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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Andreia Botas

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A convidada de hoje é Andreia Botas, autora do romance "Não desistas de ser feliz".

Fiquem a conhecê-la um pouco melhor nesta entrevista!

 

 

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Para quem não a conhece, quem é a Andreia Botas?

Tenho 39 anos, nasci em Portalegre, e vim morar para os arredores de Sintra apenas com um mês de vida. Sou solteira, não tenho filhos, mas vivo com a minha fiel amiga de todas as horas, a Luna, uma cadela Yorkshire que é a minha paixão.

 

Como surgiu a sua paixão pela escrita?

A paixão pela escrita surgiu apenas na adolescência, e muito como forma de desabafo relativamente a algumas angústias que tinha, derivado à minha ansiedade.

Sofro de ansiedade há mais de vinte anos, e escrever sempre foi terapêutico para mim.

 

Que obras, e autores, mais a marcaram, enquanto leitora?

Eu sou uma eterna romântica ainda na esperança de que o meu príncipe um dia vai chegar, de preferência montado num cavalo (animal que amo de paixão) e o livro que realmente despertou em mim o gosto pela leitura foi “As palavras que nunca te direi” de Nicholas Sparks, apesar de não terminar muito bem.

Vivi um verdadeiro momento de magia e empatia pela leitura naquele momento, não conseguia parar de ler, parecia que conseguia ver tudo o que estava descrito naquelas páginas à minha frente, sinto sinceramente que desde esse dia os livros se tornaram o meu refúgio.

Mas gosto de outros autores, como por exemplo: Nora Roberts, Deborah Smith, Danielle Stell, Catherine Anderson, entre outros.

 

Em que momento decidiu que estava na hora de dar a conhecer ao público a sua escrita?

Eu comecei a escrever este meu livro à mão, porque me dá mais prazer do que no computador, mas cheguei a uma altura que eu pensei que para dar a alguém a ler não podia ser assim.

A ideia não era publicar, não achava isso possível, achei que ia depois de terminar, mandar fazer umas cópias e dar a algumas pessoas amigas, mas depois perguntaram: E porque não mandas a uma editora?

Decidi fazê-lo quase com a certeza que não ia dar em nada, mas afinal em dezembro de 2020 tive esta agradável surpresa da Chiado Books querer publicar o meu livro.

 

 

 

Não desistas de ser feliz

 

“Não desistas de ser feliz” é o seu primeiro romance? Em que/ quem se inspirou para o escrever?

Sim, é o meu primeiro romance.

Eu sou uma eterna sonhadora, mas também uma pessoa consciente da realidade e por isso quis juntar as duas coisas de forma a criar uma história muito semelhante a uma qualquer realidade e claro, nunca deixando de parte um lado mais sonhador e positivo em relação à vida.

 

Nesta história, várias personagens recorrem a uma aplicação para conhecer pessoas novas, com os mais diversos objetivos. A Andreia acredita que é possível, através destas aplicações, encontrar o amor?

Sinceramente acredito, já vivi uma história de amor com alguém que encontrei numa rede social, é verdade que não deu certo, mas sei de pessoas a quem as coisas correram bem.

Penso que o sucesso das relações está na comunicação, na verdade, na lealdade e em muitos outros valores, se encontramos essa pessoa numa rede social, num café ou na praia é apenas uma questão também de sorte.

 

Poder-se-á dizer que o Sandro e a Madalena representam aquilo que os homens e as mulheres procuram quando utilizam este tipo de aplicação, respetivamente, aventura no caso deles, e relações sérias no caso delas? Ou, atualmente, já não existe essa distinção?

Acredito que muitos homens e mulheres utilizem a rede social para passar tempo, para ter uma relação sem compromisso, mas também acredito que há pessoas que procuram o verdadeiro amor.

Não podemos catalogar as pessoas que estão numa rede social como sendo todas iguais, eu própria já lá estive e procurava um grande amor, e não me parece que seja a única a tentar a sorte com esse objetivo.

Às vezes não é fácil encontrar, mas tenho a certeza de que como em tudo na vida uns procuram coisas mais sérias outros nem tanto.

 

O casamento da Vanda ficou marcado pela traição do marido, quando ela ainda estava grávida, acabando por ditar o seu fim. No entanto, Laura e Madalena ainda acreditam numa reconciliação entre os dois. Para a Andreia, havendo amor, é possível perdoar uma traição?

Essa pergunta é difícil, no entanto eu acho que não iria conseguir perdoar. Eu até sou uma pessoa que perdoo, não com muita facilidade, mas consigo fazê-lo, no entanto perdoar não é esquecer e neste caso sendo a confiança a base de uma relação eu não conseguiria voltar a confiar inteiramente.

 

Os cães vão estando presentes ao longo da história. Qual a sua relação com estes animais?

