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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Existe vida para além da morte?

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Testemunhas de Jeová - parte 4

 

Testemunha de Jeová: 
- Acredita na vida depois da morte?

Eu:
- Não descarto essa possibilidade, mas só quando morrer poderei comprovar se é verdade!

 

Testemunha de Jeová:
- A resposta a essa pergunta está na Bíblia.

Eu:
😲 Não me digam que já alguém morreu, e voltou para contar!

 

 

 

A morte é algo em que não gosto de pensar, se a isso não for obrigada.

Por muitas questões que possa colocar, sei que nenhuma terá uma resposta concreta, e que me satisfaça.

E digamos que, pensar que daqui a uns tempos não serei mais que um corpo enterrado num caixão a ser comido pelos bichos, sobrando apenas meia dúzia de ossos, e que tudo se acaba ali, que não serei mais ninguém, deixando simplesmente de existir, daria comigo em louca.

 

"Ah e tal, se encarássemos a morte como algo natural, não sofreríamos tanto."

 

A morte é algo natural (a não ser quando nos matam). Todos sabemos que vimos a este mundo de passagem e que, o que temos de mais certo na vida, é a morte. Acontece com as plantas. Acontece com os animais. E connosco não seria diferente. Mas nem por isso deixa de ser um mistério, uma incógnita, de fazer sofrer quem fica, pelos que partem. E por saber que um dia calhará a nós.

Por isso, evito pensar no assunto, esmiuçá-lo.

 

 

Mas, como é óbvio, quando nos morre alguém, é difícil ignorá-lo e, nesses momentos, agarramo-nos à possibilidade de a nossa existência ter um propósito maior que a mera passagem por esta vida.

À esperança de que os nossos entes queridos estejam em algum lugar, quem sabe à espera para nos receber um dia, embrenhados em novas missões, dando continuidade ao trabalho feito por cá.

À hipótese de, o fim, não ser o fim.

 

 

Eventualmente, consola-nos pensar que o nosso espírito reencarnará num outro corpo, e viverá novamente, ainda que, ao contrário da ficção, não nos recordemos dessas outras vidas passadas, regressando ao mundo com um livro (e memória), totalmente em branco.

 

 

Mas certezas mesmo, não temos. 

Apenas suposições, desejos, crenças. E isso não me basta, de todo.

À Conversa com os 2640

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Natural de Mafra, este grupo, formado por nove elementos, decidiu juntar-se para mostrar que fazer música é algo especial.

Começaram do zero, escrevendo e produzindo as suas próprias músicas, tendo também passado pela experiência de gravar o primeiro videoclip da banda.

São os 2640 os convidados de hoje, a quem agradeço desde já a disponibilidade para participarem nesta rubrica! Deixo-vos com a sua entrevista:

 

 

 

 

Quem são os “2640”?

Somos um grupo de amigos que cresceu em Mafra. O grupo é composto por 9 elementos (8 Mc´s e 1 produtor de vídeo), uma família que reúne 9 personalidades diferentes, com vivências muito parecidas que, através da música, relatam o que pensam e dão a conhecer um pouco de cada um.

 

Porquê “2640” para nome da banda?

No início, a preocupação era meramente musical. Depois, surgiram algumas dificuldades na procura de um nome que nos definisse. Posteriormente, em debates de grupo, não chegámos a um consenso e, pondo de lado esse assunto, continuámos a desenvolver os nossos projetos.

Entretanto, o nome surgiu no seguimento de uma conversa, em que um dos elementos deu a ideia de 2640, nome que representa o nosso concelho, onde crescemos e aprendemos os valores que temos hoje, ao fim ao cabo são as nossas raízes.

 

Quando é que surgiu a vontade de formarem a vossa banda e fazer música em conjunto?

Começámos em 2015, na casa de um dos integrantes deste grupo, o U~. Era um espaço em que nos costumávamos juntar, tanto pelo convívio, como para gravação de algumas maquetes, e ao longo do tempo foram-se juntando ao grupo alguns amigos com o mesmo gosto, a música, em particular o Rap.

 

Quais foram as maiores dificuldades com que se depararam, e que ainda enfrentam nesta fase inicial?

