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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando o Ministério da Educação se põe a brincar connosco

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Costuma-se dizer, para as pessoas impulsivas, que primeiro têm que pensar, e só depois agir.

Há quem costume fazer precisamente o oposto, e depois as coisas não correm como seria de esperar.

 

Nos últimos tempos, parece que é o que o Ministério da Educação tem estado a fazer: a agir primeiro, e a pensar depois. E, entre um momento e outro, enquanto diz, e desdiz, enquanto avança, e recua, enquanto põe toda a gente a fazer o que, afinal, não era preciso ser feito e quando, finalmente, percebe isso, já levou, entretanto, os encarregados de educação à loucura, com stress e perda de tempo desnecessários.

 

Primeiro foi a história da devolução dos manuais escolares.

Os alunos tinham, porque tinham, de devolver os manuais escolares, consoante um calendário pré estabelecido, para cada escola, turma e ano.

Mesmo quando estava à vista de todos nós, alunos, pais, professores e encarregados de educação, que os mesmos ainda viriam a ser precisos, porque era preciso consolidar, ou dar o que ficou por dar, deste ano lectivo que acabou.

Ainda assim, a devolução começou a ser feita, e só depois é que voltaram atrás e decidiram que, afinal, a devolução ficaria suspensa, até nova ordem.

Não poderiam ter evitado descolações desnecessárias para todos? E quem já devolveu, como é que faz?

Mas, pelo meio, já eu tinha recebido um email a informar que, como todas as disciplinas poderiam ser objecto de exame, no 11.º ou 12.º, não seria  preciso devolver nenhum manual este ano. Apenas após a realização dos exames, ou seja, alguns no final do próximo ano, e outros no final do seguinte.

 

Depois, as matrículas ou renovação de matrículas no Portal das Matrículas.

Qualquer um de nós sabia que, a partir do momento em que são várias as pessoas a aceder ao mesmo site, o mesmo iria apresentar problemas, dificuldades e, em último caso, inviabilizar o procedimento.

Mas o Ministério da Educação foi inflexível. 

E, por entre erros, desespero, stress por o prazo estar no limite, e com acessos a horas impensáveis, para se ser bem sucedido, lá conseguiram alguns encarregados de educação concluir o processo.

Agora, vêm dizer que, afinal, para a maior parte dos anos, não é preciso os pais fazerem nada, porque a renovação passa a ser automática.

Mas estão a brincar connosco?

Então se agora pode ser, porque é que não o fizeram logo?

Tinham evitado o sobrecarregamento do sistema, e se calhar já muitas mais pessoas teriam feito tudo com calma, e sem desesperar com os constantes bloqueios.

 

Como é óbvio, isto não ficará por aqui.

Já foi anunciado pelo ministro da educação que, no próximo ano, as aulas são para ser, preferencialmente, presenciais, e que não haverá necessidade de dividir as turmas ainda que, entre cada aluno, tenha que haver uma distância de 1,5 metros. Só pode ser piada, claro! Nunca seria possível caberem 28 alunos, com esse distanciamento, numa sala de aula normal.

 

E, como se não bastasse ter que estar de máscara, numa sala de aula, durante horas, incluindo intervalos e, com isso, reduzir a concentração dos alunos, o ministro também acha que o único momento de descanso que têm, tanto no Natal, como na Páscoa, deve ser encurtado.

Portanto, mais tempo de aulas, em piores condições, sem poder usufruir dos momentos de pausa para descontrair, e com menos férias.

A não ser que, entretanto, se apercebam que afinal, não pode ser assim, e mandem toda a gente para casa outra vez.

 

Imagem: noticiasaominuto

 

 

 

 

 

 

Quase a meio de 2020, é hora de voltar a emergir

Emergir - Espiritualidade - SAPO Lifestyle

 

Quando entrámos neste ano de 2020, que eu acreditei que seria um bom ano, a única resolução que pensei colocar em prática foi "pensar mais em mim".

E, claro, como todas as boas resoluções que fazemos, convictos de que as vamos levar a cabo, ao fim de algum tempo fui-me esquecendo dela.

 

Apesar de ser um ano que tinha tudo para correr bem, começou a andar a velocidade média, ficando aquém das expectativas para ele criadas.

Depois?

Depois veio a Covid-19, que mudou a vida, e os planos, de todos.

Uma realidade nunca antes vivida e, com ela, novas preocupações, novos hábitos e rotinas, novas prioridades.

E lá foram as resoluções, e expectativas, ao fundo.

 

É isso que sinto.

Que tenho estado a mergulhar estes meses todos, mas está na hora de voltar a emergir.

Estamos quase a meio do ano, e ainda vou a tempo de salvar o que resta dele. 

Então, repescando a resolução de "pensar mais em mim", espero, daqui em diante, aproveitar melhor os dias, com bom humor, paz, tranquilidade, energia e pensamento positivos, sempre que isso dependa somente de mim.

 

Não podemos controlar tudo o que nos acontece.

Mas podemos excluir o que não precisamos, sempre que nos faça mais mal que bem. E abdicar do que, ainda que necessário, nos prejudique.

Podemos bloquear aquilo que não queremos que entre na nossa vida.

Podemos agir de acordo com o que desejamos para nós.

Podemos escolher como reagir às situações.

 

Desvalorizar o que não tem importância.

Reduzir o stress.

