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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enquanto espero...

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... aproveito uma aberta, e procuro um banco de jardim, onde me possa sentar, e aquecer ao sol, num dia tão frio.

Por incrível que pareça, tempo não me falta.

Pelo contrário, parece ser tempo a mais, ainda que nunca o seja.

É irónico que esteja sempre a queixar-me de que me falta tempo e, quando o tenho, não o possa aproveitar como gostaria, e só queira vê-lo passar depressa.

 

Por mim, passam pessoas. 

Estudantes, num qualquer intervalo entre aulas, ou já com o dia terminado.

Acompanhantes que, tal como eu, tentam ocupar o tempo.

Funcionários, que aproveitam a pausa para petiscar, ou fumar um cigarrinho.

Pacientes, que vão, ou vêm, de alguma consulta.

Familiares que chegam para visitas.

 

Poucos se atrevem a sentar.

Afinal, os bancos estão molhados da chuva que, pouco tempo antes, tinha caído.

O vento também não convida a ficar parado muito tempo.

Mas eu, deixo-me estar.

Ali, posso respirar. Aliviar a dor de cabeça. Abstrair.

 

Olho para o céu.

Nuvens brancas percorrem-no, em passo apressado.

Também não querem ficar ali muito tempo.

E quem quer?

 

O sol vai aproveitando os seus últimos minutos de esplendor.

A caminho, vêm as nuvens negras que, depressa, o esconderão.

Tiro, para memória futura, uma fotografia daquele pedacinho de paz, no meio da incerteza que me aguarda.

Levanto-me, e dirijo-me de volta ao caos, para me proteger da chuva que não há-de tardar a cair.

 

E espero...

Abrigada de uma intempérie. Desabrigada de outra.

Eu, e tantas outras pessoas. 

 

 

De Junho para Julho, nada mudou

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Terminou Junho. Chegou Julho.

Mas, por aqui, os dias continuam iguais.

Casa/ trabalho, e trabalho/casa.

Inverno de manhã, com direito a nevoeiro e chuviscos. Primavera a meio do dia, com o sol a brilhar por entre as nuvens. Outono ao final do dia, com o vento a fazer-nos chegar depressa a casa, e aconchegarmo-nos com uma manta e uma bebida quente.

Até o verão tem receio de marcar presença.

E fazia-nos tanta falta, para aquecer a alma e o coração, que já começa a congelar, depois de quase meio ano de tempestade. 

Para nos dar esperança. Ânimo. E força.

Antes que chegue, de novo, o outono, e nos pareça que foi um ano mutilado, incompleto, um ano que não se aproveitou, um ano que queremos apagar da memória, ainda que fique, para sempre, na História.

 

 

 

 

 

Haverá lugar mais frio que a vila de Mafra?!

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Diz quem por cá mora, ou por cá passa, que Mafra é uma região de muito frio. 

Que é pior do que noutros sítios que já estiveram. 

Que é difícil de suportar.

 

Mafra é, também, uma região ventosa por natureza. Se em Mafra não houver vento, então em mais nenhum lugar há.

 

Agora junte-se estes dois ingredientes - frio e vento - e nem o sol nos vale para aquecer!

Para hoje, a mensagem da protecção civil era a seguinte:

 

 

"O Serviço Municipal de Proteção Civil informa que se prevê, nos próximos dias, uma descida acentura da temperatura (sobretudo no dia 21, mantendo-se a tendência nos dias seguintes), bem como vento a soprar moderado a forte do quadrante norte com rajadas de 80km/h.

As características de tempo frio, associadas ao vento que se fará sentir, aumentarão a sensação de desconforto térmico na população." 

 

 

E em mim já se fez sentir esse desconforto, que não sei o que mais vestir sem parecer um chouriço, e sem que consiga evitar ter o corpo enregelado!

Será que posso hibernar por casa, e só voltar a sair quando o frio desaparecer?!

 

Não suporto o frio

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O tempo frio obriga-me a vestir imensa roupa, para poder sentir-me minimamente quente. Mesmo assim, muitas vezes não é suficiente. E quando isso acontece, é assim que eu fico:

- as mãos ficam quase paralisadas, os dedos mal se mexem

- contraio tanto as costas com o frio que, ao final do dia, fico cheia de dores e mal me consigo mexer

- não sinto os pés, e tenho dificuldade em caminhar, nos primeiros minutos

- tenho tendência a encolher as pernas e enrolar-me toda, na cama, tipo caracol, e depois fico ainda com mais dores nas pernas, por causa da posição, e acordo como se tivesse sido atropelada por um camião

 

A única forma de me manter aquecida, é estar a fazer alguma coisa que implique mexer-me, ter um aquecedor no máximo (que me vai dar outros problemas, como constipações, gripes e dores de garganta), caminhar para aquecer os pés (quando posso) ou enfiar-me debaixo de uma tonelada de cobertores e edredãos, e com bastante roupa vestida.

 

Se acham que umas boas luvas me aquecem as mãos, ou as meias os pés, desenganem-se! É apenas para proteger, e para evitar que não gelem ainda mais. Raramente consigo passar de uma temperatura a rondar o "morno".

 

Para terem uma ideia do quanto sofro com o frio, digo-vos que, quando morava com os meus pais, o meu quarto era virado para norte, ou seja, o mais frio da casa. E nessa altura não usávamos aquecedor. Então, numa daquelas noites de frio, dormi com 7 cobertores, 2 edredãos, pijama, meias, luvas, um casaco com carapuço e o mesmo enfiado na cabeça, e eu totalmente coberta, cabeça incluída!