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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Curiosidades matemáticas sobre a idade

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Na brincadeira com a minha filha, sobre a idade que cada um de nós iria fazer, e como, trocando os números na idade, eu acabava por ficar mais nova que ela, apercebi-me desta curiosidade - por cada ano que somamos na idade correcta, aumentam dez anos, na idade trocada.

 

 

Por exemplo:

15 anos - 16 anos - 17 anos - 1 ano de diferença entre cada um

Trocando:

51 anos - 61 anos - 71 anos - 10 anos de diferença entre cada um

 

No meu caso:

40 - 41 - 42 - 43

4 - 14 - 24 - 34

 

 

E pronto, foi esta a grande descoberta de hoje.

Provavelmemente, isto já terá sido constatado por muitos, e até terá uma qualquer designação matemática, mas não deixou de ser engraçado!

O grande dilema de todos os anos

 

 

 

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Todos os anos espero ansiosamente pelas férias, para poder descansar da rotina e stress do trabalho, acordar mais tarde, ir à praia, à piscina, passear, estar com a minha filha e com as bichanas, e com o meu marido, quando estamos de férias na mesma altura.

 

Todos os anos chegamos a esta altura, a perceber que precisamos de lavar paredes, pintar, limpar a casa, o que implica ter tempo livre e, de preferência, estarmos os dois em casa, para ser mais fácil e não incomodar um ao outro. Esse tempo livre, e essa disponibilidade, só acontecem em tempo de férias.

 

Mas as férias são intercaladas, uma semana num mês, duas semanas no outro. Se não aproveitarmos ao máximo o verão nessa altura, no resto do tempo é complicado.

Por outro lado, é a altura ideal para limprezas e, de outra forma, não nos conseguimos conciliar ou ter tempo para as limpezas e pinturas.

 

Posto isto, eis que surge o grande dilema:

 

Aproveitar as merecidas e desejadas férias, deixando a casa conforme está, até ver, ou deixar a casa apresentável, sem ter realmente gozado férias, e voltar ao trabalho mais cansada ainda, e com a sensação de não ter estado de férias?

Como tudo se desmorona em segundos

 

 

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Quase tudo na nossa vida demora tempo a ser construído.

E apenas escassos segundos para desmoronar...

Um castelo de cartas ou uma torre de dominós, por exemplo, que tanta perícia e cuidado exigem para se completar, podem cair ao mínimo toque. Por vezes, basta mesmo tocar apenas em uma das peças, para que caia tudo.

No outro dia, a caminho de casa, passei por uma moradia que conhecia há anos. Estavam a deitá-la abaixo. Ficou apenas um quadrado de terreno no seu lugar. Uma casa que deve ter levado meses a erguer, desmoronou em pouco mais de meia hora. E daqui a uns dias ninguém se lembrará do que ali estava.

Até mesmo a natureza pode destruir numa fracção de minutos, aquilo que o homem levou anos e décadas a construir.

Uma relação leva meses e até anos para se consolidar. De um momento para o outro, pode ocorrer algo que deita por terra todas as bases e alicerces sob os quais a relação foi construída.

Uma vida leva cerca de nove meses a formar-se, e mais o tempo que lhe for permitido aproveitar cá fora. Em escassos segundos, a morte pode acabar com ela...

A nossa relação já não é o que era

Durante muitos anos estivemos sempre lá um para o outro.

Tínhamos aquele nosso pequeno momento diário, só nosso, e mantivemo-nos fiéis um ao outro, sem nunca vacilar.

De há uns tempos para cá, tudo mudou. A nossa relação já não é o que era. Já não há aquela enorme vontade de nos encontrarmos à hora de sempre, de partilharmos aquele momento. 

Gosto de rotinas. Mas há rotinas que, com o passar do tempo, desgastam as relações. E foi isso que nos aconteceu. 

Fica, eventualmente, uma relação de amizade. De vez em quando ainda nos encontramos pela manhã. Mas já não existe um compromisso.

E é assim que dou por terminada uma bonita relação, que tinha vindo a permanecer desde a minha adolescência, até há uns meses atrás, com o Nestum!

 

 

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Sim, o Nestum! 

Durante anos, era o meu pequeno-almoço obrigatório - duas tigelas de Nestum. Eventualmente, uma, nos dias em que tinha menos tempo, ou ficava bem só com uma. Esporadicamente, traía-o com outro pequeno-almoço qualquer, mas o Nestum nunca me abandonou, nem eu a ele.

De há uns tempos para cá, tenho vindo a comer cada vez menos. A minha refeição matinal tem passado por chás, iogurtes, pães de leite, croissants integrais, cereais integrais e por aí fora, mas Nestum, só uma tigela, uma vez ou outra, e já não é a mesma coisa.

Penso que, à semelhança de outros alimentos, de tanto comer, o meu organismo começa a rejeitar e a pedir algo diferente.

Dois anos

Acordo ao som do telemóvel. É segunda-feira e está na hora de acordar.

Tacteando pela cama, lá consigo desligar o despertador. Abro os olhos mas volto a fechá-los.

A cabeça pesa-me, os olhos ardem-me, o coração dói-me. Mal tenho forças para me levantar...e, no entanto, sei que não posso ficar na cama.

Com dificuldade, faço um esforço para me dirigir até à cozinha, por entre tonturas e picadas no estômago.

Não me apetece falar, não me apetece ver ninguém.

Hoje deveria ser um dia feliz! Deveria...mas não está a ser.

Hoje, eu e o meu namorado, celebramos 2 anos de namoro! Dois anos de luta para chegarmos até aqui, apesar de tudo aquilo que já passámos.

Mas agora há que avançar, que evoluir, que tomar decisões.

Sabia que este dia chegaria mais cedo ou mais tarde. Há já algum tempo que sinto "armas" à minha volta, apontadas à minha cabeça, à espera que eu tome uma atitude.

Há muito que passou a fase de o fazer livremente, e parece que a fase do ultimato também. Agora é o tudo ou nada.

Mas eu tenho medo, muito medo...E pior que lutar contra os outros, é lutar contra nós próprios.

Não preciso que ninguém me fale do assunto, porque eu penso nele constantemente. Não preciso que ninguém me diga que estou a arranjar desculpas, porque eu sei que são. Não preciso que ninguém me diga que está na hora, porque sei que está. Não preciso que ninguém me diga que estou sempre a adiar, porque eu sei perfeitamente que é a verdade.

Mas é, simplesmente, difícil para mim. Tenho este feitio, de me dar por derrotada ainda antes de começar a guerra. De não lutar por nada por medo. De pensar que não vou estar à altura do desafio, que não vou conseguir e vou acabar por estragar tudo.

Não tenho objectivos, não luto por aquilo que quero, sou insegura. Ninguém quer uma pessoa assim.

Eu tento, muitas vezes, pensar de forma positiva, ser optimista, avançar sem medos. Mas parece que, por cada passo que dou para a frente, recuo dois. Avanço novamente, mas o medo faz-me parar. Tento dar o passo, aquele decisivo, mas as pernas tremem, e acabo por dizer para mim própria que talvez amanhã consiga. Ou depois de amanhã...Ou depois de depois de amanhã...Mas as pernas não deixam de tremer...

Porquê? Porque é que não consigo? Porque é que sou assim? Não sei...Só sei que sou...

E ninguém está a conseguir fazer nada para me ajudar, pelo contrário. Só me lembram a cada dia que eu não posso ser assim, só me fazem sentir mais culpada. Mais do que eu já me sinto.

Talvez seja uma forma de ajuda, eu ouvir a verdade a todo o instante. A verdade que a minha própria consciência faz questão de martelar a cada minuto.

Talvez seja uma forma eficaz de me fazer andar, só para não ter que ouvir mais nada nem ninguém. Talvez resulte...

Se fizer aquilo que esperam de mim, já não me sinto culpada por ter desapontado alguém. Por estar a destruir os sonhos de alguém. Por estar a estragar o momento de alguém...

Quando estamos fragilizados, acabamos por fazer tudo só para diminuir a culpa, para que quem está ao nosso lado se sinta bem...

Claro que depois, nos sentimos um lixo, ainda destruímos mais a nossa auto-estima...

Hoje deveria ser um dia feliz!

Mas não consigo olhar para o amor da mesma maneira - o amor não me está a deixar feliz, está a atirar-me para o fundo do poço, para a linha da frente, para o precipício...

E não me resta outra coisa a fazer senão deixar-me cair...Já me sinto morta por dentro, talvez com sorte não morra por fora...

 

  

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