Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A feira já não é o que era!

 

Longe vão os tempos em que, quem não tinha dinheiro para comprar roupa e calçado nas lojas, ia à feira tentar encontrar produtos mais baratos.

Hoje em dia, arriscamo-nos a ir à feira, e pagar o mesmo ou até mais que numa loja.

Por exemplo, na sexta-feira vi umas botas numa sapataria aqui da vila, que custavam 45 euros.

Ontem, estavam umas semelhantes (mas mais feias para o meu gosto) na feira, ao mesmo preço!

Comprei na sapataria umas botas a 20 euros, numa promoção de fim de colecção do ano passado. 

Na feira, as botas do género rondavam todas os 32/ 35 euros.

 

Penso que até as pantufas de pelo saíram-me mais baratas na Serra da Estrela, do que aqui.

Mas como não vou à Serra...

Chego à conclusão que, na maior parte das vezes, não compensa comprar na feira.

 

É quase como aquela ideia de que ir às lojas dos chineses sai mais barato. Nem sempre.

Uns collants de lycra no chinês, custam € 1,50. Numa loja aqui do centro, € 1,30.

 

Mas depois, temos aqueles achados que valem a pena!

Um conjunto de lençóis de flanela por 10 euros, quando noutra banca me tinham pedido quase 30. Se são de boa qualidade, não sei, mas entre as duas hipóteses, não variava muito.

 

E, depois, há a facilidade com que hoje se compra, até mesmo aquilo que não faz falta.

Quando eu era pequena, tinha que esperar que os meus pais recebessem o abono de família, trimestral ou quadrimestral, penso eu, para poder comprar alguma coisa para mim. E, como não era muito, tinha que escolher aquilo que precisava mesmo, e barato, para dar para mais alguma coisita.

Hoje, chegamos ali, vemos alguma coisa, gostamos, e acabamos por comprar. Mesmo sendo algo que dá jeito, mas que não era mesmo necessário. Há sempre dinheiro.

 

Antes, tínhamos que ir munidos com dinheiro para a feira. Hoje, já há muitas bancas que têm multibanco.

Antes, a feira era maioritariamente dos ciganos. Hoje, vemos proprietários de lojas que vendem nas feiras.

Antes, havia sempre GNR a controlar o que por lá se vendia, e ainda me lembro de alguns feirantes, a vender contrafação, andaram a arrumar tudo à pressa e a fugir. Hoje, nem sinal da polícia.

 

Antigamente, os feirantes não gostavam que andássemos por ali a mexer em tudo, e ficavam irritados se não levávamos nada. Hoje, dizem-nos para ver, experimentar e pegar à vontade!

 

Há uma banca em especial, em que acabamos por parar sempre, para azar da minha carteira. Já em várias ocasiões comprei lá casacos e camisolas para a minha filha. E ontem não foi excepção!

 

O antes e o depois da consulta médica

Imagem relacionada

 

A marcação

Fui ao centro de saúde em novembro marcar consulta. Disseram-me que o mais cedo que tinham era para janeiro. Marquei. Vim ao portal tentar marcar para mais cedo. Tinha vagas a 2, a 9 e outros dias de dezembro!

Entretanto, num dia em que tive que lá ir fazer um exame, levei as minhas análises para a médica ver. Como não era minha médica, disse-me para marcar consulta e mostrar à minha "marque uma consulta a 5 dias".

"O que é isso?" - pergunto eu, achando que seria uma consulta mais rápida, para não esperar tanto tempo. Estávamos a 28 de novembro, queria marcar-me para 28 de dezembro! Não percebi a lógica dos 5 dias. 

"Então mas eu já tenho consulta para dia 9!" - respondi eu!

 

 

A consulta

Depois de analisados os exames e análises, concluiu que:

- tenho um quisto no ovário - não se faz nada, a não ser repetir a ecografia daqui a uns meses, a ver se evoluiu ou não; não explica os restantes sintomas

- tenho areias e pedrinhas (a que ela gentilmente apelidou de pedregulhos) nos rins - beber muita água, que não da torneira, e repetir exame daqui a uns meses; não deu importância à ectasia dos cálices e do bacinete; pode explicar as dores que tenho nos rins, embora sejam mais moinhas que cólica renal propriamente dita, mas não os restantes sintomas 

- tenho as plaquetas muito baixas em relação ao habitual - 76 - a que a médica chamou de trombocitopenia, mas que também não é indicadora de nada em específico, embora possa, eventualmente, explicar algum cansaço; com este valor, ainda não se faz nada; não explica a sonolência ou a fadiga geral que sinto

- tenho um valor superior ao normal de prolactina - nada de especial, segundo a médica, mas que pode explicar a dor e o inchaço nas mamas, embora não se saiba a causa, uma vez que a gravidez foi descartada

 

Ou seja, tenho várias coisas diferentes sem qualquer ligação entre elas, e nenhuma explica todos os sintomas apresentados. Por isso, mandou-me fazer mais análises e exames:

RX Sela Turca

Rx Mão: para perceber de onde vêm as dores que ultimamente tenho tido no polegar direito, e que me dificultam a escrita e o trabalho em geral

Análises: hormona de crescimento/ ferritina e outras

 

Última possibilidade, de entre muitas que ela falou com a médica interna que acompanhou a consulta - a culpada de tudo pode ser a pílula!

"Faça a experiência, e deixe de tomar a pílula, para ver se os sintomas melhoram!" - disse ela. E depois?

Deixo de tomar a pílula, começo com a TPM, e os sintomas são iguais. E uma amiga minha está a fazer exactamente isso, e continua a ter dores. 

E corro o risco de esta não gravidez se tornar uma gravidez real! Não sei, não.

 

 

O pós consulta

Se já tinha imensas dúvidas quando lá entrei, continuo com elas, ao sair. Quero mesmo tentar perceber o que, de um momento para o outro, me provocou todas estas alterações.

Vem aí nova saga de exames, para me atrofiar ainda mais o cérebro!

 

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP