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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Carta aberta de uma mãe a todos os professores

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"Exmos.(as) Srs.(as) Professores(as),

 

Não entendam esta minha missiva como desrespeito pelo vosso trabalho enquanto professores nem, tão pouco, desconsideração pela disciplina que leccionam, ou pela importância da mesma no percurso escolar da minha filha, vossa aluna, e no seu futuro.

No entanto, permitam-me manifestar, desta forma, a minha opinião que, certamente, enquanto pais que são ou virão a ser, compreenderão.

 

Que futuro terá uma criança/ adolescente que passa os dias no estabelecimento de ensino e, quando chega a casa, vê o seu tempo de lazer ocupado com trabalhos de casa, interrompidos apenas pelo lanche, pelo banho e pelo jantar?

Que vê os seus fins-de-semana preenchidos com trabalhos de casa de várias disciplinas, a que muitas vezes se juntam trabalhos de grupo e o estudo extra para os testes da semana seguinte, apenas interrompidos pelas refeições, pelo banho, e pelas breves pausas que, por entre o estudo, aproveitam para pegar no telemóvel e aceder às redes sociais, ou ouvir um pouco de música?

 

Sei que, certamente, haverão pais que sofrem desse mesmo problema, e vêem a sua vida reduzida a trabalho e tarefas domésticas. A que, muitas vezes, ainda se junta a ajuda aos filhos nos estudos.

Sei que vocês, como professores e pais, também terão o vosso tempo ocupado e limitado, sem muito tempo para a vossa vida familiar, com muita pena vossa e, provavelmente, com queixas por parte dos vossos filhos.

 

Mas sabem uma coisa? 

Sinto falta de passar tempo de qualidade com a minha filha!

Não, simplesmente, estarmos as duas na mesma casa, cada uma ocupada com as suas tarefas, ou as duas às voltas com livros, cadernos e matéria. Mas de estarmos as duas, sem preocupações, sem pressas, sem o relógio a contar o tempo que temos para conviver, no meio de tudo o resto.

 

Tenho saudades dos tempos em que a escola ficava na escola, e a casa era para a família. 

Para uma ida ao cinema, ao teatro ou ao circo, para um passeio num sábado ou domingo, ou até para uma festa de aniversário, tenho que andar a ver no calendário, o melhor dia, em que ela não tenha nada para fazer ou estudar. Passam-se meses, sem que o consigamos fazer. Valem-nos as férias escolares, apenas, e o escasso período de pausa entre fornadas de testes.

 

E, então, pergunto-me:

Não será, por vezes, mais produtivo e educativo, um programa familiar onde possam aprender algo, conviver com a natureza, aprender valores que não vêm nos livros, do que dias a fio encerrados em casa, agarrados a matéria que nem percebe para que lhes servirá?

Não será preferível trocar os nervos, as dificuldades da matéria, o stress dos testes, a correria, as maratonas de estudo, por momentos divertidos e alegres com aqueles que mais os amam?

Não deveria valer uma boa acção, ou um bonito gesto, mais do que uma nota num teste ou na pauta final?

Não deveria um sorriso no rosto, a paz, a tranquilidade, valer mais que o receio de um mau resultado e que as lágrimas por algo que não conseguem perceber, ou não correu bem?

 

Ensinar não tem que ser uma coisa má, deveria ser algo que encarariam com recetividade e curiosidade.

Mas era preciso que o ensino não fosse algo que quisessem enfiar à força na cabeça dos alunos, como quem tem um prazo para enfiar uma infinidade de coisas em algum sítio, dê por onde der, não permitindo que os estudantes apreendam, no seu tempo, aquilo que estão a receber.

O ensino deveria ser o complemento da vida familiar, e não o seu substituto, a tempo integral.

 

E, acreditem, por vezes, tenho vontade de a deixar livre, para aproveitar as coisas boas que a vida tem para lhe oferecer, sem ter que pensar em mais nada. Tenho vontade de obrigá-la a trocar os livros por uma sessão de riso, com as nossas patetices, por umas horas de brincadeira, por uns momentos de solidariedade para com quem mais precisa, por tempo para se divertir com as amigas, por tempo para, simplesmente, não fazer nada!