Como eu referi anteriormente tenho uma cadela, a minha Luna, que chegou à minha vida há pouco mais de 5 anos.

Sempre gostei de animais, os meus avós sempre tiveram galinhas, patos, coelhos… mas ter um cão sempre foi um sonho e houve uma altura na minha vida em que me senti mais sozinha e decidi arranjar uma companhia.

Tenho dificuldade em explicar este amor, mas sinto que ter um animal de estimação é ter ali alguém que nos ama incondicionalmente e nos aceita tal como somos.

Na minha história, numa situação ele serve de companhia para um casal mais idoso e noutra como elo de ligação na relação, neste momento, para ser sincera, não consigo imaginar-me a escrever uma história sem que haja um animal nela, seja ele qual for.

 

O Alentejo assume-se, neste livro, como um refúgio. O que significa, para si, esta região que quis destacar no romance?

Foi mesmo só um pequeno destaque, porque o meu sonho é escrever um livro cuja história será inteiramente passada no “meu” Alentejo.

A minha aldeia chama-se Chança, fica no concelho de Alter do Chão e algumas destas páginas foram escritas lá.

A casa, que era dos meus avós paternos, é agora da minha mãe e é o meu refúgio, e muitas vezes o meu balão de oxigénio, lá sou mais feliz, lá sou mais livre, lá as minhas ansiedades estão mais controladas.

 

Em “Não desistas de ser feliz”, tanto Madalena como Vanda acabam por encontrar a sua felicidade, ao lado de quem amam. Na sua opinião, uma pessoa só é totalmente feliz se partilhar a sua vida com alguém, ou a luta pela felicidade vai muito para além disso?

Desde muito nova que tinha o sonho de casar e ter filhos, tinha até decidido em que idade tudo isso iria acontecer.

Hoje com 39 anos sei que esses meus planos já não se vão realizar, pelo menos nas idades que eu achava que iam acontecer.

Se eu posso ainda casar? Sim, eu sei que sim e não digo que não seja possível. Se eu posso ainda ser mãe? Talvez fosse possível, mas acho que agora já não me faz tanto sentido.

A luta pela felicidade vai mais para além de uma relação, mas eu sou uma eterna romântica e acho que poder partilhar essa felicidade com alguém deve ser maravilhoso e recordo-me sempre do meu avô Domingos e da minha avó Cidália que, já com uma certa idade, partilhavam carinhos e não viviam um sem o outro, eles eram felizes juntos.

No entanto volto a dizer, há outras formas de sermos felizes sem ser numa relação.

 

Poder-se-á dizer que, para a Andreia, não desistir de ser feliz é, também, não desistir de escrever?

Este título serve de alerta para mim e para todas as pessoas, quase como um lembrete para todos nós. A escrita (e a leitura) trazem-me felicidade e eu não quero que essa felicidade acabe, ainda tenho muitos sonhos por concretizar, por isso não podemos desistir de procurar a nossa felicidade seja no amor como em qualquer outra área da nossa vida.

 

Que conselho deixaria para as pessoas que vivem numa busca permanente da felicidade, parecendo que nunca a encontram?

Bem eu sinto que faço um pouco parte dessas pessoas, mas estou a trabalhar no sentido de que tenho de dar valor a pequenas conquistas porque a felicidade permanente é difícil de alcançar, mas se formos saboreando pequenos momentos de felicidade com toda a certeza seremos pessoas mais felizes. Vivam o hoje e o agora, vivam os pequenos momentos, não desistam de ser felizes, mas também não desistam dos vossos sonhos.

 

Muito obrigada, Andreia!

À Conversa com Telma Monteiro Fernandes

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A convidada de hoje é Telma Monteiro Fernandes, autora do romance "A Rainha Desejada", recentemente lançado.

Fiquem a conhecê-la um pouco melhor nesta entrevista!

 

 

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Quem é a Telma Fernandes?

Tenho 33 anos, sou uma jovem aspirante a escritora, do signo leão e vivo o meu dia a dia para os que mais amo. Sou uma sonhadora, romântica e escolho bem as minhas lutas, quando começo, é para ir até ao fim, seja para ganhar ou perder.

 

 

Como surgiu a paixão pela escrita?

A paixão pela escrita, surgiu do meu maior vício, a leitura. Sempre adorei ler, desde muito nova, por fim, senti o chamamento para escrever, senti que chegara a altura de exteriorizar.

 

 

Quais são os seus autores de referência, tanto a nível nacional, como internacional?

Tenho muitos, por exemplo, a nível nacional, adoro ler Inês Botelho e Margarida Rebelo Pinto. Internacionalmente sou apaixonada pela escrita e criação de Sherrilyn Kenyon e Karen Marie Moning.

