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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O meu nome é Alice

 

Já tanto ouvi falar deste filme que, também eu, decidi vê-lo, e comprovar se, de facto, valia a pena.

Pois devo dizer que foi uma total desilusão. Ficou muito aquém das minhas expectactivas, e da forma como eu esperava que fosse retratada a doença de Alzheimer.

Salva-se a actuação de Julianne Moore mas, ainda assim, queria ter visto mais garra, mais luta, mais desespero, mais revolta, mais de todas as emoções próprias de quem passa por situações destas ou semelhantes.

É daqueles filmes que se vê uma vez, pouco passou cá para fora, e passo à frente.

 

Rugas - mesmo na velhice, a amizade é o bem mais precioso!

 

Vi este filme na passada sexta-feira, na versão em espanhol (legendado em português) e achei-o espectacular!

Ao percebermos sobre o que o mesmo trata, poderíamos pensar que o filme seria dramático, triste, revoltante, comovente... E é!

Mas o que é mais incrível é que conseguiram mostrar tudo isso, de uma forma cómica, leve e descontraída.

Posso dizer que passei mais tempo a rir do que a chorar! A pronúncia espanhola também ajuda!

É por isso que considero este filme tão especial.

E pelo espírito de entreajuda, camaradagem e amizade que caracteriza os habitantes deste lar para idosos onde há uma abordagem especial à doença de Alzheimer.

Um filme que todas as famílias deveriam ver, e que até os mais novos vão adorar!

Pelos idosos de hoje, e pelos de amanhã, que poderemos ser nós.

 

Sinopse:

"Emílio e Miguel são dois amigos a dividir quarto num lar de terceira idade. Quando são diagnosticados a Emílio os primeiros sintomas de Alzheimer, Miguel percebe que terá de encontrar uma maneira de impedir que o transfiram para o segundo andar da instituição, para onde, supostamente, são deslocados os casos sem solução. Assim, ao mesmo tempo que um se vai perdendo nos labirintos da memória, confundindo a realidade com criações da sua mente envelhecida, o outro arranja um plano infalível que provará a todos que, mesmo na velhice, a amizade é o bem mais precioso."

 

 

O Diário da Nossa Paixão

 

"Sou um homem vulgar,com pensamentos vulgares, e vivi uma vida vulgar. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e isso, para mim, é que contou."

 

Ainda existem amores como este?

Quero acreditar que sim!

 

O primeiro livro, de tantos que já li que, verdadeiramente, me emocionou!

Destaco os sentimentos que cada carta carrega, e que transmite a quem lê de uma forma única.

A dedicação, a generosidade e a simplicidade, em contraste com as imposições sociais, a riqueza e o poder.

A velhice, e tudo o que a ela está associado.

A doença de Alzheimer, a frustração de que a tem e sofre com ela, e a da família, que se sente impotente.

A importância da amizade, daquilo que podemos fazer para tornar a vida do próximo um pouco melhor, dos pequenos gestos.

E, acima de tudo, o amor verdadeiro, único, incondicional e intemporal, que sobreviveu a tudo!

Será que os milagres acontecem? Como dizia Noah "a ciência só pode explicar até determinado ponto, depois disso, fica por conta de Deus".

O filme é bonito, também emociona, mas não há comparação possível com o livro que, para mim, foi uma das melhores histórias de amor que já li. 

   

 

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