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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Caminho de Casa (A Dog's Way Home)

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Quem gosta de animais sabe que se cria sempre, entre o animal e o dono, uma relação especial e, quase sempre, essa relação de amizade/ amor incondicional é explorada nos filmes sobre animais.

Em "A Caminho de Casa", essa fórmula também está presente mas, atrevo-me a dizer, a relação entre a cadela Bella e o seu dono, Lucas, foi pouco explorada, trabalhada ou aprofundada, tornando os animais presentes ao longo do filme: a mãe gata, a puma (gatona), e até alguns amigos caninos que ela vai fazendo na sua jornada, as verdadeiras estrelas do filme.

 

 

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"A Caminho de Casa", conhecido em inglês por "A Dog's Way Home", foi inspirado no livro do autor W. Bruce Cameron, que também escreveu "Juntos para Sempre", o que já prometia um filme cheio de emoções, e boas expectativas, tendo em conta o antecessor.

O trailer, bem como a sugestão da Anabela, ajudou à decisão de "próximo filme a ver sem falta"!

 

 

 

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Uma cadela vive com os seus filhotes, juntamente com uma gata e as suas crias, numa casa em ruínas, prestes a ser deitada abaixo e o terreno limpo.

Lucas é um estudante de medicina veterinária, que trabalha como voluntário num hospital local. É ele que leva comida para alimentar estes animais, que ele sabe que lá estão mas que, tanto o dono como o Controle de Animais, afirmam já não existir.

É lá que, após ver a sua mãe ser capturada, e ter sido protegida pela mãe gata, Bella arrisca a sua sorte e dá-se a conhecer a Lucas, sendo adoptada por ele.

E assim vive os dias mais felizes da sua vida, enquanto vai crescendo. 

Mas sabemos que os cães costumam ser mais dependentes dos donos e, quando eles não estão, torna-se mais difícil entreter-se sozinhos, acabando por fazer algumas asneiras que lhes podem sair caras.

É o que acontece, um dia, a Bella.

 

 

 

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Depois de alguns dias mais complicados, em que Bella se viu obrigada a estar separada de Lucas, sem perceber bem porquê, ela decide fugir e voltar para a casa do seu dono. Só que ela está muito longe, e muita coisa irá acontecer pelo caminho.

Uma delas é a relação que desenvolve com uma puma bebé, de quem ela se torna "mãe", após a mãe puma ser morta por caçadores. Uma bebé que vai crescendo e que, às tantas, fica maior que Bella!

Até ao dia em que se vêem obrigadas a separar-se...

 

 

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Aliás, quase todo o percurso de Bela é feito de separações daqueles que lhe são mais queridos.

Primeiro da sua mãe, depois da mãe gata, Lucas, a puma, o seu amigo canino Dutch...

Se são de lágrima fácil, aconselho a munirem-se de pacotes de lenços porque o filme vai, quase do início ao fim, mexer com as emoções e puxar pelas lágrimas.

 

 

A Caminho de Casa mostra como, tão ou mais forte que a amizade e a relação entre animais e humanos, podem as mesmas ser entre animais de diferentes espécies.

Mostra também como podem os animais ser tão leais aos seus donos, ainda que estes apenas mostrem desprezo.

Para além disso, dá-nos a conhecer a forma como os animais podem ajudar as pessoas, nomeadamente, na depressão, ou em outras patologias.

 

 

Não gostei, no entanto, da forma como foi abordada a relação que um sem abrigo criou com Bella. É certo que muitos se aproveitam dos animais para chegarem ao coração e carteira das pessoas e obter maior solidariedade. Mas também é verdade que muitos tratam bem os animais de rua, abandonados, por vezes atér mesmo partilhando o pouco que têm com eles, e protegendo-os.

Foi assim que começou esta relação, mas depressa se percebeu que havia muito mais ali. Bella era a única companhia deste sem abrigo, mas também a sua forma de sustento. A obcessão por Bella, e por não morrer sozinho era tal que, mesmo à beira da morte, em vez de a soltar da corda que a prendia, a acorrentou a si próprio, privando-a de tudo e deixando-a, igualmente, entregue à morte...

 

 

Daqui até ao final, lamechas como sou, fui tudo visto por entre soluços, lágrimas e assoadelas, à espera que o filme chegasse logo ao fim!

Se valeu a pena? Totalmente!

Só tenho pena de ainda não estar à venda o livro em Portugal.

 

 

Aqui fica o trailer:

 

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

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Por norma, quando falamos de filmes para os quais são feitas sequelas, ou que fazem parte de triologias, ficamos sempre de pé atrás, quando o primeiro é bom, e eleva a fasquia para os próximos.

