto, que este é um disco assumidamente punk rock.

Como um Cego (Sem Ver) é o nome do single de apresentação, mas parece que Meu General “pisca o olho” aos Xutos & Pontapés, Guns N' Roses, Motorhead e outras bandas que, no Limite, a distorção trata por tu.

Fosse Ontem, e até poderia ser Spaceman. Mas hoje, a conversa é mesmo com Meu General!

 

 

 

 

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Quem são os Meu General?

Meu General é o meu projeto a solo.

Apesar de ser o alter ego de Gilberto Pinto não se pode dissociar General de todas as pessoas que participam. Assim sendo podemos considerar que MEU GENERAL é um colectivo que parte de um conceito a solo.

 

 

 

Como é que surgiu este projecto e o respectivo nome da banda?

Meu General aparece em 2008 ainda sob outra designação.

Surgiu na necessidade de colocar em disco inúmeras composições feitas ao longo do tempo. O lado compositor falou mais alto e quis ter a chance de poder fazer um trabalho com coerência. Desde escolha de produtor, músicos até aos convidados foi um processo altamente enriquecedor que me permitiu crescer enquanto músico e sobretudo como pessoa.

Este pontapé de saída teve muitos amigos e ídolos. Desde Zé Pedro dos Xutos & Pontapés até Marco Nunes dos GNR, Pedro Abrunhosa, Blind Zero, passando aos amigos de infância, esta experiência foi um sonho tornado realidade.

 

 

 

Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?

General assenta sobretudo na escola do Rock N’ Roll Tradicional.

Tem como principais referências os Xutos & Pontapés, Guns n’ Roses, Motorhead e Sex Pistols

Baseia-se num principio onde as guitarras e a secção rítmica são fundamentais passando por um esquema direto de canções curtas e orelhudas.

 

 

 

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“Jogo Sujo” é o nome do vosso mais recente álbum, editado a 13 de setembro. O que pode o público esperar deste trabalho?

O Jogo Sujo sucede ao disco de estreia PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE 2013.

A meu ver é uma continuidade do trabalho que começou em 2008.

Evidentemente que cada álbum traz experiências novas e este não fugiu à regra.

É mais cru e mais direto do que o PRIMEIRAS IMPRESSÕES e foi intencional partir para uma estética mais punk.

Pode-se classificar este disco como um trabalho de impulso, pois é fruto dos primeiros instintos que cada um de nós sentiu ao trabalhar cada tema.

Certamente que ao vivo irá ainda ganhar mais energia do que está registado no disco.

 

 

 

De que forma caracterizariam a sociedade actual em que vivemos, e de que forma isso está implícito nos vossos temas?

O nome do disco “Jogo Sujo” não aparece do nada. Acho que estamos a passar um período de incertezas a todos os níveis.

Neste mundo altamente tecnológico e rápido, muitas vezes não sabemos como agir, digerir e atuar.

Damos por nós a agirmos quase como robots, sem pensarmos pela nossa própria cabeça. Jogo Sujo é tudo o que representa este Mundo atual cheio de incerteza.

 

 

 

 

 

“Como Um Cego (Sem Ver)” é o single de apresentação. Sobre o que nos fala este tema?

Como um Cego (sem ver) pode ter varias interpretações, A ideia forte que me ocorre, é que hoje em dia…passamos pela vida só olhando, não vendo.

Não somos cegos… mas por vezes vemos menos.

O parecer suplante o ser.

 

 

 

Consideram que, hoje em dia, andamos todos um pouco “cegos” para com a realidade que nos rodeia?

Como disse anteriormente, é mesmo isso.

Deixamos de pensar, deixamos de ver…olhamos somente.

Não pensamos pela própria cabeça, muitas vezes vamos junto com a maré.

É necessário termos personalidade e querer ver…não querer só olhar.

 

 

 

Em que é que este trabalho se assemelha ou difere dos seus antecessores “Primeiras Impressões” e “Vinte ao Vivo”?

Relativamente ao Primeiras Impressões difere no método e nas pessoas que trabalharam em cada um.

O espírito é o mesmo que começou em 2008. Rock N’ Roll puro e duro.

O Vinte ao Vivo foi uma oportunidade que houve de registar um concerto com 20 amigos entre nós. Daí o VINTE, homenagem aos amigos que foram assistir a essa gravação.

Foi uma experiência que terminou numa gravação e resolvi perpetuar em CD.

 

 

 

Quais são os objectivos a concretizar ainda em 2019? E a longo prazo?

Em 2019 estamos a preparar para Novembro a apresentação do disco no Porto, e fazer uma série de concertos para solidificar o alinhamento.

2020 é o ano de tentar elevar MEU GENERAL nos palcos nacionais.

Estamos a tentar criar estruturas sólidas para se apresentar um espectáculo Rock bastante enérgico com um alinhamento sem tirar o pé do acelerador.

Em 2020 está previsto um novo trabalho de originais, lá para o Natal.

 

 

 

De que forma é que o público vos pode acompanhar?

As pessoas podem acompanhar-nos nas redes sociais, Facebook, Youtube e Instagram de Meu General e podem vir ter connosco quando tocarmos ao vivo.

Felizmente temos sempre pessoas novas a chegar e a aumentar o número de amigos que permitem que todos juntos possamos fazer a festa.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

À Conversa com Pedro Inocêncio

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Pedro Inocêncio é um autor português que adora escrever, e que tem  vindo a conquistar cada vez mais apreciadores da sua escrita vibrante e espontânea. 

Para além dos romances "Tudo Acontece Por Uma Razão" ,  "A Herança Nazi " e a sua mais recente obra "A Princesa do Índico", Pedro Inocêncio conta ainda com uma significativa coletânea de poemas, letras para canções e textos editados. 

 

Para ficarem a conhecer melhor o autor, aqui fica a entrevista a Pedro Inocêncio, a quem desde já agradeço pela disponibilidade em particpar nesta rubrica:

 

 

 

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Quem é o Pedro Inocêncio?

Um sonhador! Alguém que adora escrever, estar com quem ama, viajar, correr, jogar ténis… Viver o momento por que cada momento é único e irrepetível.

 

 

Como surgiu a sua paixão pela escrita?

Foi um acidente… Sou um leitor compulsivo há vários anos.

A certa altura li uma notícia de uma senhora que perdera tudo e isso tinha sido a maior bênção da sua vida. Comecei a escrever o Tudo Acontece Por Uma Razão.

 

 

Em que momento sentiu que tinha que partilhar com o público a sua escrita?

A partir do momento que as pessoas que estavam à minha volta me disseram que aquilo que escrevia estava realmente bom.

Sem esse incentivo não sei se teria a coragem de editar, uma vez que os meus livros transparecem muito daquilo que é o meu sentir.

 

 

 

 

 

"Tudo Acontece Por Uma Razão" é o seu romance de estreia, lançado no final de 2015. Poder-se-á dizer que este é, de certa forma, um dos seus lemas de vida?

Gosto muito dessa frase, desse lema… E quero muito acreditar que nada acontece por acaso.

Embora as notícias deste mundo cinzento em que habitamos me retirem muito da minha fé, continuo a acreditar na face romântica da humanidade.

 

 

 

 

 

Depois de "A Herança Nazi", um romance histórico, o Pedro lança agora o seu terceiro romance "A Princesa do Índico". Já pensou em experimentar outro estilo literário, ou é no romance que irá continuar a apostar?

Gosto muito do meu estilo de escrita uma vez que se enquadra no género literário que consumo enquanto leitor. Livros com acção, dinâmica, suspense, romantismo, situações dramáticas… Uma mistura da ficção com a realidade.

 

 

Em que é que se inspira, quando escreve?

Na vida, em todos os vectores que conheço dela.

 

 

Nas suas obras, para além do romance, aborda questões sociais e humanitárias. Considera que os livros são, também eles, uma forma de alertar e consciencializar as pessoas para o que se passa no mundo?

Poderia ser se os meus leitores me derem esse crédito! Sou um humanista e alguém que lhe custa aceitar as injustiças atrozes e os crimes que são perpetuados, dia após dia, neste planeta que alguém apelidou de Planeta Terra…

 

 

Outro dos elementos presentes nas suas obras é o suspense?

Sim, sem dúvida! Gosto de manter os meus leitores sempre na expectativa, sempre em sobressalto, sem saber o que vem a seguir.

 

 

Logo no início da obra, deparamo-nos com este pensamento: "Somos o resultado das nossas circunstâncias. O acaso decide mais sobre o nosso destino, do que o mérito ou esforço pessoal.". Este pensamento traduz a sua opinião pessoal?

Tenho a convicção que podemos fazer muito por nós próprios. Mas também entendo que somos condicionados por uma série de factores aos quais somos totalmente alheios…

 

 

A determinado momento, a personagem António Tomás da Costa afirma que "Portugal está farto de afetos!", numa crítica ao actual Presidente da República. Na sua opinião, os portugueses estão, passados mais de três anos do início do seu mandato, fartos de afectos, ou continuam a preferir um presidente que prima pela diferença, como Marcelo Rebelo de Sousa?

