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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"A Loja de Flores", na Netflix

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"A Loja de Flores" ou, no seu título original, "Tuiskoms", é uma série sul-africana que estreou, em Fevereiro, na Netflix.

Andava ali, na minha lista, meio perdida até que, agora, uns meses depois, chegou a sua vez.

E só posso dizer: vejam!

É daquelas séries que não sabemos que precisávamos de ver, até a vermos.

 

É uma série leve, cómica, que nos faz rir.

É romântica, sem ser lamechas.

É real, sem ser demasiado melodramática.

É divertida, comovente, hilariante, emotiva, humorística.

 

Faz-nos pensar.

No que é realmente importante. 

No que queremos, verdadeiramente, para a nossa vida.

No que estamos a desperdiçar, a deixar passar ou fugir.

E no que temos de agarrar, e a quem (ou a quê) nos agarrar, para sermos felizes.

 

Faz-nos reflectir.

Entre os que partem, e já não estão mais entre nós.

E as pessoas que chegam à nossa vida, seja por que motivo, ou propósito, for.  

A linha que separa as memórias de uma vida que não pode mais ser vivida, e a promessa da uma nova vida que está à espera de ser vivida.

 

E se tudo isto ainda não vos convencer, há mais: livros, e um clube de leitura; e flores, e uma loja familiar que se mantém aberta por "amor". Bonitas paisagens, sobretudo as quintas onde são cultivadas as flores.

Há escrita. Há arte. 

Há amizade verdadeira. Há amor.

Há passados dolorosos, presentes desastrosos, e futuros promissores.

Há um desmistificar de vários preconceitos e ideias pré formadas.

 

Se ainda não deu para perceber, reforço, gostei mesmo da série!

E recomento a todos.

 

E não poderia deixar de destacar estes dois diálogos, e uma das frases finais, que me marcaram:

 

"As pessoas dizem para avançarmos.
Como se o desgosto e a dor fossem uma doença.
Algo que pode ser curado.
Mas instala-se no teu interior.
Torna-se parte de ti.
 
Então...
... e se a dor não passar?
 
Sobrevives.
E esperas.
Esperas não ser engolido por tudo."
 
 
 
"... o amor é uma doença com que todos nascemos. E passamos a vida à procura de uma cura.
A cura, claro, são os outros.
Por vezes, temos sorte e somos curados pela união das almas.
Outras vezes, a cura é um veneno que nos destrói lentamente sem nos apercebermos.
 
O que se faz aí?
 
Com sorte, encontras o antídoto.
 
E isso é o quê?
 
O antídoto é libertarmo-nos.
Cuspir o veneno e continuar a procurar até termos a cura verdadeira.
Doa o que doer.
Se pararmos de procurar, paramos de viver."
 
 
 
"Não podemos evitar a morte mas, com sorte, se o Universo for gentil, encontraremos luz até na escuridão."

 

 

"Sem Dizer Adeus", na Netflix

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"Sem Dizer Adeus" estreou há poucos dias na Netflix.

 

Sim, é mais um filme romântico.

Sim, há o homem que só vive para o trabalho. E a mulher, que é totalmente o oposto.

E sim, como em quase todos os filmes do género, os opostos vão atrair-se!

 

Então, o que faz de "Sem Dizer Adeus", um filme que valha a pena ver? Que se destaque entre tantos do género?

As paisagens mágicas, por exemplo!

O filme é passado em Cusco, cidade situada nos Andes do Peru.

Também encontramos por lá Machu Picchu.

Ficamos a conhecer Salcantay, no pico da Cordilheira dos Andes.

Ou Puno, uma cidade no sul do Peru, no lago Titicaca, um dos maiores lagos da América do Sul. 

E Paracas, uma pequena cidade portuária muito virada para o turismo.

Portanto, natureza no seu melhor! 

Um passeio de tirar a respiração, sem sair do sofá.

 

Cultura, tradições, arte e história - uma parte importante de qualquer viagem!

A música tradicional de Cusco

Os pratos típicos, e uma diferente forma de cozinhar

O Império Inca

Arquitectura, e vestígios arqueológicos

Um povo simples, prático, com espírito de confiança, entreajuda, amizade, humildade.

 

As raízes

Ariana é aquilo a que se chama uma "mulher do mundo". Sempre a viajar, não consegue estar muito tempo no mesmo sítio, mesmo que esse sítio seja aquele que guarda as suas memórias, e onde estão assentes as suas raízes.

Apesar da sua grande ligação à tia, à terra e ao povo, Ariana parece aquele tipo de pessoa que não se quer prender a nada, e a ninguém, seja de que forma for.

 

Salvador é um arquitecto que vive para o trabalho. 

Embora criativo, e bem sucedido, Salvador tem como paixão os números e, por isso, vive para o lucro. 

Quer sempre levar a sua ideia avante, em parte muito pressionado pelo pai, e não costuma olhar a meios, para atingir os fins, com o lema de que "tudo tem um preço".

Salvador e o pai parecem uma dupla em termos familiares e profissionais.

Ao contrário de Ariana, Salvador não se deixa desprender nem por um momento.

O objetivo, e equilíbrio, é cada um deles deixar-se levar por aquilo que tenta evitar a todo o custo, ou não sabe como parar de evitar.

Para que possam ser ainda mais felizes.

Sem promessas.

Mas assumindo um compromisso.

Portanto, mais que o romance em si, é uma descoberta e mudança em cada um deles!

 

 

 

 

 

Troncos que parecem obras de arte!

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Passo por estas árvores diariamente.

Já cheguei a fotografar as copas. As folhas caídas. Os ramos despidos.

Mas nunca tinha reparado para os troncos.

 

No outro dia, numa manhã de chuva, calhei olhar para eles.

Talvez pelo efeito molhado, as cores sobressaíam, e não resisti a fotografar estas "obras de arte".

À tarde, por curiosidade, voltei a olhar para eles.

Já secos, passavam despercebidos.

 

 

Neste Dia Mundial da Arte, uma pergunta

Dia Mundial da Arte - Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO

 

De quem aprecia, mas pouco percebe da mesma.

 

Para vocês, a arte é:

a) imitação ou representação da realidade, com alguma ilusão misturada (teoria da arte como imitação, defendida por Aristóteles)

b) expressão de sentimentos por parte do artista, que nos contagia através da observação da obra (teoria da arte como expressão, defendida por Tolstoi)

c) emoção estética, provocada pela combinação das diferentes partes da estrutura da obra, como cores, linhas, formas (teoria da arte como forma, defendida por Bell)

 

E é isto que se anda a estudar por aqui, em Filosofia: as teorias essencialistas da arte!

Por vezes, é preciso pôr em prática a arte de saber ignorar

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Ignorar aqueles que gostam de provocar, para ver como reagimos 

Ignorar aqueles que gostam de "incendiar" e revolucionar só porque sim

Ignorar conversas sem sentido, que não levam a lado nenhum 

Ignorar aqueles que têm uma necessidade constante de querer atenção para si

Ignorar comparações sem fundamento

Ignorar falsos moralistas, donos da razão, egocentristas

 

Há tantas pessoas, situações, coisas que fazemos tão melhor em ignorar, no nosso dia a dia, que a lista não teria fim.

Nem sempre conseguimos fazê-lo. Há dias, em que a paciência falha. Ou no-la esgotam.

Mas, sempre que possível, é uma arte a aprimorar, e pôr em prática na nossa vida!