 

 

Em que momento decidiu que queria partilhar com o público aquilo que escreve? Quem mais a apoiou nessa decisão?

A pandemia e a suas consequências veio abrandar o meu dia a dia, por isso, decidi que tinha chegado a altura, acreditei que já tinha maturidade suficiente para escrever romances. A minha mãe e o meu marido apoiaram a 100 por cento a decisão e fizeram até, algumas observações durante a escrita da obra.

 

 

 

A rainha desejada

 

“A Rainha Desejada” é o seu primeiro romance. Em que/ quem se inspirou para escrever esta história?

Tenho 33 anos, apenas vivi fora de Alcochete 4 anos, e mesmo assim visitava os meus avós em Alcochete.

Cresci numa vila muito tradicional, que respeita a história e a tradições e aprendi a fazê-lo também.

Como deve imaginar passei milhões de vezes pelos lugares que descrevo no livro... passei a pé, de carro, de bicicleta. Passei em criança, em adolescente e em mulher.

Sempre que eu passava por tais lugares, a imaginação fluía e criava algo, ficando na minha cabeça e aguardando o momento certo para ser libertada.

 

 

Quais foram as principais dificuldades com as quais se deparou durante o período de criação do romance, e no que respeita ao lançamento e divulgação?

Sinceramente, não tive nenhuma dificuldade técnica na criação do romance. A minha inspiração e imaginação são inesgotáveis. Mas por ter uma criança pequena, em casa comigo e que depende ainda de mim, diminui o meu tempo livre.

Durante a criação do romance, de dia era a mãe e filha, à noite era a esposa e de madrugada a escritora. Sobrando apenas umas horinhas para dormir.

No lançamento e divulgação, os obstáculos são muito grandes, e infelizmente sou uma grande vítima desses obstáculos.

O facto de ser mulher, jovem, inexperiente e principalmente o facto de não ser “amiga” de alguém influente, é um grande obstáculo na divulgação de um livro, principalmente em Portugal.

 

 

No início, a Telma faz uma dedicatória - “Para os meus filhos… a minha filha no céu… o meu filho na terra…”. Qual o significado destas palavras?

Significa literalmente o que escrevo, sou mãe de dois filhos, um menino que está comigo na terra, e sou mãe de uma menina, que infelizmente não está comigo, é um anjinho recém-nascido.

A morte da minha filha foi um marco na minha vida, nunca mais me senti igual, tudo mudou, mudaram os meus sonhos, os meus sentimentos, o meu carácter e até as minhas prioridades.

Alguns meses depois, veio o meu menino, o arco-íris depois da tempestade, e percebi que apesar de um filho não substituir o outro, que voltara a ter uma razão para respirar, sonhar e sentir.

 

 

Na trama, a personagem principal viaja no tempo, até ao século XV, e ao solar do rei D. Manuel I. É importante para si, a par com o entretenimento conjugar, nos seus livros, um pouco da História de Portugal que é no fundo, a história de todos nós?

Gosto de escrever romances com bastante fantasia, sensualidade e misticismo à mistura, mas também acho importante ser o mais fiel possível à realidade, pois assim consigo oferecer mais realismo a uma história encantada.

Conjugar a história de Portugal, com o meu romance fantástico foi uma oportunidade perfeita, pois como escritora/autora posso imaginar e criar algo bonito, mas para ficar incrível, tem de ter a possibilidade remota de poder mesmo ter acontecido.

 

 

Os animais assumem um papel de destaque neste romance, nomeadamente, uma gata preta – a Dama. Foi uma forma de trazer o misticismo que os envolve para tornar o enredo ainda mais mágico?

Os animais são os amigos mais fiéis que o ser humano pode ter na vida, principalmente os cães, gatos e cavalos, pois na minha opinião estas três espécies, estão dotadas de um 7.º sentido, o sentido de amar e proteger incondicionalmente o Homem.

Como tive a sorte de ser muito amada, desde bebé por animais, usá-los para introduzir o misticismo e a magia encantada no meu primeiro romance, é também a minha maneira de os homenagear.

 

 

Apesar do lançamento recente do livro, que opiniões lhe vão chegando por parte dos leitores que já tiveram oportunidade de o ler?

Inacreditavelmente, ainda não recebi nenhuma opinião negativa, mas as opiniões, na maioria das vezes, chegam em forma de questões e fico verdadeiramente feliz por isso.

Prefiro sempre leitores que questionam, pois, faz com exista uma interação entre escritor e leitor, e isso dá-me a possibilidade de analisar o que os leitores gostaram, do que não gostaram e principalmente do que desejam.

 

 

Se tivesse oportunidade de atravessar um portal do tempo, e escolher viajar até ao passado, ou ao futuro, que época gostaria de visitar, e por que motivo?

