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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Já elogiou alguém hoje?

 

Elogio é o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de algo ou alguém. Um elogio pode desencadear uma série de substâncias do prazer, da alegria e da satisfação na corrente sanguínea de quem o recebe.

Por isso mesmo, pode ser utilizado para motivar, aumentar a auto-estima ou corrigir defeitos. Pode servir de reconhecimento por um bom desempenho ou actos de destaque. É essencial para um desenvolvimento emocional e social saudável ao longo de todo o ciclo de vida, e vital para um bom clima familiar e organizacional. Um ser humano elogiado fará melhor, dará algo mais numa próxima vez, será melhor.

E, quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados!

Assim, mesmo para aqueles que afirmam que "os elogios não nos elevam, assim como as críticas não nos rebaixam, porque somos aquilo que somos e não o que nos acham", aqui ficam alguns dos benefícios da arte de elogiar:

  •  Aumenta a auto-estima individual;
  •  Sentimento de pertença a um grupo;
  •  É um meio para alcançar um comportamento desejado no outro;
  •  Aumenta a produtividade das pessoas e da empresa;
  •  Ajuda a fortalecer amizades e a criar novas;
  •  Aumenta a resistência física e psicológica contra situações de doença ou desesperança e pessimismo;
  •  Melhora a postura pessoal e protege as pessoas contra o stress e pressão do quotidiano;
  •  Incrementa a identidade profissional para o sucesso;
  •  Aumenta o valor da imagem profissional de quem recebe e dá mais poder pessoal a quem emite;
  •  Facilita/promove a comunicação interpessoal;
  •  Promove mudanças comportamentais pessoais e profissionais;
  •  Serve como ferramenta educacional;
  •  É de graça!

E você, já elogiou alguém hoje?

A institucionalização e a comunidade

 

Uma criança/ jovem que chega a uma instituição já se sente, à partida, excluída ou marginalizada, relativamente a outras crianças. É um ser fragilizado, com baixa auto-estima, dependente, sem planos para o futuro ou um projecto de vida.

É, por isso, necessário um trabalho árduo mas, acredito, muito gratificante para quem o faz, no sentido de garantir e proporcionar, não só os cuidados básicos de alojamento, alimentação, higiene, saúde e educação, mas também o reforço da auto-estima com a valorização dos aspectos positivos, bem como o desenvolvimento de uma autonomização gradual.

Além da promoção do contacto e envolvimento da família durante a institucionalização, é através da interacção e utilização de vários recursos da comunidade que se criam oportunidades para estas crianças/ jovens socializarem e conviverem, construindo, por exemplo, relações interpessoais fora da instituição.

Embora inicialmente estes estabelecimentos se localizassem, estrategicamente, na periferia dos núcleos urbanos, afastando as crianças/ jovens tanto da família de origem como da comunidade, dificultando a reinserção, hoje em dia há uma maior abertura e interacção com a comunidade local. 

As instituições podem também preparar os jovens para a sua independência, apoiando-os, de diversas formas, no processo de saída e eventual retorno à sua casa ou na sua inserção no mundo laboral.

Embora haja uma imagem depreciativa do acolhimento institucional, alimentada quer pelos utentes quer pelos próprios profissionais que lá trabalham, e haja provavelmente discriminação das crianças/ jovens que passaram por este processo, a verdade é que há igualmente testemunhos bastante positivos de quem lá esteve, e agora se sente realizado e feliz por ter tido o apoio (a todos os níveis) que encontrou nestas estruturas e que, de outra forma, nunca teria tido. 

AUTO-ESTIMA – O GRANDE DESAFIO

 

Nem sempre temos uma boa auto-estima – pelos mais variados motivos, ela pode baixar, ou até mesmo nunca ter sido grande.

É uma característica que pode vir da infância, da adolescência, ou surgir em qualquer momento da nossa vida.

E se é verdade que muitas vezes, como resultado da baixa auto-estima, recorremos à opinião de terceiros para nos dar uma certeza que nós próprios não conseguimos ter, também é verdade que, muitas vezes, é na sequência dessas opiniões, que ela baixa!

Como voltar a recuperá-la? Esse é um grande desafio a enfrentar. É preciso amarmo-nos a nós próprios, respeitarmo-nos, confiarmos nas nossas qualidades, e naquilo que somos e podemos, não deixando que ninguém nos derrube.

Temos direitos, e não podemos permitir que eles nos sejam negados.

Direitos como o de sermos tratados com respeito, o de não sermos responsabilizados por asneiras ou maus comportamentos de qualquer outra pessoa, o de cometermos erros, o de dizermos não…

O direito de termos sentimentos, as nossas próprias convicções ou opiniões, o de protestarmos contra críticas ou tratamento injusto.  

Ninguém nos pode fazer sentir inferiores, sem o nosso consentimento!

Por isso, não consintam que alguém vos faça sentir assim, acreditem em vocês mesmos e no vosso potencial, e sejam felizes!

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