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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando a ajuda tem o efeito inverso

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Por vezes, as pessoas têm tendência a querer ajudar ou outros, sem saber exactamente a realidade da situação em questão, sem estar envolvida na mesma.

Essa ajuda traduz-se, quase sempre, por fazer o contrário daquilo que os outros fazem e que, supostamente, está a ser prejudicial a quem queremos ajudar.

Como se quisessem libertar essa pessoa, dar-lhe a liberdade, autonomia e confiança que os outros não depositam nela, limitando-a.

E se as coisas até começam a correr bem, acham-se os maiores, porque souberam lidar com tudo, sem stress, levando-as a acreditar que tudo o resto era desnecessário.

Mas esse é, muitas vezes, o grande erro porque, quando menos esperarem, a situação que provocaram pode fugir do controlo, e as consequências ser catastróficas. E, aí, onde fica a valentia, a arrogância do "afinal eu é que sei"?

Nessa altura, o pensamento muda para "afinal, não sei assim tão bem lidar com isto" ou "afinal, talvez os outros não estivessem tão errados".

Se é verdade que, por vezes, pode ser benéfico ouvir conselhos ou opiniões de pessoas que não estão por dentro das situações, e as coisas até resultam positivamente, também é verdade que, noutras circunstâncias, podem trazer uma melhoria de pouca duração,que acabará por descambar e piorar a situação.

É muito fácil formar juízos de valor e emitir opiniões. Mas quem opta por ficar do lado de fora nunca conhecerá, a 100%, aquilo que se passa no interior.

Falam muito, mas não dizem nada!

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Sabem aquelas pessoas a quem se faz uma pergunta, e andam ali às voltas e voltas, acabando por dar uma resposta que nada tem a ver com a pergunta que fizemos, porque nem elas próprias sabem?

 

E aquelas pessoas que são peritas num determinado assunto, a quem recorremos quando temos dúvidas que não conseguimos esclarecer, e vemos que aquilo que nos explicam é apenas aquilo que também nós sabemos/ conseguimos fazer?

 

Ou ainda aquelas que têm intenção de nos ajudar de boa vontade, mas nada mais fazem que atrapalhar e atrasar o nosso trabalho, sem terem contribuído com algo de útil?

 

Pois é, falam muito, fazem pouco, e não dizem nada!

Mais vale ficarem quietinhas no seu canto. Se não podem ajudar, não atrapalhem!

 

 

Um pouco de bom senso, por favor!

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Se no outro dia falei daquelas pessoas que não estacionam no local apropriado, hoje venho falar de outras, que o fazem.

E que por lá ficam paradas, entre carros, em pleno estacionamento, a tratar de várias tarefas, sem perceber que estão no caminho dos outros.

Aconteceu-me uma manhã, quando me dirigi para o carro, e estava uma mãe com o seu filho entre a porta do meu lado e a dela.

Como se eu tivesse todo o tempo do mundo, perguntou-se se eu podia esperar um bocadinho. Porquê?

Porque estava a ajeitar a gola da camisola do filho, a vestir-lhe o casaco, a passar-lhe a mochila, e a procurar não sei que mais na mala dela!

Ora, eu sei que temos que ser uns para os outros, e até nem me chateei muito, porque tinha tempo. Mas a verdade é que a dita senhora poderia ter ido para o passeio fazer isso, sem estar no caminho dos outros. Ou poderia ter esperado que eu entrasse, para depois continuar o que estava a fazer.

O meu marido é que não foi na conversa, pôs o carro a trabalhar, fez marcha atrás e a senhora, sobressaltada, pôs-se logo a andar dali para fora. Remédio santo!

Um pouco de civismo e bom senso não seriam demais para muita gente! 

 

Para que servem os estacionamentos?

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Cada vez mais me pergunto para que servem os estacionamentos.

Estou constantemente a ouvir as pessoas queixarem-se da falta de espaços para estacionamento mas, quando existem, não os utilizam. Porquê?

Porque isso dá imenso trabalho, não é prático, e perde-se demasiado tempo a fazê-lo.

Em frente à escola da minha filha existe um estacionamento. Quando vamos levá-la à escola, são vários os lugares vazios onde se pode estacionar.

No entanto, os paizinhos, mãezinhas e afins, preferem parar em frente ao portão, para que os seus queridos filhos ou netos não tenham que andar meia dúzia de metros.

Mas esses até nem são os casos mais graves.

Piores, são aqueles que param a ocupar a via, para os filhos saírem, muitas vezes em segunda fila e que, como tal, impedem a saída dos que estão correctamente estacionados, dificultam as manobras e atrapalham a circulação dos restantes veículos.

Depois, há aqueles que estacionam no espaço destinado aos deficientes, e às carrinhas escolares.

E isto acontece todos os dias, mesmo sem a "desculpa" do mau tempo! 

O cenário só muda quando, esporadicamente, a Polícia Municipal ou a GNR se lembram de por lá aparecer e passar umas multas.

Só é pena que não o façam todos os dias da semana, para ver se a mentalidade destas pessoas mudava um bocadinho.

Seria tudo muito mais fácil, rápido, e evitavam-se os engarragamentos e a confusão diária, principalmente nas horas mais críticas do dia.

Afinal, para que mais foram feitos os estacionamentos, senão para os veículos?!

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