Sinceramente, se tivesse oportunidade juro que não o faria.

Se eu fosse ao passado com certeza tentaria evitar episódios de grande sofrimento, tanto a nível pessoal como a nível mundial, mas penso que se o fizesse iria alterar o presente e até mesmo o futuro.

E apesar de ter sofrido muito, também fui e sou muito feliz.

A ideia a nível mundial é a mesma… Apesar da parte negativa, também existem as coisas boas.

Não se deve mexer ou desafiar o desconhecido.

 

 

Este primeiro romance faz parte de uma coleção intitulada “As Encantadas”. O que pode o público esperar das próximas obras?

O segundo livro da série estará disponível ainda em 2021. Como autora/escritora, seguirei sempre ao sabor da minha inspiração, imaginação, com liberdade total, sem rótulos e sem travões. O tema abordado será sempre o mesmo, romance apaixonante e lendário. E as mulheres da série "As encantadas" serão sempre especiais!

 

 

Muito obrigada, Telma!

À Conversa com Élvio Carvalho

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Élvio Carvalho é jornalista e editor de noticiários na TVI e TVI24.

Natural de Castelo Branco, acabou por se mudar para Lisboa em 2013, altura em que começou a trabalhar na TVI.

É mestre em jornalismo pela Universidade da Beira Interior e um apaixonado pela escrita. 

Para o ficarem a conhecer melhor, aqui fica a entrevista a Élvio Carvalho,  a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite e pela disponibilidade para participar nesta rubrica:  

 

 

 

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Para quem não o conhece, quem é o Élvio Carvalho?

Em poucas palavras, sou jornalista na TVI, agora escritor.

Alguém que sempre gostou das letras e de inventar histórias para livros que nunca tinham saído da gaveta. Sou natural do concelho da Covilhã e vivo em Lisboa há quase sete anos.

 

 

Em que momento surgiu a paixão pela escrita?

Não sei precisar quando, mas foi ainda muito novo.

Logo que aprendi a ler, comecei a pegar em livros, infantis, claro, mas uns atrás dos outros, e ainda durante a primária, talvez já na quarta classe, escrevi o primeiro conto, se é que se pode chamar assim.

Desde aí, lembro-me que sempre inventei pequenos contos, histórias, banda-desenhada, mas nunca de forma séria. Já na universidade, tentei escrever o primeiro romance, mas não tive disciplina para terminar.

Há dois anos revisitei algumas dessas páginas e acabei por começar o livro que agora viu a luz do dia.

 

 

O jornalismo acabou por vir na sequência dessa paixão?

Não exatamente. Sempre gostei de saber o que se passava no mundo, mas o gosto pelas notícias e pelas várias formas de fazer jornalismo foi uma coisa crescente.

Aumentou com o passar dos anos, mas, por exemplo, no 9º e 10º ano ainda tinha dúvidas se não seria melhor ir para Direito.

A escrita não. Sempre gostei, sempre inventei histórias minhas, sempre tive imaginação fértil nesse sentido.

Lançar um livro depois de já ser jornalista acabou por ser uma mera casualidade, podia bem ter sido ao contrário se me tivesse dedicado a sério mais cedo.

 

 

Enquanto jornalista, dá-lhe mais prazer a notícia, um texto de opinião, ou a escrita literária?

São diferentes e são campos que não misturo. Notícia é facto, é o presente, mas acima de tudo é a verdade. A escrita é pensada, trabalhada, desenvolvida num período de tempo e algo que podes levar para o rumo que quiseres. É tudo o que quiseres que seja, no género que te apetecer e te der mais prazer.

 

 

Natural da Covilhã acabou, mais tarde, por se mudar para Lisboa. Que diferenças apontaria como mais vincadas entre ambas as cidades, nomeadamente, a nível de oportunidades?

Para um jornalista há certamente mais oportunidades em Lisboa, principalmente se falarmos de rádio ou televisão. Quanto às cidades em si, Lisboa é obviamente uma cidade muito maior e com mais diversidade, mas a Covilhã também tem uma beleza e charme que só quem lá viveu ou vive entende.

É uma cidade de média dimensão, onde não falta nada como numa cidade maior, mas onde ainda é possível ter um estilo de vida mais calmo, próprio do Interior e das cidades mais pequenas. Depois fica na encosta da Serra da Estrela e só isso vale muitos pontos.

 

 

O Élvio é, atualmente, jornalista da TVI. Quais foram as maiores dificuldades com que se deparou, ao longo da sua carreira, nesta área?

O jornalismo é uma área de desafio constante.

És obrigado a lidar com temas de todas as áreas diariamente e tens de estar constantemente atualizado. Não dá para “desligar” completamente quando sais do trabalho ou quando vais de férias, e chega a uma altura em que também não o queres fazer.