Por norma, os seguintes, quase sempre, desiludem.

 

 

"Como Treinares o Teu Dragão" não é um filme para todos os gostos. Penso até, que com poucos fãs, quando comparado com outros filmes de animação.

Deparei-me com o primeiro por acaso. Acho que foi uma oferta. Tínhamos que escolher e calhou este. Vimo-lo em casa. Adorei!

Não sei porquê, o dragão fez-me automaticamente associá-lo à nossa Tica (na altura, ainda entre nós).

Chorei, como uma boa lamechas que sou!

Esta é uma história de amizade, e superação de limitações.

 

 

Quando saiu o segundo filme, quis ir vê-lo ao cinema.

Fomos os três. Saí da sala a chorar baba e ranho.

Para grande surpresa minha, tinha conseguido superar o primeiro.

Foi uma montanha russa de emoções, em que senti tudo o que as personagens estavam a sentir.

Esta segunda história, é um reforçar de uma amizade, que sobrevive a tudo e todos os que a querem destruir.

É um crescimento conjunto, uma evolução conjunta, dois amigos inseparáveis, a tentar proteger os seus mundos, juntos.

 

 

De repente, fico a saber que estava a caminho o terceiro filme da saga.

Com o segundo filme a superar, e muito, as expectativas, e já com tudo o que havia para a acontecer, passado nos anteriores, o que poderia este terceiro filme trazer de diferente?

Desta vez, vimo-lo em casa.

Tirando uma vez, em que as emoções ameaçaram aflorar, a primeira hora do filme foi uma total desilusão.

Dragões e vikings aos molhos, um vilão pouco convincente, nada de novo...

Mas eis que, quando eu achava que ia escapar ao mar de lágrimas habitual, o raio do filme põe-me a chorar novamente!

Porque o que acontece, é aquilo que todos nós, em determinados momentos da nossa vida, também vivemos: decisões, amar os outros e, por isso, querer vê-los felizes, mesmo que isso implique ficarem longe de nós, aprender a viver e reconhecer que o nosso valor vem de nós, e não apenas de quem nos acompanha, embora nos complemente. 

É uma história de partida, de separação, de despedida, de fazer o certo, ainda que nos custe.

Mais uma vez, lembrei-me da nossa Tica.

 

 

Nesta última história, decidiram apostar numa nova personagem: a Fúria da Luz!

Ela é linda, e faz um belo par com o Fúria da Noite.

Mas, digo-vos, podiam tirar todos os restantes personagens, incluindo esta "dragoína", como lhe chamamos, que a história continuaria a fazer sentido porque, afinal, esta é a história do Hicup e do Desdentado!

 

 

Esta é a história dos pais, que cuidam dos filhos e os vêem crescer, para depois ganharem asas, voarem, e formarem as suas próprias famílias.

Esta é a história dos animais que cuidamos e, um dia, partem. Ou temos que deixá-los partir, ainda os quisessemos ter ao nosso lado, porque é o melhor para eles.

Esta é a história das amizades que, mesmo à distância, não se esquecem nem acabam, ainda que tenham seguido caminhos diferentes.

Esta é a história do amor incondicional, que nos guia para que possamos tomar as melhores decisões, não só para nós, mas também para os que amamos.

E é, também, a história sobre acreditarmos no nosso valor, nas nossas capacidades, na pessoa que somos!

 

 

Continuo a afirmar que o segundo filme foi o melhor dos 3. Porque foram emoções do início ao fim, e muito fortes.

Mas acabou por valer a pena ver o último!

Presentes de despedida para colegas e amigas de turma

Estamos a dois dias do final das aulas.

E este será um ano de despedida para a maior parte deles.

Escolas diferentes, cursos diferentes...

É certo que, para aquelas colegas/ amigas que vivem por perto, será mais fácil, mas o tempo para se verem ou estarem juntas será pouco. E depois, haverá aquelas que se mudam, para outros destinos.

Por isso, achámos que seria bom oferecer uma lembrança de amizade àquelas mais especiais. Para que nunca se esqueçam daquilo que viveram juntas.

A ideia era comprar umas caixas maiores, e as letras dos nomes da cada uma, para colar.

Mas não havia letras. E acabámos por comprar estas, mais pequenas.

Cada caixa tem uma decoração, que foi pintada em casa, com um significado para cada uma das amigas.

No interior da tampa, colámos uma foto da minha filha com a respectiva amiga e, dentro da caixa, mais fotos e uma mensagem para cada uma delas.

 

 

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A caixa escolhida para a amiga Iara.

No início, pareceram-nos pássaros. Depois, percebemos que não. 

