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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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"Quaranteens": nova série juvenil da RTP2 estreia a 22 de junho

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"Quaranteens" é a nova série de ficção nacional, que irá abordar a forma como a quarentena e o isolamento afetam a mente, o quotidiano e a vida social de uma adolescente e do seu grupo de amigos. 
 
Fechada em casa, Leonor vai acompanhar a evolução da doença da mãe, o isolamento do pai que vive em Itália desde que se separou, e o possível contágio dos avós que, além de estarem sozinhos, não são muito proficientes com as novas tecnologias.
 
Ao mesmo tempo, tenta lutar contra os seus amigos que estão a ficar progressivamente mais afetados com o isolamento, e a falta de preparação de alguns deles para lidar com a situação, tentando manter a sanidade mental de todos os que a rodeiam, muitas vezes em detrimento da sua própria.
 
Com estreia marcada para o dia 22 de junho, pelas 21.10 horas, na RTP2, a série conta com nomes como Beatriz Frazão, Lúcia Moniz e Teresa Tavares, entre outros, e será exibida, de segunda a sexta-feira, ficando também disponível na RTP Play.

Control Z, na Netflix

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Control Z, ao contrário do que o nome poderia sugerir, é uma série em que quase todos, se não todos, os seus protagonistas, se começam a descontrolar logo no início, e torna-se difícil colocar um travão nesse descontrolo gerado, não só pela própria personalidade, e pelo seu passado, como pela ameaça de ver os seus segredos revelados, ou desejo de vingança, por parte daqueles que já foram vítimas de um hacker, que os expôs.

 

Da série, o que se poderá concluir é que vivemos numa época em que a geração Z, os adolescentes e mesmo alguns adultos da actualidade, não são, de forma alguma, aquilo que desejaríamos, ou esperaríamos, para que se anteveja um futuro promissor.

São jovens desequilibrados, com muito preconceito, com muita repressão transformada em ataques gratuitos a quem representa aquilo com que, no fundo, também se identificam, mas que não é bem visto e, por isso abominam.

São jovens problemáticos, que vivem de aparências, no mundo de fachada e fingimento, de comportamentos irresponsáveis e inconsequentes.

Jovens a quem lhes falta coragem, maturidade, honestidade.

 

Acredito que existam muitos jovens assim. Mas também acredito que poderiam ter mostrado o outro lado da juventude, oposto a este, que também é real.

 

Sofia é uma jovem extrememente observadora, com grande dificuldade (ou pouco interesse) em fazer amigos na escola para onde foi estudar.

Uma escola onde há de tudo um pouco, incluindo um director que não tem qualquer habilidade ou competência para lidar com os jovens, nem resolver os problemas destes.

 

Javier é um jovem que chega à escola, onde não conhece ninguém, e logo se aproxima de Sofia. Percebe-se que houve algo que se passou e sobre o qual ele não se sente confortável mas, verdade seja dita, ali naquela escola, toda a gente tem segredos. Uns mais obscuros que outros, e que podem provocar mais estragos, se forem revelados. 

 

E é isso que um hacker se propõe fazer. 

Para tal, ele começa por comunicar com alguns dos jovens, numa espécie de jogo ou chantagem em que, para não verem o seu segredo revelado, têm que trair os seus colegas ou amigos.

Com as primeiras vítimas, e segredos colocados a nu, os ânimos exaltam-se, desfazem-se amizades, e o desejo de vingança aumenta.

Ninguém está a salvo, e há que descobrir o hacker, antes que ele chegue a mais alguém.

 

Sofia irá tentar desvendar o mistério mas será, também ela, uma das ameaçadas. Conseguirá ela travar o hacker? E qual será o real objectivo deste jogo doentio, com consequências que vão muito além da vida escolar e até familiar e que, em último caso, poderão mesmo conduzir à morte?

 

 

Conheça o elenco e os personagens de Control Z | Universo Estendido

 

Para mim, a personagem mais bem conseguida desta série, e também aquela que proporciona as cenas mais angustiantes e revoltantes, é Luis, uma vítima de bullying e homofobia que, ao se assumir como hacker, vai agravar ainda mais a sua situação no ambiente escolar, e fora dele.

Aqueles que sempre o perseguiam, só porque sim, têm agora um bom motivo para lhe dar uma lição. Só que, mais uma vez, as coisas descontrolam-se.

E se, em algumas situações, lhe valeu a ajuda de Sofia, e de Javier, para impedir o pior, essa ajuda pode agora não lhe valer.