A dificuldade – ao mesmo tempo o que torna esta profissão tão boa -, é que nunca vais saber tudo sobre um assunto, e todos os dias aprendes, e tens mesmo de aprender se depois queres explicar a quem te está a ler, ouvir ou a ver.

 

 

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"Eliana, história de uma obsessão" é o seu primeiro romance. O que o levou a escrever e editar este livro?

Como já disse, a escrita sempre foi uma paixão.

Este livro em particular foi apenas aquele que eu senti que devia continuar a aprofundar. Tive uma ideia que achei que podia dar uma boa história e achei que podia juntá-la aos tais capítulos que já tinha escrito na universidade e que nunca acabei.

Quando reli, percebi que não fazia sentido juntar as duas coisas. Essa ideia original acabou por se tornar apenas o 1º capítulo de “Eliana – história de uma obsessão”…

E para quem já leu percebe que se tornou apenas uma pequena parte do enredo.

 

 

Quais foram as suas maiores inspirações para o escrever?

A narrativa em si teve várias influências.

São pedaços que fui recolhendo ao longo de um ano, de factos verídicos, de conversas de café, de pensamentos durante viagens de carro.

No final, ficou esta história que já está nas bancas.

 

 

Que feedback tem vindo a receber relativamente a esta obra, que marca a sua estreia na escrita literária?

Até agora a receção tem sido positiva, principalmente em relação ao ritmo e “às voltas” que a história dá em vários momentos do livro.

Várias pessoas elogiaram a forma como está encadeado, de uma forma em que o livro prende o leitor. Depois, o final, que não esperavam.

Mas talvez das melhores críticas que tive, e que me encheram de orgulho, foram pessoas que me disseram que as inspirei a voltar a ler e duas outras que me disseram que as inspirei a escrever ou a voltar a escrever.

 

 

Que autores, tanto nacionais como internacionais, elegeria como suas principais referências?

Aqui acho que vou ser um pouco mais “controverso”. Nunca sei bem como responder a essa pergunta porque nunca consigo apontar bem quem foram as minhas grandes influências.

Eu explico. Desde novo, quando escolhia um livro, antes de olhar para o autor eu olhava para o título, para a sinopse, e tentava perceber se aquela história me podia agradar. Por isso, li muitos autores diferentes, uns que gostei, outros que nem tanto, mas nunca me habituei a escolher com base no autor. Ainda hoje é assim.

Um dos últimos livros que li foi “O meu irmão” de Afonso Reis Cabral, li-o porque tive curiosidade por ver a escrita do homem que ganhou um prémio Leya, sim, mas também porque a sinopse me chamou, ou não o teria lido.

Claro que ficava bem dizer que Saramago me inspirou, por exemplo, mas eu só descobri a escrita dele no secundário. Gosto muito, mas não posso dizer se foi uma influência na minha forma de escrever. Acho que cada autor que lemos nos ajuda a crescer um pouco, sejam bons ou menos bons.

Dito isto, alguns autores que repeti ao longo dos anos foram Eça de Queirós, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown e claro, José Saramago.

Depois, acho que a verdade é que muitas das minhas influências vêm de livros de não-ficção e de campos não literários, como o jornalismo, principalmente ao nível da escrita (porque acho que tenho um estilo mais direto), mas também das séries e dos filmes, particularmente aqueles com muitas reviravoltas e que no fim nos deixam de boca aberta, de tão inesperados que são.

 

 

Neste livro, o Élvio aborda a obsessão, nas suas diversas formas, e as consequências que a mesma pode causar em quem dela é vítima. Na sua opinião, até que ponto pode a obsessão deturpar, na mente de alguém o sentido da realidade, e de que forma poderá, ou não voltar a recuperá-lo?

Nenhuma obsessão é saudável, essa é uma certeza.

Neste livro, mesmo sendo uma história imaginada, um trabalho de ficção, vemos uma versão do que pode acontecer quando cegamos por algo ou alguém.

Acho que amor-próprio e o apoio de quem está à volta é fundamental para evitar situações assim.

 

 

Outro dos temas em destaque é o tráfico de seres humanos. Considera que este é um flagelo, cada vez mais, difícil de combater e desmantelar na sociedade actual?

Não diria que é mais difícil de combater do que há alguns anos, mas ninguém tenha dúvidas de que é uma realidade bem presente.

Ninguém pense que só acontece em países menos desenvolvidos e onde a segurança é menor.

Acontece na Europa, acontece em Portugal.

 

 

Podemos contar com novas obras de Élvio Carvalho?

Espero que sim.

Tenho ideias para vários livros e agora que lancei o primeiro terei pena se outras histórias não saírem da gaveta. Não ia gostar que assim fosse.