Essa passagem insere-se no perfil e na conduta implacável do magnata António Tomás da Costa. Que é uma das personagens chave do romance. Na vida real a política passa-me ao lado… Não acredito na generalidade dos políticos.

 

 

São várias as obras em que os autores fazem referência a atentados terroristas no nosso país apesar de, na realidade, ter escapado até agora. Considera que Portugal poderá vir a ser um próximo alvo de atentados por parte do Estado Islâmico?

Espero que não! Podemos ter muitos defeitos, mas somos um povo relativamente pacífico.

 

 

 

 

 

Em "A Princesa do Índico", o Pedro aborda a mão-de-obra escrava existente na fábrica da Su-Cola, nas Maldivas, e os maus tratos a que os trabalhadores são sujeitos, bem como as condições precárias em que trabalham e vivem, algo que sabemos que é uma realidade nos dias que correm. Na sua opinião, de que forma, enquanto seres humanos, podemos ajudar a combater estas escravidões laborais?

Se olharmos para a história da humanidade a escravidão esteve sempre presente…

Somos uma espécie terrível. O poder transforma o ser humano.

Talvez a forma mais eficaz de combater as atrocidades que existem por este mundo seja a formação humanitária e cívica que se dá aos jovens e crianças.

Para criar um novo Homem é necessário uma nova educação. Porque como dizia Einstein só um louco julga que consegue mudar algo fazendo tudo da mesma forma.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a esta última obra editada?

Tenho tido sempre críticas fantásticas. Às vezes até fico na dúvida se estão mesmo a falar dos meus livros… Com A Princesa do Índico tem sido igual, apesar do livro ainda ter pouco tempo no mercado.

 

 

Já tem em mente projectos futuros ou está, neste momento, apenas focado na divulgação de “A Princesa do Índico”?

Ando sempre a escrever outras coisas.

 

 

De que forma é que os leitores poderão acompanhar o Pedro Inocêncio?

No Facebook na minha página de autor, aescritadopedroinocencio. No Instagram na minha página pinocencio. Podem enviar um e-mail: pedronapoleaoinocencio@gmail.com

 

 

Muito obrigada, Pedro!

 

 

Muito obrigado Marta! Um beijinho grande,

Pedro Inocêncio

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Books, que estabeleceu a ponte entre este cantinho e o autor.

 

À Conversa com Paulo Cordeiro

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Paulo Cordeiro apresenta o Vol. 1 do projeto Sementinha Musical, que tem como objetivo motivar as crianças à comunicação e à socialização, com a ajuda daqueles que mais gostam delas, brincando com a música.
Canções como: Tic Tac, Cai Cai Balão, O Comboio, O Brinquedo e muitas outras vão encher de alegria as atividades de todas as crianças.

Para saber mais sobre este projecto e o seu mentor, aqui fica a entrevista a Paulo Cordeiro:

 

 

 

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Quem é o Paulo Cordeiro?

O Paulo Cordeiro é um rapaz que nasceu numa pequena aldeia do concelho de Alcobaça.

Aos 13 anos começa a aprender música na Sociedade Vestiarense, inicia os seus estudos com um instrumento um pouco invulgar no panorama musical, chamado Bombardino (eufónio).

Mais tarde começa os seus estudos no trombone de vara, instrumento de eleição, até aos dias de hoje. Faz a formação superior, via ensino da música (trombone) e começa a dar as suas primeiras aulas de trombone no Conservatório do Baixo Alentejo (Beja).

Em paralelo e para equilibrar o seu orçamento mensal, inicia o ensino da música a idades precoces.

Deparando-se com alguns obstáculos de obtenção de material didático, começa por construir o seu próprio material para as suas aulas, fazendo adaptações, arranjos musicais e originais para os mais pequenos.

Segue a paixão de compor canções infantis interativas, para crianças à medida da sua necessidade.

 

 

Em que momento surgiu a sua paixão pela música?

Desde muito pequeno, o Paulo Cordeiro gostava de aprender a tocar um instrumento musical, mas não tinha possibilidades económicas para o fazer.

 

 

O Paulo é, para além de músico, professor. De que forma é que a música e o ensino se podem complementar?