 

Será preciso um choque, para estes jovens perceberem a gravidade da questão? Para pararem? Para mudarem?

Ou continuará a cobardia a fazer parte dos seus comportamentos?

Uma coisa é certa: nesta série, todos parecem cometer crimes, mas saírem impunes, como se nada se tivesse passado.

E, assim sendo, até onde está cada um deles disposto a ir, para esconder o seu segredo e, o hacker, para não deixar nenhum por revelar?

Fala-me de Um Dia Perfeito

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Existem dias perfeitos?

Ou dias imperfeitos, vividos por pessoas imperfeitas, que resultam em momentos perfeitos para cada um de nós, ainda que possam ser imperfeitos aos olhos dos outros?

 

 

 

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Numa destas semanas, recebi um email da Wook a anunciar o livro "Fala-me de Um Dia Perfeito". Li a sinopse, gostei, e adicionei à minha (cada vez maior) lista de livros a comprar.

Uns dias depois, recebo um email da Netflix a informar sobre a estreia do filme "Fala-me de Um Dia Perfeito". Vi que era sobre adolescentes mas, pelo resumo, não dava para ver muito mais. No final do dia até sugeri o filme à minha filha.

E foi nessa altura, ao pesquisar mais sobre o filme, que percebi que era a história do livro que eu tinha na minha lista. Embora com ligeiras diferenças.

 

 

 

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Como o filme não me custava nada, acabei por vê-lo antes de ler o livro.

Tinha lido que, no fim de semana anterior, este tinha sido o filme mais visto na Netflix. Queria perceber se, realmente, valia a pena.

E, sinceramente, não correspondeu às expectativas. Foi um filme, para mim, muito imperfeito, apesar das intenções perfeitas que lhe terão dado origem.

 

Se a intenção era alertar para a dificuldade em lidar com a perda de alguém que amamos e perceber como é difícil utrapassar essa perda, tudo isso foi muito mal explorado, e pareceu demasiado simples.

Se a ideia era consciencializar para a dificuldade em lidar com traumas do passado, e ultrapassá-los, também esse aspecto foi pouco desenvolvido e aprofundado.

Se pretendiam mostrar um pouco da beleza do estado de Indiana, também não foi um objectivo muito bem conseguido.

Se este era para ser um filme romântico, não se viu por ali muito romance, nem uma grande história de amor.

Se era suposto tocar-nos, emocionar-nos, a mim, não conseguiu.

Em certas partes, estava a dar mais sono, que outra coisa.

Parece que estavam com alguma pressa, juntaram ali tudo o melhor que conseguiram para fazer o mínimo sentido e pronto.

Como um puzzle, em que algumas peças não são bem dali mas, com jeitinho, até cabem e, à distância, ninguém percebe que não estão no sítio certo.

 

 

 

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O meu destaque vai para a interpretação de Justice Smith, que conhecemos de outro filme do género (bem melhor que este) - A Cada Dia - na pele de Theodore Finch.

Um jovem de 17 anos, com um passado ainda por resolver, que ele não consegue esquecer nem lidar com, e que o faz parecer, aos que o rodeiam e não o conhecem verdadeiramente, o "anormal".

Será ele o responsável para voltar a fazer Violet sorrir, e ultrapassar os seus problemas, após a morte da sua irmã.

E é ele que me leva a uma questão: "Podemos ajudar os outros, ainda que não nos consigamos ajudar a nós próprios? Servirão os conselhos que damos aos outros, apenas para eles, e não para nós? E porque, apesar de fazermos tudo para ajudar os outros, não nos permitimos, de forma alguma, ser ajudados?"

 

 

Existe idade certa para usar lentes de contacto?

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A minha filha usa óculos desde os 3 anos.

Tal como muitos de nós, na família.

Felizmente, e porque, hoje em dia, muitos estudantes sofrem do mesmo mal, nunca teve problemas pelo facto de usar óculos, na escola.

Aliás, a determinada altura, ela dizia que gostava mais de se ver com óculos, do que sem eles.

 

 

Mas as crianças crescem, dão lugar a adolescentes, e as adolescentes começam a preocupar-se com a imagem.

Em ficar ainda mais bonitas. E isso não inclui óculos!

 

 

É neste momento que começamos a colocar a hipótese das lentes de contacto. Até porque o pai usa, e eu também.

Mas, existe uma idade certa para usar lentes de contacto?

 

 

Na verdade, existem muitos factores que podem influenciar o uso destas, e que nada têm a ver com a idade, nomeadamente, o problema de visão de cada pessoa, a adaptação às mesmas, os cuidados a ter com as lentes.

 

 

O mau uso das lentes de contacto, ou a deficiente limpeza das mesmas, pode provocar outros problemas, que não se colocam com os óculos.

Nem todas as pessoas conseguem adaptar-se ao uso de lentes de contacto, seja pela dificuldade em colocá-las e/ou retirá-las, seja pela sensação de terem um corpo estranho nos olhos.

 

 

Assim, o ideal, e que vamos fazer, é marcar consulta com o oftalmologista, que nos dirá se a minha filha pode usar lentes de contacto, e fazer um período de experiência com blisters de ensaio, até perceber se é, de facto, isso que quer, se se sente bem com elas, se tem facilidade em colocá-las/ retirá-las/ manuseá-las, e como é que os seus olhos se adaptam ao uso de lentes.

E só depois, se tudo correr bem, comprar as definitivas, diárias ou mensais, consoante o que for melhor.

 

The Society

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Imaginem que, de um momento para o outro, os nossos filhos se viam sozinhos, no sítio onde vivem, mas sem qualquer adulto presente, e sem qualquer forma de sair desse local.

Imaginem que não conseguiam contactar com ninguém, e não faziam a mínima ideia do que tinha acontecido, nem onde estariam os pais, a família, as autoridades, ninguém.

Apenas adolescentes, sozinhos, sem saber o que fazer...

O que acham que resultaria daí?

 

 

Provavelmente, ficariam assustados.

Depois, aproveitavam a liberdade temporária para fazer o que mais queriam, sem reclamações ou proibições.

Em seguida, começariam a sentir falta de quem fazia tudo por eles, saudades dos pais.

E, com os mantimentos em casa a acabar, haveria uma correria aos supermercados e um açabarcamento de tudo aquilo que pudessem, para sobreviver.

Começaria a haver insegurança, instabilidade, o "salve-se quem puder", e o "cada um por si".

Até que alguém tome as rédeas da situação, e comece a impor ordem, regras, alguma forma de as coisas funcionarem como for possível, sem haver muitos mortos e feridos, sem a coexistência em tais circunstãncias descambar num verdadeiro caos...

 

 

Mas, quem teria autoridade para tal?

Quem teria o direito de se assumir como líder perante os restantes?

Quem assumiria a responsabilidade de guiar, gerir, ditar a vida de todos, de tomar decisões e pedir a colaboração dos restantes?

Existe sempre quem queira o poder para si, mas não saiba o que fazer com ele, e se deixe manipular. Existe sempre quem queira o poder para si, para o usar em nome dos seus próprios interesses e, muitas vezes, para o mal.

Há quem não o queira, mas o mesmo lhe venha parar às mãos. E há quem o herde, e tenha que geri-lo para o bem de todos, apesar das constantes críticas, oposição, revolta.

 

 

A ideia seria criar uma espécie de democracia. Mas, quanto tempo leva a democracia a tornar-se uma ditadura? Principalmente, quando se vive um clima de insatisfação, de descontentamento, de aparente resignação e concordância, mas com o desejo de que tudo seja diferente, agarrando-se a promessas de melhor vida e melhores soluções?

 

 

Conseguiriam os nossos filhos aguentar-se? Viver desta forma? Passar a fazer tudo aquilo que, antes, tinham quem fizesse por eles, quem decidisse por eles, quem os guiasse e orientasse? Estariam dispostos a cumprir regras, a seguir ordens, a partilhar, a contribuir, a pensar no colectivo, e não no individual?

Quanto tempo levaria a desafiarem-se, a atropelarem-se, a agredirem-se, a matarem-se uns aos outros?

 

 

É isto que acontece em The Society, com os adolescentes de West Ham, que ali vivem, a terem que, sozinhos, criar uma sociedade que lhes permita sobreviver, até que consigam perceber o que se passou, onde estão, o que aconteceu a todos os adultos, e se é possível voltar tudo ao normal, antes de morrerem.

É preciso garantir a segurança de todos, racionar os recursos, distribuir funções, manter-se ocupados e distraídos da tristeza e receio que sentem ao se verem totalmente abandonados e entregues à sua sorte.

 

 

Vai ser a oportunidade para alguns, de se tornarem melhores pessoas, de se descobrirem e perceberem quem são e o que querem da vida, de crescerem... Mas também vai mostrar como as pessoas podem perder o seu carácter, mediante as circunstâncias, e agir de uma forma que nunca esperaríamos.

No fundo, não muito diferente da sociedade em que vivemos.

E quando quem não deve, assume o poder, pode-se esperar tudo...