Dar a volta aos problemas.

Criar defesas contra a toxicidade que nos rodeia.

 

Escolher a velocidade a que queremos avançar, o caminho que queremos percorrer, e quem querermos que esteja ao nosso lado a fazê-lo connosco.

 

E cuidar de nós.

Valorizarmo-nos.

Mimarmo-nos.

Ser felizes, sempre que isso esteja nas nossas mãos.

Quando os filhos saem de casa dos pais

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Embora, na actualidade, estejamos a assistir ao quadro inverso, em que os filhos, por questões financeiras ou outras, ficam até cada vez mais tarde em casa dos pais ou, não estando lá, acabam por regressar para junto dos progenitores, o normal é que, a determinado momento, os filhos queiram dar uso às suas asas, e voem para as suas próprias casas, seja pelo casamento, ou porque querem viver sozinhos, ou dividir casa com os amigos.

 

 

Quando isso acontece, como fica a vida dos pais enquanto casal?

Como é que os pais encaram essa saída, e de que forma a mesma se reflecte na sua vida enquanto casal, agora que, de certa forma, deixaram de ter a responsabilidade de criar, educar e sustentar os filhos, de estar sempre ali para eles de forma mais presente, de se dedicar de forma tão intensa a eles?

 

 

Existem casais que aproveitam para renovar a sua vida a dois, para retomar velhas rotinas há muito esquecidas, para reacender a chama que já há muito ardia muito ténue, para viver da melhor forma esta espécie de nova liberdade, com muito mais tempo e disponibilidade.

Dá-se quase que uma redescoberta do amor, e da vida em conjunto.

 

 

Por outro lado, existem casais que, simplesmente, já não sabem viver a dois. 

Que estão, de tal forma, habituados a ter os filhos consigo, a a todo o trabalho, tempo e envolvência que lhe dedicam que, na falta deles, não sabem o que fazer, como agir, como estar apenas na presença do companheiro que, agora, lhes parece uma pessoa estranha.

E, por isso, acabam por se afastar do companheiro, refugiar-se em tudo os que os mantenha ocupados, sejam tarefas domésticas ou actividades com amigos, desporto, hobbies, ou apenas ver televisão, ler um livro.

Qualquer coisa serve de desculpa, para não ter que ficar na situação incómoda de estar com o outro a sós, de retomar um romance quando já nem sabem o que isso é, ou como o fazer.

 

 

E há os que não suportam mesmo o "fosso" que se gerou com a saída de casa dos filhos, e acabam por se separar. 

Por incrível que pareça, muitas vezes, os filhos são a "cola" que mantém os pais unidos.

E, ao saírem de casa, quebra-se o que unia os membros do casal, ditando o fim das relações.

Poucos são aqueles que fazem algo sem receber nada em troca

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Vivemos numa época em que a preguiça afecta grande parte da humanidade.

Ainda assim, estaríamos bem se esse fosse o único problema.

Mas não. Não é só de preguiça que sofre o Homem.

É também de ambição desmedida.

E de, egoísmo, de egocentrismo, de simplesmente, não fazer nada que não lhe dê algo em troca. Que não traga recompensas, prémios, que não seja proveitoso para si.

 

Vivemos numa época em que a humanidade, ao invés de agir por vontade, desejo e prazer, ao invés de tomar a iniciativa sem saber o que dali pode vir, apenas se move quando lhes é, como diz o ditado popular, "acenada a cenourinha".

Se souberem que, no final, terão direito a ela, ainda os coelhos saem da toca e correm atrás. Mesmo que nunca a cheguem, efectivamente, a comer, vão iludidos. Mas, se não houver cenoura, nem se mexem. Não justifica o esforço, nem a perda de tempo.

 

É triste, mas é real... 

 

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Sierra Burgess is a Loser

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O que retiro deste filme:

 

Por vezes, criticamos as pessoas por agirem de uma determinada forma, ou terem atitudes incorrectas. Mas temos que ter cuidado porque, sem nos apercebermos, podemo-nos vir a tornar iguais, ou ainda piores, que essas pessoas que criticámos.

 

Não existem vidas perfeitas, nem pessoas perfeitas. E é quando nos apercebemos de que, aquilo que imaginávmos sobre outra pessoa, está muito longe da realidade, que entendemos que, apesar de tudo, temos aquilo que precisamos.

 

É fácil incentivar os outros com mantras e pensamentos sobre como vencer a baixa autoestima e lidar com a rejeição e o bullying, quando nunca tivemos que passar por isso e sempre fomos aceites pelos padrões da sociedade. Quando já estivemos nessa situação, sabemos que, na prática, nem sempre é suficiente e resulta.

 

A aparência sempre foi, e ainda é, um factor importante no que toca a relações amorosas. A ideia é encontrar sempre as rosas mais bonitas. Mas existem muitas mais flores no mundo, e cada uma é bela à sua maneira. O que é preferível: uma rosa que apenas prima pela sua beleza, igual a tantas outras, e muitos espinhos prontos a serem cravados a qualquer instante, ou um girassol, com muito mais características que podem cativar?

 

Nem sempre as pessoas fúteis, são burras, e vice-versa. Por vezes, por baixo da futilidade, da malvadez, há alguém que só precisa de um verdadeiro amigo, de ajuda, de ver a vida de uma outra perspectiva.

 

 

Valeu a pena vê-lo!