Mas um segundo livro depende quase sempre do sucesso do primeiro. Vou para já concentrar-me neste, um segundo talvez apareça.

 

 

Que temas gostaria de abordar em futuros livros?

Isso seria revelar enredos. Mas quero continuar a apostar em problemas reais e a mostrar como afetam as vidas comuns.

 

 

O romance é um estilo a manter, ou gostaria de se aventurar noutro registo?

Para já sim, é para manter. É o estilo que gosto mais de escrever, mas como jornalista também não coloco de parte algum dia publicar no campo da não-ficção, nunca se sabe.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Books, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

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À Conversa com os PRISMA

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Os PRISMA são uma banda oriunda da Ilha de S. Miguel (Açores), cuja sonoridade é influenciada pelas diferentes origens geográficas (e diferentes escolas de música) dos elementos que compõem a banda, fazendo com que as interpretações tenham um "prisma" particular.
A fusão de estilos e a constante preocupação (e procura) de uma musicalidade singular são as principais fontes de inspiração coletiva.

Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:

 

 

 

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Para quem não vos conhece, quem são os Prisma?

São músicos, familiares, amigos, simpatizantes, equipa técnica, são todas as pessoas que acreditam em nós e que nos permitem expandir o que mais gostamos de fazer.

Este Prisma de sonhadores, só é possível por existir esta base, que reconhece e dá força ao nosso trabalho.

 

Quando é que a música começou a fazer parte da vossa vida?

A música começou a fazer parte da nossa vida desde a infância, todos nós crescemos com este gosto pela música, todos nós tivemos música presente nos nossos tempos livres, era parte das nossas atividades, desde coros, filarmónicas e outras atividades culturais, para além de influências familiares.

Ao longo do nosso percurso pertencemos a vários projetos musicais, que nos deram bagagem para sermos o que somos hoje.

 

Em que momento é que decidiram formar a banda?

Decidimos formar a banda em 2017, todos nós nos conhecíamos e até alguns de nós já haviam trabalhado juntos, no fundo juntamos músicos que tinham o mesmo propósito, não faria sentido de outra forma, sentimos que queríamos criar algo novo, interpretar os temas que não ouvíamos, fazê-lo com qualidade, e criar algo nosso, trabalhar em originais.

 

De que forma é que cada um dos elementos influencia a música criada pelos Prisma?

Influenciamos por permitirmos que cada um seja ele próprio, há espaço para todos colocarem as suas ideias, obviamente que imperam sempre os nossos gostos pessoais, que limados em conjunto constituindo o prisma que queremos.

Aproveitamos as qualidades de cada um desde a composição , à produção, cada um tem um papel no processo criativo.

 

Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?

Quando se falam em influências as nossas opiniões divergem, somos muito diferentes o que torna este projeto aliciante. 

Podemos falar de Queen, The Doors, Stevie Wonder, Expensive Soul, HMB, The Black Mamba.

Adoramos o funk, RnB , rock.

 

Consideram que o facto de os Prisma serem uma banda oriunda dos Açores prejudica, de alguma forma, o vosso percurso na música ou, atualmente, é uma questão que não se coloca?

Nós consideramos que pode condicionar o nosso percurso na medida em que onde vivemos não temos tantas ferramentas de trabalho, é certo que temos muitas pessoas talentosas e qualificadas, mas para muitos a música é um hobby, o que dificulta a caminhada, pois precisamos dos outros para trabalhar.

O mercado não é extensivo, adorávamos chegar a rádios e comunicação nacionais, vivenciar outros palcos, estúdios.

As redes sociais são muito positivas na nossa construção pois permitem-nos chegar a mais pessoas, e desta forma conseguimos expandir o nosso trabalho, quer seja nos Açores ou em qualquer outro lugar o caminho faz-se a caminhar, nós somos o motor desta caminhada, pelo que o nosso percurso também depende dos passos que damos.

 

 

 

 

"Sentimento" é o vosso primeiro single, editado em dezembro de 2019. Sobre o que nos fala este tema?

Este “Sentimento “ é como o descrevemos “tão forte, tão cheio, imenso” , é uma história de vidas que andam lado a lado e que de certa forma tentam evitar-se, mas que o “sentimento” é mais forte “no fundo acreditei na vontade que mostrava, dos teus olhos, espelho d’alma”, é um saber que existe reciprocidade e ao mesmo tempo medo, é um pedido, que seja leve, que seja bom, “dá-me um sentimento, sem sofrimento, deixa-te levar, deixa o coração expressar”.

 

Que feedback têm recebido, por parte do público, relativamente ao single de estreia?

O feedback tem sido muito positivo, nunca tínhamos vivido a experiência de gravar como “Prisma”, foi um desafio para nós, ainda que tivéssemos expectativas, fomos surpreendidos com a boa vontade de tantas pessoas que quiseram colaborar connosco, e que tornaram este "Sentimento" de todos.