Na minha opinião, o músico precisa de tocar, mas nem sempre é possível fazer vida a tempo inteiro, só como instrumentista e precisa de ensinar para completar o seu equilíbrio financeiro e familiar. No meu caso, não será só por questões financeiras, mas também a paixão pelo ensino.

 

 

Pode-se dizer que o trombone é o seu instrumento de eleição?

Sim, é o meu instrumento de eleição. Sendo um instrumento pouco usual, gosto mostrar aos alunos e aos mais “preconceituosos”, que este instrumento tem muitas potencialidades que muitas das vezes não sobressaem à primeira vista e para isso tento usar outras estratégias, usando como por exemplo, uma loop station com o trombone, na execução de temas que marcaram gerações, como por exemplo "Viva la vida", dos Coldplay, "Girls Like You", de Maroon 5, "Havana", de Camila Cabello, "Say you won’t go", de James Artur, entre outros.

 

 

 

 

 

Como é que nasceu o projeto “Sementinha Musical”?

O projeto “Sementinha Musical” nasce no momento que inicio as aulas a crianças com idades precoces. Ao iniciar estas aulas, sinto que não sei passar a mensagem musical aos alunos.

Tento arranjar estratégias novas, como por exemplo, jogos musicais, arranjos de temas conhecidos, adaptações musicais, etc.

A procura exaustiva de material novo, leva-me a perceber que existe uma grande lacuna de material didático, para estas idades, pelo menos no nosso país.

Existiam cd’s infantis, mas recorrendo na sua maioria das vezes às canções tradicionais, já muito usadas. Com todo o respeito que tenho pelas mesmas, pensei que seria útil para mim, fazer o meu próprio repertório, usando novas músicas e instrumentais e assim, podendo também partilhar com os professores, os pais, avós ou qualquer outra pessoa que tivesse com a criança.

 

 

Qual é o principal objetivo do “Sementinha Musical ”?

É partilhar as músicas e a minha paixão por construir novas estratégias de ensino, que complemente o ensino escolar no crescimento de todas as crianças.

 

 

Este projeto destina-se a bebés e crianças até aos 5 anos. Existem diferenças significativas na forma como os mais novos absorvem a música que lhes chega, consoante as idades de cada um?

Sim, existe!

Eu posso usar a mesma música em idades diferentes, mas para isso devo usar também diferentes estratégias de ensino. As crianças têm formas diferentes de escutar, de criar e explorar os sons que as rodeiam, dependendo da sua vivência quotidiana e do seu nível de desenvolvimento.

 

 

Para além do “público-alvo” – bebés e crianças – este projeto didático dirige-se também aos pais e/ou educadores?

Sim!

Este é um projeto que só está completo, quando a criança está com um adulto. As músicas, são construídas, por forma, a que exista sempre interação entre a criança e o adulto.

 

 

Na sua opinião, o que faz falta às crianças, na aprendizagem, nos dias que correm, e o que têm hoje de benéfico, que antes faltava?

Na minha opinião, hoje em dia a criança tem falta de liberdade para criar autonomamente. É demasiadamente protegida, com muitas limitações, muitas vezes não existindo espaço para crescer, brincar e aprender ao seu próprio ritmo.

Por outro lado, existe mais informação, mas que muitas das vezes são os adultos a fazerem as escolhas pelas crianças e a não deixarem que estas, aprendam pela descoberta e pelo erro.

No passado, a grande dificuldade, era o acesso ao conhecimento, levando os próprios pais a construírem para os seus filhos os materiais didáticos, recorrendo ao que lhe era mais próximo.

Exemplo disso era, a aprendizagem de canções aprendidas oralmente por gerações e gerações, construção de cavalinhos com cabos de vassoura, carro de rolamentos, etc. A criança crescia de uma forma mais natural e mais autónoma.

 

 

“Sementinha Musical 1” foi editado a 5 de julho em formato digital. Qual é o próximo objetivo a cumprir?

O próximo objetivo é o de continuar a “semear” este projeto, levando-o, o mais longe que conseguir, partilhando e desfrutando do gosto de criar estratégias de ensino que vá complementar o crescimento e desenvolvimento da criança.

 

 

De que forma é que o público poderá acompanhar o Paulo Cordeiro?

Neste momento, o público poderá acompanhar o Paulo Cordeiro, nas sessões para bebés que vão acontecendo por este pais, oficinas musicais para escolas e colégios, nas redes sociais, nas plataformas digitais e também em concertos.

Neste momento leciona, trombone e música para bebés no Conservatório de Música de Sintra.

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o audio.

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