 

Sinto falta da minha filha, apesar de estar com ela todos os dias!

Como tenho a certeza que vocês, professores, enquanto pais, também sentirão, relativamente aos vossos filhos, ou familiares com quem deixam de passar tempo por conta do vosso trabalho.

 

Grata pelo tempo dispendido na leitura desta missiva que, tenho a certeza, reflete o pensamento e sentimento de muitos pais deste país."

 

 

Não sei até que ponto enviar uma carta destas aos professores da minha filha seria considerado caso grave de internamento! Mas o que aqui está escrito é a mais pura verdade.

E por aí, há alguém que se reveja?

O contraste entre a vida e a morte

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Quarta-feira foi dia de passeio para algumas turmas da escola de Mafra, incluindo a da minha filha.

Foram até ao Zoomarine, e regressaram à noite.

Cerca das 22.30 horas, o estacionamento da escola estava cheio, com os pais a irem buscar os filhos acabados de chegar no autocarro. Como seria de esperar, vinham cansados da viagem e do dia preenchido que tiveram, mas muito animados também.

 

Ao lado, na casa mortuária, o ambiente seria o oposto. Velava-se um corpo...

Viemos mais tarde a saber que era o de um bebé, de apenas 4 meses, que faleceu de uma doença rara. 

Nos últimos tempos, foram várias as fotografias que vimos dos pais com o seu menino, no facebook. De repente, vemos uma foto que nos indica que é uma estrelinha, que partiu...

 

 

Música no Coração no The Voice?!

 

Não foi, mas poderia ter sido!

Pelo menos foi o que acharam todos os que ontem assistiram ao programa, e se depararam com esta família a fazer lembrar os Von Trapp!

Uma mãe, um pai, e seis filhos, todos com música no coração, e na alma. Mesmo que a Filomena não chegue longe neste programa, ninguém lhe poderá tirar o gosto que sente ao cantar, juntamente com os irmãos.

 

 

O Daniel Galvão foi um dos concorrentes que mais gostei de ouvir nesta 2ª Prova Cega, e espero que continue a dar cartas ao longo das várias etapas, porque tem um enorme potencial e talento. 

 

 

A Andrea foi mais uma boa surpresa!

A miúda tem talento, tem garra, tem personalidade, e sabe o que quer. Como dizem, a fasquia está cada vez mais alta e há que escolher vozes que se destacam e diferenciam. A Andrea é uma delas!

 

 

A Diana é, talvez, a mulher mais multifacetada do The Voice! 

Confesso que gosto do poder vocal dela, da presença, e reconheço-lhe imenso talento, mas não gostei de a ouvir cantar aquela música. Ainda assim, é uma boa candidata.

 

 

O Bertílio foi uma surpresa, não só para os jurados, mas também para quem assistia em casa, uma vez que a cortina não deixava ver a quem pertencia aquela magnífica voz. Este ano a qualidade é maior, e prevê-se uma luta renhida!

 

 

Não percebi as escolhas da Vera Lima e do Marcos. Gostei mais de ouvir a Vera na edição passada, com Deolinda. Do Marcos, tendo estado já no Got Talent na Dinamarca (onde chegou às semifinais), esperava bem melhor. Pode ter ali qualquer coisa, mas não me convenceu nesta actuação.

 

Pontos negativos 

 

A incoerência dos jurados:

A Janiina foi a primeira a pisar o palco. E adorei ouvi-la!

Claro que gostos não se discutem, mas não percebi os comentários dos jurados. É que nem eles próprios são coerentes. Se uma concorrente vai para ali gritar, dizem que não era preciso mostrar tanto. Se a concorrente evita essas explosões desnecessárias, dizem que faltou alguma coisa. E depois há quem faça mil e um malabarismos com a voz e siga em frente, à semelhança de outros, que nem percebemos porque lhes foi dada uma hipótese.  

 

A incapacidade de ouvir uma crítica por parte dos concorrentes (com ou sem fundamento):

A Vera Moura foi um exemplo disso mesmo. Independentemente do passado que teve, do bullying que sofreu e da luta que travou para ultrapassar tudo isso na sua vida, aqui avalia-se a voz e presença em palco. Ela não convenceu com a sua prestação. Deveria saber ouvir as críticas, ainda que não concorde com elas, e não responder tão impulsivamente.

