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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Do positivismo, e da forma como nos deixamos, ou não, influenciar pelo seu oposto

ВРЕМЯ ЛЕЧИТ. ГЛАВНОЕ НЕ УМЕРЕТЬ ВО ВРЕМЯ ТАКОГО ЛЕЧЕНИЯ.: psylosk ...

 

Nem todos os dias são iguais.

Nem todos os dias estamos com o mesmo estado de espírito.

Com a mesma força.

Com a mesma energia.

Com o mesmo humor e disposição.

Com o mesmo positivismo. 

 

Quando saímos à rua, temos que ter em conta que, tal como nós, também quem nos rodeia está a encarar esse dia de acordo com o estado de espírito com que saiu de casa. Ou foi adquirindo, ao longo do dia.

Sim, porque até podemos sair de uma forma, mas tudo se transformar, por influência do meio que frequentámos, e das pessoas com quem nos cruzámos.

Dizem que os opostos se atraem mas, no que ao positivismo diz respeito, nem sempre funciona assim.

É verdade que, ao lidarmos com uma pessoa negativa, podemos tentar contrariar essa tendência. Por outro lado, perante uma pessoa super positiva, podemo-nos sentir no direito de quebrar essa sensação, com pensamentos negativos. 

Mas, por norma, positivismo atrai positivismo, e negativismo atrai negativismo.

Daí ser muito importante seleccionar as pessoas com quem queremos conviver, ter ao nosso lado, ainda que nem sempre seja possível escolher aquelas que, por qualquer motivo, teremos que lidar em diversas situações da nossa vida.

 

Mas o positivismo não depende só dos outros.

Tem que começar em nós.

Há dias em que já saímos de casa completamente equipados e protegidos, e munidos de guarda-chuva, impedindo que esta nos afecte. Podemos até ser atingidos por uns salpicos, mas depressa os sacudimos.

Estamos com imunidade total, e nada nos poderá contagiar.

Outros dias, a determinado momento, acabamos por nos esquecer dessa protecção, ou de achar que não vamos precisar dela porque, afinal, o sol está a brilhar no céu, e ninguém supõe que ao longo do dia o mesmo dê lugar à chuva.

Há também os dias em que a nossa protecção não é suficiente. Um guarda-chuva que quebra com o vento, um casaco que fica ensopado.

E aqueles em que, mesmo saindo de casa com chuva, não queremos saber, e atiramo-nos para ela, como se pensássemos "de molhados, não passamos". É quando a nossa imunidade está em baixo, e podemos ser facilmente contagiados.

 

O positivismo, depende muito, igualmente, da nossa força. Daquela que poderá ser necessária para afastar cada nuvem negra que se tente aproximar, e deixar o sol continuar a brilhar. Se ela não existir, ou não for em quantidade suficiente, as nuvens levam a melhor, e o sol desaparece.

Mas nem sempre isso tem que ser negativo. 

A vida não é feita só de sol, ou de chuva, de bom tempo, ou de tempestades. A natureza encarrega-se de ir alternando, tal como acontece connosco.

Faz parte.

Porque só assim conseguimos, de certa forma, perceber o quanto o positivismo nos faz falta, e o quanto o negativismo provoca estragos, realçando ainda mais a importância de, pelo menos, se tentar ser mais positivo em cada fase da nossa vida.

 

 

A "Pantera" da Ericeira

 

 

Todos os dias, à saída da praia, encontrámos esta gatinha linda a bronzear-se!

Parece que a mãe dela, que costumava andar pelo Hotel Vila Galé, a expulsou do seu território.

E foi assim que ela se mudou, de "armas e bagagens" para as arribas que ficam um pouco mais à frente, entre os bares e os balneários da praia do sul.

É muito mansinha, meiguinha, e tem uns olhos verdes lindos! Está, aparentemente, bem tratada, porque as pessoas lhe vão dando comida, incluindo as do café e do restaurante. E está esterelizada, como indica o seu pequeno corte na orelha.

Ao vê-la ali, no seu mundo, disse para a minha filha: temos que lhe arranjar um nome, mas tem que ser selvagem. E surgiu Pantera! Embora não seja preta.

Não havia quem não parasse para lhe fazer uma festinha ou apreciá-la ali, sem medo, no meio de dezenas de pessoas. Posso mesmo dizer que esta menina foi a grande atracção da praia neste Verão.

Só temo pelo que lhe possa acontecer quando a época balnear acabar, os cafés fecharem e o mau tempo chegar.

Boa sorte, Pantera! 

Paixão e amor

 

O que é, para mim, a paixão?

É um estado que se caracteriza, sobretudo, por atracção, inquietação, “cegueira”, “incapacidade” de pensar, euforia desmedida, corações palpitantes e sobressaltados, instintos, loucura, ansiedade…

Quando estamos apaixonados, o nosso pensamento foca-se única e exclusivamente naquela pessoa, muitas vezes descuidando tudo o resto que faz parte da nossa vida.

É maravilhoso, faz parte da vida apaixonarmo-nos, e vivermos esses momentos tão intensos, que nos fazem sentir vivos e desejados.

No entanto, são estados que, tal como um vírus, nos atacam de repente e por diversas vezes, mas que depressa se curam!

Isso não significa que uma paixão não possa evoluir para amor.

Já o amor, é um estado que se caracteriza, na minha opinião, pelo sossego, pelo acalmar dos corações, pela segurança, pela tranquilidade, pelo verdadeiro conhecimento mútuo, apreciando e vivendo de forma mais madura a relação…

Quando existe amor, existe confiança mútua, existe cumplicidade, existe respeito. Compartilhamos a vida, experiências pessoais, e o que de mais íntimo temos dentro de nós, assumindo um compromisso duradouro, respeitando o espaço e a liberdade de cada um.

Quando amamos, tornamo-nos altruístas. Todos os nossos gestos são despidos de qualquer intenção de sermos recompensados, de recebermos algo em troca pelo que fizemos.

Com o amor, percebemos que não existem pessoas perfeitas, mas aprendemos a respeitar e a aceitar a pessoa que está ao nosso lado, com todas as suas qualidades e defeitos.

Aprendemos que ninguém é igual a nós, mas que nos podemos enriquecer com essas diferenças.

O amor, é algo que se vai construindo – se os alicerces forem fortes, mantém-se intacto e resiste às intempéries! Se as bases forem fracas, pode desmoronar-se perante as adversidades da vida.

Amar não significa dedicarmo-nos única e exclusivamente a alguém, não significa dependermos totalmente desse alguém para sermos felizes.

Primeiro, é importante que cada um de nós se ame a si próprio, que já seja feliz, que se sinta bem consigo mesmo, e com tudo aquilo que já conquistou.

A partir daí, estaremos aptos para expandir essa capacidade de amar aos que nos estão mais próximos.

Se é complicado? Talvez seja, ou talvez sejam as pessoas que complicam.

Se exige muito de nós? É verdade, exige! Mas é sempre compensador!

Se o amor nasce e cresce por magia? Talvez seja mágico, mas se não for alimentado, se não for cuidado, se não colocarmos um novo pilar, uma nova peça a cada dia, se deixarmos que o acaso se encarregue de fazer o nosso trabalho, nenhuma magia o poderá salvar!