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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com os FUGA

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Formada em 2019, em Lisboa, FUGA não é apenas mais uma banda de pop rock português.
É a banda que pretende revolucionar conceitos e estilos musicais conjugando combinações improváveis, através do contributo de cada um dos seus elementos, sem nunca abandonar um registo comercial que agrade a vários públicos.


E deixam um desafio: "Fuja connosco. O destino? Não sabemos, mas a música e a língua portuguesa farão parte no nosso caminho conjunto".

 

 

 

 

 

Quem são os FUGA?

Olá! Os Fuga são 4 seres, que convidam cada ouvinte a fazer parte das suas fugas musicais para que, em uníssono, usufruam dos prazeres que a música proporciona.

Assim, o Isaac na voz, eu (Prista) na guitarra, o Branco no baixo e o David na bateria.

 

 

O que vos levou a juntar-se como banda?

Episódio engraçado...

Eu e o David já tínhamos algumas “vontades musicais” passadas, mas a vida levou-nos a continuar os projetos presentes, na altura, e aguardar por uma oportunidade mais propícia.

Essa oportunidade chegou quando ouvimos a voz e percebemos a personalidade do Isaac que, por sua vez, nos apresentou o Miguel Branco.

Dois para dois, nascem os Fuga!

 

 

Porque escolheram este nome para o vosso projecto?

Numa altura em que grande parte das pessoas vive em grande tensão, e a indústria vive de materiais descartáveis e opiniões passageiras, o nome surge da vontade de parar e nos adequarmos, com qualidade, ao momento.

A primeira ideia passou pelo nome FUGA do que for preciso para ouvir a nossa música, do que for preciso para que se possam sentir bem, independentemente do que seja importante fazer (desde que não prejudique ninguém), como nós fugimos e abdicamos de tantas outras coisas, para estarmos os 4 juntos a criar.

Portanto FUGA de mim, FUGA de ti, FUGA do que for para que possamos respirar fundo e ser felizes. Muito cliché? 

 

 

O que diferencia, na vossa opinião, a vossa banda, das já existentes no panorama musical português?

Isso pergunto eu!!!

O que posso dizer é que, felizmente, este projeto musical tem personalidade interna, e a resposta a essa pergunta virá, também, com o tempo.

Respeitamo-nos, temos algumas divergências musicais saudáveis e, paralelamente, conhecimentos ao nível da produção, o que nos faz perceber bem o que queremos e por onde podemos ir.

O panorama musical português é diversificado e tem uma qualidade distinta, veremos se as nossas personalidades musicais conjuntas nos fazem fugir no sentido certo.

 

 

Pode-se dizer que os FUGA “fugiram” da sala de ensaios, e se refugiaram no estúdio para gravar os primeiros singles da banda?

Os FUGA adoram todos os passos musicais: ensaiar, tocar, gravar, compor, produzir...nós fugimos para onde a música nos levar e de boa vontade.

Neste momento temos muitas ideias, muitas vontades, muito na nossa cabeça. Vamos ver até onde nos deixam ir...

 

 

 

 

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“Nasce Assim” é o primeiro single a ser apresentado, hoje. Sobre o que nos fala este tema?

A “Nasce Assim” tem várias formas de ser vista.

Fala de amor. Daquele amor mais puro que nasce de ver, falar, sorrir, planear e crescer – como o crescimento musical no decorrer dos 3 minutos de música.

Depois é um amor que não tem apenas o significado mais direto como o de duas pessoas, mas sim de um amor entre um neto e um avô, ou uma pessoa e um cão, enfim... qualquer primeiro afeto no sentido crescente que nos traga bons sentimentos e vontade de estar.

Em última análise, é preciso nascer para começar, e nós... Nós esperamos crescer de forma saudável.

 

 

O single “Nós” tem a participação especial de Beatriz Nunes, a mais recente cantora dos Madredeus. Como surgiu essa colaboração?

A Beatriz é uma amiga de longa data e, num tema onde instrumentos de percussão ou mesmo um ukulele fazem parte do decorrer musical, sentimos que precisávamos de um sorriso feminino para liderar e contrapor a voz do nosso maravilhoso vocalista. Conhecendo a qualidade musical da Beatriz, e toda a alegria e profissionalismo a que nos habituou, achamos por bem fazer o convite.

