Onde menos se espera
(1 Foto, 1 Texto #111)
Até nos sítios onde menos se espera, podemos encontrar algo que se destaca.
Que contrasta com o ambiente em si.
Com o que nos rodeia.
E nos faz sorrir.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto
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Até nos sítios onde menos se espera, podemos encontrar algo que se destaca.
Que contrasta com o ambiente em si.
Com o que nos rodeia.
E nos faz sorrir.
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Ninguém gosta de perder - é um facto.
Sobretudo, quando se perde algo que queríamos muito, que nos daria jeito, que nos fazia falta, ou que seria bom para nós.
Mas também em contexto de competição.
E, como se costuma dizer, há quem não goste de perder nem a feijões!
Há quem tenha mau perder.
Há quem não saiba perder.
Ainda que numa brincadeira, há quem fique aborrecido, mal humorado, até mesmo irritado, por perder.
E isso acaba por transformar um bom ambiente, descontraído, num mau ambiente, pesado.
Curiosamente, aqueles que menos sabem perder, são os mesmos que mais se vangloriam com as vitórias.
Os que fazem a festa, deitam os foguetes, e apanham as canas.
Os que relembram, uma e outra vez, a quem perdeu, quem ganhou!
Claro que toda a gente gosta de ganhar - é um facto.
Mas, tal como é preciso saber perder, também é preciso saber ganhar.
E há pessoas que, mesmo que numa brincadeira em que não ganharam mais do que ela mesma, agem (e reagem) como se tivessem ganhado a lotaria, e fossem as maiores.
Quando entrámos neste ano de 2020, que eu acreditei que seria um bom ano, a única resolução que pensei colocar em prática foi "pensar mais em mim".
E, claro, como todas as boas resoluções que fazemos, convictos de que as vamos levar a cabo, ao fim de algum tempo fui-me esquecendo dela.
Apesar de ser um ano que tinha tudo para correr bem, começou a andar a velocidade média, ficando aquém das expectativas para ele criadas.
Depois?
Depois veio a Covid-19, que mudou a vida, e os planos, de todos.
Uma realidade nunca antes vivida e, com ela, novas preocupações, novos hábitos e rotinas, novas prioridades.
E lá foram as resoluções, e expectativas, ao fundo.
É isso que sinto.
Que tenho estado a mergulhar estes meses todos, mas está na hora de voltar a emergir.
Estamos quase a meio do ano, e ainda vou a tempo de salvar o que resta dele.
Então, repescando a resolução de "pensar mais em mim", espero, daqui em diante, aproveitar melhor os dias, com bom humor, paz, tranquilidade, energia e pensamento positivos, sempre que isso dependa somente de mim.
Não podemos controlar tudo o que nos acontece.
Mas podemos excluir o que não precisamos, sempre que nos faça mais mal que bem. E abdicar do que, ainda que necessário, nos prejudique.
Podemos bloquear aquilo que não queremos que entre na nossa vida.
Podemos agir de acordo com o que desejamos para nós.
Podemos escolher como reagir às situações.
Desvalorizar o que não tem importância.
Reduzir o stress.
Dar a volta aos problemas.
Criar defesas contra a toxicidade que nos rodeia.
Escolher a velocidade a que queremos avançar, o caminho que queremos percorrer, e quem querermos que esteja ao nosso lado a fazê-lo connosco.
E cuidar de nós.
Valorizarmo-nos.
Mimarmo-nos.
Ser felizes, sempre que isso esteja nas nossas mãos.

No fim de semana fomos até a um bar de praia, beber um batido.
Há alguns anos que não o fazíamos e, da última vez, ainda vieram as habituais palhinhas de plástico.
Desta vez, colocaram palhinhas de papel.
Só me apercebi quando provei o batido. E não gostei.
Sentir o sabor do batido e a uma espécie de cartão, na boca, não é nada agradável. Estraga a bebida.
Para isso, mais vale servir sem palhinha.

Na Malveira, já há muito que os sacos de plástico tinham sido abolidos.
Aqui por Mafra, mantiveram-se até ao passado fim de semana.
Este sábado, quando lá fui às compras, já não havia. No seu lugar, estavam estes sacos de papel.

Os sacos até são bonitos.
Mas em termos de resistência, não sei até que ponto aguentarão compras mais pesadas.