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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Deixar para trás quem não quer seguir connosco

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"Depois de tudo o que tínhamos passado, pensei que tínhamos finalmente acertado o passo, e que estávamos em sintonia.

A nossa amizade ainda era jovem, apenas cinco meses, mas foram suficientes para te conhecer, saber como eras, o que pensavas, como te sentias. 

Eras aquela pessoa que eu queria, sem dúvida, ter como amigo, sempre ao meu lado. Com quem queria partilhar as minhas vitórias, as minhas conquistas, os meus medos, os meus fracassos, as minhas alegrias ou tristezas, as minhas desilusões. Nunca pensei que, um dia, serias uma delas...

Eras tudo aquilo que se poderia pedir, ou desejar. Um exemplo daquilo que todos procuramos num amigo.

Tivemos os nossos problemas, as nossas parvoíces, e conseguimos sempre superar, e nunca deixar que isso afectasse a nossa amizade.

Talvez eu não tenha visto os sinais, ou talvez não os tenha querido ver. Ou, talvez, não tenhas dado qualquer sinal de que, um dia, sem qualquer explicação, sairias da minha vida, assim, do nada.

Num momento, caminhávamos lado a lado, e conversávamos sobre coisas banais. Quando dei por isso, caminhava sozinha e, de ti, nem sinal. Tinhas evaporado.

Não deixaste rasto, não deixaste pistas, não deixaste uma única pegada que fosse.

De outras pessoas, eu poderia até esperar isso. Mas não de ti...

E não encontro explicação para o facto de não me teres dito na cara que não querias mais a minha amizade, que não querias mais falar comigo,que não me querias mais na tua vida. Não encontro explicação para teres cortado todos os laços que nos uniam, sem uma única palavra.

Penso que, pelo menos, merecia isso. Uma palavra que fosse, vinda de ti. Mas nem isso me deste...

E eu, sabendo que sempre arranjaste forma de não perdermos o contacto, por muito que não queira pensar o pior de ti, não consigo ver as coisas de outra forma. Perdoa-me se estou errada mas, sem a tua versão da história, eu só posso contar com aquela que a minha cabeça está a construir, seja ela verdadeira ou não.

E assim terminei o ano, sem ti para me acompanhar nesta passagem, sem ti para celebrar a chegada de um novo ano, e muitos mais de amizade.

Se me desiludiste? Muito!

Se fiquei triste? Sabes que sim!

Mas se há coisa que aprendi, e vou aprendendo, é que, por muito que custe, temos que deixar para trás quem não quer seguir connosco. 

E eu vou fazer-te a vontade, e deixar-te ficar onde tu decidiste ficar, algures em 2017, a meio da nossa conversa.

Não me arrependo de tudo o que tive que fazer para nunca deixarmos de falar, nem dos planos que cheguei a fazer, com a minha família, de um dia irmos até aí visitar-te.

Guardo todas as boas recordações que tenho de ti, mas também a mágoa que sinto dentro de mim. Contigo aprendi a ser mais cautelosa, a não me entregar tanto, a não confiar em tudo o que parece. Mesmo sabendo que ainda me vou desiludir muitas mais vezes.

Quem sabe um dia não nos voltemos a encontrar. Eu gostava...Ou talvez nunca mais nos cruzemos. E mesmo que isso acontecesse, nada seria igual. Porque aquilo que tínhamos, uma vez quebrado, por mais que tentemos remediar, nunca será o mesmo.

 

Ou, quem sabe, eu esteja a ver tudo mal, e haja uma boa justificação para o teu silêncio e a tua ausência. Como eu queria acreditar nisso! Mas duvido...

Por isso, estejas onde estiveres, sê feliz. Eu vou tentar fazê-lo também!

 

E, como dizia a nossa música:

"so im letting go of everything we were
it doesnt mean it doesnt hurt...

we built it up
to watch it fall
like we meant nothing at all
i gave and gave
the best of me
but couldn't give you what you need
you walked away
you stole my life
just to find what you're looking for
but no matter how i try
i can't hate you anymore..."

 

Texto inspirado em duas pessoas cuja amizade terminou repentinamente no final de 2017.