Num país de tão bons músicos e tão boa música portuguesa, é nossa ambição ter alguns convidados. Alguns mais direcionados, outros mais improváveis, bons músicos e gente contagiante.

 

 

“Realidade Onírica” é outro dos singles gravados. É um estado/ forma de estar que vos caracteriza?

Claro que sim.

Música sem sentimento é música que não nos toca. Acho que conseguimos deduzir isso pela capa do “Nasce Assim”.

Mais sérios, mais reais, mais história, mais fantasia... de pés assentes na terra já basta a vida de adultos, vamos deixar que a música nos leve e nos faça fugir...

 

 

Para os FUGA, a música é uma forma de contribuir para essa realidade onírica?

Quando criamos algo que nos leva para uma profissão em que temos de lidar com público, não existe melhor no mundo que criar sensações boas.

Vamos escrever sobre tudo e tocar em qualquer assunto da forma que mais direcionada possível, cada um a sua maneira, de forma a que qualquer realidade (onírica ou não) possa fazer um paralelo sentimental com o publico que nos ouve e gosta de nós.

 

 

Com o germinar deste projecto, de que forma poderá o público acompanhar-vos e conhecer a vossa música?

O projeto musical é muito recente, estamos com muita coisa em andamento.

Temos previstos estes 3 singles, vídeos promocionais, videoclips e claro...as nossas redes sociais a “bombar” ainda de uma forma inicial.

Esperamos oportunidades de concertos, divulgação, oportunidades e claro...que nos apoiem da melhor forma possível para que nos possamos mostrar e dar a ouvir.

Aproveitando a tua pergunta Marta para agradecer desde já a oportunidade e a entrevista. São iniciativas e trabalho como o teu que ajudam a banda a existir, o publico a conhecer e acompanhar.

 

 

Que objectivos gostariam de concretizar, a nível musical, num futuro próximo?

Dar de fuga para uma sala de espetáculos cheia de gente a apoiar...a parte onírica já a temos, esperamos que a realidade desta mensagem apareça.

Temos de lançar música, sem ela não nos conhecem e não sabem se merecemos o tempo que tiramos ao nosso (presente e futuro) público.

Não estamos a trabalhar de mãos atadas, temos muita coisa planeada de forma a fugir da caixa (ou se saia, se preferirem), incorporando, nas novas criações, elementos de outros géneros musicais.

O caminho será sempre uma surpresa musical e visual, mas a língua de Camões será uma constante.

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

 

 

 

À Conversa com Nicolau

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Não foi preciso “Pensar Demais” para Nicolau se aventurar num novo EP, composto por 5 temas, cantados em português.

“Alto e Pára o Baile”, que agora vão saborear o “Licor” de Nicolau.

E não pensem que “Tá Escasso” porque, para além de dar nome ao EP, “Licor” é também o single de apresentação do mesmo, que já roda nas rádios nacionais.

“ Venha Mais Desse Amor”, mais música, e a entrevista ao convidado de hoje: Nicolau!

 

 

 

 

Quem é o Nicolau?

Nicolau é um tipo que adora música dos mais variados estilos musicais, e que também adora compor.

É também alguém que procura criar algo diferente mas, ao mesmo tempo, igual e com o qual as pessoas se possam identificar.

Nicolau é o projecto a solo de Filipe Nicolau, cantor/compositor que pretende mostrar uma outra faceta com canções mais intimistas e em Português.

 

 

Como é que surgiu a tua paixão pela música?

Não sei precisar o momento, acho que foi acontecendo gradualmente.

Lembro-me, quando era muito novo, de ouvir cassetes e CD’s da minha irmã mais velha.

O álbum “Stomping Ground” dos Goldfinger e o “Californication” dos Red Hot foram, por exemplo, os primeiros álbuns que me lembro de ouvir e pensar “... isto é muito bom” .

Mas a paixão realmente surgiu para ficar quando comprei um baixo aos 16/17 anos, para tocar com uns amigos e, sinceramente, surge de novo quando descubro novos géneros musicais pelos quais me apaixono como, por exemplo, mais recentemente, o “Bluegrass” e o “Gypsy Jazz”.

