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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Com o coração apertadinho...

 

Quem realmente gosta de animais, ou tem a felicidade de os ter, sabe melhor que ninguém o que estou a sentir neste momento.

É difícil ter a Tica ao meu colo todos os dias a partilhar o Nestum, e hoje ter que lhe tirar a comida toda, vê-la a pedir-me e não lhe poder dar nada.

É difícil quando temos que pegar nela, colocá-la na caixa transportadora, e vê-la assustada sem saber para onde vai ou o que lhe vai acontecer. Ouvi-la miar o caminho todo como que a perguntar para onde a estávamos a levar, e a pedir para sair dali, e voltarmos para casa.

É difícil quando a temos que entregar ao veterinário, e partir...Cada um de nós tem que ir à nossa vida e, de qualquer forma, não poderíamos fazer nada nem adiantaria ficarmos lá à espera. Sabemos que, à partida, tudo irá correr bem, vai ser bem tratada, e logo à noite já a vamos levar de volta para o seu lar.

Mas ela não sabe disso. A única coisa que ela sabe é que os donos com quem ela passou os últimos 3 meses - faz hoje precisamente 3 meses que foi lá para casa - a levaram numa caixa estranha para um sítio estranho, a entregaram a um estranho, e foram embora, sem despedidas, sem miminhos, sem festinhas, sem explicação...

E sabe-se lá o que estará neste momento a Tica a pensar, ou a sentir...Sei lá como a vamos encontrar quando, logo à noite, a formos buscar...

 

Quem realmente ama os filhos, sabe melhor que ninguém que, quando eles estão tristes, também nós ficamos. Principalmente se já passámos por situações semelhantes.

A minha filha recebeu ontem a notícia que o gatinho preferido dela - o Faísca - que morava em casa do pai há já dois anos, foi envenenado, ficou muito doente e acabou por morrer. Como é óbvio, chorou! Ela adorava-o, estava sempre a falar dele e é difícil para ela saber que nunca mais o vai ver, ter no colo, brincar com ele...Também a mim me custou muito quando há uns anos atrás perdi a minha Fofinha. Sei bem como ela se sente.

 

Está ainda a ser mais difícil para ela porque, além do Faísca, o pai e a madrasta têm um outro gato - o Pirolito. Mas, como se vão separar, ficou acordado que o pai ficava com o falecido Faísca, e a madrasta com o Pirolito. Ou seja, além de ter perdido um, ainda vai ficar afastada do outro.

 

Para completar, e confirmando-se as piores previsões (para mim são más, embora pudessem ser piores), a Inês teve a sua primeira nota fraca numa ficha de avaliação - Suficiente :( 

E estava desanimada, desapontada, triste...Claro que mais fiquei eu, que estava habituada a que a sua pior nota fosse um BOM. Mas compreendo que pode acontecer a qualquer um, a matéria era difícil, não teve muito tempo para se preparar, e alguma distracção também deve ter contribuído.

Já ficou assente que nos próximos períodos vai ter que se esforçar mais e recuperar, e vai ter que fazer mais exercícios nas férias.

 

Espero que venham melhores dias... 

 

 

Aperto

 

Naquela tarde de sábado, última de praia, antes do regresso ao trabalho, ela queria aproveitar ao máximo. Mas, por vezes, a felicidade não é completa.

Naquela tarde, depois de alguns dias passados a três, seriam só ela e a sua filha.

Desta vez, ele não poderia estar com elas. O trabalho esperava-o.

E foi com um aperto no coração que ela se despediu dele e o deixou em casa, sozinho, seguindo com a sua filha para a paragem do autocarro.

Naquele início de tarde, foi particularmente difícil a separação…