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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nem sempre a perspectiva reflecte a realidade

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A perspectiva que temos sobre algo, é apenas isso - uma perspectiva. A forma como interpretamos determinada situação, acção ou sentimento.

Não significa, obrigatoriamente, que seja essa a realidade.

Pode ser.

No entanto pode, também, ser muito diferente.

 

Temos uma tendência a interpretar as coisas baseando-nos, por vezes, na nossa própria forma de pensar, de agir, de encarar as coisas, de mostrar o que sentimos.

Pior - queremos, muitas vezes, que as pessoas ajam de acordo com o nosso próprio código, como se não houvesse outra forma, igualmente válida, de se estar na vida.  

Mas existe.

 

E, da mesma forma que gostamos, ou desejamos, que a nossa forma de ser e estar seja aceite ou compreendida, sem interpretações erradas do nosso comportamento, pelos outros, devemos tentar compreender e aceitar a dos outros. 

Alargar os nossos horizontes.

Olhar por outras perspectivas.

Decisões

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"O facto de uma decisão ser a mais acertada, ou necessária, não a torna menos dolorosa."

 

Li esta frase há uns tempos, e é a mais pura verdade.

Há decisões que estão, unicamente, nas nossas mãos.

Que só nós podemos tomar.

Antes que as tomem por nós. 

 

Se não estamos bem numa determinada situação, cabe-nos agir.

Ou não. Podemos sempre deixar andar. Deixar arrastar. 

Ignorar, ou fingir que está tudo bem.

Mas isso não é vida.

Não é justo.

 

E sim, as decisões que tomamos colocam-nos um peso, e uma responsabilidade, em cima.

Para todos os efeitos, fomos nós que escolhemos esse caminho, de livre vontade.

Demos o corpo às balas. Arriscámos tudo.

 

Podemos perder tudo.

Mas também podemos ganhar.

O que nunca devemos deixar morrer, é o amor próprio.

 

É trocar uma mágoa, por outra.

Uma tristeza, por outra.

Um sofrimento, por outro.

 

Mas, quem sabe, não era isso que fazia falta?

Quem sabe não era, esse, o passo necessário, no presente, para um futuro bem melhor?

 

Ainda assim, por muito que saibamos que fizemos o que tínhamos a fazer, e que aquela decisão tomada foi a decisão certa, não a torna menos difícil.

Não dói menos por isso. Pelo contrário.

 

Quando decidimos e/ou agimos pelos motivos e com os objectivos errados

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Tomar decisões ou agir pelos motivos, e/ou com objectivos errados nem sempre leva ao resultado que esperamos.

Fazêmo-lo, achando que é uma porta aberta para a felicidade, para a realização pessoal ou profissional, para preencher o vazio que se instalou em nós mas, por vezes, essa felicidade é passageira. E depressa lhe sucede uma tristeza, uma sensação de vazio ainda maior, mal passamos a porta.

Muitas vezes, gera mesmo frustração.

 

Há quem faça as coisas em busca de reconhecimento. E se ele não vem? Ou não vem na medida em que se imaginou?

Há quem faça as coisas à espera de um retorno, que pode tardar, ou nunca chegar.

Há quem aja para afogar as mágoas, para fintar a tristeza. Mas, e se as nossas acções tiverem um efeito inverso, e ainda pior?

Há quem tome decisões no calor do momento, por impulso, baseadas na raiva, na dor. Mas, serão as mais correctas? Não nos iremos arrepender depois, quando a "poeira" assentar? 

 

Fazemos as coisas porque realmente queremos? Ou para agradar alguém?

Porque nos satisfaz, ou porque queremos daí tirar vantagens?

Porque é algo que nos dá prazer, ou porque é aquilo que se espera de nós?

 

Quantas vezes não nos enganamos com a ilusão de que são honestos os motivos e objectivos pelos quais agimos mas, ainda que inconscientemente, não são os certos, e podem não resultar da forma como imaginámos.

E, ainda que resultem, deveriam ter outra base, que não aquela em que nos apoiámos.

Quando o poder está nas nossas mãos

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De nada adianta termos um determinado poder nas nossas mãos, se nada de útil e benéfico fizermos com ele.

Há quem o tenha, e não o saiba usar.

Ou tenha medo de o usar.

E quem não o queira usar para outros fins que não sejam os seus próprios interesses.

 

Depois, há os que gostariam de mudar, de melhorar, de marcar pela diferença. Mas não têm poder para tal.

No entanto, se, e quando, esse poder lhes vai parar às mãos, cabe-lhes dar uso ao mesmo, e agir.

Um poder estagnado, ou mal usado, é um poder desperdiçado, que nunca trará a tão desejada mudança.

 

Pessoas mentais versus pessoas emocionais

A importância da inteligência emocional para uma vida mais saudável

 

Nem uma pessoa mental é um cérebro vazio de sentimentos, bem uma pessoal emocional é um coração sem pensamento.

 

Nem sempre as pessoas mentais são inevitavelmente sérias, tal como nem sempre as pessoas emocionais levam a vida constantemente na brincadeira.

 

Só porque uma pessoa não age por impulso, não se atira de cabeça, nem é movida a pressa, preferindo tomar decisões depois de refletir sobre as mesmas, não significa que não sinta. Que tenha uma pedra ou um bloco de gelo no lugar do coração.

 

Da mesma forma, nem sempre as pessoas que dão muitas vezes ouvidos ao coração, e agem de acordo com o que estão a sentir no momento, estão a mostrar que têm um cérebro oco e não pensam no que fazem.

 

Simplesmente, há quem tenda a seguir mais o que lhe diz a mente, e quem siga mais o coração. E não há problema nenhum com isso. 

Há é ocasiões em que um é mais necessário que o outro e, por vezes, ser-se uma pessoa ou outra, nas situações erradas, que pediam exatamente o oposto, corre menos bem.

 

As afinidades não são, necessariamente, mais regulares entre pessoas semelhantes, tal como os atritos, não se baseiam no facto de a pessoa ser mais mental ou emocional do que outra, porque até mesmo dentro do mesmo género podem ocorrer.

 

Eu diria que sou mais mental do que emocional. Embora possa pender exageradamente para qualquer dos lados, consoante as circunstâncias.

E por ai?