Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Efeitos secundários das medidas de contingência conta a Covid-19

Atasi Bengkak Kaki Semasa Mengandung | Najlaa Baby Skincare

 

Pernas inchadas, varizes e cansaço, para quem tem que estar à espera para ser atendido em qualquer lado.

Antigamente, íamos a um qualquer serviço, tirávamos a senha e aguardávamos comodamente sentados, no interior, a nossa vez.

Isso acabou.

 

Agora, esperamos de pé, em fila, na rua, que quam está a ser atendido saia, para entrarmos nós, ou que alguma alminha se lembre de nós chamar.

Passo pelo centro de saúde, a caminho do trabalho, e vejo os utentes cá fora, à espera.

Nas Conservatórias, CTT e outros serviços públicos, o mesmo. Não há condições para deixar as pessoas entrar e sentar.

Mas também não há hipótese de a pessoa sair da fila e ir sentar-se em qualquer lado, enquanto espera, para não perder a vez. 

 

Enquanto isso, os próprios serviços tornam-se mais demorados, o que nos faz esperar ainda mais tempo.

E desesperar.

Quem paga são as nossas pernas.

Podemos não ser contagiados pela Covid-19, mas sofremos no corpo todos os efeitos secundários que as medidas contra ela provocam.

E é a estes médicos que estamos todos entregues!

velho-medico.png

 

Sábado à noite tivemos que ir ao atendimento complementar de Mafra.

Estavam dois médicos de serviço. Não estava tanta gente como da última vez.

Esperámos um pouco.

 

Chamaram 3 pessoas, a última da qual a minha filha. Entrámos. 

Disseram-nos para aguardar numas cadeiras que estão no corredor dos gabinetes.

A médica chama a primeira pessoa.

 

Nós, e um outro senhor, que estamos ali sentados à espera, conseguimos ouvir a conversa quase toda do gabinete médico. A porta nem estava bem fechada e, volta e meia, batia.

Por ali, meio perdida, andava também uma adolescente que tinha sido chamada antes. O médico não estava no gabinete e, quando finalmente chegou e ia atender a utente, a colega chama-o para pedir uma opinião.

Lá foi, por fim, atender a utente que já estava à sua espera, deixando a porta totalmente aberta, o que não ajuda à privacidade do utente que está a ser consultado.

 

Entra, passado um pouco, o utente seguinte no gabinete da médica. 

A forma como ela "impingiu" a vacina da gripe e uma "injecção" em vez de comprimidos, para resolver o problema do senhor, fez-me lembrar uma daquelas campanhas em que nos tentam vender um produto ou serviço.

 

Chegou a nossa vez. O médico perguntou o que se passava. A minha filha explicou.

Nem sequer a analisou. Fez logo o diognóstico, e começou a passar a receita. Perguntou duas vezes se ela era alérgica a algum medicamento. Fora isso, não houve mais conversa.

Pelo meio, ligou para a colega para confirmar a partir de que idade se podia tomar o medicamento "x". 

Receitou antibiótico, e ibuprofeno.

Este segundo, de tantas vezes que já me receitaram medicamentos para o mesmo problema, foi a primeira vez que vi um médico passar receita.

 

Parecia estar zangado com o teclado, tal a força com que batia nas teclas.

Ah, e só por curiosidade, ambos os médicos eram brasileiros. Ao que parece, é cada vez mais difícil apanhar um médico português neste serviço. Embora o profissionalismo e conhecimento não se meçam pela nacionalidade dos médicos.

Quando quem nos está a atender nos dá informações erradas

Resultado de imagem para atendimento balcão desenhos

 

 

Esta semana fomos à Worten comprar um portátil novo.

Não havia em loja o que pretendíamos, pelo que encomendámos, e fomos levantá-lo no dia seguinte, na loja.

Chegados a casa, ligámo-lo, e a minha filha foi experimentar o rato. Não encaixava.

Achámos estranho.

Fomos experimentar a pen. Também não dava. Tentámos várias, tanto eu, como a minha filha, como o meu marido. Não encaixavam.

 

 

Seria possível, num computador novo, não conseguirmos inserir nenhuma pen?

É que elas são todas iguais! 

 

 

Para não fazermos asneira, pegámos no pc e nas pen's, e voltámos à loja.

Atendeu-nos uma funcionária, que me explicou que, provavelmente, as nossas pen's não davam porque eram antigas, com uma definição qualquer que não dava para os novos pc's, e que tinham que ser pen's com outra definição qualquer.

 

 

Entretanto, chega o funcionário que nos tinha feito a encomenda, explico-lhe o problema, ele tira o pc das mãos da colega e diz que não tinha nada a ver.

Colocou a pen, e deu!

O que ele explicou foi que, como o pc é novo, custa mais de início a pen a entrar nas entradas de USB e, por isso, tinha que se dar um jeitinho. Apenas isso!

O que a colega estava a falar referia-se apenas à velocidade.

 

 

Ora, se o funcionário não tivesse chegado naquele momento, a colega estava a induzir-nos em erro, com informações que não resolveriam o problema e, provavelmente, nos iam levar a comprar novas pen's.