Fomos recebidos com casa cheia para o conhecerem. E desde então tem sido muito positivo, recebemos muito carinho por parte de quem nos ouve e isso é sem dúvida gratificante.

 

Através da música pretendem dar o vosso prisma sobre os mais diversos assuntos. O que podemos esperar dos próximos temas? 

Ao escrevermos temos sempre a preocupação de não repetirmos o conteúdo já abordado, até mesmo palavras, por isso escrever é sempre desafiante pois há tendência para seguir a linha do que já temos feito, contudo temos conseguido superar estes “obstáculos”, já escrevemos sobre saudade, liberdade, vencer, mudança.

E só poderão entender estas palavras ao ouvirem cada tema, cada um deles tem uma mensagem que só é entendida quando ouvida.

 

Que objectivos querem ver concretizados ainda este ano?

O nosso objetivo passa por sermos fiéis à nossa identidade, cumprindo apresentar sempre qualidade e diferença em palco.

O lançamento de um EP é o nosso foco para 2020.

 

De que forma é que o público vos pode ir acompanhando?

Podem acompanhar-mos através das nossas redes sociais, estamos presentes no Facebook (@prismamusicproject) e no Instagram (@prisma_musicofficial), aqui podem acompanhar tudo em primeira mão, quer estejam perto ou longe. Estamos sempre ligados.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

À Conversa com Joana Alegre

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Poderia apresentá-la como Joana Alegre, filha de Manuel Alegre, deputada municipal independente na Câmara Municipal de Lisboa, mãe, mulher, artista, surfista.

Actualmente, concorrente do The Voice Portugal, na equipa do mentor Diogo Piçarra.

 

A Joana é tudo isto, e muito mais.

Uma mulher humilde, lutadora, apaixonada por tudo aquilo em que se envolve, com uma voz incrível, com um espírito livre e solto, ainda que com os pés sempre assentes na terra. Ou na prancha, quando surfa!

 

E, no entanto, é simplesmente, a Joana Alegre.

O resto, cabe a cada um de vós descobrir, através desta entrevista à Joana, a quem desde já agradeço por ter aceitado o meu convite, e pela disponibilidade para participar nesta rubrica! 

 

 

 

 

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Para quem não a conhece, quem é a Joana Alegre?

Sou uma jovem mulher, mãe, cantautora, amante do Mar, e activista das causas que me movem.

 

Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?

A música esteve sempre la como uma forma de expressão, desde que me lembro de mim.

 

Nessa altura, essa paixão era, para si, apenas um hobbie, ou já sonhava em enveredar, a um nível mais profissional, pelo mundo da música?

A música foi sempre uma forma de ser eu própria e portanto houve sempre o conflito entre ser um estigma e um grande risco, ou o sonho de poder fazer acontecer como modo de vida e sustento.

 

Quais são as suas maiores referências, a nível musical?

Neste momento admiro muito e adoro ouvir, sobretudo, mulheres cantautoras ou bandas que tenham como lead singers grandes intérpretes, algumas dessas mulheres são produtoras também: Maggie Rogers, Florence Welch e os Florence and The Machine, Aurora, London Grammar, Imogen Heap.

 

 

 

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Sentiu que a sua vida e escolhas foram, em algum momento, e a diferentes níveis, condicionadas pelo facto de ser filha de Manuel Alegre?

Em alguns momentos de menos maturidade, e muita insegurança, sim.

 

Em termos profissionais e, de certa forma, pessoais, afirma que foi sempre seguindo um caminho, alicerçado nas expectativas que os outros tinham para si, em detrimento dos seus próprios sonhos. Em algum momento se sentiu incompleta, pouco realizada ou infeliz com essa decisão?

Sim, já antes de ser mãe comecei a sentir uma grande divisão de tempo entre o que me dava prazer e o que “tinha de ser”, e isso desgastou-me muito.

Ser mãe só veio fortalecer a vontade e consciência de que o melhor caminho é apostarmos tudo a fazer aquilo que nos faz felizes e onde somos melhores profissionais.

 

A Joana foi também praticante de bodyboard. Quando é que surgiu o interesse por esta modalidade?

Sempre fui muito ligada ao mar e, assim que pude, agarrei uma prancha, não pôde ser logo de surf, então foi bodyboard, fiz durante 3/4 anos e passei para o surf, assim que tive condições de ter uma prancha de surf.

 

Entretanto, começou também a experimentar o surf. O que sente nesses momentos em pleno mar, em que está apenas a Joana, a prancha e as ondas?

Ir ao mar é a minha terapia mais antiga, e tem também algo de liturgia, como culto de ser e estar só no ínfimo e precioso lugar que cada um ocupa no cosmos.