Mas foi com essa intenção que a escolhemos.

Um espírito livre, que consegue mostrar a sua essência quando se solta e pode ser ela mesma, sem que isso a faça perder o rumo, sabendo que pode voltar para o seu poiso a qualquer momento, onde estará em segurança, protegida, e onde estarão sempre a família e os amigos. 

 

 

 

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Esta foi escolhida para a sua amiga Sara.

A árvore da vida, das conquistas, da amizade.

Porque é alguém que persegue os seus sonhos e que vai onde os mesmos a levarem. E, conforme vai realizando os sonhos, conquistando os seus objectivos, vai acrescentando experiências à sua vida e, com elas, também novas amizades por onde passa!

 

 

 

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E esta, para a amiga Bea.

Uma amizade que foi florescendo, tal como elas foram desabrochando, ao longo dos últimos 3 anos que passaram juntas.

Uma amizade que tornou a vida mais simples, mais alegre, mais especial, com a partilha de muitos momentos dentro, e fora da escola, que nunca serão esquecidos.

Que as flores não murchem, e continuem a abrilhantar o jardim da amizade.

 

 

Gostaram da ideia?

Por aí também costumam fazer estas coisas?

 

Devemos incluir os(as) "ex" na nova relação?

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Mais uma vez, e para que vejam o que se pode debater ao ver um programa televisivo apelidado de lixo, o "Casados à Primeira Vista" deu o mote para a discussão deste tema, através de vários concorrentes, nomeadamente, a Sónia, que convidou o ex marido para almoçar com o actual marido, do Dave, que ligou à ex para falar dos problemas que estava a atravessar com a actual mulher ou, mais recentemente, a Graça, que fez questão que o marido conhecesse pessoalmente o ex marido e pai dos seus filhos, e que pretende que haja uma convivência saudável entre eles, frequentando as casas um do outro e, inclusive, celebrando épocas festivas em conjunto. 

 

 

Pessoalmente, o único ex com quem ainda mantenho contacto é o pai da minha filha, e é apenas por ela, que esse contacto existe.

O meu actual marido cumprimenta-o, fala com ele se for preciso, tal como eu falo, sobre questões relacionadas com a nossa filha, mas não há mais convivência que essa. Não são (somos) amigos, não fazemos almoçaradas/ jantares ou festas em conjunto, nem tão pouco partilhamos natais ou aniversários.

 

 

No entanto, nem todas as pessoas são iguais e se, na maioria dos casos, com o fim da relação, vai cada um para seu lado e segue o seu caminho, noutros as pessoas até ficam amigas dos(as) "ex", e a convivência permanece.

 

 

Mas, e quando iniciamos uma nova relação?

Será aceitável continuar a incluir e partilhar a nossa vida, da mesma forma, com os(as) "ex"?

Devem os(as) actuais companheiros(as) aceitar e sujeitar-se a essa convivência, mesmo que não se sintam confortáveis com a situação?

É aconselhável essas pessoas mudarem a sua atitude, relativamente aos(às) seus(suas) "ex", porque a nova relação assim o exige?

 

 

Até que ponto o liberalismo se pode transformar em falta de respeito para com o(a) actual companheiro(a)?

Até que ponto uma pessoa que se afirma liberal, contraria esse conceito, exigindo ao outro que pense e aja como ela própria? Em que é que liberalismo se coaduna com inflexibilidade?

 

 

Eu penso que, se todos estiverem de acordo e se sentirem confortáveis, seguros e à vontade com essa convivência, sem dramas, ciúmes ou dúvidas, não haverá qualquer problema.

Não vejo nada de errado em que todos consigam ser amigos e dar-se bem.

Mas não devemos impôr algo que não agrada, ou com o qual o(a) actual companheiro(a) não se sente bem, tal como não nos devemos sujeitar a fazê-lo, porque alguém nos impõe isso.

 

 

Deve haver bom senso, alguma flexibilidade e cedência de parte a parte, e respeito pelos sentimentos da pessoa com quem actualmente partilhamos a nossa vida, e vice-versa.

 

E por aí, qual é a vossa opinião?

 

 

Vale para a amizade...vale para o amor

Texto alt automático indisponível.

 

Quando é forte, resiste...
Quando é verdadeiro, é inabalável...
Quando é sincero, torna-se imune...
Quando é sentido, não desvanece...

Não importa o quê, ou quem, se atravesse no caminho para derrubar, quebrar ou enfraquecer, dificilmente conseguirá atingir o seu objectivo.
Nem o tempo, nem a distância, nem aqueles que estão contra nós, e não nos querem ver felizes.

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