 

 

Quais são as tuas principais referências a nível musical?

A minha banda preferida, de alguns anos já, chama-se “Annemaykantereit”. São alemães e eu não entendo nada das letras, mas inspiram-me e transmitem-me tanto que nem importa bem o que a letra diz. Eu tenho a minha própria interpretação e para mim o mais importante é o feeling que recebo da canção em si.

Recentemente comecei a ouvir mais música portuguesa, coisa que nunca me atraiu muito. Descobri que adoro Ana Moura e a minha maior influência em português é o Miguel Araújo. Como músico e compositor o Miguel é dos melhores que temos em Portugal a meu ver.

Também gosto bastante da Ana Bacalhau, a forma como ela sente a música e a interpreta é algo de fantástico.

 

 

Já participaste em outros projetos ligados à música, nomeadamente, a banda The Town Bar. O que te levou a apostar num trabalho a solo?

Eu ainda pertenço a “The Town Bar” e hei-de pertencer durante muitos anos. É o projecto da minha vida e o qual eu me dedico mais.

“The Town Bar” nasceu do meu projecto a solo “Fil, the Captain” da qual cresceu naturalmente para banda com um estilo um pouco diferente, daí ter outro nome.

Tendo o meu projecto a solo se transformado em banda, decidi começar de novo um projecto a solo onde fosse livre de criar novas músicas com feelings diferentes de maneira a mostrar outras facetas de compositor. Até porque também tenho como objectivo compor para outros artistas.

 

 

 

 

Que ingredientes compõem este “Licor”?

O EP “Licor” é composto por músicas simples, compostas no meu quarto, na tentativa de criar algo diferente, mas só quando entrei em estúdio e o Francisco Pereira gravou os pianos/teclados (coisa que não estava prevista) é que consegui perceber o rumo que estas estavam a tomar.

Umas mais Pop, outras mais Tradicionais, outras a roçar o Tango, é uma mistura de muitas coisas e eu nem gosto muito de rotular músicas mas por piada costumo dizer que toco um PseudoFado Tradicional.

 

 

Do que nos falam as tuas músicas?

As minhas músicas falam essencialmente sobre amor, ou a falta dele. Normalmente gosto de contar histórias e não costumo escrever sobre mim mas este EP por acaso abre com o tema “Pensar Demais” que fala um pouco sobre a minha maneira de ser.

 

 

“Licor”, o single de apresentação, foi lançado a 3 de maio, e já toca nas rádios nacionais. Que feedback tens recebido sobre este tema?

O feedback tem sido muito bom. Tenho recebido imensas mensagens de amigos e até de desconhecidos que me abordam e dizem que gostam bastante do tema “Licor”.

E fico contente quando me dizem que gostam de me ouvir cantar em português porque eu acho que ainda tenho muitos vícios de cantar em inglês e não tenho a melhor dicção, mas é algo que estou a tentar melhorar.

 

 

 

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O EP será editado a 14 de junho. De que forma irás promovê-lo? Já tens atuações agendadas?

Estou a pensar fazer um concerto de lançamento do EP físico em meados de Julho. Tenho algumas datas, mas não muitas, até porque o meu foco principal é “The Town Bar” na qual tenho vindo a tocar e, felizmente, temos tido imensos concertos.

Mas quero que o projecto a solo cresça aos poucos, de forma natural, e irei promover o EP pela internet de maneira a dar a conhecer as minhas músicas.

 

 

Que objetivos gostarias de concretizar, ainda este ano, a nível musical?

Tenho como objectivo encher o Centro Cultural do Cartaxo, cidade onde moro, mas confesso que acho difícil faze-lo ainda este ano. Tenho também como objectivo compor para outros artistas de renome nacional.

 

 

De que forma é que o público te poderá acompanhar?

Podem-me acompanhar pela página de facebook, instagram e site oficial.

Deixo aqui os links:

Facebook: https://www.facebook.com/nicolaufil

Instagram: https://www.instagram.com/nicolau_fil

Site:

https://www.difymusic.com/nicolau?fbclid=IwAR0YtQGkjatrduF9zXnWRFKQPywWJd8RtDCQLsh4ijoidy_F-M-53Js-ITA

 

 

Muito obrigada!

