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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

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Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.

Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?

 

 

Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 

De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 

 

 

Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?

Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?

Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?

Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?

 

 

E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?

 

 

À Conversa com Ricardo Tininha

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Ricardo Tininha editou o primeiro single a solo em 2015, “Tu Podes Fugir”.
Em 2016 o tema “Deixa Fluir” foi escolhido para integrar a banda sonora da telenovela juvenil “Massa Fresca”, e o artista que lhe dá voz, convidado especial num episódio.
Já em 2017, foi a vez do tema “Devo Tentar” ser escolhido para a telenovela “Ouro Verde” renovando, assim, o sucesso junto do grande público.


“Acreditar”, “When You’re Down” (versão acústica) e “Este Sou Eu” são os temas do EP “Acreditar”, que Ricardo Tininha lançou no dia 16 de fevereiro deste ano, já disponível nas plataformas digitais.


Para ficarem a conhecer melhor Ricardo Tininha, deixo-vos aqui a entrevista!

 

 

 

 

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Quem é o Ricardo Tininha?

O Ricardo Tininha é um músico e compositor, e um eterno sonhador.

 

Como, e quando, é que a música surgiu na tua vida?

A música surgiu na minha vida muito precocemente. Quando eu tinha apenas 5 anos, roubava as agulhas de fazer tricot da minha mãe, simulando estar a tocar bateria; habitualmente também cantava as músicas das novelas brasileiras.

 

Quais são as tuas principais influências, a nível musical?

Gosto essencialmente de música pop, mas desde sempre que oiço qualquer tipo de música, respeitando todos os géneros musicais.

Aprecio muito soul music, reggae, rock, entre outros.

 

Em 2015 lançaste o teu primeiro single. No entanto, o EP de estreia surge apenas em 2018. De que forma definirias o teu percurso na música neste espaço de tempo?

Ao longo destes 3 anos, defini o meu caminho na música e o que pretendia dela.

Conheci muitas pessoas maravilhosas, que me têm apoiado e ajudado a ser o que sou hoje.

  

“Tu Podes Fugir”, “Fácil de Mais”, “Deixa Fluir” ou o mais recente “Devo Tentar”, são alguns dos temas que os portugueses já tiveram oportunidade de ouvir. Que feedback tens recebido por parte do público?

O Feedback tem sido muito positivo, receber o carinho e reconhecimento do público é o que alimenta a minha força e dedicação, para continuar a fazer mais e melhor.

  

Sobre o que nos falam as tuas músicas?

Nas minhas músicas, tento passar essencialmente energia positiva em mensagens repletas de sentimentos e boas vibrações.

 

Como caracterizas o teu estilo musical?

O meu estilo musical é pop.

 

Nos temas “What I Felt” e “Hey Girl” tiveste a colaboração, respetivamente, de Maria e GNTK. Como foram essas experiências?

São sempre experiências boas e enriquecedoras.

Aprendi muito com esta partilha de ideias e pontos de vista diferentes.

Saliento o Johnny dos GNTK, pois é um verdadeiro poeta no que toca à escrita.

 

Alguns dos teus temas foram incluídos na banda sonora de telenovelas e séries portuguesas, como Ouro Verde ou Massa Fresca. Consideras que essas oportunidades são uma excelente forma de divulgar o trabalho de um artista e chegar a um público mais abrangente?

Sem dúvida, esta foi uma excelente forma de divulgar o meu trabalho. E das melhores sensações que tive na minha vida foi estar sentado no meu sofá, a ver a novela e a ouvir a minha música a tocar.

 

 

 

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“Acreditar” é o nome do teu EP, editado a 16 de fevereiro. Em que é que o Ricardo Tininha quer acreditar?

Quando batalhamos sozinhos, para alcançar o sucesso e a vitória, somos constantemente colocados à prova e temos de ultrapassar muitas barreiras, contudo, o que nunca podemos deixar de fazer é ... acreditar.