As principais dificuldades com que nos deparámos foram a falta de conhecimento a nível técnico, no que toca a música e à sua produção, e conseguir conciliar a vida de 9 pessoas diferentes num só projeto. Dificuldades estas que temos de ultrapassar de forma autodidática.

 

Como caracterizam o vosso estilo musical?

O nosso estilo musical é RAP, ritmo e poesia inspirado na sua época de ouro (golden era), os anos ’90.

 

Quais são as vossas maiores referências a nível musical?

As nossas maiores referências a nível musical, enquanto grupo, são Wu-Tang Clan, Racionais MCs, Big L, KRS One, entre outros.

Em Portugal, os Dealema, Sam The Kid, Da Weasel, Xeg, Chullage, Allen Halloween, entre outros.

 

 

 

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“Rap Raiz” e “Alma” são dois dos temas que já podemos ouvir. Todas as músicas são da vossa autoria?

As letras são da autoria de cada elemento. A gravação, masterização e captação é realizada por nós no Estúdio 2640. Os instrumentais, por enquanto, não são da nossa autoria, porém estamos a trabalhar nisso.

 

Do que falam as vossas músicas?

Através das nossas músicas tentamos expressar as nossas vivências, experiências e sensações. Resumidamente, tentamos transmitir aquilo que somos e aquilo que pensamos.

 

“Alma” conta também com videoclipe. Como foi gravá-lo?

Foi um trabalho enriquecedor de onde retirámos experiência e alguma bagagem para futuros projetos, conseguimos perceber todo o processo envolvente à gravação de um videoclipe. Queremos aproveitar para agradecer ao nosso produtor/realizador, Miguel Brito, pelo seu profissionalismo, entrega e espírito de grupo.

 

Sendo os “2640” uma banda de Mafra, o que consideram que mais falta faz, em termos de divulgação e promoção dos artistas/ bandas do concelho?

Achamos essencial um maior envolvimento da Câmara Municipal de Mafra na promoção e divulgação, isso poderia ser feito através da:

  • Criação de eventos musicais com estilos mais alternativo
  • Criação de eventos musicais exclusivos a bandas recentes e bandas do concelho
  • Criação de um estúdio comunitário para todas as bandas do concelho.

 

O próximo passo será a edição do primeiro álbum de originais da banda?

O próximo passo ainda não será um álbum de originais, mas temos alguns projetos a ser desenvolvidos.

 

Quais são os vossos planos para este ano de 2017, a nível musical?

Para este ano temos em mente dar a conhecer ao público vários projetos com as mais diversas temáticas.

 

 

Muito obrigada! E votos de muito sucesso para o futuro!

 

 

 

Quando a escrita exprime aquilo que não conseguimos dizer

Há quem tenha o dom da palavra; da oralidade. Há quem goste de conversar, de discursar, de dizer o que lhe vai na alma e no coração.

Há quem se consiga exprimir melhor a falar. Quem, dessa forma, se desnude e mostre a sua essência.

Mas existem, também, aqueles que não se dão bem com a fala. Que a utilizam como escudo, ou mecanismo de defesa. Que não conseguem dizer aquilo que verdadeiramente sentem, ao encarar as pessoas.

No entanto, fazem-no com grande à vontade e facilidade através da escrita. Dizem que um gesto vale mais que mil palavras. Mas as palavras também podem valer muito, ainda que apenas escritas.

 

Com uma folha de papel e uma caneta na mão, de forma instrospectiva, podemos revelar mais de nós, e daquilo de que somos feitos, do que numa hora de conversa.

A escrita pode ser um óptimo escape. Uma forma de manifestarmos os nossos receios, preocupações, justificações, alegrias, tristezas, frustrações, sonhos e desejos que, de outra forma, ficariam para sempre guardados dentro de nós, muitas vezes a oprimir-nos, sem que ninguém deles tivesse conhecimento.

E, mesmo que essas palavras escritas nunca cheguem a ser lidas senão por nós, faz-nos bem escrevê-las. Deitar tudo cá para fora.