 

Um Muito Obrigado ao blog “O meu canto” pela entrevista e por me darem a oportunidade de falar e dar a conhecer o meu projecto a solo.

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

À Conversa com Ah Nuc

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Pedro Cunha editou, em 2015, o seu primeiro trabalho a solo, "SATELITE ON" sob o nome AH NUC, através do qual revelou algumas das canções que foi escrevendo ao longo dos anos.

 

Hoje, apresenta o segundo álbum "BETWEEN SILENCE & NOISE", onde volta a cantar em inglês.
Gravado e misturado nos NOBO estúdios, e com Pedro Cunha e Juan Casado a assumirem mais uma vez, a produção, este é um trabalho mais introspetivo, que mistura características e géneros, desde os anos 80, até à atualidade.

 

 

Aqui fica a entrevista:

 

 

 

 

 

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Pedro, como se descreveria através das seguintes palavras:

 

Palavras – As palavras para mim são a revelação daquilo que sou, sejam elas orais ou escritas. Um simples sim ou um simples não pode revelar parte de nós. As palavras têm essa força. Têm também a excelência da descrição. Acho um livro na maioria das vezes, mais completo que um filme, porque as palavras lhe dão essa capacidade. De uma simples imagem, pode nascer um longo texto.

 

Introspeção – Introspeção é quando consigo tomar consciência da minha consciência, no fundo, o resultado de um auto exame à minha essência e às minhas vivências. É sem dúvida algo que gosto de fazer.

 

Silêncio – Silêncio... Adoro o silêncio no seu momento.

 

Miscelânea – Miscelânea sinceramente não me agrada. Gosto das coisas distintas e separadas. Embora nem sempre o seja, miscelânea a mim soa sempre a confusão, que é algo de que não gosto. Cada coisa no seu lugar. Quando a mistura é relativa, nalgumas situações pode tornar-se interessante.

 

Voz – A voz é única, sem igual, cada uma com as suas características, por muito idênticas que algumas possam ser, nunca são iguais. A maioria das pessoas não gosta de ouvir a própria voz, o que é interessante… Eu sou um desses casos, na maioria das vezes também não gosto de ouvir a minha, ahahah. É algo único que nos diferencia dos outros, num mundo onde a originalidade é cada vez mais rara é de salutar que o ser humano disponha de características distintas uns dos outros. A voz é uma delas!

 

Sucesso – Sucesso é a realização de algo que nos propomos fazer e que conseguimos realizar. Seja qual for o desafio ou o objetivo. É a afirmação do « eu ».

 

 

 

 

 

 

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“Between Silence & Noise” é o título do segundo álbum de Ah Nuc. O Pedro é um homem de silêncios, ou de barulho?

Sou mais de silêncios, embora passe muito tempo entre os dois.

Nasci na cidade ( Lisboa ), mas sou mais do campo. Gosto de ouvir os sons da natureza ao acordar. Felizmente vivo num lugar onde isso acontece e isso para mim não tem preço. Gosto de dar longas caminhadas pela natureza, é um dos meus maiores prazeres.

Este álbum reflete esta fronteira, «estar entre os dois mundos», nem totalmente na floresta, nem totalmente na cidade. Uma metáfora a tantas situações que nos deparamos durante o dia a dia e a vida.

 

 

 

Existem silêncios pautados de ruído, e ruídos entre os quais é possível descobrir silêncios?

Existem sim. Quando depois de uma discussão mais acesa, se fica em silêncio, mas na nossa cabeça só ecoa ruído. Ambos fazem parte da nossa vida, sem um não existia o outro e vice-versa. São opostos e equivalentes.

 

 

 

“The River Stream” é o single de apresentação. Do que nos fala esta música, em particular, e o que pode o público esperar do álbum, em geral?

É o tema que dá nome ao disco. O nome é retirado de uma frase da letra «I live between silence & noise». Fala de alguém que sabe que não podendo fugir muito da corrente que nos transporta a todos no mesmo sentido, tenta dentro dos limites, ser um outsider.