 

E é assim que temos que viver as nossas vidas. Com pessoas que entram nas nossas vidas e nos acompanham, e outras que vão ficando pelo caminho, dando lugar a outras que ainda estarão por vir.

Custa sempre, mas temos que seguir em frente.

Visitar um blog é como ir a uma esplanada!

 

Não acreditam?!

Descobrem uma esplanada de um qualquer estabelecimento, vão lá uma primeira vez e gostam dos produtos, da simpatia no atendimento, do espaço, e tudo o resto. Sempre que podem, voltam lá.

Da mesma forma, descobrem um blog, gostam e visitam com frequência.

Estando essa esplanada aberta ao público, tem sempre clientes. Uns dias mais, uns dias menos, dependendo da vontade e disponibilidade dos clientes. Das novidades, menus especiais e ofertas que o estabelecimento faça. Do estado do tempo. E de humor dos clientes. Muitas vezes nem há uma explicação concreta! Mas tem sempre clientela!

Assim são os blogs! Enquanto houver publicações com frequência e que chamem a atenção, tanto pela sua complexidade como pela simplicidade, por nos fazerem rir, lembrar de coisas que já nos aconteceram, por nos identificarmos com os autores e com o que escrevem, ou qualquer outro motivo. 

Também esses blogs vão tendo sempre as suas visitas, umas que já são da casa, outras que entram pela primeira vez.

Mas se um blog começar a publicar mais esporadicamente, ou estiver ausente por algum tempo, vê as suas visitas diminuirem, os visitantes perderem o interesse e virarem-se para outras paragens.

Se chegarem à vossa esplanada de sempre, e se depararem com ela fechada por tempo indeterminado, ou uns dias aberta, e outros fechada, começam a ficar aborrecidos, e a procurar outro sítio onde passarem alguns momentos agradáveis à conversa com os amigos, ou sozinhos. As primeiras vezes ainda vão passando lá, para ver se têm sorte. Mas acabam por desistir!

Não é assim, também, com os blogs?!

Mais uma falha neste novo ano lectivo

 

Sim, estive ausente!

Pela primeira vez, desde que a minha filha iniciou a vida escolar, não compareci a uma reunião com o professor responsável pela turma.

Porquê?

Não foi por não poder ir, nem por não querer, mas pura e simplesmente porque ninguém me informou da mesma! Começamos bem.

Como já tinha referido num outro post, o director de turma pareceu-me a pessoa perfeita para a função, muito profissional e muito boa pessoa.

E um engano, qualquer pessoa pode cometer.

Quando a minha filha me ligou da escola naquela tarde, a dizer que ia haver uma reunião dos pais dos alunos com o director de turma (da qual eu não tinha conhecimento), achei estranho. E, em cima da hora, não pude deixar o trabalho e ir a correr como uma doida.

Já que os outros pais sabiam e eu não, e partindo do princípio que fomos todos informados via email, pensei que o director de turma se tivesse enganado ao digitar o meu e, por isso, não o tivesse recebido.

Como tal, enviei um email para ele, a informar que não tivera conhecimento da reunião e a pedir para me enviar um email em resposta, com os assuntos tratados na reunião que considerasse relevantes. Pedi ainda que me informasse se a minha filha tinha sido sinalizada para algum apoio ao estudo ou não.

Isto foi na terça-feira à tarde. Hoje, sexta-feira, ainda não obtive qualquer resposta! Não acho isto normal.

No dia da apresentação, todos os pais preencheram uma folha com o email e telemóvel de contacto, para o director de turma. E ele deu-nos o seu email do agrupamento.

Além disso, os alunos têm a caderneta onde se pode fazer a correspondência entre pais/ professores e vice-versa.

Assim, não se compreende que, à semelhança do que fazia a professora do 1º ciclo, não tenha havido uma comunicação prévia na caderneta, ou outra qualquer escrita, ou verbal aos próprios alunos. Já não digo um telefonema, porque isso saía caro à escola.

Como também não compreendo como é que, ao comunicar com o director de turma para o email que ele nos deu, não me foi dada qualquer resposta.

uma falha destas não me parece um bom começo para este ano lectivo. Vamos ver daqui em diante...

 

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