Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Postura louca ou acertada, é a minha!

Resultado de imagem para adolescentes e pais desenhos

 

Uma das formas de promover uma boa relação entre pais e filhos, sobretudo filhos adolescentes, é uma espécie de “metamorfose mútua”, em que os pais devem tentar colocar-se no lugar dos filhos, e tentar compreender o que está a acontecer com eles, da mesma forma que os filhos se devem tentar colocar no lugar dos pais, e compreender o que os leva a agir de uma determinada forma, os limites que muitas vezes colocam, e os receios que sentem.

 

Os filhos crescem, não serão para sempre aqueles meninos(as) pequeninos(as) de há uns anos atrás. De nada adiante querer tapar o sol com a peneira, esconder a cabeça na areia e fazer de conta que nada muda.

 

O que os filhos mais precisam, é que os pais estejam presentes e os apoiem, aconselhem, orientem. Se os filhos sentirem abertura e confiança nos pais, mais facilmente partilharão com estes os seus sentimentos e mudanças que estão a ocorrer na sua vida, em vez de esconder. Caso contrário, irão fechar-se, guardar para si ou procurar noutras pessoas, aquilo que deveriam ter e não têm naqueles que deveriam ser os primeiros a lá estar.

 

E com este apoio, abertura e confiança, não quero dizer permitir, fazer as vontades, e estar de acordo com tudo, só porque eles falaram connosco. Mas, se não devemos cair no facilitismo e total permissão, também não devemos pecar pela recusa ou rejeição imediata.

 

Já todos tivemos a idade dos nossos filhos, sabemos bem como éramos e o que fazíamos, ou queríamos fazer, e as consequências que, eventualmente, resultaram da proibição, falta de diálogo, desconhecimento ou alienação dos pais.

 

É certo que as coisas, hoje em dia, tendem a ocorrer em idades cada vez mais precoces, e cabe a nós, pais, adaptar-mo-nos a essa nova realidade, encarando cada situação com a seriedade e respeito que ela merece, mas com alguma leveza também, sem entrar em parafuso ou fazer um bicho de sete cabeças de cada uma delas.

 

Acima de tudo, é importante dialogar com os nossos filhos, tentar perceber o que sentem e se o que pretendem faz sentido ou não, expôr o nosso ponto de vista sobre as situações que nos apresentam.

 

E, se for o caso, com a permissão para alguns direitos que os filhos pretendam ter, incluir também alguns deveres, que deverão cumprir, para que tudo resulte nos dois sentidos, sem prejuízo para o seu futuro. 

 

Afinal, é disso que se trata, do seu futuro e da sua vida, do seu sucesso a todos os níveis - escolar, pessoal, familiar e emocional - através da interacção com todos aqueles que os rodeiam.

Dica de segurança

Imagem relacionada

 

Por quem anda a ver demasiados filmes sobre raptos de crianças e adolescentes, sem qualquer base científica mas que, ainda assim, não custa nada ter em conta!

 

"Quando estiverem a caminhar na rua, e virem carrinhas paradas junto à berma, suspeitas ou não, desviem-se para o lado contrário, evitando passar junto delas."

 

E vem isto a propósito de quê? 

No outro dia estava a ir para casa, depois do trabalho, a pé, já de noite. Ia pelo passeio, e mais à frente estava uma carrinha enorme estacionada.

E então, lembrei-me que, nos filmes, quando passamos entre a carrinha e a parede, pode a qualquer momento saltar de lá de dentro um criminoso, e colocar-nos com grande facilidade dentro da dita carrinha, sem que ninguém veja.

Não fosse o diabo tecê-las, atravessei a estrada para o outro lado!

 

 

Existe idade certa para começar a namorar?

 

Imagem relacionada

 

A primeira paixão na primária, o primeiro amor no ciclo, e até o primeiro beijo, aos 10/11 anos, quem não conhece alguém que o teve/ fez?

São coisas perfeitamente normais, que começam a acontecer no final da infância e início da adolescência embora, há uns anos atrás, com uma certa “inocência” que hoje já quase não existe.

Actualmente, cada vez mais os jovens tendem a apressar todas as fases da sua vida.

Querem antecipar tudo, ser adultos mais cedo, começar a ter certos direitos mais cedo e, claro está, começar a namorar mais cedo.

 

Mas, afinal, existe uma idade certa para se começar a namorar?

 

Em que é que nós, adultos, nos baseamos para estipular uma idade concreta, em que permitiremos aos nossos filhos namorar?

 

Na idade com que nós próprios o pudemos fazer?

Aos 18 anos, porque é quando atingem a maioridade?

Quando terminarem os estudos, para não atrapalhar?

 

Ou outro qualquer critério, que nos pareça razoável?

 

Dizem os entendidos que namorar implica maturidade, e que deverá ser esta a chave para o início de um namoro.

 

Por norma, as meninas tendem a alcançá-la mais cedo que os rapazes. Mas, será que uma adolescente de 13/14 anos já tem maturidade suficiente para saber o que é namorar, e o que isso implica?

E os rapazes? Quando saber se eles estão preparados para esse passo?

 

O que se vê, cada vez mais, entre os jovens, é namoros que acontecem virtualmente e que, tão depressa como começam, acabam, porque entretanto se fartaram da conversa e descobriram alguém mais interessante nas redes sociais.

Depois, há aqueles “namoros” a que não se pode bem chamar disso, que começam a surgir no ciclo, e que envolvem uns encontros às escondidas na parte menos movimentada da escola, nos intervalos ou na hora de almoço.

Ou ainda aqueles que começam aos 9/10 anos, em que serem "namorados" ou "conhecidos" vai quase dar ao mesmo!

Há quem ainda não tenha maturidade para namorar, mas queira aventurar-se no desconhecido, e experimentar iniciar-se na actividade sexual, porque os(as) amigos(a)s o fazem, e não querem ficar para trás.

 

Enquanto acontece com os outros, nem nos preocupamos muito com isso. Mas, e se de repente, forem os nossos filhos nessa situação?

Como devem reagir os pais ao ver que a sua filha de 14 anos está apaixonada e quer namorar tão cedo?  

Como devem reagir os pais, quando um filho de 16/17 anos chega a casa com a namorada?

 

Será mesmo verdade que o amor não escolhe idades, e que não devemos proibir estes "namoros", porque essa proibição pode ter o efeito contrário?

Será que devemos permitir, dentro de certas limitações, esse namoro que surge, na nossa opinião, precocemente, ou nem por isso?

 

Imagem relacionada

A falta de ocupação também cansa e aborrece

Imagem relacionada

 

Quando andamos ocupados durante meses a fio, estamos sempre há espera de uma folga, um fim-de-semana, ou até das próximas férias, para poder descansar e desanuviar.

Depois, quando estamos de férias durante muito tempo temos, por vezes, tendência a sentir falta das rotinas, e de ter algo com que nos ocuparmos.

As férias também podem ser cansativas, e precisarmos de férias das férias.

Mas, sobretudo no caso das crianças e adolescentes, podem tornar-se aborrecidas se não tiverem nada para fazer, enquanto os pais estão a trabalhar, os amigos estão a passar férias para outros lados, e outros estão a trabalhar para ganhar algum dinheiro extra.

É extremamente aborrecido estar em casa um dia inteiro, à espera de encontrar alguém disponível para conversar, e passar o tempo a inventar algo para fazer enquanto isso não acontece.

O aborrecimento pode ser tanto, que acabam por, involuntariamente, exigir demais dos outros, e descarregar neles o mau humor que sentem.

 

  • Blogs Portugal

  • BP