É uma ovelha tresmalhada do rebanho, mas que ao mesmo tempo não se consegue afastar totalmente dele com receio de ficar só e isolada.

O álbum em geral reflete a indecisão constante, a dificuldade em tomar decisões, o ter de decidir entre dois ou mais caminhos, da solidão na multidão…da reflexão.

 

 

 

Ao longo do seu percurso enquanto músico, foram mais as vezes que rumou contra a corrente, ou no mesmo sentido que esta?

Normalmente vou mais com a corrente, deixo-me levar até que algum obstáculo me faz parar e pensar. Nessa altura reflito e se achar que o ideal para mim é o sentido oposto, remo contra a maré. Umas vezes com razão, outras sem, mas é o que faz o mundo girar, pelo menos o meu.

 

 

 

Juan Casado assume, novamente, com o Pedro, à semelhança do que tinha acontecido no trabalho anterior, a produção do álbum. Pode-se aplicar aquele provérbio que diz que “em equipa vencedora não se mexe”?

Eu e o Juan, conseguimos trabalhar bem juntos, complementamo-nos bem na questão dos arranjos e do som, por isso gosto de trabalhar com ele.

Neste álbum trabalhamos um pouco menos juntos do que no anterior (Satélite ON) porque eu já tinha muitos temas prontos neste, mas focamo-nos em quatro temas « The river stream», «Gloria» ,«Bye, bye» e «Between the ligths», que foram os últimos que compus.

 

 

 

O tema “Gloria” conta com a participação de Tiago Gardner. Como surgiu essa colaboração?

Eu e o Tiago somos amigos há bastante tempo. Fomos colegas em São João do Estoril e

começamos a aventura da musica juntos por essa altura. Formamos uma banda (Rocknocker), juntamente com outros dois amigos (António Costa e João Nunes) que foi o nosso primeiro passo para o restante caminho.

Este disco é cantado em inglês e como tal surgiu a ideia de desafiar o Tiago para cantarmos

o «Gloria» em conjunto, ele aceitou o que me deixou muito satisfeito e penso que veio dar ao tema uma outra dimensão.

 

 

 

Quais são os objetivos a cumprir, a nível musical, ao longo de 2019?

Os objetivos passam por divulgar este álbum o melhor possível, transporta-lo para o espetáculo e obviamente, continuar a compor e a escrever mais musica, que é o que realmente gosto de fazer e que me dá um enorme prazer.

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

À Conversa com Pedro Janela

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"Um pintor combina cores, formas e texturas para criar ilusões. Um escritor faz a triagem minuciosa das palavras para construir cenários e contextos.

Da mesma forma, Pedro Janela é um compositor que esculpe com notas, ritmos e instrumentação as ambiências que imagina e para onde nos transporta com a sua música."

 

 

Fiquem a conhecer melhor Pedro Janela, nesta entrevista:

 

 

 

 

 

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Quem é o Pedro Janela?

Do ponto de vista profissional, que é aquele que interessa (risos) é alguém que gosta de brincar com os sons.

 

 

 

De que forma te descreverias através das seguintes palavras:

 

Memórias – Momentos, como memórias da mesma forma, duram apenas enquanto os vivemos intensamente!

 

Dúvidas – As dúvidas são deixadas para serem resolvidas... as pausas e os silêncios assemelham-se à dualidade de lembranças e espaços em branco deixados de fora ainda a serem preenchidos ...

 

Melancolia – A melancolia pode ser inspiradora.

 

Piano – Uma extensão de mim.

 

Janela – Criar janelas sonoras que abrem horizontes.

 

Sonho – Lugar onde tudo se constrói.

 

Espaço – Lugar vazio. Distância ente 2 corpos.

 

Linguagem – Forma de comunicar emoções.

 

Horizonte – Lugar onde céu e terra se unem.

 

 

 

 

 

 

Produtor, compositor, pianista e artista digital – qual destas atividades te dá maior prazer?

Não tenho uma resposta objetiva. Eu gosto de ir variando. Acho que o facto de ir desenvolvendo várias atividades no âmbito da música me dá uma visão mais abrangente. Todas elas se complementam.