Eu funciono melhor com a escrita. Muitas vezes, quando tentam ou querem ter uma conversa mais séria comigo, que também me diga respeito, fujo como o diabo da cruz! Brinco, disfarço, evito. Mas, se tiver que ser, é. No entanto, através da escrita, consigo exprimir-me muito melhor.

A minha filha, ao que parece, sai a mim! Sempre que quero conversar mais seriamente com ela, finge que não percebe, faz-se de parva, enerva-me, e não consigo obter resultado nenhum.

Mas conseguiu escrever, em pouco menos de 5 minutos, aquilo que eu não consegui ouvir da boca dela em mais de meia hora! 

 

Armadilhas da mente

 

"...de nada serve cultivar a inteligência, se não se deixar também florir o coração."

 

Sinopse

Camille é uma mulher atraente, rica e brilhante; a sua argúcia e inteligência impressionam todos os que a rodeiam. Mas os seus feitos académicos e a sua competência intelectual não foram suficientes para evitar que se tornasse vítima das suas próprias emoções. 
Casada com um banqueiro de sucesso, Camille sempre viveu fechada no seu próprio mundo. Contudo, a sua tendência para o isolamento fez com que se tornasse cada vez mais crítica, obsessiva e pessimista. Incapaz de suportar ser confrontada ou contrariada, não se permitia receber a ajuda de psicólogos ou psiquiatras; iniciou vários tratamentos, sem concluir nenhum. 
Ao ver a depressão, as manias e as fobias de Camille agravarem-se cada vez mais, o marido decide comprar uma quinta, para se poderem afastar do stresse da cidade e encontrar inspiração na natureza. Espera que, desta forma, Camille possa voltar a encontrar-se a si própria. Ainda assim, os transtornos emocionais de Camille impedem-na de sequer sair de casa e os pesadelos causam-lhe insónias; piora a olhos vistos. 
Dois inesperados encontros vão levá-la a dar uma volta à sua vida. O primeiro, com o excêntrico jardineiro da quinta, que, com a sua inteligência de pessoa simples e humilde, lhe ensina uma lição valiosa: de nada serve cultivar a inteligência, se não se deixar também florir o coração. O segundo encontro é com o sábio e intrigante psiquiatra Marco Polo, que a estimula a resolver os seus conflitos interiores e a reencontrar-se com alguém que perdera há muito tempo: ela própria. 

 

 

"A dor que eu vejo está na periferia do espaço, a dor que eu sinto está no centro do Universo. É maior do que aquilo que entendes e muito maior do que aquilo que eu explico."

O que acontece quando morremos?

 

“O que acontece quando morremos?” – perguntou no outro dia a minha filha.

 

Já muitas vezes pensei nisso mas, cada vez que o faço, chego à conclusão que é melhor não voltar a fazê-lo.

É difícil imaginar que vim a este mundo para viver por tempo indeterminado e depois, simplesmente, deixar de existir.

Embora nem todos tenhamos a vida que desejaríamos, temos a que nos calhou, a que conseguimos, e é-nos verdadeiramente preciosa.

Penso que, de uma forma geral, ninguém quer morrer. Ninguém quer ver morrer aqueles que mais ama. Mas contra a morte de nada valem os nossos desejos, esforços ou esperanças. Contra ela, nada podemos fazer. É a única certeza que temos na vida – um dia ela chegará. Seja por velhice, doença, acidente ou violência, todos nós morreremos.

E quando esse momento chegar, o que nos acontecerá? Há quem acredite em reencarnação, em elevação da nossa alma ou do nosso espírito, e há quem não acredite em nada. Os próprios cientistas não nos sabem dizer o que nos acontece depois da morte.

O que sabemos é que, se formos enterrados, o nosso corpo entrará em decomposição e servirá de alimento para insectos e larvas, até que nada mais reste que ossos e dentes.

O que eu imagino é que, a partir do momento em que morrer, acaba tudo. O corpo, a mente, o pensamento, as lembranças, as memórias…Nunca mais veremos todos aqueles que amamos e que ainda cá ficam…Nunca mais seremos nada…

De facto, é uma sensação angustiante que prefiro não sentir. E é por isso que evito cada vez mais pensar e falar sobre isso. 

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