 

 

Ponto positivo:

A alegria e positivismo da Cristina

 

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Dos poucos concorrentes com histórias de vida menos felizes que lá foi, e que nunca perdeu aquela alegria e sorriso nos lábios, que não se fez de vítima nem foi para ali derramar lágrimas! E recordou-me um outro senhor que participou na edição passada - o Ricardo. E os seus companheiros caninos são lindos!

 

 

Imagens The Voice Portugal.

 

 

E chegou ao fim mais um ano escolar!

 

Alívio!

É isso que sinto hoje, no último dia de aulas! Finalmente férias (mesmo não sendo eu a estar de férias), finalmente mais tempo livre!

 

E depois, nostalgia!

Mais um ciclo cumprido. Ainda no outro dia estava a deixar a primária...

Uma nova etapa espera a minha filha já em Setembro.

 

Quanto à minha filha, acredito que esteja a sentir:

Alegria, por não ter que estudar mais nem fazer trabalhos, pelas férias que a esperam e pelo merecido descanso; 

Saudades de alguns professores que provavelmente, não voltará a ter, e que foram impecáveis;

Saudades dos colegas de quem, certamente, se irá separar no próximo ano;

Saudades do convívio com os amigos, dos lanches no bar, das actividades e passeios com os colegas.

 

Agora resta aproveitar estes 3 meses da melhor forma, que o tempo passa num instante, e daqui a pouco, sem dar por isso, já está outra vez de regresso! 

Sai do Chão - O Carnaval de Ivete Sangalo

 

Quem é que não conhece Ivete Sangalo?!

Penso que, um pouco por todo o mundo, é bem conhecida a energia electrizante que caracteriza esta artista, que gosta de pôr toda a gente a dançar, ao ritmo das suas músicas e alegria contagiantes.

Como a própria Ivete costuma dizer "quero ver todo o mundo sair do chão"!

"Sai do Chão" - O Carnaval de Ivete Sangalo, é também o nome da colectânea que reune alguns dos seus maiores êxitos, que  fizeram parte dos carnavais brasileiros, e com actuações ao vivo em palcos emblemáticos como o Maracanã, Madison Square Garden ou Arena Fonte Nova. 

 

Nas versões CD e DVD, é possível recordar temas como Beleza Rara, Eva ou Abalou, entre muitos outros.

No DVD, podemos constatar que, de facto, Ivete Sangalo move multidões, e enche estádios, cantando com garra e entrega, e com tamanha energia que parece não ter fim, e que não sabemos onde a vai buscar, sempre em constante interação com o público presente.

Embora tenha sido pensado para animar o Carnaval de 2016, e apesar de o Carnaval já ter passado, todos os momentos são bons para ouvir esta colectânea, e tirar o pé do chão. 

As músicas que mais gostei de ouvir foram "Aceleraê (Noite Do Bem)", "Eva / Alô Paixão / Beleza Rara", "Balakbak", "Festa" e "Qui Belê".

Relativamente a Ivete Sangalo, gosto mais de a ver actuar descalça, vestida com roupas mais simples, como no segundo e no último tema, que lhe conferem mais espontaneidade e naturalidade.

 

Faixas do DVD:

1. Aceleraê (Noite Do Bem)
2. Eva / Alô Paixão / Beleza Rara
3. Flor Do Reggae
4. Tempo De Alegria
5. Balakbak
6. Festa
7. Sorte Grande
8. Cadê Dalila
9. Real Fantasia
10. Berimbau Metalizado
11. Dançando
12. Céu Da Boca
13. Pra Falar De Você
14. Na Base Do Beijo / Manda Ver / Pra Abalar
15. Abalou
16. Pra Frente
17. Qui Belê
18. Muito Obrigado Axé

 

Ficha detalhada: O Carnaval de Ivete Sangalo (DVD)

IntérpreteIvete Sangalo
EditorUniversal Music
Tipo16:9
Número de Discos1
Duração72 Minutos
ÁudioDolby Digital 2.0
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