 

 

 

Para além de te dedicares a vários projetos musicais, és mentor da banda The Casino Royal. Em que momento decidiste arriscar a solo?

Não houve um momento em particular. As coisas surgiram naturalmente. Já tinha essa intenção e assim que surgiu o momento foi só dar seguimento.

Eu tinha terminado uma bso para um filme “Soldado Milhões” e fiquei com algum tempo disponível para trabalhar neste projeto.

Na altura decidi fazer uma viagem à Grécia. Isto aconteceu em Abril de 2018. A determinada altura fiz uma reflexão e achei que era o momento ideal.

 

 

 

Dedicas-te também à criação de bandas sonoras para cinema e minisséries, como “Jacinta”, “Soldado Milhões” ou “República”, entre outros. Como descreves essa experiência?

Sempre que recebo um convite para trabalhar nessa área fico fico extremamente feliz!

É um tipo de trabalho que adoro fazer. No fundo é dar “voz” às imagens. A música tem essa força.

Em Portugal faz-se cinema com orçamentos muito limitados e muitas vezes o desafio é conseguir fazer muito com pouco.

Quando vemos a ficha técnica da banda sonora de um filme estrangeiro temos noção de que se trata de um trabalho de uma grande equipa. Aqui isso não é possível. Um compositor é ao mesmo tempo produtor, arranjador, multi-instrumentista, engenheiro de som, copista, publisher, etc, o que acaba muitas vezes por ser um desafio Hercúleo (risos).

Depois temos o lado de psicólogo, que é tentar perceber o que vai na cabeça do realizador. Uma banda sonora é sempre resultado da colaboração do realizador com o compositor e aqui a opinião do realizador é sempre aquela que prevalece. Ele é que é o autor da obra em termos globais.

Os realizadores quase nunca dominam a linguagem musical. Não têm que o fazer! Cabe-nos a nós saber entender o que eles pretendem para determinada narrativa.

Sendo a música uma arte subjetiva a emoção que me provoca um determinado trecho musical não é necessariamente a mesma que a que ocorre na cabeça do realizador.

Fazer uma bso acaba por ser um trabalho partilhado.

 

 

 

 

 

 

“We Are All Lost” é o título do teu primeiro álbum a solo. Consideras que andamos todos um pouco perdidos, neste mundo em que vivemos?

“We Are All Lost” é um título que encerra em si uma certa esperança. É por andarmos perdidos, sempre à procura de algo, que nos movemos em determinada direção.

Estar perdido não significa necessariamente que estejamos numa situação adversa.

É bom sentirmo-nos perdidos esse sentimento acaba por provocar o impulso que necessitamos para descobrir novos caminhos.

Enquanto estivermos vivos estaremos sempre perdidos.

 

 

 

Do que nos falam as canções deste álbum?

As canções deste álbum falam de perda mas também de esperança. Como se fossemos desembrulhando a cada nota, altos e baixos, reviravoltas, milagres e miséria, sorte e desgraça, sucesso e fracassos, amor e ilusão, ganho e perda, alegrias e choro, risos e tristezas, conforto e solidão, nostalgia e arrependimento, achados e perdidos...

 

 

 

“We Remember Moments” é o single de apresentação. Que momento inesquecível recordas com maior carinho, que queiras partilhar com o público?

O nascimento dos meus 2 filhos e tudo aquilo de bom que partilhámos juntos até hoje. Os momentos, como lembranças da mesma forma, duram apenas enquanto os vivemos intensamente!

 

 

 

Se tivesses oportunidade de trabalhar com uma das tuas grandes referências, a nível musical, quem escolherias?

Ryuichi Sakamoto, sempre admirei o seu trabalho!

 

 

 

De que forma é que o público te pode acompanhar?

Podem acompanhar-me através do meu site pessoal em www.pedrojanela.pt,  no meu facebook - www.facebook.com/pedrojanelacomposer , instagram  - https://www.instagram.com/pedrojanela/?hl=pt

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e os vídeos.

 

À Conversa com Pedro e os Lobos

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Pedro Galhoz surge, pela primeira vez, com uma banda fixa, formada pelos seus companheiros de estrada, apresentando o primeiro single de um novo álbum, que chegará em 2019, gravado no estúdio Ponto Zurca, e com produção de João Martins e Pedro Galhoz.

