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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Kate e Meghan - amizade para a vida ou nem por isso?

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Numa entrevista conjunta, estavam ambas sorridentes e animadas.

Todos acreditam que as duas podem vir a ser, se já não o são, grandes amigas, para além de cunhadas, e que Kate será uma ajuda preciosa para a integração de Meghan na família real e nas tradições e regras que Meghan terá que passar a cumprir.

Sendo Harry considerado por Kate como um irmão mais novo, e sendo Kate, o marido e o cunhado muito unidos, nada mais natural que essa cumplicidade se estenda a Meghan.  

 

 

 

 

No entanto, se antes do casamento de Harry e Meghan, tudo fazia crer que assim fosse, parece começar a haver alguma especulação quanto à amizade das duas, nomeadamente, se Kate não estará a passar por uma crise de inveja e ciúmes, pela maior liberdade e escrutínio menos apertado sobre a cunhada, ao contrário dela própria. E pelo facto de se sentir ameaçada quanto à eventual preferência dos britânicos pela sua cunhada, que foi considerada a mulher mais atraente da realeza britânica, superando Kate, que ficou assim em 2º lugar.

 

 

 

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E neste primeiro ato oficial da duquesa de Sussex após a lua-de-mel, em que se estreou na famosa varanda do Palácio de Buckingham, Kate ocupou a dianteira do plano, parecendo querer roubar-lhe o protagonismo.

O que não é fácil.

Kate parece assumir e levar o seu papel cada vez mais a sério. Ela própria está a surgir com uma expressão séria nas últimas fotografias. Casada há vários anos, mãe de 3 filhos, e com um papel importante a desempenhar, Kate parece carregar todo o peso da responsabilidade nas costas, aparentando estar cansada e sem brilho.

Já Meghan, surge como uma lufada de ar fresco, um espírito mais livre e descontraído, que brilha por onde passa, e cativa naturalmente. A fazer lembrar a Kate de há uns anos atrás.

 

 

 

Patrulha de Gnomos

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Posso dizer que fui ver este filme, convencida que ia ver outro!

E acho que só percebi isso no final. É o que faz haver tantos filmes sobre gnomos.

Na altura em que fomos ver o filme Coco, vimos um trailer sobre gnomos que até comentei que deveria ser uma espécie de continuação do Gnomeu e Julieta.

Quando andei a pesquisar que filmes de animação estavam agora no cinema, vi este e associei automaticamente ao tal que tinha visto anunciar. Como li apenas sobre o que este se tratava, sem ver o trailer, não percebi o erro.

Só depois de o ver é que conclui que, o que eu pensava que ia ver era o Sherlock Gnomes, e o que acabei por ver, foi Patrulha de Gnomos.

 

Confusões à parte, posso dizer que é um filme fraquinho, sem graça, daqueles nunca perderia tempo (e dinheiro) a ver no cinema. Mas como era para a minha filha e as amigas, e tinha sido este a preferência, paciência.

Tem a sua lição de vida, tanto no que toca à relação entre pais/filhos, como na relação entre amigos, e o que é a verdadeira amizade, e como muitas vezes, consciente ou inconscientemente, temos uma percepção errada do que isso significa e representa.

Mas fora isso, não convence.

 

Deixar para trás quem não quer seguir connosco

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"Depois de tudo o que tínhamos passado, pensei que tínhamos finalmente acertado o passo, e que estávamos em sintonia.

A nossa amizade ainda era jovem, apenas cinco meses, mas foram suficientes para te conhecer, saber como eras, o que pensavas, como te sentias. 

Eras aquela pessoa que eu queria, sem dúvida, ter como amigo, sempre ao meu lado. Com quem queria partilhar as minhas vitórias, as minhas conquistas, os meus medos, os meus fracassos, as minhas alegrias ou tristezas, as minhas desilusões. Nunca pensei que, um dia, serias uma delas...

Eras tudo aquilo que se poderia pedir, ou desejar. Um exemplo daquilo que todos procuramos num amigo.

Tivemos os nossos problemas, as nossas parvoíces, e conseguimos sempre superar, e nunca deixar que isso afectasse a nossa amizade.

Talvez eu não tenha visto os sinais, ou talvez não os tenha querido ver. Ou, talvez, não tenhas dado qualquer sinal de que, um dia, sem qualquer explicação, sairias da minha vida, assim, do nada.

Num momento, caminhávamos lado a lado, e conversávamos sobre coisas banais. Quando dei por isso, caminhava sozinha e, de ti, nem sinal. Tinhas evaporado.

Não deixaste rasto, não deixaste pistas, não deixaste uma única pegada que fosse.

De outras pessoas, eu poderia até esperar isso. Mas não de ti...

E não encontro explicação para o facto de não me teres dito na cara que não querias mais a minha amizade, que não querias mais falar comigo,que não me querias mais na tua vida. Não encontro explicação para teres cortado todos os laços que nos uniam, sem uma única palavra.

Penso que, pelo menos, merecia isso. Uma palavra que fosse, vinda de ti. Mas nem isso me deste...

E eu, sabendo que sempre arranjaste forma de não perdermos o contacto, por muito que não queira pensar o pior de ti, não consigo ver as coisas de outra forma. Perdoa-me se estou errada mas, sem a tua versão da história, eu só posso contar com aquela que a minha cabeça está a construir, seja ela verdadeira ou não.

E assim terminei o ano, sem ti para me acompanhar nesta passagem, sem ti para celebrar a chegada de um novo ano, e muitos mais de amizade.

Se me desiludiste? Muito!

Se fiquei triste? Sabes que sim!

Mas se há coisa que aprendi, e vou aprendendo, é que, por muito que custe, temos que deixar para trás quem não quer seguir connosco. 

E eu vou fazer-te a vontade, e deixar-te ficar onde tu decidiste ficar, algures em 2017, a meio da nossa conversa.

Não me arrependo de tudo o que tive que fazer para nunca deixarmos de falar, nem dos planos que cheguei a fazer, com a minha família, de um dia irmos até aí visitar-te.

Guardo todas as boas recordações que tenho de ti, mas também a mágoa que sinto dentro de mim. Contigo aprendi a ser mais cautelosa, a não me entregar tanto, a não confiar em tudo o que parece. Mesmo sabendo que ainda me vou desiludir muitas mais vezes.

Quem sabe um dia não nos voltemos a encontrar. Eu gostava...Ou talvez nunca mais nos cruzemos. E mesmo que isso acontecesse, nada seria igual. Porque aquilo que tínhamos, uma vez quebrado, por mais que tentemos remediar, nunca será o mesmo.

 

Ou, quem sabe, eu esteja a ver tudo mal, e haja uma boa justificação para o teu silêncio e a tua ausência. Como eu queria acreditar nisso! Mas duvido...

Por isso, estejas onde estiveres, sê feliz. Eu vou tentar fazê-lo também!

 

E, como dizia a nossa música:

"so im letting go of everything we were
it doesnt mean it doesnt hurt...

we built it up
to watch it fall
like we meant nothing at all
i gave and gave
the best of me
but couldn't give you what you need
you walked away
you stole my life
just to find what you're looking for
but no matter how i try
i can't hate you anymore..."

 

Texto inspirado em duas pessoas cuja amizade terminou repentinamente no final de 2017.

 

E é assim que temos que viver as nossas vidas. Com pessoas que entram nas nossas vidas e nos acompanham, e outras que vão ficando pelo caminho, dando lugar a outras que ainda estarão por vir.

Custa sempre, mas temos que seguir em frente.

Duas Mulheres, Dois Destinos, de Lesley Pearse

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Como afirmei há alguns dias, estava com algum receio de ler este livro porque, mais uma vez, a temática da guerra estava presente.

Ainda assim, arrisquei. E não me arrependo.

A autora conseguiu, desta vez, deixar a guerra para segundo plano, e focar-se noutros aspectos da história.

 

Ruby e Verity são duas crianças totalmente desconhecidas uma da outra e que, por mero acaso, se encontram lado a lado a observar a mesma cena, dando início a uma conversa banal, mas que levará a uma futura amizade.

Ruby é filha de uma prostituta alcoólica, e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante.

Mas a vida consegue pregar partidas e surpresas que ninguém esperaria e, um dia, no meio do azar, a sorte bate à porta de Ruby, afastando-a de um meio onde não teria futuro, e dando-lhe esperança numa vida melhor. Enquanto isso, o mundo de Verity desmorona, e ela terá que ser muito forte para o que aí vem, sobretudo depois de a sua melhor amiga lhe enviar a mensagem "Morreste para mim", pondo assim um ponto final numa amizade que se julgava ser para sempre.

 

Enquanto Ruby tem um bom emprego, uma mãe adoptiva que a ama, e até o namorado dos seus sonhos, Verity vai ter que arranjar forma de se sustentar, depois de perder a mãe, a tia, e não ter qualquer dinheiro para a ajudar. E terá ainda que se desprender das garras do homem que sempre julgou ser seu pai, e que a vai obrigar a passar pelas situações mais degradantes que se possam imaginar.

 

Que futuro estará reservado a estas duas adolescentes, que se vão tornando mulheres? Poderá a amizade entre as duas ser retomada? Conseguirá, do final, alguma sobreviver e ser feliz?

 

Sobre esta mesma temática, confesso que não foi dos livros mais cativantes que já li mas, ainda assim, recomendo!

Do valor da amizade

Foto de Marta E André Ferreira.

 

A verdadeira amizade supera tudo!

E deve ser preservada, acima de qualquer outra coisa.

Por isso, lutem por ela. Não fiquem, simplesmente, a vê-la desmoronar-se, como se tudo o que construíram não tivesse qualquer significado.

Esqueçam o futuro, e vivam o presente, porque é a única coisa certa que têm!

Sejam sinceros, honestos, verdadeiros. E tudo se resolverá, se ambos quiserem lutar, se acharem que vale a pena lutar!

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