 

Visita inesperada à Unidade de Saúde Mafra Norte

Resultado de imagem para unidade de saude mafra norte

 

Foi inaugurada no dia do município, a 30 de maio deste ano, depois de mais de um ano de obras, e uns últimos meses caóticos para quem por aquela zona tinha que passar.

Ao que parece, nos primeiros dias de funcionamento, não tinham linhas telefónicas. Diz quem tentou ligar para lá.

 

 

As minhas últimas consultas, já este ano, ainda foram no Centro de Saúde antigo, pelo que tão depressa não contava aparecer no novo.

Mas acabei por ter que lá ir mais cedo do que esperava.

 

 

À chegada, uma segurança mulher - uma novidade, portanto.

O que salta logo à vista são as duas máquinas, os dois postos de atendimento, e as duas salas de espera em lados opostos.

Para a consulta que eu pretendia, indicaram-me o lado esquerdo que, penso eu, corresponde à antiga Unidade de Saúde Familiar ANDREAS. Não percebi para que consultas serve o lado direito, apelidado de Unidade D. João V.

 

 

A sala de espera é bastante iluminada e com capacidade para bastantes utentes.

A chamar as respectivas senhas, estava uma única pessoa, para todos os assuntos. Só já quase na minha vez de ser chamada é que apareceu uma outra funcionária, mas não sei se seria para ajudar ou substituir.

Consegui consulta, em parte porque a funcionária foi simpática, compreensiva e flexível, para esse dia, depois das 19 horas.

 

 

Chegada à hora marcada, confirmei a consulta e esperei a nossa vez. Vi por lá médicos e pessoal novo, para além dos habituais.

Fiquei curiosa para saber para que serve o Módulo Complementar, que ficava ali naquela zona. Será para outro tipo de consultas de especialidade? Para quem não tem médico de família?

Fomos chamadas para o gabinete médico, com algum tempo de atraso, como já era habitual.

 

 

A médica pediu-nos para entrar e esperar um pouco, que já ia.

Atendeu-nos. Examinou. Pediu colheita de urina e, enquanto isso, ia atendendo outro utente.

Lá nos deu o material.

Achei que deveriam ter uma casa de banho para esse efeito junto dos gabinetes, e não termos que utilizar a geral, passando pelos utentes em espera com a dita colheita na mão!

 

 

Voltámos ao gabinete de enfermagem, para a enfermeira analisar. Deu-nos um papelinho com a leitura, e pediu-nos para esperar num banquinho existente no corredor dos gabinetes. 

A médica, passado pouco tempo, chamou-nos. Mandou-nos entrar e pediu para esperarmos. Foi falar com outra médica.

Voltou ao gabinete. Foi interrompida pela médica, que veio tirar dúvidas sobre o caso da utente que estava a atender.

Finalmente, passou a receita e viemos embora.

 

 

Até está bonzinho o novo Centro de Saúde.

Agora, bom mesmo, seria abrirem por ali uma farmácia, para evitar estar a dois passos de casa, e ter que percorrer toda a vila para comprar os medicamentos.

Dava bem mais jeito que o Snack Bar que abriu no mesmo dia!

A prioridade nas filas para retirar senha de atendimento

Resultado de imagem para prioridade atendimento

 

Ou, por assim dizer, a prioridade antes da prioridade.

Aqui na loja do cidadão, às 9 da manhã, acabam por se juntar várias pessoas, que ali se dirigem para tratar de diversos assuntos.

Por norma, o segurança de serviço entrega umas senhas provisórias de chegada a essas pessoas para depois, por essa ordem, tirar a senha para o serviço pretendido.

 

 

No momento em que cheguei, pouco depois das 9, já não havia essas senhas. Apenas a fila normal, por ordem de chegada, para tirar senha.

Entre as pessoas que estavam à minha frente, havia uma mulher com um bebé no carrinho, que perguntou ao segurança se não devia ter prioridade, já que estava com uma criança.

O segurança explicou que tinha primeiro que tirar a senha e, sendo essa senha de atendimento prioritário, seria chamada antes de qualquer outra pessoa, mesmo que tivesse tirado senha antes, na fila.

Ela voltou a reclamar, que prioridade é prioridade, e que lhe devia ser dada de imediato a senha.

O segurança, acho que para não a ouvir mais, e como deve ter percebido que não havia ninguém na fila antes dela, que também acusasse essa prioridade, lá lhe deu a senha.

 

 

Mas será que a prioridade se aplica também nestes casos? Nas filas para retirar senha de atendimento? Ou apenas ao atendimento em si?

Fiquei com essa dúvida.

A verdade é que, neste caso, mesmo tendo direito à prioridade, a fila estava a andar rapidamente porque, afinal, é só carregar no botão, entregar a senha, e siga. Acho que não se justificava. Ninguém esteve ali à espera mais que 2/3 minutos.

Mesmo sendo um direito que nos assiste, parece-me que, por vezes, usamos e abusamos dele indiscriminadamente, muitas vezes sem necessidade e, algumas, a roçar o ridículo.