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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando procuramos algo que guardámos demasiado bem!

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De uns anos para os outros, vão sobrando vários materiais escolares que, no ano seguinte, não são precisos e, por isso, acabo por guardá-los, para não andarem por ali a ocupar espaço desnecessário.

O problema, é que esses materiais estão tão bem guardados, que não faço a mínima ideia onde possam estar!

 

 

A minha filha precisava de godés e guaches para hoje à tarde.

Por sorte, encontrei uma caixa de guaches mesmo à mão de semear, no quarto dela, depois de ter virado o corredor de pernas para o ar.

Já os godés, tive que comprar, apesar de saber que tenho uns lá em casa. E que, quando estes já não forem precisos, vou arrumá-los para nunca mais os voltar a encontrar, como fiz aos outros!

Onde é que eu enfiei o raio dos livros?!

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O problema das pessoas demasiado organizadas é que não gostam de tudo ao molho e fé em deus, e arrumam tudo, para desocupar o espaço que será necessário para algo mais útil.

O problema de ter todos os anos ter montes de livros, cadernos e material para arrumar, é que já não sabemos onde pôr tanta tralha, e temos que inventar.

Lá arrumado fica! O pior é quando temos que descobrir, meses depois, onde é que estão!

 

 

Segunda-feira, depois da primeira aula de Educação Visual, veio a lista de material para casa. Era preciso a capa do ano anterior, até para ver que material lá estava, ou era preciso comprar.

Onde é que estará a capa? - pensei eu.

Comecei por procurar na sala. Nada. Havia uma, mas era mais antiga.

Vi no meu quarto, debaixo da cama. Nada.

Fui ver nas caixas que estão no corredor. Tirei caixa atrás de caixa e mais caixinhas, para não encontrar nada, e ter que pôr tudo no sítio novamente.

Até que fui ver debaixo da cama da minha filha, e lá estava ela!

 

 

Ontem, quando cheguei a casa, a minha filha disse-me que ia precisar do livro de Geografia do 8º ano, para o professor dar uma parte da matéria que alguns alunos não tinham dado o ano passado.

Boa! Onde é que eu terei guardado os livros?

Comecei pelas ditas caixas do corredor. Não encontrei.

Vi na sala. Não encontrei.

Tirei todas as caixas que tinha debaixo da minha cama. Nada.

Revirei todas as caixas que a minha filha tinha no quarto. Nem sinal.

Voltei às caixas do corredor, para ver ao pormenor. Só encontrava coisas do 7º, 6º, 5º e até da primária. Mas nada de oitavo ano.

Não sabia onde mais procurar.

Fomos jantar, mas o meu cérebro continuava a tentar perceber onde teria eu enfiado o raio dos livros, e andava de divisão em divisão, a olhar para todo o lado, à espera de descobrir o tesouro.

 

Uma coisa é certa: eu não dei os livros, não os deitei fora, e a casa não tem buracos. E tinha a certeza que deviam estar por perto.

Exclui a casa de banho e a cozinha. Sobravam dois quartos e uma sala, mas já tinha procurado em todos os sitios possíveis e imaginários.

Fui ao quarto da minha filha ajeitar os cortinados, e só então se fez luz!

 

Quando andámos a dar voltas à roupa que a minha filha não vestia, desocupámos a gaveta da cómoda. Teria lá posto os livros?

Num misto de "descobri a pólvora" e "se não estiverem ali, não sei que mais faça", abri a gaveta e, voilá: todos os livros e cadernos do 8º ano arrumadinhos!

Eu sabia que estavam por perto. Quase me mordiam!

Quem é que se lembra de arrumar livros numa gaveta?!

Dona de Casa Desesperada

 

Ontem, depois de um dia de trabalho, cheguei a casa já perto das 20h e o cenário que me esperava foi este:

- Adiantar o almoço e jantar de hoje da minha filha;

- Adiantar o almoço e jantar de hoje do meu namorado;

- Pôr o jantar na mesa para a minha filha;

- Dobrar e arrumar roupa;

- Arquivar papelada;

- Lavar a entrada do portão, que os cães decidiram transformar em casa de banho pública;

- Dar um jeito à cama;

- Lavar loiça, limpar e arrumar;

- Arrumar a cozinha e a tralha toda que a minha filha tinha deixado espalhada pela casa;

- Fazer uma visita ao site das Finanças;

- Pagar a renda da casa...

Ontem, depois de um dia de trabalho, mal tive tempo para descansar, para me sentar, para ver televisão.

E como já não deu para tratar dos banhos ontem, senão deitávamo-nos tardíssimo, tivemos hoje que levantar mais cedo para o fazer.

Felizmente, estas cenas de dona de casa desesperada não acontecem com muita frequência. Por enquanto...

O meu medo é que isto se venha a tornar um hábito, que seja esta a rotina que me espera daqui para a frente, e que tudo o resto se apague.

Que a namorada, amiga, companheira e amante que ainda conseguia arranjar tempo para estar com o namorado, dê lugar à cozinheira e mulher de limpezas que mal tem tempo para si quanto mais para os outros.

Que a felicidade, a alegria e boa disposição, dêem lugar ao cansaço e ao mau humor.

A ver vamos...

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