Com o mesmo nome do EP, “Acreditar” é também o single que lançaste a 14 de fevereiro. Consideras-te um homem romântico?

Estaria a mentir se dissesse que não... sou e serei um eterno apaixonado 😊.


Neste tema, cujas filmagens do videoclip decorreram em Troia, contas com a participação de Beatriz Barosa. Como surgiu essa parceria, e como decorreu a gravação do videoclip?

Quando participei na novela Massa Fresca, tive a felicidade de ser muito bem recebido por todos e de ter conhecido pessoas maravilhosas, entre as quais, a Beatriz Barosa. 
Apesar do frio que se fazia sentir em Troia, para mim é um dos locais onde eu gosto de estar, por isso vivi o momento intensamente, aliado ao facto de estar com os profissionais com quem adoro trabalhar.

 
Para além do tema “Acreditar” também fazem parte do EP os singles “Este Sou Eu” e “When You’re Down”. O que te levou a optar por um EP com apenas 3 músicas, ao invés de um álbum, com todos os teus temas?

Neste EP inclui dois temas novos, e um acústico de um tema que pode ser ouvido no meu disco “ Deixa Fluir” .

Brevemente, irei compilar quase  todos os meus temas num disco para ser comercializado. 

 

Quais são os teus objetivos, a nível musical, para 2018?

Para 2018,o meu objetivo é fundamentalmente  mostrar o meu trabalho pelo país fora.

 

Onde poderá o público ouvir o Ricardo Tininha?

Anunciarei nas minhas redes sociais: facebook, instagram e Twitter. Tal como aqui, poderão acompanhar também todo o meu trabalho no meu canal do YouTube.

 

Muito obrigada, Ricardo! 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

Da ida à TV, em representação do Clube de Gatos

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Não vai acontecer.

Irá acontecer?

É possível que aconteça.

Vai mesmo acontecer!

Está quase...

Está a acontecer!

Já passou.

Aconteceu mesmo!

Aconteceu mesmo?

Já foi há tanto tempo!

 

Por coincidência, à saída de cena, encontrei uma antiga colega de liceu, a Inês (beijinho Inês, e se estiveres a ler este post, já sabes que te queremos a ti e ao teu bichano no clube)! Diz ela que, quando percebeu que eu ia lá, disse aos colegas para me porem a falar porque, daquilo que se lembrava de mim, eu era muito caladinha. É verdade. 

Sempre fui mais de estar no meu cantinho, e não ter que falar em público, porque corava, bloqueava, ficava cheia de nervos, era uma tortura. Ainda hoje sou assim. 

Mas uma pessoa tem que enfrentar desafios, tentar superar os seus receios, fobias e lutar pelo que quer.

 

Não vai acontecer.

Quando enviei o email à Sic, pensei que o "não" estava sempre garantido, mas até podia dar certo. No entanto, o meu pensamento era de que não daria em nada, até porque o programa da tarde iria acabar.

 

Irá acontecer?

Foi com surpresa que recebi o contacto deles, para participar na rubrica do programa novo, que iria estrear, com mais alguns membros do Clube. Falei com alguns membros, sobre essa possibilidade, mas ainda era algo incerto.

 

É possível que aconteça.

Depois tivemos a questão da incompatibilidade de horários, de trazer os gatos, de haver membros suficientes, e estivemos naquela - iremos, não iremos? Será que vai mesmo acontecer? É possível, mas sem grande euforia.

 

Vai mesmo acontecer!

E foi então que a Inês Dias nos confirmou que conseguiu fazer uma troca, e nos colocar no programa de dia 17, dia em que dava para todos irmos. Ia mesmo acontecer. Mas só na própria semana partilhámos a notícia com todos!

 

Está quase...

Os nervos a fazerem-se sentir pela espera, pelas pessoas que nos iriam estar a ver, por imaginar como seria e o que aconteceria lá, e os dias a passar e a aproximar-se cada vez mais a hora.

 

Está a acontecer!

Quando lá chegamos, acho que passa tudo. Não há volta a dar nem nada a fazer. É cabelos, maquilhagem, preparar tudo, pôr microfones, entrar no intervalo, pôr tudo a jeito, contagem decrescente e estamos no ar, em directo, para milhões de espectadores. Sair de fininho enquanto as câmaras focam o outro lado, e de volta aos bastidores.

 

Já passou.

Ok, já está. Já podemos respirar de alívio. Prova superada!

Sim, porque para além do objectivo principal, havia inerente o objectivo de superar a vergonha, o medo do público, os bloqueios de falar em directo e por aí fora. Faz parte da experiência da vida.

 

Aconteceu mesmo!

Passado o momento, chegamos a casa e vemos a gravação e as fotos e ainda estamos em euforia - aconteceu mesmo! Foi real.

 

Aconteceu mesmo?

Mas não criamos falsas expectativas, e sabemos que foi uma oportunidade que poderá ser boa, mas há que regressar à Terra e continuar a trabalhar. Não somos mais famosas por isso. Somos pessoas iguais às que éramos, e daqui a uns tempos vamos olhar para trás e pensar: aconteceu mesmo?

 

Já foi há tanto tempo!

E um dia, esse acontecimento vai fazer parte das nossas boas recordações da vida, e vamos falar dele com saudades!

 

E assim dou por encerrado este capítulo!

 

Quantas vidas diferentes podemos viver?

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E quantas personagens diferentes podemos encarnar, até percebermos que, por mais que queiramos ser outra pessoa, por mais personagens que inventemos para nós, e por mais vidas diferentes que queiramos viver, nunca deixamos, na verdade, de ser quem somos, e sempre fomos, e apenas passámos a viver a nossa vida numa teia de ilusões e mentiras, que um dia se esvanecerá?

 

Porque, mais do que enganarmos ou iludirmos os outros, estaremos a enganar e iludir a nós mesmos. E acham mesmo que vale a pena, e que os outros se preocupam com isso? Quem é que sairá, no fim, mais magoado dessa farsa?

 

"Podemos fingir que temos uma vida social muito preenchida, que comparecemos a não sei quantas festas e convivemos com vários amigos ou até celebridades quando, na verdade, saímos de casa e passamos o tempo em plena solidão num qualquer sítio, a fazer tempo para voltar para casa, onde nos espera mais solidão e tristeza.

Podemos fingir que somos donos de um carro topo de gama, quando somos apenas o motorista. Podemos fingir que comprámos um casarão, quando somos apenas o jardineiro. Podemos fingir que temos muitos amigos, quando nem um temos a quem ligar. E por aí fora..."

  

Até ao dia em que alguém, fria e cruamente, nos desmascara. Quando cai a máscara daquela personagem, inventamos outra. E se essa também for descoberta, encontramos uma nova.

Mas chegará a um ponto, em que esgotaremos tudo. Não haverá mais personagens, não haverá outras vidas, não haverá credibilidade para mais nada. Ninguém mais nos aceitará, porque ninguém saberá quem ali está. E nem nós próprios tão pouco saberemos...

Como saber se o nosso trabalho é mesmo bom

 

Sabemos que o nosso trabalho é bom e tem valor quando alguém que o analisa decide investir nele, a custo zero para nós.

Porquê? Porque sabem que a qualidade do nosso trabalho será suficiente para recuperar todo o investimento!

Por outro lado se, para vermos o nosso trabalho reconhecido, temos que investir por nossa conta e risco, só prova que não têm confiança no mesmo, que não querem correr riscos e ter prejuízo.

Ou, então, também se pode dar o caso de quererem lucrar ao máximo com o trabalho dos outros, e explorá-los, sabendo a vontade que estes têm de realizar aqueles projectos, e que pagam qualquer preço por isso.

É assim em tudo na vida!

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