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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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O coronavírus e as férias da Páscoa

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Li hoje que se está a ponderar antecipar as férias da Páscoa nas escolas, para conter a propagação do vírus no meio escolar.

Assim, os estudantes, em vez de começarem as férias a 28 de Março, começariam a 14. Não sei se este antecipar corresponde, efectivamente, a gozar os mesmos 15 dias, mas mais cedo, voltando mais cedo à escola, ou se se traduziria em férias prolongadas.

 

De qualquer forma, à excepção de quem o fez a trabalho, e não o poderia, de forma alguma, evitar foi, maioritariamente, através de pessoas que passaram férias fora, sobretudo na época do Carnaval, e que regressaram ao nosso país, que o vírus cá entrou e se começou a espalhar.

 

Assim, creio que adiantar as férias da Páscoa, por si só, pode não deixar que o vírus contagie ninguém neste momento, e dê uma sensação momentânea de contenção do mesmo, mas não é uma medida eficaz, se não for acompanhada por outras que a complementem.

Sendo um adiantar das férias, e não uma quarentena, significa que os estudantes não têm que ficar presos em casa, pelo que podem sempre ir passar as férias noutros locais, incluindo, os que apresentam casos confirmados de coronavírus.

 

E, a não ser que se encerrem fronteiras, se proibam viagens, ou se impeça a entrada e permanência nesses locais, a hipótese de contágio é uma hipótese a ter em conta.

Depois, com o término das férias, voltam à escola, sem qualquer despiste, dando origem ao eventual cenário que antes evitaram.

Até porque, de acordo com o SNS24, são muitas as pessoas a que aconselham a fazer a vida normal, mantendo apenas a distância de segurança recomendável e meia dúzia de precauções básicas.

 

Para mim, teria muito mais lógica impôr um período de quarentena, após as férias da Páscoa, sobretudo, a todos aqueles que tivessem estado em zonas de risco, ou em eventual contacto, com casos suspeitos.

Até porque, como já vimos, apesar de todo o histerismo exagerado por conta do Covid-19, ainda há muita gente disposta a correr o risco, para passar uns dias de descanso diferentes, as merecidas férias, para realizar as viagens de sonho.

 

E trazer, com elas, como "souvenir", um belo presente envenenado, que pode não ter consequências graves para si mesmas, mas poderá colocar em risco quem as rodeia.

Ler antecipadamente o final de um livro

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As histórias foram criadas para ser lidas do início ao fim, sem saltos, para conseguir criar o efeito "suspense" até ao final, e que esse final tenha um maior impacto, pela surpresa.

No entanto, algumas vezes, sobretudo quando os livros são grandes, os leitores têm tendência a abreviar e saltar directamente para o final.

 

Será que ler antecipadamente o final de um livro acaba por fazer o leitor perder o interesse, no resto da história, agora que sabe como tudo vai terminar?

Ou, pelo contrário, em nada influencia a vontade de ler aquelas páginas que, entretanto, saltou com a ânsia de descobrir o final?

Saber o final torna desnecessário descobrir o que aconteceu pelo meio ou, pelo contrário, dá ainda mais vontade de perceber como tudo se desenrolou, até ali?

 

Pela minha experiência, posso dizer que, na maioria das vezes, saltar do meio do livro para o final, me deu ainda mais vontade de ler o que aconteceu para a trama chegar àquele ponto.

No entanto, ontem, ao espreitar as últimas páginas do livro que estou a ler, e perceber quem era o monstro, confesso que fiquei com menos vontade de voltar ao ponto onde tinha ficado, porque não me parece que haja muito mais para descobrir. 

 

Quem por aí costuma fazer batota, e espreitar o final de uma história antes do tempo? Como é que encararam o livro depois disso?