“Corro Com Vento” é cartão de visita de um disco que aborda temas universais,  uma canção inspiradora que nos faz acreditar que ainda vale a pena sonhar e lutar pelos sonhos.

 

Para ficarem a saber mais sobre Pedro e os Lobos, aqui fica a entrevista: 

 

 

 

 

 

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Quem são o Pedro, e os Lobos que o acompanham?

O Pedro é um guitarrista compositor, os Lobos são os músicos e intérpretes que colaboram nas composições do Pedro.

 

 

 

Como é que surgiu esta “alcateia”?

Gosto de partilhar as minhas composições com músicos e intérpretes que admiro, por outro lado sinto que não gostaria de assumir o papel de cantor, por isso chamo os Lobos.

 

 

 

De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:

 

Mudança – Será assumida no próximo disco.

Companheirismo – Músicos, técnicos e amigos com quem partilho o palco, estrada e estúdio.

Resiliência – Motivação para me superar em cada trabalho sem criar expectativas.

Inspiração – Guitarras, pedais, estúdio, concertos, amigos, bons e maus momentos, copos.

Superação – Ter a consciência que estou a trabalhar para ter cada vez maiores e melhores opções na composição de nova música.

Luta – Sempre, no sentido de tentar acrescentar algo de positivo e soluções.

Sonhos – Alguns bons, mas pesadelos também.

Natureza – Acima de tudo o mar e a vontade de colaborar na sua preservação.

Estrada – Concertos, diversão, copos, amigos.

Liberdade – Ter a certeza que só toco as notas que me apetece tocar.

 

 

 

Quais são as vossas grandes referências, a nível musical?

Penso que os grandes compositores americanos sempre me influenciaram muito, como por exemplo o Bruce Springsteen, o Neil Young, o Tom Waits, Tom Petty, os R.E.M. e se falarmos de compositores mais recentes, o Ryan Adams, The war on drugs ou mesmo o Ben Howard.

A nível nacional as influências por vezes são mais ao nível da escrita, porque cresci a escutar música inglesa e americana.

 

 

 

 

 

 

 

“Corro Com o Vento” é o primeiro tema do próximo álbum, que chegará este ano. Consideram que o novo disco é mais uma espécie de furacão, ou uma brisa suave no percurso musical de Pedro e os Lobos?

Musicalmente falando penso que tem esses dois elementos e outros, mas em termos de atitude penso que está mais perto do furacão, no entanto não é destruidor.

 

 

 

Em que é que este novo trabalho difere dos anteriores?

Penso que será realmente um disco de mudança a todos os níveis, quer em termos técnicos e sonoros, pois mudei de estúdio e de produtor, estou a trabalhar com o incrível João Martins no estúdio Ponto Zurca, foi um reencontro feliz passados quase 20 anos.

A nível estético, este será um disco muito mais para funcionar ao vivo com power de banda, em que os momentos intimistas surgem apenas pontualmente.

É um disco mais Universal com atitude Rock n Roll.

 

 

 

Para vocês, é melhor correr com o vento, ou correr contra o vento?

Quando o vento sopra a favor dos nossos desejos, corro com o vento, mas por vezes todos corremos contra o vento, é a vida!

 

 

 

Este tema, agora apresentado, surge como uma “canção inspiradora” que “encoraja a superação de obstáculos”. Que obstáculos têm encontrado nesse caminho que têm vindo a percorrer na música?

Todos temos obstáculos na vida, de uma forma ou de outra, mais ou menos graves, acredito que a música é por vezes a melhor companhia e são por vezes as músicas que definem o nosso estado de espírito, esta é particularmente uma música positiva.

 

 

 

Está também, implícita no tema, a mensagem de que “vale a pena sonhar e lutar pelos sonhos”. Que sonhos gostariam, o Pedro e os Lobos, de concretizar no futuro, a nível musical?

De uma forma geral gostava de ver a música que é feita com coração mais valorizada em vez da música descartável que busca o sucesso efémero.

Afinal vale a pena sonhar!

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

 

 

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