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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porque damos tanta importância a coisas que não a têm?

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E porque perdemos tanto tempo a discutir e reclamar por coisas sem importância, a repisar nelas uma e outra vez, quando isso já nada resolve o que foi feito de errado, mas cuja mudança de atitude  da nossa parte, pode fazer a diferença entre ficar bem connosco e com os outros, ou continuar mal?

 

 

Não quero, com isto, dizer que não se deva chamar a atenção, para o que foi feito de errado mas, a partir daí, mais vale pôr para trás das costas, tentar salvar o que ainda pode ser salvo, e viver o que ainda pode ser vivido, do que ficar a lamentar-se pelos erros que já não podem ser apagados, por aquilo que já não se pode coltar atrás e desfazer, sobretudo quando são coisas mínimas, sem importância.

 

 

Muitas vezes, é por estarmos tão focados nessas insignificâncias, que deixamos de aproveitar, prestar atenção, dar valor ao que de importante temos na nossa vida.

E isso, mais do que afectar os que nos rodeiam, só nos torna, a nós mesmos, mais infelizes...

 

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

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Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.

Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?

 

 

Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 

De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 

 

 

Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?

Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?

Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?

Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?

 

 

E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?

 

 

Será isto ensinar?

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Não me parece...

 

 

Numa sala de aula, durante a apresentação de um trabalho por alguns colegas da turma, a professora coloca uma questão sobre o tema a uma outra colega, que está a assistir.

A aluna responde que não sabe.

A professora questiona-a sobre o motivo de não saber responder, e pede aos restantes alunos para darem sugestões sobre o porquê de ela não saber a resposta, anotando as várias sugestões no quadro.

Depois, a dita professora olha para o quadro e, não satisfeita, diz que ainda faltava ali uma: porque é burra.

 

E, por último, pede à aluna que escreva um recado na caderneta, escolhendo uma das sugestões do quadro.

 

Parece mentira?! 

Pois... mas aconteceu! Na turma da minha filha!

 

Isto não é ensino. Não é sequer educação. É humilhação gratuita à frente de todos.

 

 

E se acontecesse com os nossos filhos?

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Estreou na Netflix uma série documental sobre Madeleine McCann, intitulada "O Desaparecimento de Madeleine McCann".

 

 

 

 

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No primeiro episódio, explicavam porque é que, entre tantos casos de crianças desaparecidas diariamente, se deu tanta importância a este em específico, a ponto de ter tido impacto a nível mundial, fazendo correr muita tinta pela imprensa fora, e angariando a empatia e solidariedade de tanta gente, pela situação ocorrida: porque era algo com que as pessoas se identificavam, era algo que as pessoas pensavam "podia ter sido com o(a) meu(minha) filho(a)".

 

 

 

 

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E se, de facto, acontecesse com os nossos filhos?

 

E não, não podemos dizer que connosco nunca tal aconteceria, porque nunca iríamos deixar os nossos filhos num quarto, sozinhos, enquanto íamos jantar fora com uns amigos, ainda que fosse relativamente perto, e que lá dessemos um saltinho a cada meia hora.

Porque isso, apesar de errado, foi uma mera circunstância.

 

 

Quem nunca deixou um filho sozinho em casa, poque teve mesmo que sair e era ali perto, e não ia haver mal nenhum?

Quem nunca foi ali "num pé e voltou no outro", a casa de uma vizinha, e até familiar que viva a poucos metros, enquanto a criança estava entretida a brincar, ou dormia?

Quem nunca foi com os filhos às compras, ou qualquer actividade lúdica, e desviou as atenções deles por momentos?

Ou outras situações do género?

 

 

Fomos irresponsáveis por isso?

Talvez... Não o deveríamos, mas há certas coisas que não podemos prever, e nem sequer imaginamos. De qualquer forma, a responsabilidade é nossa, e não nos podemos ilibar dela. Vai acompanhar-nos daí em diante, e massacrar-nos a cada minuto que passa, sem os nossos filhos de volta, e até mesmo depois do regresso, ou da descoberta da verdade, na pior das hipóteses.

 

Se somos culpados?

Partindo do princípio de que se tratou, de facto, de um rapto por terceiros, a culpa é dessas pessoas. Não nossa.

 

 

No caso dos pais da Maddie, eles aparentam uma postura fria, seca, sem emoções que, para além de outras circunstâncias, os tornaram suspeitos de que teriam algo a ver com este desaparecimento.

Se fosse eu, acho que estaria algures entre o desesperada, chorosa, determinada, revoltada, esmagada pelo peso da culpa que, ainda que não fosse minha, sentiria na mesma.

Provavelmente, frustrada com toda a forma como estes casos são tratados pelas autoridades numa fase inicial que é, quase sempre, fundamental e crucial para se conseguir as melhores pistas.

O tempo que leva até que comecem a agir, e considerar que houve, de facto, um desaparecimento suspeito que é preciso investigar, é o tempo que pode levar uma criança desaparecer sem deixar rasto.

Depois, quando começam a dar real importância ao caso, e a investigar a sério, muitas vezes já é tarde demais.

 

 

Em casos como estes, penso que o mais difícil para os pais, é a incerteza, a dúvida, o não saber se o filho está vivo ou morto, se está bem ou em sofrimento, o que fizeram com ele, onde estará? Sobretudo quando se passam tantos anos, como é o caso.

E o porquê? Porquê o nosso filho?

 

 

Relembrando também o caso português do Rui Pedro, penso que estaria mais como a mãe dele, do que como a Kate McCann. Provavelmente, a enlouquecer a cada dia. Mas cada pessoa tem a sua forma muito própria de reagir às adversidades, sem que isso a faça menos sofrida, ou a caracterize como pessoa incapaz de sentir amor pelos filhos, ou dor pela perda.

 

 

No entanto, se no caso Rui Pedro, apesar de não se saber o que aconteceu, parece não haver grandes dúvidas de que os pais nada têm a ver com o seu desaparecimento, no caso Maddie, não consigo deixar de considerar estranhas todas as circustâncias que envolveram o desaparecimento.

Terão vindo de férias a Portugal inocentemente, ou já com algo planeado?

Estará todo o grupo envolvido, e a protegerem-se entre si?

Terão simulado aquelas visitas de vigilância, para terem um álibi ou mostrar um comportamento cuidadoso, apesar da aparente negligência?

Terão inventado avistamentos para induzir as investigações nas pistas erradas, desviando-as do caminho do crime, e ganhando tempo?  

Estarão os pais, de facto, inocentes?

Perguntas para as quais nenhum de nós, algum dia, saberá a resposta...

 

Quando um jogador desautoriza o seu treinador em pleno jogo

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Aconteceu no passado domingo, na final da Taça da Liga Inglesa, que se disputou entre o Chelsea e o Manchester City.

Por duas vezes assistido em campo, e já a terminar o tempo de prolongamento, o treinador do Chelsea, Maurizio Sarri, achou por bem substituir o guarda-redes Kepa, pelo seu colega de equipa, uma vez que, devido às queixas que foi apresentando, poderia não estar no seu melhor, para defender os penaltis.

Mas Kepa, achou que não havia necessidade. Que estava bem. Que podia continuar em jogo.

Só que o mostrou da pior forma, fazendo braço de ferro com o treinador, desautorizando este, fazendo birra e desrespeitando o seu colega que já tinha aquecido e estava pronto a entrar.

 

 

Duas pessoas estiveram mal nesta situação: jogador e treinador.

 

Kepa esteve mal porque, acima de tudo, deve respeito ao treinador. E se o treinador acha que ele deve ser substituído, por muito injusto que possa ser, só deve acatar essa decisão, ainda que não concorde com ela.

Esteve mal a partir do momento em que achou que só ele poderia defender a baliza do Chelsea, e que o seu colega poderia pôr em risco a vitória da equipa. Por muito que ele pense que "já que fiz até aqui, vou até ao fim" ou que se sentisse em plena forma física para continuar, ainda assim, não era motivo para fazer a birra que fez em pleno campo, e para a recusa veemente em sair e ser substituído.

Até poderia estar a fazê-lo pela equipa, mas a ideia que passou foi a de que só estava a pensar em si, e na sua vontade.

 

Sarri esteve mal porque, apesar das várias vezes em que pediu ao jogador para sair, sem que este o fizesse, não impôs a sua autoridade como treinador, mostrando que os jogadores podem fazer o que bem entendem, que ele não tem mão nem pulso firme para os comandar.

Em vez disso, reclamou, mostrou frustração, ameaçou abandonar o estádio, para depois voltar atrás e dar o dito pelo não dito e, mais tarde, desvalorizar o incidente, como se se tratasse apenas de uma mera falha na comunicação.

 

 

A verdade é que, por ironia do destino, o Chelsea acabou por perder a partida e a taça para o seu rival, devido a um penálti que Kepa não defendeu.

E agora, para castigo, como punição pela sua atitude, o Chelsea fez saber que o jovem guarda-redes irá doar uma semana de salários à fundação do clube.

 

 

Na minha opinião, um bom jogador não é apenas aquele que joga bem, que mostra bons resultados em campo e traz mais valias para a equipa, mas também aquele que, apesar do seu talento, tem também carácter, humildade, que sabe que está ali pela equipa e em equipa, e não para se mostrar a si próprio, que sabe o seu lugar e o seu papel, e quem é que comanda a equipa, que sabe acatar decisões, que não se deixa vislumbrar facilmente pela fama, pela imagem, pelos milhões que ganha, esquecendo tudo o resto.

E por vezes, é preciso chamá-los de volta a terra.

Penso que a melhor forma de punir Kepa pelo seu comportamento, mais do que perder ali meia dúzia de euros (que para ele é uma agulha no palheiro do ordenado que recebe), seria com a sua permanência no banco nos próximos jogos que a sua equipa disputasse.

Claro que, no futebol de competição a este nível, é mais provável que o clube, e o treinador por arrasto, estejam mais interessados naquilo que poderão ganhar (ou perder) com as possíveis fragilidades da equipa ou até mesmo derrotas, na ausência do seu melhor guarda-redes, do que em formar civicamente os jogadores. 

 

 

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