 

Com uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais, e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, a Joana é deputada municipal independente na Câmara Municipal de Lisboa. Quais são as principais questões cívicas que mais a preocupam, na actualidade?

Preocupa-me a crise habitacional e alguma obsessão em governar para atrair o investimento estrangeiro ou turismo dito "de qualidade".

Globalmente preocupa-me o avanço dos ódios e radicalismos e a perda de uma visão humanista pos-modernista, que pressupunha maior consciência do colectivo e de um caminho evolucional.

Vejo muita violência dentro das pessoas e pouca vontade política da parte dos governantes em atender à resolução dos problemas reais que revoltam as pessoas, com a agravante de haver por outro lado uma insistência suicidária em perpetuar as lógicas de lucro e consumo de um modelo de crescimento económico que ameaça a sustentabilidade do nosso planeta.

 

 

 

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Em determinado momento da sua vida, a Joana viveu em Nova Iorque, onde fez um estágio, nas Nações Unidas. Como foi essa experiência?

Foi muitíssimo enriquecedora e esclarecedora, na medida em que deu para perceber que tinha uma ideia muito romântica e idealista do que poderiam ser carreiras como a a carreira diplomática, mediação de conflitos, ou intervenção humanitária.

 

Na sua opinião, as carreiras política e musical podem caminhar paralelamente, sem se "atropelar" ou "anular" uma à outra?

Podem, desde que haja maturidade, foco na gestão do tempo, e muita definição interna.

 

E a maternidade, como é que foi vivida por entre a política, o desporto e os projectos musicais?

Ao início com alguma dificuldade de conciliar tudo, mas com força de vontade e ajuda de família e amigos, as rotinas foram-se adaptando!

 

Embora tenha dado prioridade à vida política, apostou, ainda assim, na formação musical. De que forma é que essa formação influenciou a sua forma de ouvir, sentir e fazer música?

Eu diria que aprofundou e melhorou bastante o entendimento de como tudo funciona, e ampliou os meus recursos e capacidade técnica.

Contudo, mantenho alguma mágoa de não ter tido a possibilidade financeira de fazer o curso superior na New School for Jazz and Contemporary Music em Nova Iorque, já depois de ter sido bem sucedida nas provas de admissão.

Sinto que apesar do esforço que fui fazendo ainda tenho uma formação incompleta.

 

 

 

 

Em 2015, colaborou com Mikkel Solnado no tema "E Agora?". Como surgiu essa colaboração?

Trabalhei com o Mikkel noutro projecto, que envolveu a coordenação de algumas vozes do coro gospel collective, para um evento em específico.

Acho que o Mikkel gostou da minha voz e da minha forma de trabalhar e quando surgiu o “E agora?” sentiu que eu seria a pessoa certa para aquele dueto.

 

 

 

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"Joan & The White Harts" foi o seu primeiro álbum, editado em 2016, com participações de Mikkel Solnado, Mimicat, Jota Erre e Gospell Collective. Foi a concretização de um sonho?

Foi a concretização de um sonho, cujo lançamento e promoção, infelizmente, viriam a ser mal geridos e por isso sinto que ficou escondido e com um acolhimento aquém do que merecia.

 

 

 

 

Em Outubro, foi exibida a sua participação nas provas cegas do The Voice Portugal. Para além dos elogios recebidos por parte dos mentores, ficou surpreendida com a forma como o público reagiu à sua prova?

Fiquei surpreendida e muito grata pois estou no The Voice, precisamente, para encurtar a distância com o grande público!

 

No decorrer do concurso, que estilo ou artista mais gostaria que lhe atribuíssem, e qual o que representaria o maior desafio?

Acho que já está a acontecer as pessoas identificarem-me com uma certa estética indie pop folk de inspiração celta.

Muitos comentários falam de uma Florence Welch portuguesa, da Aurora ou da Lana De Rey.

Eu quero ser apenas a Joana Alegre!

 

Independentemente do quão longe chegar no programa a Joana está, neste momento, decidida a dedicar-se a 100% à música?

Mantenho-me como deputada municipal independente.

 

Qual seria maior objectivo que gostaria de concretizar, a nível musical, no futuro?

Poder viver da minha música já seria o meu sonho concretizado.

 

 

 

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De que forma responderia a este desafio, e porquê?

Com toda a entrega pois não posso mais negar aquilo que sou.

 

Guitarra ou Ukelele? Os dois!

Praia ou Campo? Praia

Surf ou Bodyboard? Surf

Portugal ou Nova Iorque? Portugal

Banda ou Solo? Os dois!

 

 

Muito obrigada, Joana!

E que consiga chegar longe não só no The Voice Portugal, mas também na concretização dos seus sonhos, nomeadamente, naqueles que à música respeitam.